DESTINO FINAL

9 de set. de 2010

Eu serei contigo - Dave Hunt

Sob uma máscara de terminologia cristã, uma variada gama de psicoterapias está assolando a Igreja, levando os crentes a afastarem-se de Deus e a voltarem-se para si mesmos. Dentre elas, as mais nocivas são as terapias regressivas, criadas para sondar o inconsciente do indivíduo à procura de lembranças escondidas que supostamente causam males que vão desde a depressão, os acessos de ira e até as más condutas sexuais, e por isso devem ser reveladas e "curadas". Estas ramificações de teorias freudianas e jungianas, baseadas no ocultismo e que há décadas vêm causando um impacto destrutivo na sociedade, estão agora fazendo estragos dentro da Igreja.

A "cura interior"

Uma forma popular de terapia de regressão é a chamada "cura interior", introduzida na Igreja pela ocultista Agnes Sanford (veja A Sedução do Cristianismo). Depois de sua morte, [essa terapia] foi levada avante pelos que foram influenciados por ela, tais como os terapeutas leigos Ruth Carter Stapleton (irmã do ex-presidente americano Jimmy Carter – N. R.), Rosalind Rinker, John e Paula Sandford, William Vaswig, Rita Bennett e outros. A cura interior, no início predominante entre igrejas carismáticas e liberais, espalhou-se amplamente nos círculos evangélicos, onde é praticada de forma mais sofisticada por psicólogos como David Seamonds, H. Norman Wright e James G. Friesen, e igualmente por terapeutas leigos como Fred e Florence Littauer. A insistência veemente dos Littauer de que rara é a pessoa "que pode dizer que verdadeiramente teve uma infância feliz", certamente condiciona seus aconselhados a recobrar memórias traumáticas e infelizes.

Mesmo que fosse possível, com precisão e segurança, deveríamos sondar o passado para trazer à tona memórias esquecidas? Notoriamente, a memória é enganosa e está a serviço do ego. É fácil persuadir alguém a "lembrar-se" de algo que jamais pode ter ocorrido. Pela sua própria natureza, tal como outras formas de psicoterapias, a cura interior cria falsas memórias. Além disso, por que deverá alguém revelar a lembrança de um abuso passado para que possa ter um bom relacionamento com Deus? Onde se encontra isto na Bíblia? Se parcelas do passado devem ser "lembradas", por que não cada detalhe? Essa tarefa se mostraria impossível. Entretanto, uma vez aceita esta teoria, jamais se terá certeza de que algum trauma não continue escondido no inconsciente – um trauma que detém a chave do bem-estar emocional e espiritual!

"...as coisas antigas já passaram..."

Contrastando com esta idéia, Paulo esquecia-se do passado e prosseguia para o prêmio prometido (Fp 3.13-14) a todos quantos amam a vinda de Cristo (2 Tm 4.7-8). As conseqüências do passado são insignificantes se os cristãos são verdadeiramente novas criaturas, para quem "as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17). Investigar o passado de alguém a fim de achar uma "explicação" para o seu comportamento atual choca-se com o ensino completo das Escrituras. Se bem que possa parecer uma ajuda por algum tempo, na realidade, está tirando da pessoa a solução bíblica através de Cristo. O que importa não é o passado, e sim o nosso relacionamento pessoal com Cristo agora.

Mesmo assim, muitas pessoas afirmam ter sido ajudadas pela terapia regressiva. Descobrir a "causa" em um trauma passado (seja real ou uma "memória" implantada por sugestão no processo terapêutico) pode produzir uma mudança de atitude e de comportamento por algum tempo. No entanto, mais cedo ou mais tarde, voltará a depressão ou a ira, a frustração ou a tentação, levando a pessoa a renovar a busca no passado para descobrir o trauma "chave" cuja lembrança ainda não foi revelada. E assim continuamente.

"Hiatos de memória"?

Em harmonia com o princípio freudiano de toda "cura interior", o livro Freeing your Mind from Memories that Bend (Libertando Sua Mente de Memórias que Aprisionam) de Fred e Florence Littauer apresenta a tese de que revelar as memórias ocultas é a chave para o bem-estar emocional e espiritual. Eles sugerem que quaisquer "hiatos de memória" da infância indicam a probabilidade de abuso (com grande possibilidade de ser na área sexual). Por esta definição, todos nós fomos abusados, pois a maioria de nós não se consegue lembrar de cada casa em que moramos, de cada escola onde estudamos, de cada professor e colega de aula, de cada passeio com a família quando éramos crianças. Ensinar que estes "hiatos de memória" indicam períodos de abuso encobertos na lembrança, como fazem os Littauer, é contrário ao senso comum, sem respaldo científico e sem apoio bíblico.

Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes da Personalidade

Os Littauer, como tantos outros autores neste campo, baseiam sua abordagem nos chamados quatro temperamentos. Essa teoria sobre a personalidade, já há muito desacreditada, surgiu da antiga crença grega de que o universo físico era composto de quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Empédocles relacionou-os com quatro divindades pagãs, enquanto Hipócrates associou-os aos que eram considerados, na época, os quatro humores do corpo: sangue (sangüíneo), fleuma (fleumático), bílis amarela (colérico) e bílis negra (melancólico). Estas características eram ligadas aos signos do zodíaco.

Apesar da falta de base científica para os quatro temperamentos, muitos psicólogos cristãos e "curadores" leigos, no entanto, confiam neles plenamente e fazem deles a base para "classificação da personalidade" e a chave para o discernimento comportamental. Contudo, como salientam Martin e Deidre Bobgan em seu excelente livro Four Temperaments, Astrology & Personality Testing (Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes da Personalidade):

A palavra temperamento vem do latim temperamentum, que significava "combinação apropriada". A idéia era que se os fluidos corporais fossem temperados, isto é, reduzidos em sua intensidade contrabalançando os humores uns com os outros, então ocorreria a cura...

Pensava-se que até mesmo as posições dos vários planetas alteravam para melhor ou pior tais fluidos...

Os quatro temperamentos já tinham sido virtualmente descartados após a Idade Média... até que alguns extravagantes os descobriram no baú do passado e os colocaram no mercado na linguagem do século XX... [Recentemente] os temperamentos experimentaram um renascimento... entre astrólogos e cristãos evangélicos... Os quatro temperamentos são a parte da astrologia tornada palatável para os cristãos.

Versículos fora do contexto

Tal como outros psicólogos cristãos e praticantes leigos da cura interior, a teoria e prática dos Littauer não provêm de uma exegese cuidadosa das Escrituras, mas eles citam, de vez em quando, um versículo isolado na tentativa de dar aparência de apoio bíblico. Por exemplo, eles citam parte de um versículo – "Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos [do homem]" (Jr 17.10) – que aparece logo abaixo do título do segundo capítulo: "Examinando-nos a nós mesmos". Na realidade, esse texto bíblico opõe-se à idéia de nos esquadrinharmos a nós mesmos. Somente Deus pode compreender e esquadrinhar os nossos corações. "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração... para dar a cada um segundo... o fruto de suas ações" (Jr 17.9,10).

O contexto destes dois versículos desmente a aplicação feita não só pelos referidos autores, mas também por outros bem-intencionados "praticantes da cura interior". Deus amaldiçoa quem confia em qualquer outra coisa e abençoa aqueles que confiam exclusivamente nEle. Quanto a estes, segundo a Sua promessa, "serão como árvore plantada junto às águas, e [nunca] deixarão de dar fruto" (Jr 17.8). Uma vida frutífera (amor, alegria, paz, etc.) é produzida pela obra do Espírito de Deus na vida dos que submetem a Ele seus corações enganosos! Em lugar algum a Bíblia diz que fazer testes de personalidade e conhecer o "temperamento" de alguém ajuda Sua obra em nós.

Os Littauer têm extrema dificuldade em encontrar textos, ainda que remotamente apropriados, e por isso são forçados ao mau emprego da Bíblia. Tomando mais um exemplo, o capítulo intitulado "As Lembranças Mais Remotas" é iniciado com o versículo "Lembro-me destas coisas – e dentro de mim se me derrama a alma" (Sl 42.4). Davi, na realidade, nem se refere às suas "lembranças mais remotas", e sim às críticas e ao escárnio atuais que está sofrendo daqueles que "dizem continuamente [isto é, presentemente]: O teu Deus, onde está?" O versículo "Escreve num livro todas as palavras que eu disse" (Jr 30.2), é citado logo abaixo do título do capítulo "Pronto, Objetivo, Escreva". Este capítulo fala sobre "examinar o seu passado" e "anotar as suas emoções" – nada poderia estar mais distante de Jeremias escrevendo as Escrituras sob a inspiração do Espírito Santo!

Leão, castor, lontra e cão de caça?

Os autores mencionados são apenas um exemplo dentre um exército de praticantes da cura interior, quer sejam psicólogos cristãos ou cristãos leigos, os quais, embora possam ser sinceros, estão desviando milhões de cristãos. Gary Smalley e John Trent, sucessos de vendas na área de psicologia-pop, fortemente promovidos por James Dobson, apresentaram os seus próprios temperamentos, baseando-se em quatro tipos de animais: leão, castor, lontra e cão de caça!

Tipos de personalidade

Presumivelmente, descobre-se "o tipo de personalidade" ou "temperamento" de um indivíduo através de um teste do perfil da personalidade, tais como: Indicador do Tipo Myers-Briggs (ITMB), Análise do Temperamento Taylor-Johnson (ATTJ), Sistema do Perfil Pessoal (SPP), Teste do Perfil da Personalidade (TPP), Perfis Pessoais Bíblicos (PBB), etc. Os testes de personalidade, embora populares, são duvidosos. A personalidade humana com sua capacidade de escolha e um coração do qual Deus diz que é "mais enganoso do que todas as coisas" resistem às fórmulas predicativas e são por demais complexos para serem enquadrados em categorias. Até mesmo as classificações supostamente promissoras de pessoas como Personalidades do Tipo A (suscetíveis a ataques cardíacos), Tipo B (menos suscetíveis) e Personalidades Suscetíveis ao Câncer, etc., estão sendo rejeitadas pela impossibilidade de correlacionar cientificamente a doença com "o tipo de personalidade".

Um grande número de autores cristãos populares e palestrantes como o psicólogo H. Norman Wright e o analista financeiro Larry Burkett são os responsáveis pela promoção destes testes incorretos e nocivos. As teorias dos quatro temperamentos e da classificação da personalidade banalizam a alma e o espírito humanos e fornecem desculpas para um comportamento não-cristão. O foco está no eu, analisando-se as emoções, a personalidade e a infância da pessoa na tentativa de descobrir por que ela pensa e faz o que faz.

O foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra

Ao contrário, a Bíblia coloca o foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra, transferindo-o de nós para Ele, do passado para o serviço presente, e para a esperança da volta de Cristo. Ao invés de procurar identificar a personalidade e o temperamento, consultando sistemas especulativos relacionados à psicologia, astrologia e ocultismo, devemos deixar que nossos pensamentos e ações sejam governados pela suficiente e inerrante Palavra de Deus. A Sua promessa é que, se observarmos a doutrina em Sua Palavra, Ele dirigirá nossa vida através de "repreensão, correção e educação na justiça" (2 Tm 3.16). Como resultado, homens e mulheres de Deus tornam-se maduros, aperfeiçoados e preparados para toda boa obra (v. 17). Pedro nos assegura que Deus "nos tem doado todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude" (2 Pe 1.3). Jesus declara que aqueles que permanecem em obediência à Sua Palavra são Seus verdadeiros discípulos, que "conhecem a verdade" e a quem a verdade libertará (Jo 8.31-32). Somente os que duvidam de tais promessas ou não querem seguir o caminho da cruz voltam-se para teorias e terapias humanas.

Exemplos bíblicos

A Bíblia jamais faz alusão aos tipos de personalidade, nem classifica as pessoas segundo habilidades ou fraquezas como meio de identificar-lhes a capacidade e prognosticar-lhes o sucesso ou o fracasso na obra de Deus. Rejeitando a armadura de Saul, com apenas uma funda e cinco pedras, Davi subiu contra Golias, poderosamente armado, que aterrorizava todo o exército de Israel. Qual foi o segredo? "Eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos... Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos" (1 Sm 17.45-46). A confiança de Davi estava no Senhor e não em si próprio. Mesmo que Davi não fosse hábil na funda, Deus o capacitaria a acertar o alvo. Paulo chegou ao ponto de afirmar que Deus lhe dissera que o Seu poder se aperfeiçoava na fraqueza de Paulo. Daí sua declaração: "...quando sou franco, então, é que sou forte" (2 Co 12.10). Tais afirmativas refutam todo o fundamento lógico dos testes de personalidade, da identificação dos temperamentos, da auto-estima e do aumento do valor-próprio.

A Bíblia está repleta de exemplos de homens e mulheres odiados, abusados e renegados pelos seus próprios familiares – homens e mulheres solitários, sem amigos, faltos de talentos ou capacidade, mas que triunfaram nas maiores adversidades porque confiavam em Deus. Estes heróis e heroínas da fé desmentem a focalização no ego humanista e antibíblica, que é a base de todas as psicologias pop da cura interior. Moisés é apenas um exemplo dentre muitos outros.

O libertador Moisés

Quando Deus o chamou para ir ao Egito para libertar o Seu povo, Moisés alegou ser incapaz de tal missão e pediu-Lhe que escolhesse outra pessoa (Êx 3.11; 4.10-13). Por acaso Deus lhe aplicou algum teste de personalidade para mostrar que Moisés tinha aptidão? O Senhor tratou da frágil auto-estima de Moisés ou do seu baixíssimo valor-próprio? Ele lhe receitou a cura interior para libertá-lo das memórias encobertas por ter sido abandonado pelos seus pais e criado num lar adotivo, e da falta de identidade própria resultante disto? Foi-lhe ministrado um curso de auto-aperfeiçoamento, autoconfiança e sucesso? Pelo contrário, Deus lhe prometeu: "Eu serei contigo"!

O "aconselhamento" bem-intencionado daqueles que tentam ajudar os cristãos a se compreenderem pela focalização no eu, na realidade, está privando os aconselhados da presença e do poder divinos que Moisés experimentou. As forças e fraquezas humanas são irrelevantes neste caso. O que vale é se o poder do Espírito Santo de Deus é ou não manifesto na vida da pessoa. Muitos, se não a maioria dos personagens bíblicos, bem como dos heróis da fé mais recentes, desde os primeiros mártires até os grandes pioneiros missionários do século XIX, provavelmente falhariam nos atuais testes dos perfis de personalidade.

Na verdade, Deus não escolheu Moisés por sua elevada qualificação, mas por ser ele o homem mais manso na face da terra (Nm 12.3). Por que Deus escolheria tal pessoa para enfrentar Faraó, o mais poderoso imperador da época, no seu próprio palácio, para libertar Israel de suas garras? Ele o fez para ensinar os israelitas a confiar nEle e não em homens para seu livramento!

Os heróis da fé sem "terapias"

Jamais se encontra alusão de que José, Davi, Daniel, ou qualquer outro herói da fé precisasse de terapias como as que estão por aí, consideradas hoje tão vitais e eficazes. Foi quando Jó teve um vislumbre de Deus e disse: "Eu me abomino [odeio] e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42.6), que ele foi restaurado pelo Senhor. Foi também quando Isaías teve a visão de Deus e clamou: "Ai de mim! Estou perdido! (Is 6. 1-8) que Deus pôde usá-lo. Precisamos mudar o foco de nossa atenção, volvendo os olhos para o Senhor e não para nós mesmos.

Manifestação do poder de Deus em nossa fraqueza

Tenha sede de Deus! Procure conhecê-lO! O fruto do Espírito não vem como resultado de compreendermos a nós mesmos através do uso de técnicas ou análises humanistas, mesmo revestidas de linguagem bíblica, mas pela manifestação do poder do Espírito Santo em nossa fraqueza. Seja fraco o suficiente para que Ele possa usá-lo! (TBC 2/93, traduzido por David Oliveira Silva)

Dave Hunt

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 1998.

1 de set. de 2010

Sabias que tu és uma raridade?

Temos a tendência de ser ingratos. Ficamos chateados com minúcias. Se as coisas não acontecem conforme planejamos, ficamos aborrecidos, reagimos com exagerada sensibilidade, resmungamos, reclamamos, ficamos melindrados e insatisfeitos. Mas nem nos damos conta como nossa vida é boa. Espero que as comparações que li recentemente em uma revista abram nossos olhos para a realidade:

A Bíblia nos exorta: "Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (1 Ts 5.18). Veja a seguir alguns dos motivos para dar graças a Deus.

"Se, para efeito de comparação, reduzirmos a 100 pessoas a população mundial de mais de seis bilhões, aplicando os mesmos critérios de proporcionalidade hoje vigentes no mundo, chegaremos aos seguintes dados: Nesse grupo de 100 pessoas teríamos 57 asiáticos, 21 europeus, 14 americanos e 8 africanos. Entre as 100, 52 seriam mulheres e 48 homens, 30 brancas e 70 de cor, 30 cristãs e 70 não-cristãs. Seis pessoas deteriam 59% do capital mundial, e estas seriam de origem européia. Oitenta pessoas viveriam em situações quase insuportáveis. Setenta seriam analfabetas e 50 não teriam roupas para se vestir adequadamente. Uma pessoa estaria morrendo e outra nascendo. Apenas uma teria computador e outra teria diploma universitário.

Pense no fato de que você – muito provavelmente – faz parte dos poucos privilegiados que vivem nesta terra e alegre-se por ser uma raridade. Pois, caso tenha acordado com saúde hoje pela manhã, você estará em melhor situação que milhões de pessoas que não sobreviverão à próxima semana. Se nunca esteve exposto ao perigo de uma guerra, à solidão de uma prisão, ao tormento da tortura ou à fome insuportável, então você vive muito melhor do que 500 milhães de outras pessoas. Se você pode ir à sua igreja sem ter medo de ser molestado, preso ou perseguido, ou até de ser morto por sua fé, estará vivendo melhor que três bilhões de pessoas. Se tem comido na geladeira, roupas em seu guarda-roupas, um teto sobre a cabeça e um lugar para dormir, então você é mais rico que 75% dos habitantes da terra. Se tem dinheiro no banco, na poupança ou em sua carteira, então você faz parte dos 8% de abastados deste planeta. Caso seus pais ainda seiam vivos e ainda estejam casados um com o outro, então, realisticamente, você faz parte de uma rara minoria. Se consegue entender estas linhos, você é um abençoado que sabe ler, entre bilhões de pessoas analfabetas."

Com certeza temos todas as razões do mundo para praticarmos aquilo que lemos em Efésios 5.20: "dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo". Ao mesmo tempo, devemos dedicar-nos inteiramente à tarefa de levar a mensagem da salvação, libertação e vida plena em Jesus a tantas pessoas que ainda não têm acesso a ela. (Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br)

19 de ago. de 2010

A GRACA DIVINA X FRIEZA ESPIRITUAL DA IGREJA DE CRISTO COM RELAÇÃO A ESSE TESOURO DADO POR DEUS!

O problema principal da Igreja de Cristo hoje, não é só a falta de oração, de estudo da Bíblia, de fé ou de dedicação. O problema é mais profundo. Algo tornou-nos tão fracos, que não queremos orar, ou ler a Bíblia. Eliminou-se, de nós, o entusiasmo pelas coisas de Deus. Onde está o problema? Quando o cerne do Evangelho não é bem entendido ou bem ensinado, o esgotamento espiritual alcança-nos mais cedo ou mais tarde. Os sintomas deste esgotamento é a Igreja sem nenhum entusiasmo; a Igreja que não reflete o amor de Deus, pois nunca o experimentou de verdade; a Igreja onde Cristo, o cabeça, está do lado de fora.

O que aconteceu? Onde se perdeu o fabuloso legado espiritual, que deveria chegar até nós, já que, por ele, foi pago um alto preço na cruz e um alto preço pelos milhares de mártires, mortos por amor de Cristo?

No princípio da história da Igreja, ocorreram dois graves desvios que alcançaram até a Igreja de hoje:

1) O Cristianismo como "religião" e não como "relacionamento" com Deus através de Jesus Cristo, Seu Filho.

Jesus Cristo debateu veementemente o farisaísmo, pois eles ensinavam ao povo que deveriam buscar a aceitação de Deus, mediante méritos pessoais. As palavras mais duras de Jesus foram dirigidas aos fariseus, pois uma carga muito grande estava sobre o povo, dificultando o acesso dos mesmos a Deus. E Jesus debateu esse desvio, pois Ele sabia que ao longo da história da sua Igreja, muitos ficariam no meio do caminho por causa do cansaço espiritual.

Jesus ensinava ao povo que eles eram livres para amar a Deus, e que o Evangelho era simples:...“amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.” Não ao legalismo, não à religiosidade. "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados que eu vos aliviarei...”.

Se alguém encara a vida com Deus entendendo que precisa fazer de tudo para agradá-LO; que precisa trabalhar muito no Reino para tirar um sorriso dos lábios do Senhor; que precisa melhorar o desempenho espiritual visando garantir um terreninho no céu... saiba que todo esse sacrifício é vão!

A graça é tudo de maravilhoso que poderia acontecer para o ser humano. É de tirar o fôlego! Estamos livres para amá-LO. Não precisamos, desesperadamente, buscar agradar a Deus, pois Ele morreu por saber que nós NUNCA conseguiríamos agradá-LO por nós mesmos. Por causa da cruz de Cristo, somos declarados puros, diante de Deus, mesmo não o sendo. Fantástico! O esgotamento espiritual vai embora, se as pessoas souberem que Deus quer um coração conquistado, por essa graça, não um coração ansiando arrumar um jeito de escapar do inferno.

Este é o primeiro desvio que têm minado a Igreja de Cristo hoje. O legalismo dos fariseus alcançou-nos, afastando-nos do entendimento do puro Evangelho.

2) E o mais grave: A graça foi barateada.

O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer nos sinaliza o segundo desvio sério que alcançou a Igreja de hoje. A graça foi barateada. Que é graça barata? É a pregação do perdão sem arrependimento, graça sem cruz, graça sem Jesus Cristo encarnado, vivo, ressuscitado, graça sem discipulado. Significa justificação do pecado e não do pecador. Graça sem preço, sem custo.

O que é graça preciosa? É o tesouro por amor do qual o ser humano sai e vende tudo o que tem com alegria; é o amor tão intenso a Jesus Cristo pelo qual, o ser humano arranca o olho que o faz tropeçar; é o chamado de Jesus, pelo qual o discípulo larga suas redes e o segue. É preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. É preciosa por ter custado a Deus a vida de seu Filho. “Vocês foram comprados por preço”. É preciosa porque não pode ser barato a nós aquilo que custou caro a Deus.

Com a expansão do Cristianismo e a secularização crescente da Igreja, a consciência da graça preciosa perdeu-se gradualmente. Tornou-se barata. O mundo estava cristianizado, a graça passou a ser propriedade comum de um “mundo cristão”. A Igreja católica manteve o monasticismo e nele ainda se mantinha viva a consciência da preciosidade da graça e por amor à Cristo, homens e mulheres abandonavam tudo quanto possuíam. Mas o problema da vida monástica era que isso era algo para poucos, não para a massa do povo cristão e era duro demais. Passaram entao a serem encaradas essas duas esferas de obediência cristã: uma mais severa e outra mais branda. Qual o erro do monasticismo e onde ele se distanciou do Cristianismo? Não foi no caminho do discipulado rigoroso e na tentativa de obediência perfeita, mas foi por deixar-se transformar "ele próprio" na realização excepcional, voluntária, de uns poucos, reivindicando, assim, mérito especial para si. A mudança tinha que acontecer nos recônditos mais íntimos do ser humano e não em demonstrações apenas superficiais.

Martin Luther (Lutero) tentou retomar o caminho dessa graça preciosa. Ele largara tudo para dedicar-se completamente à obra cristã. Entrou para um convento e consagrou-se totalmente. Mas foi confrontado com as Escrituras, em que o discipulado de Jesus não era apenas para alguns, mas para todos os cristãos. Quando estes “santos” consideravam-se melhores que os demais, em nada se diferenciava dos demais. Entao de nada valia a sua autonegação para Deus. Foi durante essa dura constatação que Lutero foi alcançado pela graça preciosa.

Lutero quando fora para o convento, abandonara tudo, menos a si mesmo. Dessa vez, até isso lhe foi tirado. Lutero passou a viver o discipulado de Jesus no mundo, agora fora do convento. A obediência perfeita ao mandamento de Cristo, deveria acontecer a cada passo do cristão no mundo. O cristão atacava o mundo de perto. Passou a ser uma luta “corpo a corpo”. Martin Luther entendeu que a graça autêntica não isenta ninguém da obra, antes chama com insistência ainda maior ao discipulado, à obediência, à autonegacao. Mas com o tempo, tudo isso foi perdendo a força. A "justificação do pecador no mundo" transformou-se em "justificação do pecado e do mundo". A graça autêntica transformou-se em graça barata, sem discipulado.

Esse desvio tem minado a vida da igreja, pois ela não passa apenas de uma opção morna, enfraquecida, que nos constrange ao lembrarmos dos milhares de cristãos que morreram porque entendiam que ser cristão significava renúncia, significava morrer por Cristo. Tudo infinitamente muito mais do que nos encontrarmos com os irmãos, uma vez por semana, para reclamarmos do Pastor e da vida medíocre que levamos no Reino.

Que o entendimento da graça volte a ser completo em nossa vida. Não estejamos no time de cristãos que, por não compreenderem a graça, pensam que precisam se superar para agradar a Deus. E também não fique entre aqueles que pensam que tudo já foi feito na cruz e por isso podem levar uma vida onde a convivência com o pecado é tranqüila, sem crise. Fique no ponto de equilíbrio, caro leitor, onde a graça o alcançou e é preciosa demais, onde, por amor, você é impulsionado a largar tudo por Jesus e dizer, sem titubear: “Já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Gálatas 2.20

Cristiane Molulo

*Quanto aos "cristãos" que nao atentam com diligência para tão grande tesouro que é a Graca de Deus revelada através do Senhor Jesus Cristo um alerta:

" 1 PORTANTO, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. 2 Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição, 3 Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;" (Hebreus 2 : 1)

"Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado." (Romanos 11 : 22)

Portas Abertas Brasil - Os Cristaos perseguidos no mundo.

Portas Abertas Brasil - Os Cristaos perseguidos no mundo.
"Onde ter fé em Cristo significa morrer por ela!"

Open Doors - Deutschland

Open Doors - Deutschland
Verfolgte Christen Weltweit - Gefährlicher Glaube

Sponsor a Child/Ajude uma Crianca.

Sponsor a Child/Ajude uma Crianca.
"Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber." (Atos 20 : 35)