Queridos irmãos, quero encorajá-los à batalharem pela fé uma vez que foi dada aos SANTOS! (Judas 1:3) Estamos perto do final do tempo da graça e logo a Igreja de Cristo, aqueles que permaneceram na "Palavra" (Apoc. 3:7), serão retirados! Se você se encontra entre "esses" que amam e aguardam a vinda do Senhor, junte se à nós e prepare-se também para o mais maravilhoso e esperado encontro de nossas vidas, o encontro com o NOSSO SENHOR JESUS nos ares!(I Tessal. 4:17) MARANATA!
DESTINO FINAL
17 de set. de 2010
O falso evangelho de satanás - Nao acredite em todo "evangelho" que te pregarem!
Satanás é o maior dos falsificadores. O Diabo está agora ocupado em trabalhar no mesmo campo no qual o Senhor semeou a boa semente. Ele está buscando evitar o crescimento do trigo através de outra planta, o joio, o qual é muito próximo do trigo em aparência. Em uma frase: por meio da falsificação ele está buscando neutralizar a Obra de Cristo. Por essa razão, como Cristo tem um Evangelho, Satanás tem um evangelho também; sendo este uma astuta falsificação do primeiro. O evangelho de Satanás se parece tão proximamente com aquele que ele imita, que multidões de não salvos são enganadas por ele.
É a este evangelho de Satanás que o apóstolo se referia quando disse aos Gálatas: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gálatas 1:6-7). Este falso evangelho estava sendo proclamado já nos dias do apóstolo, e a mais terrível maldição foi proclamada sobre aqueles que o pregam. O apóstolo continua: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”.
O evangelho de Satanás não é um sistema de princípios revolucionários, nem ainda é um programa de anarquia. Ele não promove a luta e a guerra, mas objetiva a paz e a unidade. Ele não busca colocar a mãe contra sua filha, nem o pai contra seu filho, mas busca nutrir o espírito de fraternidade, por meio do qual a raça humana deve ser considerada como uma grande “irmandade”. Ele não procura deprimir o homem natural, mas aperfeiçoá-lo e erguê-lo. Ele advoga a educação e a cultura e apela para “o melhor que está em nosso interior” – Ele objetiva fazer deste mundo uma habitação tão confortável e apropriada, que a ausência de Cristo não seria sentida, e Deus não seria necessário. Ele se esforça para deixar o homem tão ocupado com este mundo, que não tem tempo ou disposição para pensar no mundo que está por vir. Ele propaga os princípios do auto-sacrifício, da caridade, e da boa-vontade, e nos ensina a viver para o bem dos outros, e a sermos gentis para com todos. Ele tem um forte apelo para a mente carnal, e é popular com as massas, porque deixa de lado o fato gravíssimo de que, por natureza, o homem é uma criatura caída, apartada da vida com Deus, e morta em ofensas e pecados, e que sua única esperança reside em nascer novamente.
Contradizendo o Evangelho de Cristo, o evangelho de Satanás ensina a salvação pelas obras. Ele inculca a justificação diante de Deus em termos de méritos humanos. Sua frase sacramental é “Seja bom e faça o bem”; mas ele deixa de reconhecer que lá na carne não reside nenhuma boa coisa. Ele anuncia a salvação pelo caráter, o que inverte a ordem da Palavra de Deus – o caráter como fruto da salvação. São muitas as suas várias ramificações e organizações: Temperança, Movimentos de Restauração, Ligas Socialistas Cristãs, Sociedades de Cultura Ética, Congresso da Paz1 estão todos empenhados (talvez inconscientemente) em proclamar o evangelho de Satanás – a salvação pelas obras. O cartão da seguridade social substitui Cristo; pureza social substitui regeneração individual, e, política e filosofia substituem doutrina e santidade. A melhoria do velho homem é considerada mais prática que a criação de um novo homem em Cristo Jesus; enquanto a paz universal é buscada sem que haja a intervenção e o retorno do Príncipe da Paz.
Os apóstolos de Satanás não são donos de bares ou traficantes de mulheres, mas são em sua maioria ministros do evangelho legalmente ordenados. Milhares dos que ocupam nossos modernos púlpitos não estão mais engajados em apresentar os fundamentos da Fé Cristã, mas têm se desviado da Verdade e têm dado ouvidos às fábulas. Ao invés de magnificar a enormidade do pecado e estabelecer suas eternas conseqüências, o minimizam ao declarar que o pecado é meramente ignorância ou ausência do bem. Ao invés de alertar seus ouvintes para “escaparem da ira futura”, fazem de Deus um mentiroso ao declarar que Ele é por demais amoroso e misericordioso para enviar quaisquer de Suas próprias criaturas ao tormento eterno. Ao invés de declarar que “sem derramamento de sangue não há remissão”, eles meramente apresentam Cristo como o grande Exemplo e exortam seus ouvintes a “seguir os Seus passos”. Deles é preciso que seja dito: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). A mensagem deles pode soar muito plausível e seu objetivo parecer muito louvável, mas, ainda sobre eles nós lemos: – “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (II Coríntios 11:13-15).
Somando-se ao fato de que hoje centenas de igrejas estão sem um líder que fielmente declare todo o conselho de Deus e apresente Seu meio de salvação, também temos que encarar o fato de que a maioria das pessoas nestas igrejas está muito distante de conseguir descobrir a verdade por si mesma. O culto doméstico, onde uma porção da Palavra de Deus era costumeiramente lida diariamente, é agora, mesmo nos lares de Cristãos professos, basicamente uma coisa do passado. A Bíblia não é exposta no púlpito e não é lida no banco da igreja. As demandas desta era agitada são tão numerosas, que multidões têm pouco tempo, e ainda menos disposição, para fazer uma preparação para o encontro com Deus. Por essa razão, a maioria, aqueles que são negligentes o bastante para não pesquisarem por si mesmos, são deixados à mercê dos homens a quem pagam para pesquisar por eles; muitos dos quais traem a verdade deles, por estudar e expor problemas sociais e econômicos ao invés dos Oráculos de Deus.
Em Provérbios 14:12 lemos: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Este “caminho” que termina em “morte” é a Ilusão do Diabo – o evangelho de Satanás – um caminho de salvação através da realização humana. É um caminho que “parece direito”, o qual, é preciso que se diga, é apresentado de um modo tão plausível que ganha a simpatia do homem natural; é pregado de forma tão habilidosa e atrativa, que se torna recomendável à inteligência dos seus ouvintes. Por incorporar a si mesmo terminologia religiosa, algumas vezes apela para a Bíblia como seu suporte (sempre que isto se ajusta aos seus propósitos), mantém diante dos homens ideais elevados, e é proclamado por pessoas que têm graduação em nossas instituições teológicas, e incontáveis multidões são atraídas e enganadas por ele.
O sucesso de um falsificador de moedas depende em grande medida de quão proximamente a falsificação lembra o artigo genuíno. A heresia não é uma total negação da verdade, mas sim, uma deturpação dela. Por isto é que uma meia verdade é sempre mais perigosa que uma completa mentira. É por isso que quando o Pai da Mentira assume o púlpito, não é seu costume claramente negar as verdades fundamentais do Cristianismo, antes ele tacitamente as reconhece, e então procede de modo a lhes dar uma interpretação errônea e uma falsa aplicação. Por exemplo, ele não seria tão tolo de orgulhosamente anunciar sua descrença em um Deus pessoal; ele dá a Sua existência como certa, e então apresenta uma falsa descrição da Sua natureza. Ele anuncia que Deus é o Pai espiritual de todos os homens, que as Escrituras claramente nos dizem que nós somos: “filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gálatas 3:26), e que “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1:12). E mais adiante, ele declara que Deus é por demais misericordioso para em algum momento enviar qualquer membro da raça humana no Inferno, mesmo havendo o próprio Deus dito que: “aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20:15). Novamente, Satanás não seria tão tolo, a ponto de ignorar a figura central da história humana – o Senhor Jesus Cristo; ao contrário, seu evangelho O reconhece como sendo o melhor homem que já viveu. A atenção é então levada para os Seus feitos de compaixão e para as Suas obras de misericórdia, para a beleza de Seu caráter e a sublimidade de Seu ensino. Sua vida é elogiada, mas Sua morte vicária é ignorada, a importantíssima obra reconciliadora da cruz não é mencionada, enquanto Sua triunfante e corpórea ressurreição dos mortos é considerada como uma crendice de uma época de muita superstição. É um evangelho sem sangue, e apresenta um Cristo sem cruz, que é recebido não como Deus manifesto em carne, mas meramente como o Homem Ideal.
Em II Coríntios 4:3 temos uma passagem que derrama muita luz sobre o nosso presente tema. Lá nos é dito que: “se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século [Satanás] cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Ele cega as mentes dos não crentes ao esconder a luz do Evangelho de Cristo, e faz isto substituindo-o pelo seu próprio evangelho. Apropriadamente ele é chamado de “o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo” (Apocalipse 12:9). Em meramente apelar para “o melhor que está no homem”, e ao simplesmente exortá-lo a “seguir uma vida de retidão” ele está criando uma plataforma genérica sobre a qual pessoas com qualquer matiz de opinião podem se unir e proclamar uma mensagem comum.
Novamente citando Provérbios 14:12 – “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Tem sido dito com considerável grau de verdade que o caminho para o Inferno está pavimentado com boas intenções. Haverá muitos no Lago de Fogo que recomendaram suas vidas com boas intenções, decisões honestas e ideais elevados – aqueles que foram justos em seus procedimentos, corretos em suas transações e caridosos em todos os seus caminhos; homens que se orgulharam da sua integridade, mas que buscaram justificar a si mesmos diante de Deus por sua própria justiça; homens que foram morais, misericordiosos e generosos, mas que nunca viram a si mesmos como culpados, perdidos, pecadores merecedores do inferno, necessitados de um Salvador. Este é o caminho que “parece direito”. Este é o caminho que recomenda a si mesmo à mente carnal e se faz atraente às multidões de iludidos dos dias atuais. A Ilusão do Diabo é que nós podemos ser salvos por nossas próprias obras, e justificados por nossos próprios feitos; enquanto que, Deus nos diz em Sua Palavra: “pela graça sois salvos, por meio da fé… Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. E também: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou…”
Há alguns anos atrás, conheci um homem que era um pregador leigo e um entusiasmado “obreiro Cristão”. Por mais de sete anos este amigo esteve engajado na pregação pública e em atividades religiosas, mas com base em certas expressões e frases que usava, eu duvidava que este amigo fosse um homem renascido. Quando começamos a questioná-lo, descobrimos que ele foi muito mal instruído nas Escrituras e tinha somente uma vaga concepção da Obra de Cristo pelos pecadores. Por um tempo procuramos apresentar-lhe o caminho da salvação, de uma maneira simples e impessoal, e a encorajar nosso amigo a estudar a Palavra por Ele mesmo, na esperança de que se ele estivesse ainda sem a salvação, Deus se agradaria em revelar o Salvador de que necessitava.
Uma noite, para nossa alegria, aquele que tinha pregado o Evangelho (?) por tantos anos, confessou que havia encontrado a Cristo na noite anterior. Ele admitiu (para usar suas próprias palavras) que estava apresentando um “Cristo ideal”, mas não o Cristo da Cruz. Acredito que haja milhares como este pregador, os quais, talvez, tenham crescido na Escola Dominical, foram instruídos sobre o nascimento, a vida, e os ensinos de Jesus Cristo, crêem na historicidade de Sua pessoa, intermitentemente se esforçam para praticar Seus preceitos, e pensam que isto é tudo o que é necessário para a sua salvação.
Frequentemente, estas pessoas quando atingem a maturidade vão para o mundo, e se deparam com o ataque dos ateístas e infiéis, e lhes é dito que uma pessoa tal qual Jesus de Nazaré nunca viveu. Mas, as impressões dos dias da mocidade não são facilmente apagadas, e eles permanecem firmes em sua declaração de que “crêem em Jesus Cristo”. Apesar disso, quando sua fé é examinada, muito frequentemente descobre-se que ainda que creiam em muitas coisas sobre Jesus Cristo, eles de fato não crêem Nele. Crêem com seu intelecto que tal pessoa viveu (e, porque crêem desta forma imaginam, então, que estão salvos), mas nunca baixaram as armas em sua luta contra Ele, rendendo-se a Ele, nem verdadeiramente creram com seu coração Nele.
A simples aceitação de uma doutrina ortodoxa sobre a pessoa de Cristo, sem o coração ter sido ganho por Ele, e a vida ter sido devotada a Ele, é outra etapa deste caminho “que ao homem parece direito”, mas que cujo fim “são os caminhos da morte”, ou, em outras palavras, é outro aspecto do evangelho de Satanás.
E agora, onde você está? Você está no caminho “que parece direito”, mas que termina em morte; ou, está no Caminho Estreito que conduz à vida? Você realmente abandonou o Caminho Espaçoso que conduz à perdição? Tem o amor de Cristo criado, em seu coração, aversão e horror a tudo o que Lhe desagrada? Você está desejoso de que Ele possa “reinar sobre” você? (Lucas 19:14) Você está confiando inteiramente na justiça e no sangue de Cristo para a sua aceitação junto a Deus?
Aqueles que estão confiando em uma forma exterior de religiosidade, tal qual o batismo ou a “crisma” (confirmação), aqueles que são religiosos porque isto é considerado como uma marca de respeitabilidade; aqueles que freqüentam alguma Igreja ou Congregação porque está na moda fazer isto; e, aqueles que se unem a algumas Denominações porque supõem que este seja um passo que os capacitará a se tornarem Cristãos, estão no caminho que “termina em morte” – morte espiritual e eterna. Mesmo sendo puros os nossos motivos, mesmo sendo nobres as nossas intenções, mesmo sendo bem intencionados os nossos propósitos, mesmo sendo sinceros os nossos esforços, Deus não nos reconhecerá como Seus filhos, até que aceitemos o Seu Filho.
Uma forma ainda mais ilusória do Evangelho de Satanás está levando os pregadores a apresentar o sacrifício reconciliador de Cristo, e então dizer à sua audiência que tudo o que Deus requer deles é que “creiam” no Seu Filho. Por meio disto milhares de almas impenitentes são iludidas, e passam a pensar que foram salvas. Mas Cristo disse: “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis” (Lucas 13:3). “Arrepender-se” é odiar o pecado, entristecer-se por causa dele, e desviar-se dele. É o resultado do Espírito tornando o coração contrito diante de Deus. Nada, exceto um coração quebrantado pode crer de modo salvífico no Senhor Jesus Cristo.
Mais uma vez, milhares estão sendo enganados, ao serem levados a supor que “aceitaram a Cristo” como seu “Salvador pessoal”, sem primeiro O terem recebido como seu SENHOR. O Filho de Deus não veio aqui para salvar Seu povo nos seus pecados, mas “dos seus pecados” (Mateus 1:21). Para ser salvo dos pecados, é preciso deixar de ignorar e de tentar despistar a autoridade de Deus, é abandonar o curso de vida de acordo com a própria vontade e a satisfação pessoal, é “deixar o nosso caminho” (Isaías 55:7). É nos render à autoridade de Deus, nos entregar ao Seu domínio, e ceder a nós mesmos para que sejamos controlados por Ele. Aquele que nunca tomou o jugo de Cristo sobre si, que não busca verdadeira e diligentemente agradá-Lo em todos os detalhes da vida, e ainda supõe que está “confiado na Obra Consumada de Cristo” está iludido pelo Diabo.
No sétimo capítulo de Mateus há duas passagens que nos mostram os resultados aproximados do Evangelho de Cristo e da falsificação de Satanás. Primeiro, nos versos 13-14: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Depois, nos versos 22-23: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos [pregamos] nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. Sim, meu caro leitor, é possível trabalhar em nome de Cristo, ou mesmo pregar em seu nome, e também o mundo nos conhecer, e a Igreja nos conhecer, e ainda assim sermos desconhecidos ao Senhor! Quão necessário é então descobrir onde nós estamos; examinar a nós mesmos e ver se nós estamos na fé; medir a nós mesmos pela Palavra de Deus e ver se estamos sendo enganados por nosso astuto Inimigo, descobrir se estamos construindo nossa casa sobre a areia, ou se ela está erigida sobre a Rocha que é Jesus Cristo.
A.W. Pink
Fonte: http://www.luz.eti.br – Título original, “ Outro Evangelho”; Editora Fiel, uma parte da série, “Fé Para Hoje”. Tradução, Walter Andrade Campelo.
9 de set. de 2010
Eu serei contigo - Dave Hunt
A "cura interior"
Uma forma popular de terapia de regressão é a chamada "cura interior", introduzida na Igreja pela ocultista Agnes Sanford (veja A Sedução do Cristianismo). Depois de sua morte, [essa terapia] foi levada avante pelos que foram influenciados por ela, tais como os terapeutas leigos Ruth Carter Stapleton (irmã do ex-presidente americano Jimmy Carter – N. R.), Rosalind Rinker, John e Paula Sandford, William Vaswig, Rita Bennett e outros. A cura interior, no início predominante entre igrejas carismáticas e liberais, espalhou-se amplamente nos círculos evangélicos, onde é praticada de forma mais sofisticada por psicólogos como David Seamonds, H. Norman Wright e James G. Friesen, e igualmente por terapeutas leigos como Fred e Florence Littauer. A insistência veemente dos Littauer de que rara é a pessoa "que pode dizer que verdadeiramente teve uma infância feliz", certamente condiciona seus aconselhados a recobrar memórias traumáticas e infelizes.
Mesmo que fosse possível, com precisão e segurança, deveríamos sondar o passado para trazer à tona memórias esquecidas? Notoriamente, a memória é enganosa e está a serviço do ego. É fácil persuadir alguém a "lembrar-se" de algo que jamais pode ter ocorrido. Pela sua própria natureza, tal como outras formas de psicoterapias, a cura interior cria falsas memórias. Além disso, por que deverá alguém revelar a lembrança de um abuso passado para que possa ter um bom relacionamento com Deus? Onde se encontra isto na Bíblia? Se parcelas do passado devem ser "lembradas", por que não cada detalhe? Essa tarefa se mostraria impossível. Entretanto, uma vez aceita esta teoria, jamais se terá certeza de que algum trauma não continue escondido no inconsciente – um trauma que detém a chave do bem-estar emocional e espiritual!
"...as coisas antigas já passaram..."
Contrastando com esta idéia, Paulo esquecia-se do passado e prosseguia para o prêmio prometido (Fp 3.13-14) a todos quantos amam a vinda de Cristo (2 Tm 4.7-8). As conseqüências do passado são insignificantes se os cristãos são verdadeiramente novas criaturas, para quem "as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17). Investigar o passado de alguém a fim de achar uma "explicação" para o seu comportamento atual choca-se com o ensino completo das Escrituras. Se bem que possa parecer uma ajuda por algum tempo, na realidade, está tirando da pessoa a solução bíblica através de Cristo. O que importa não é o passado, e sim o nosso relacionamento pessoal com Cristo agora.
Mesmo assim, muitas pessoas afirmam ter sido ajudadas pela terapia regressiva. Descobrir a "causa" em um trauma passado (seja real ou uma "memória" implantada por sugestão no processo terapêutico) pode produzir uma mudança de atitude e de comportamento por algum tempo. No entanto, mais cedo ou mais tarde, voltará a depressão ou a ira, a frustração ou a tentação, levando a pessoa a renovar a busca no passado para descobrir o trauma "chave" cuja lembrança ainda não foi revelada. E assim continuamente.
"Hiatos de memória"?
Em harmonia com o princípio freudiano de toda "cura interior", o livro Freeing your Mind from Memories that Bend (Libertando Sua Mente de Memórias que Aprisionam) de Fred e Florence Littauer apresenta a tese de que revelar as memórias ocultas é a chave para o bem-estar emocional e espiritual. Eles sugerem que quaisquer "hiatos de memória" da infância indicam a probabilidade de abuso (com grande possibilidade de ser na área sexual). Por esta definição, todos nós fomos abusados, pois a maioria de nós não se consegue lembrar de cada casa em que moramos, de cada escola onde estudamos, de cada professor e colega de aula, de cada passeio com a família quando éramos crianças. Ensinar que estes "hiatos de memória" indicam períodos de abuso encobertos na lembrança, como fazem os Littauer, é contrário ao senso comum, sem respaldo científico e sem apoio bíblico.
Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes da Personalidade
Os Littauer, como tantos outros autores neste campo, baseiam sua abordagem nos chamados quatro temperamentos. Essa teoria sobre a personalidade, já há muito desacreditada, surgiu da antiga crença grega de que o universo físico era composto de quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Empédocles relacionou-os com quatro divindades pagãs, enquanto Hipócrates associou-os aos que eram considerados, na época, os quatro humores do corpo: sangue (sangüíneo), fleuma (fleumático), bílis amarela (colérico) e bílis negra (melancólico). Estas características eram ligadas aos signos do zodíaco.
Apesar da falta de base científica para os quatro temperamentos, muitos psicólogos cristãos e "curadores" leigos, no entanto, confiam neles plenamente e fazem deles a base para "classificação da personalidade" e a chave para o discernimento comportamental. Contudo, como salientam Martin e Deidre Bobgan em seu excelente livro Four Temperaments, Astrology & Personality Testing (Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes da Personalidade):
A palavra temperamento vem do latim temperamentum, que significava "combinação apropriada". A idéia era que se os fluidos corporais fossem temperados, isto é, reduzidos em sua intensidade contrabalançando os humores uns com os outros, então ocorreria a cura...
Pensava-se que até mesmo as posições dos vários planetas alteravam para melhor ou pior tais fluidos...
Os quatro temperamentos já tinham sido virtualmente descartados após a Idade Média... até que alguns extravagantes os descobriram no baú do passado e os colocaram no mercado na linguagem do século XX... [Recentemente] os temperamentos experimentaram um renascimento... entre astrólogos e cristãos evangélicos... Os quatro temperamentos são a parte da astrologia tornada palatável para os cristãos.
Versículos fora do contexto
Tal como outros psicólogos cristãos e praticantes leigos da cura interior, a teoria e prática dos Littauer não provêm de uma exegese cuidadosa das Escrituras, mas eles citam, de vez em quando, um versículo isolado na tentativa de dar aparência de apoio bíblico. Por exemplo, eles citam parte de um versículo – "Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos [do homem]" (Jr 17.10) – que aparece logo abaixo do título do segundo capítulo: "Examinando-nos a nós mesmos". Na realidade, esse texto bíblico opõe-se à idéia de nos esquadrinharmos a nós mesmos. Somente Deus pode compreender e esquadrinhar os nossos corações. "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração... para dar a cada um segundo... o fruto de suas ações" (Jr 17.9,10).
O contexto destes dois versículos desmente a aplicação feita não só pelos referidos autores, mas também por outros bem-intencionados "praticantes da cura interior". Deus amaldiçoa quem confia em qualquer outra coisa e abençoa aqueles que confiam exclusivamente nEle. Quanto a estes, segundo a Sua promessa, "serão como árvore plantada junto às águas, e [nunca] deixarão de dar fruto" (Jr 17.8). Uma vida frutífera (amor, alegria, paz, etc.) é produzida pela obra do Espírito de Deus na vida dos que submetem a Ele seus corações enganosos! Em lugar algum a Bíblia diz que fazer testes de personalidade e conhecer o "temperamento" de alguém ajuda Sua obra em nós.
Os Littauer têm extrema dificuldade em encontrar textos, ainda que remotamente apropriados, e por isso são forçados ao mau emprego da Bíblia. Tomando mais um exemplo, o capítulo intitulado "As Lembranças Mais Remotas" é iniciado com o versículo "Lembro-me destas coisas – e dentro de mim se me derrama a alma" (Sl 42.4). Davi, na realidade, nem se refere às suas "lembranças mais remotas", e sim às críticas e ao escárnio atuais que está sofrendo daqueles que "dizem continuamente [isto é, presentemente]: O teu Deus, onde está?" O versículo "Escreve num livro todas as palavras que eu disse" (Jr 30.2), é citado logo abaixo do título do capítulo "Pronto, Objetivo, Escreva". Este capítulo fala sobre "examinar o seu passado" e "anotar as suas emoções" – nada poderia estar mais distante de Jeremias escrevendo as Escrituras sob a inspiração do Espírito Santo!
Leão, castor, lontra e cão de caça?
Os autores mencionados são apenas um exemplo dentre um exército de praticantes da cura interior, quer sejam psicólogos cristãos ou cristãos leigos, os quais, embora possam ser sinceros, estão desviando milhões de cristãos. Gary Smalley e John Trent, sucessos de vendas na área de psicologia-pop, fortemente promovidos por James Dobson, apresentaram os seus próprios temperamentos, baseando-se em quatro tipos de animais: leão, castor, lontra e cão de caça!
Tipos de personalidade
Presumivelmente, descobre-se "o tipo de personalidade" ou "temperamento" de um indivíduo através de um teste do perfil da personalidade, tais como: Indicador do Tipo Myers-Briggs (ITMB), Análise do Temperamento Taylor-Johnson (ATTJ), Sistema do Perfil Pessoal (SPP), Teste do Perfil da Personalidade (TPP), Perfis Pessoais Bíblicos (PBB), etc. Os testes de personalidade, embora populares, são duvidosos. A personalidade humana com sua capacidade de escolha e um coração do qual Deus diz que é "mais enganoso do que todas as coisas" resistem às fórmulas predicativas e são por demais complexos para serem enquadrados em categorias. Até mesmo as classificações supostamente promissoras de pessoas como Personalidades do Tipo A (suscetíveis a ataques cardíacos), Tipo B (menos suscetíveis) e Personalidades Suscetíveis ao Câncer, etc., estão sendo rejeitadas pela impossibilidade de correlacionar cientificamente a doença com "o tipo de personalidade".
Um grande número de autores cristãos populares e palestrantes como o psicólogo H. Norman Wright e o analista financeiro Larry Burkett são os responsáveis pela promoção destes testes incorretos e nocivos. As teorias dos quatro temperamentos e da classificação da personalidade banalizam a alma e o espírito humanos e fornecem desculpas para um comportamento não-cristão. O foco está no eu, analisando-se as emoções, a personalidade e a infância da pessoa na tentativa de descobrir por que ela pensa e faz o que faz.
O foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra
Ao contrário, a Bíblia coloca o foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra, transferindo-o de nós para Ele, do passado para o serviço presente, e para a esperança da volta de Cristo. Ao invés de procurar identificar a personalidade e o temperamento, consultando sistemas especulativos relacionados à psicologia, astrologia e ocultismo, devemos deixar que nossos pensamentos e ações sejam governados pela suficiente e inerrante Palavra de Deus. A Sua promessa é que, se observarmos a doutrina em Sua Palavra, Ele dirigirá nossa vida através de "repreensão, correção e educação na justiça" (2 Tm 3.16). Como resultado, homens e mulheres de Deus tornam-se maduros, aperfeiçoados e preparados para toda boa obra (v. 17). Pedro nos assegura que Deus "nos tem doado todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude" (2 Pe 1.3). Jesus declara que aqueles que permanecem em obediência à Sua Palavra são Seus verdadeiros discípulos, que "conhecem a verdade" e a quem a verdade libertará (Jo 8.31-32). Somente os que duvidam de tais promessas ou não querem seguir o caminho da cruz voltam-se para teorias e terapias humanas.
Exemplos bíblicos
A Bíblia jamais faz alusão aos tipos de personalidade, nem classifica as pessoas segundo habilidades ou fraquezas como meio de identificar-lhes a capacidade e prognosticar-lhes o sucesso ou o fracasso na obra de Deus. Rejeitando a armadura de Saul, com apenas uma funda e cinco pedras, Davi subiu contra Golias, poderosamente armado, que aterrorizava todo o exército de Israel. Qual foi o segredo? "Eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos... Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos" (1 Sm 17.45-46). A confiança de Davi estava no Senhor e não em si próprio. Mesmo que Davi não fosse hábil na funda, Deus o capacitaria a acertar o alvo. Paulo chegou ao ponto de afirmar que Deus lhe dissera que o Seu poder se aperfeiçoava na fraqueza de Paulo. Daí sua declaração: "...quando sou franco, então, é que sou forte" (2 Co 12.10). Tais afirmativas refutam todo o fundamento lógico dos testes de personalidade, da identificação dos temperamentos, da auto-estima e do aumento do valor-próprio.
A Bíblia está repleta de exemplos de homens e mulheres odiados, abusados e renegados pelos seus próprios familiares – homens e mulheres solitários, sem amigos, faltos de talentos ou capacidade, mas que triunfaram nas maiores adversidades porque confiavam em Deus. Estes heróis e heroínas da fé desmentem a focalização no ego humanista e antibíblica, que é a base de todas as psicologias pop da cura interior. Moisés é apenas um exemplo dentre muitos outros.
O libertador Moisés
Quando Deus o chamou para ir ao Egito para libertar o Seu povo, Moisés alegou ser incapaz de tal missão e pediu-Lhe que escolhesse outra pessoa (Êx 3.11; 4.10-13). Por acaso Deus lhe aplicou algum teste de personalidade para mostrar que Moisés tinha aptidão? O Senhor tratou da frágil auto-estima de Moisés ou do seu baixíssimo valor-próprio? Ele lhe receitou a cura interior para libertá-lo das memórias encobertas por ter sido abandonado pelos seus pais e criado num lar adotivo, e da falta de identidade própria resultante disto? Foi-lhe ministrado um curso de auto-aperfeiçoamento, autoconfiança e sucesso? Pelo contrário, Deus lhe prometeu: "Eu serei contigo"!
O "aconselhamento" bem-intencionado daqueles que tentam ajudar os cristãos a se compreenderem pela focalização no eu, na realidade, está privando os aconselhados da presença e do poder divinos que Moisés experimentou. As forças e fraquezas humanas são irrelevantes neste caso. O que vale é se o poder do Espírito Santo de Deus é ou não manifesto na vida da pessoa. Muitos, se não a maioria dos personagens bíblicos, bem como dos heróis da fé mais recentes, desde os primeiros mártires até os grandes pioneiros missionários do século XIX, provavelmente falhariam nos atuais testes dos perfis de personalidade.
Na verdade, Deus não escolheu Moisés por sua elevada qualificação, mas por ser ele o homem mais manso na face da terra (Nm 12.3). Por que Deus escolheria tal pessoa para enfrentar Faraó, o mais poderoso imperador da época, no seu próprio palácio, para libertar Israel de suas garras? Ele o fez para ensinar os israelitas a confiar nEle e não em homens para seu livramento!
Os heróis da fé sem "terapias"
Jamais se encontra alusão de que José, Davi, Daniel, ou qualquer outro herói da fé precisasse de terapias como as que estão por aí, consideradas hoje tão vitais e eficazes. Foi quando Jó teve um vislumbre de Deus e disse: "Eu me abomino [odeio] e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42.6), que ele foi restaurado pelo Senhor. Foi também quando Isaías teve a visão de Deus e clamou: "Ai de mim! Estou perdido! (Is 6. 1-8) que Deus pôde usá-lo. Precisamos mudar o foco de nossa atenção, volvendo os olhos para o Senhor e não para nós mesmos.
Manifestação do poder de Deus em nossa fraqueza
Tenha sede de Deus! Procure conhecê-lO! O fruto do Espírito não vem como resultado de compreendermos a nós mesmos através do uso de técnicas ou análises humanistas, mesmo revestidas de linguagem bíblica, mas pela manifestação do poder do Espírito Santo em nossa fraqueza. Seja fraco o suficiente para que Ele possa usá-lo! (TBC 2/93, traduzido por David Oliveira Silva)
Dave Hunt
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 1998.
19 de ago. de 2010
A GRACA DIVINA X FRIEZA ESPIRITUAL DA IGREJA DE CRISTO COM RELAÇÃO A ESSE TESOURO DADO POR DEUS!
O que aconteceu? Onde se perdeu o fabuloso legado espiritual, que deveria chegar até nós, já que, por ele, foi pago um alto preço na cruz e um alto preço pelos milhares de mártires, mortos por amor de Cristo?
No princípio da história da Igreja, ocorreram dois graves desvios que alcançaram até a Igreja de hoje:
1) O Cristianismo como "religião" e não como "relacionamento" com Deus através de Jesus Cristo, Seu Filho.
Jesus Cristo debateu veementemente o farisaísmo, pois eles ensinavam ao povo que deveriam buscar a aceitação de Deus, mediante méritos pessoais. As palavras mais duras de Jesus foram dirigidas aos fariseus, pois uma carga muito grande estava sobre o povo, dificultando o acesso dos mesmos a Deus. E Jesus debateu esse desvio, pois Ele sabia que ao longo da história da sua Igreja, muitos ficariam no meio do caminho por causa do cansaço espiritual.
Jesus ensinava ao povo que eles eram livres para amar a Deus, e que o Evangelho era simples:...“amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.” Não ao legalismo, não à religiosidade. "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados que eu vos aliviarei...”.
Se alguém encara a vida com Deus entendendo que precisa fazer de tudo para agradá-LO; que precisa trabalhar muito no Reino para tirar um sorriso dos lábios do Senhor; que precisa melhorar o desempenho espiritual visando garantir um terreninho no céu... saiba que todo esse sacrifício é vão!
A graça é tudo de maravilhoso que poderia acontecer para o ser humano. É de tirar o fôlego! Estamos livres para amá-LO. Não precisamos, desesperadamente, buscar agradar a Deus, pois Ele morreu por saber que nós NUNCA conseguiríamos agradá-LO por nós mesmos. Por causa da cruz de Cristo, somos declarados puros, diante de Deus, mesmo não o sendo. Fantástico! O esgotamento espiritual vai embora, se as pessoas souberem que Deus quer um coração conquistado, por essa graça, não um coração ansiando arrumar um jeito de escapar do inferno.
Este é o primeiro desvio que têm minado a Igreja de Cristo hoje. O legalismo dos fariseus alcançou-nos, afastando-nos do entendimento do puro Evangelho.
2) E o mais grave: A graça foi barateada.
O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer nos sinaliza o segundo desvio sério que alcançou a Igreja de hoje. A graça foi barateada. Que é graça barata? É a pregação do perdão sem arrependimento, graça sem cruz, graça sem Jesus Cristo encarnado, vivo, ressuscitado, graça sem discipulado. Significa justificação do pecado e não do pecador. Graça sem preço, sem custo.
O que é graça preciosa? É o tesouro por amor do qual o ser humano sai e vende tudo o que tem com alegria; é o amor tão intenso a Jesus Cristo pelo qual, o ser humano arranca o olho que o faz tropeçar; é o chamado de Jesus, pelo qual o discípulo larga suas redes e o segue. É preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. É preciosa por ter custado a Deus a vida de seu Filho. “Vocês foram comprados por preço”. É preciosa porque não pode ser barato a nós aquilo que custou caro a Deus.
Com a expansão do Cristianismo e a secularização crescente da Igreja, a consciência da graça preciosa perdeu-se gradualmente. Tornou-se barata. O mundo estava cristianizado, a graça passou a ser propriedade comum de um “mundo cristão”. A Igreja católica manteve o monasticismo e nele ainda se mantinha viva a consciência da preciosidade da graça e por amor à Cristo, homens e mulheres abandonavam tudo quanto possuíam. Mas o problema da vida monástica era que isso era algo para poucos, não para a massa do povo cristão e era duro demais. Passaram entao a serem encaradas essas duas esferas de obediência cristã: uma mais severa e outra mais branda. Qual o erro do monasticismo e onde ele se distanciou do Cristianismo? Não foi no caminho do discipulado rigoroso e na tentativa de obediência perfeita, mas foi por deixar-se transformar "ele próprio" na realização excepcional, voluntária, de uns poucos, reivindicando, assim, mérito especial para si. A mudança tinha que acontecer nos recônditos mais íntimos do ser humano e não em demonstrações apenas superficiais.
Martin Luther (Lutero) tentou retomar o caminho dessa graça preciosa. Ele largara tudo para dedicar-se completamente à obra cristã. Entrou para um convento e consagrou-se totalmente. Mas foi confrontado com as Escrituras, em que o discipulado de Jesus não era apenas para alguns, mas para todos os cristãos. Quando estes “santos” consideravam-se melhores que os demais, em nada se diferenciava dos demais. Entao de nada valia a sua autonegação para Deus. Foi durante essa dura constatação que Lutero foi alcançado pela graça preciosa.
Lutero quando fora para o convento, abandonara tudo, menos a si mesmo. Dessa vez, até isso lhe foi tirado. Lutero passou a viver o discipulado de Jesus no mundo, agora fora do convento. A obediência perfeita ao mandamento de Cristo, deveria acontecer a cada passo do cristão no mundo. O cristão atacava o mundo de perto. Passou a ser uma luta “corpo a corpo”. Martin Luther entendeu que a graça autêntica não isenta ninguém da obra, antes chama com insistência ainda maior ao discipulado, à obediência, à autonegacao. Mas com o tempo, tudo isso foi perdendo a força. A "justificação do pecador no mundo" transformou-se em "justificação do pecado e do mundo". A graça autêntica transformou-se em graça barata, sem discipulado.
Esse desvio tem minado a vida da igreja, pois ela não passa apenas de uma opção morna, enfraquecida, que nos constrange ao lembrarmos dos milhares de cristãos que morreram porque entendiam que ser cristão significava renúncia, significava morrer por Cristo. Tudo infinitamente muito mais do que nos encontrarmos com os irmãos, uma vez por semana, para reclamarmos do Pastor e da vida medíocre que levamos no Reino.
Que o entendimento da graça volte a ser completo em nossa vida. Não estejamos no time de cristãos que, por não compreenderem a graça, pensam que precisam se superar para agradar a Deus. E também não fique entre aqueles que pensam que tudo já foi feito na cruz e por isso podem levar uma vida onde a convivência com o pecado é tranqüila, sem crise. Fique no ponto de equilíbrio, caro leitor, onde a graça o alcançou e é preciosa demais, onde, por amor, você é impulsionado a largar tudo por Jesus e dizer, sem titubear: “Já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Gálatas 2.20
Cristiane Molulo
*Quanto aos "cristãos" que nao atentam com diligência para tão grande tesouro que é a Graca de Deus revelada através do Senhor Jesus Cristo um alerta:
" 1 PORTANTO, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. 2 Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição, 3 Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;" (Hebreus 2 : 1)
"Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado." (Romanos 11 : 22)
14 de jul. de 2010
O que é a "igreja" de Cristo? (uma ótima resposta!)
Pesquisando na Internet encontrei o site de Wolfgang Simson que publicou 15 teses sobre o que ele pensa que o Espírito de Deus esteja dizendo à Igreja hoje, mas muitas de suas idéias não têm base bíblica e apenas tentam embasar uma nova maneira de cristãos se congregarem, como se já não tivéssemos um número suficiente de fórmulas para isso. A verdade é que a questão toda envolvendo o assunto "igreja" não está na forma, mas no conteúdo.
Wolfgam Simson diz que "Igreja é um modo de vida, não uma série de reuniões religiosas". Este é um engano cometido por muitos cristãos quando pensam na Igreja como algo para si mesmos. Basta lembrarmos que o Senhor Jesus chamou Sua Igreja de Seu corpo para vermos que não é algo para nós, mas para Ele. Acrescente a isso o que Jesus diz sobre a Igreja ser Sua noiva, e mais uma vez descobrimos que a Igreja não é um modo de vida, mas um organismo vivo que tem por objetivo a glória de Cristo. A razão da existência da Igreja é Cristo, não a própria.
Ele ainda afirma, em seu site, que "é hora de mudar o sistema", mas não é o primeiro e nem o único a propor mudança no sistema, mas a verdade é que Deus nunca nos manda mudar um sistema errado. Deus nos manda sair dele: 2 Tm 2:19 "Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade".
Quando entendemos que o sistema denominacional é iniquidade por dividir os cristãos por diferentes nomes e não reconhecer o senhorio de Cristo como a Cabeça da Igreja (elegendo em lugar dEle homens como "cabeças"), nossa obrigação é sairmos, não a uma nova forma de reunir, mas sairmos a Cristo. Em razão de o "arraial" judaico ter se corrompido, o Espírito Santo admoestou os judeus convertidos a saírem dele, mas saírem a Cristo, fora do "arraial" ou sistema organizado dos judeus. A cristandade organizada tomou o mesmo rumo de corrupção do sistema religioso que expulsou a Cristo, por isso a exortação também nos serve hoje.
Êx 33:7 E tomou Moisés a tenda, e a estendeu para si fora do arraial, desviada longe do arraial, e chamou-lhe a tenda da congregação; e aconteceu que todo aquele que buscava o SENHOR saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial. Heb 13:13 Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério.
Simson chama seu movimento de "Terceira Reforma", uma afirmação que, além de pretensiosa, ignora o fato de que não há o que reformar e nem a Palavra de Deus nos fala de que algo será reformado. Quando entendemos que, na história do homem em relação a Deus, tudo o que começa bem acaba mal, ficamos cientes que assim será também com o testemunho da igreja neste mundo. Foi assim com as diferentes dispensações (ou maneiras de Deus tratar com o homem), como o Éden, Noé no mundo pós-diluviano, os israelitas e a Lei e a primeira vinda de Cristo. Do mesmo modo, a Igreja, que começou de forma gloriosa, está hoje, no que se refere ao seu testemunho neste mundo, em seus últimos estertores. Nosso estágio atual é Laodicéia, algo que Cristo está a ponto de vomitar de Sua boca. O arrebatamento dos crentes não virá com um certificado de "Missão Cumprida", infelizmente.
O autor diz que desde os tempos do Novo Testamento não existe uma "casa de Deus". Ele segue dizendo que a Igreja é o povo de Deus e que a Igreja "se sente em casa" onde as pessoas "estão em casas". Então termina dizendo que, ao se reunirem em casas, os cristãos "ganham uma nova identidade corporativa ao experimentarem amor, aceitação e perdão". Mais uma vez a idéia de "Igreja" como algo voltado para o umbigo, para o bem estar dos cristãos, como se fosse um clube. O foco está errado.
Ao escrever que "a igreja precisa ficar pequena para crescer e ficar grande" ele parece não entender que a Igreja já é grande: ela engloba TODOS os salvos por Cristo, e cresce quando mais pessoas são salvas. Como o autor parece propor apenas uma nova forma de cristãos se reunirem para o próprio bem estar, daí a idéia de que se reunindo em casas eles terão maior intimidade e consideração uns para com os outros. Nada disso tem base bíblica. Reunir em casas podia até ocorrer nos tempos neotestamentários, mas era apenas uma questão circunstancial, não uma doutrina deixada pelos apóstolos. A obrigação dos cristãos é seguir a doutrina dos apóstolos, não criar novos modelos de reunião.
Quando afirma que "nenhuma igreja é guiada por um único pastor", o autor está parcialmente correto em sua afirmação, mas parece sair dos trilhos quando continua explicando que as "casas-igrejas" estão ligadas em um movimento que combina anciãos e membros (clero e leigos?!) divididos em apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres que vão de casa em casa para exercer ministérios apostólicos e proféticos.
O problema é que a Palavra é clara ao apontar que apóstolos só existiram os 12 mais Paulo, os quais, juntamente com os profetas do Novo Testamento, formavam um grupo que não teve sucessão por terem servido como alicerce da casa de Deus, da qual Cristo é a Pedra angular. O que vem depois são pedras de paredes, não de alicerce, restando hoje apenas evangelistas, pastores e mestres. Ef 2:20 "...edificados sobre o fundamento (alicerce) dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina". Já temos o alicerce, não é preciso lançar outro. Em 1 Co 3:10 em diante mostra como se construir SOBRE o fundamento, não como lançar outro.
Mario Persona
Como pode ver, o movimento divulgado pelos autores que mencionou simplesmente propõe um novo "modus operandi" para os cristãos, sem chegar ao cerne da questão. Sugiro que leia alguns comentários que escrevi sobre isso:
Link do site
Devemos rasgar o Antigo Testamento?
O que significa adorar em espírito e verdade?
A cristandade está decadente?
A igreja não aparece no Antigo Testamento?
Se uma denominação prospera, como pode estar errada?
Devemos obedecer autoridade humana na igreja?
Como você entende a expresão "casa de Deus"?
Como se reunir sem um templo?
Reunir-se sem denominação não é criar uma nova denominação?
Quem pode ser chamado de bispo?
Como saber se um apóstolo é genuíno?
Como saber se uma igreja reconhece o senhorio de Cristo?
A obediência aos pastores é incondicional?
É possível ter fé sem pertencer a uma denominação?
Com que autoridade bíblica? Perguntas que não querem calar.
O que é um clérigo?
Devemos esperar a igreja voltar ao que era no início?
O que significa o arraial de Hebreus 13?
Qual é a hierarquia na igreja?
Devemos obedecer aos pastores?
É errado deixar de se congregar?
É possível congregar-se com desprendimento denominacional?
O que significa a palavra "igreja"?
O que significa reunir-se ao nome do Senhor?
Como os dons se manifestam na igreja?
Qual o verdadeiro lugar de adoração?
Quem deve liderar nas reuniões?
Você já pertenceu a alguma denominação?
Devo divulgar denominação?
Por que há tantas denominações?
6 de mai. de 2010
20 de mar. de 2010
A igreja católica é a favor da evolução?
A maioria dos não-católicos ficou surpresa quando o papa João Paulo II, num documento enviado à Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano em outubro de 1996, falou a favor da evolução. Na verdade, ele estava apenas reiterando a posição oficial do catolicismo. Considere os seguintes excertos:
Em sua encíclica Humani generis [Sobre o Gênero Humano], de 1950, meu predecessor Pio XII já havia afirmado não haver oposição entre a evolução e a doutrina da fé a respeito do homem... Pio XII enfatizou este ponto essencial: se o corpo humano tem sua origem na matéria orgânica pré-existente, a alma espiritual é imediatamente criada por Deus... O exegeta e o teólogo precisam manter-se informados sobre... as ciências naturais... verdade não pode contradizer a verdade...
A teoria da evolução... tem sido progressivamente aceita pelos pesquisadores em vários campos do conhecimento. A convergência... dos resultados de pesquisas conduzidas independentemente é, em si mesma, um argumento significativo em favor dessa teoria.(1)
Sem dúvida, o fiasco embaraçoso do julgamento de Galileu veio à mente do papa quando ele advertiu os teólogos da Igreja a "[se manterem] informados sobre... as ciências naturais..." O papa Urbano VIII ameaçou de tortura um Galileu idoso e muito enfermo se este não renunciasse às alegações de que a Terra girava em torno do Sol. Ajoelhado diante do Santo Ofício da Inquisição de Roma, temendo pela própria vida, Galileu renunciou à sua "heresia" – mas não em seu coração. A idéia, repetidamente afirmada por papas "infalíveis", de que o Sol e todos os corpos celestes giravam em torno da Terra permaneceu como dogma católico oficial até 1992, quando o Vaticano finalmente admitiu oficialmente que Galileu estava certo.
Para evitar que a ciência continue a fazer de tola a hierarquia "infalível" da Igreja, o papa admoestou os teólogos católicos a consultarem os cientistas antes de interpretarem as Escrituras. No entanto, Pedro, que os católicos insistem ter sido o primeiro papa, declarou que as Escrituras foram inspiradas pelo Espírito Santo (2 Pe 1.21). Certamente o Espírito Santo não precisa da ajuda dos cientistas! Se a Bíblia não for infalível quando fala do que pertence ao campo da ciência, por que confiar nela no que diz respeito a Deus e à salvação? Edward Daschbach, um sacerdote católico, explica que tomar a Bíblia literalmente exigiria admitir que a mulher que se assenta sobre a besta em Apocalipse 17 é a Igreja Católica Romana! Ele escreve:
A Igreja, portanto, não aceita... a interpretação literal dos primeiros capítulos do livro de Gênesis... Quando os que advogam o criacionismo aplicam suas ferramentas fundamentalistas a este último livro [Apocalipse], a Igreja muitas vezes se torna alvo de veementes ataques.(2)
Protestantes que, como Charles Colson, juntaram forças com Roma, advogam que o catolicismo concorda com eles sobre a inerrância da Bíblia. Pelo contrário, o Concílio Vaticano II declara: "Daí afirmarmos que a Bíblia é livre de erro naquilo que pertence à verdade religiosa revelada para nossa salvação. Não é necessariamente livre de erro em outros assuntos (por exemplo, ciências naturais)" [ênfase no original].(3)
Isso não é uma questão trivial. Se o relato da criação em Gênesis não é digno de confiança, o restante da Bíblia também não pode ser confiável, pois depende desse relato. Além disso, prova-se que Cristo não era realmente Deus, mas um mero mortal que, tolamente interpretou literalmente a história de Adão e Eva (Mt 19.4-5), e não pode, portanto, ser nosso Salvador. O periódico The American Atheist [O Ateu Americano] sabe muito bem qual é a questão: "Destruam-se Adão e Eva e o pecado original, e nos escombros se encontrarão os restos mortais do Filho de Deus, eliminando-se assim qualquer significado para sua morte."(4)
Em maio de 1982, honrando o centenário da morte de Darwin, a Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano publicou a seguinte declaração: "Grande quantidade de evidências torna a aplicação do conceito de evolução... acima de qualquer discussão séria".(5) A Nova Enciclopédia Católica diz:
Especialistas... por mais de cem anos, reuniram as provas necessárias... a evolução está estabelecida tão firmemente quanto a ciência é capaz de estabelecer fatos...(6)
Cientistas descartam Darwin!
Nem tanto assim. Um número cada vez maior de cientistas, a maioria deles não-cristãos, se opõe à evolução. O astrônomo e matemático Sir Fred Hoyle diz: "O mundo científico foi iludido e acabou crendo que a evolução fora provada. Nada poderia estar mais longe da verdade".(7) O biólogo Michael Denton, autor de Evolution: A Theory in Crisis [Evolução: Uma Teoria em Crise], diz que a ciência desacreditou tão completamente o evolucionismo darwiniano que este deveria ser descartado. O professor de matemática Wolfgang Smith chama a evolução de "um mito metafísico... completamente desprovido de aprovação científica..."(8)
Colin Patterson, paleontólogo-chefe do Museu Britânico de História Natural, confessou depois de mais de vinte anos envolvido com o movimento evolucionista: "Nada havia que eu realmente conhecesse sobre a evolução. É um choque enorme descobrir-se enganado por tanto tempo". Patterson "começou a pedir a outros cientistas que lhe apresentassem uma coisa de que tinham certeza sobre a evolução." Os biólogos do Museu Americano de História Natural em Nova Iorque ficaram mudos. Diz Patterson:
Experimentei a pergunta com o pessoal da geologia do Museu de Campo de História Natural, e a única resposta que recebi foi o silêncio. Tentei obter resposta dos membros do Seminário de Morfologia Evolucionista na Universidade de Chicago, um grupo prestigioso de evolucionistas, e recebi de volta um longo silêncio, até que, por fim, uma pessoa disse: "Eu sei uma coisa – não deveria ser ensinada no primeiro e segundo grau."(9)
A despeito disso, no caso Edwards versus Aguillard, 482 U.S. 578 (1978), a Suprema Corte americana decidiu que era inconstitucional que as escolas ensinassem o criacionismo lado a lado com o darwinismo como uma outra teoria de origens. Os evangélicos reclamam com justiça por ver a evolução ensinada como fato nas escolas públicas, mas ela também é ensinada como fato em escolas católicas.(10) Na revista The Catholic World Report, Stephen F. Smith escreve: "Na escola arquidiocesana de Washington, fomos ensinados que a teoria da evolução de Darwin era tão verdadeira quanto o evangelho."(11) Michael Behe, bioquímico, relembra seus dias em escolas católicas:
Fui ensinado... a vida... veio de Deus, e que... a principal explicação científica de como Ele o fizera era a teoria darwiniana da evolução. Eu não... via qualquer conflito com o ensino da Igreja.(12)
A evolução é matematicamente impossível
Em seu livro The Blind Watchmaker [O Relojoeiro Cego], o zoólogo Richard Dawkins, da Universidade de Oxford, um destacado evolucionista, chama a biologia de "o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido criadas com algum propósito."(13) Sem dúvida! Uma célula, a menor unidade viva, chega a ter 100.000 moléculas, e 10.000 reações químicas interrelacionadas simultâneas. As células não podem ter surgido por acaso! Dawkins admite que cada célula contém, no seu núcleo, um banco de dados digitalmente codificado que é maior... do que a soma de todos os 30 volumes da Enciclopédia Britânica."(14) É impossível sequer imaginar a ínfima probabilidade do acaso criar uma enciclopédia de 30 volumes! E isso equivale apenas a uma célula – e há trilhões de células no corpo humano, milhares de tipos diferentes, operando em relacionamentos incrivelmente complexos e delicadamente equilibrados!
A probabilidade astronomicamente pequena torna a evolução matematicamente impossível. Hoyle calculou que a probabilidade da produção ocasional apenas das enzimas básicas para a produção da vida são de 1 sobre 1 seguido de 40.000 zeros. Em comparação, a chance de, por acaso, pegar um átomo específico em todo o universo seria de apenas 1 sobre 1 seguido de 80 zeros. Mesmo que cada átomo existente se tornasse outro universo, as chances de pegar um átomo qualquer em todos esses universos seria de apenas 1 sobre 1 seguido de 160 zeros. Uma chance em 1040.000 só para produzir as enzimas básicas! Mas as enzimas realizam coisas notáveis, e esse fato complica ainda mais o problema da evolução com essas chances infinitamente pequenas.
Por que razão o sangue só coagula no ponto de sangramento e não dentro das veias e artérias? E por que pára quando cessa o sangramento? Imagine os bilhões de animais que teriam sangrado até morrer, ou teriam morrido por uma coagulação inadequada antes que esse processo incrível tivesse sido aperfeiçoado por mero acaso! O sistema imunológico é ainda mais surpreendente, diz Behe. "A complexidade do sistema garante o insucesso de qualquer explicação darwiniana..."(15) E assim acontece com centenas de outros sistemas que sustentam a vida. Lembre-se de que esses sistemas precisavam ser operacionais para serem úteis; não poderiam ter evoluído em estágios.
Em seu excelente livro, publicado em 1996, Darwin’s Black Box [A Caixa Preta de Darwin], Behe documenta a incompreensível complexidade da vida em seu nível químico celular mais básico – uma complexidade inimaginável para Darwin. Behe, que afirma que a evolução "deveria ser banida",(16) demole a teoria darwiniana oferecendo múltiplos exemplos, no nível bioquímico, de elementos "irredutivelmente complexos" intrincadamente planejados, que nunca poderiam ter evoluído:
[A evolução] não pode explicar a origem das complexas estruturas bioquímicas que sustentam a vida. Sequer tenta explicar... A conclusão de um plano inteligente flui naturalmente dos próprios dados – não de livros sagrados nem de crenças sectárias.(17)
A evolução teísta contradiz a Bíblia
Em apoio ao papa, Donald Devine escreve: "O homem pré-humano aparentemente existiu por milhões de anos... Isso não é uma refutação da Bíblia, mas uma confirmação – pois indica que foi preciso que Deus soprasse nele uma alma antes que o homem pudesse ser homem."(18) Pelo contrário! A evolução teísta, que exige ancestrais pré-humanos para o homem (para os quais nenhuma evidência jamais foi encontrada), não contradiz apenas o livro de Gênesis, mas toda a Bíblia.
Moisés afirma que Deus formou Adão "do pó da terra", e que depois formou Eva a partir de uma de suas costelas (Gn 2.7, 18-22). Ancestrais pré-humanos não podem ser reconciliados com o relato autenticado por Jesus: "Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?" (Mt 19.4-5). Cristo confirma o relato de Gênesis ao citá-lo em Seu ensino. Paulo também atesta a veracidade do relato ao declarar que "primeiro foi formado Adão, e depois Eva" (1 Tm 2.13-14 – ver também 1 Co 15.22, 45; Judas 14). Eles não eram um par de criaturas pré-humanas nas quais Deus infundiu almas humanas.
Além disso, Paulo afirmou que o pecado entrou no mundo por meio de Adão, e pelo pecado a morte (Rm 5.12). Se Adão e Eva tivessem tido ancestrais que viveram e morreram por milhares (ou milhões) de anos de evolução até que Deus os humanizasse, a morte teria operado na terra antes que Adão pecasse – uma contradição clara do relato de Gênesis, do ensino de Cristo, da pregação de Paulo e do Evangelho. O cardeal de Nova Iorque, John O’Connor, diz que Adão e Eva podem ter sido "animais inferiores".(19)
Evolução – uma artimanha satânica
A evolução, "a mais gorda das vacas sagradas",(20) tem sido uma poderosa ferramenta de Satanás para convencer milhões de pessoas de que a Bíblia não é digna de confiança. Como afirmou Phillip Johnson, professor de direito em Berkeley: "O único propósito da história evolucionista darwiniana é... demonstrar que não é necessária a existência prévia de um ser inteligente...[para] haver a criação."(21) Johnson causou um choque no mundo acadêmico em 1991 ao lançar seu livro Darwin on Trial [Darwin no Banco nos Réus]. Com a precisão de um promotor, ele destruiu o darwinismo e acusou os evolucionistas de terem "abandonado o relato verdadeiro e preciso com o qual a ciência estava tradicionalmente compromissada, no seu zelo por extirpar e descartar a religião..."(22)
A evolução teria preenchido o registro fóssil de bilhões de criaturas intermediárias, e no entanto nem um sequer desses "elos perdidos" foi encontrado! Imagine a quantidade necessária de restos mortais desses milhões de pequenos incrementos evolutivos ao longo de milhões de anos para a passagem de guelras a pulmões, de pernas dianteiras para asas, para produzir estômagos e sistemas digestivos, olhos, rins, cérebros e sistemas nervosos que se estendessem por todo o corpo, a corrente sanguínea, o esperma e o óvulo dos mamíferos, o ovo e sua casca para os répteis e pássaros, etc. A impossibilidade aumenta geometricamente, pois cada um desses sistemas é incrivelmente complexo e não poderia evoluir gradativamente, mas precisaria ser funcional para sustentar a vida e ajudar na "sobrevivência" – como seria o caso, por exemplo, do sofisticado sistema de radar dos morcegos.
Quantos milhões de andorinhas do Ártico morreram afogadas antes que a primeira "aprendesse", por acaso, a navegação aérea sobre milhares de quilômetros de oceano? Quantos salmões se perderam e jamais conseguiram chegar ao riacho em que haviam nascido para desovar antes que essa estranha capacidade fosse desenvolvida? Quantas aranhas morreram de fome antes que o fantástico mecanismo de criação de teias tivesse, por acaso, surgido – e quem teria ensinado as aranhas a usar tal recurso? Quantos ovos de toda espécie de ave apodreceram antes que surgisse o instinto de chocá-los? Como foi aprendido e transmitido? Há incontáveis impossibilidades para o acaso.
A preocupação atual com as "espécies ameaçadas" contradiz Darwin. A evolução elimina os incapazes. É impossível crer na evolução e trabalhar em prol da preservação ecológica das espécies. Como o produto final da evolução, o homem deveria, sem misericórdia, eliminar todos os rivais na luta pela sobrevivência. As contradições são intermináveis.
Em seu último livro, Reason in the Balance [A Razão na Balança], Phillip Johnson argumenta que somente a criação divina pode explicar a consciência moral do homem. A natureza não tem moral. O senso ético e moral do homem desaprova a evolução. Se a evolução fosse verdadeira, deveríamos fechar os hospitais, parar a produção de remédios e permitir que os doentes e os fracos morressem. É impossível reconciliar bondade e compaixão com a sobrevivência dos mais capazes.
No entanto, o homem é compelido por consciência e compaixão, prova de que é feito à imagem de um Deus santo e amoroso. Ao rejeitar a massacrante evidência de propósito no mundo que o cerca (Rm 1.18-32), e por recusar-se a obedecer às leis de Deus gravadas em sua consciência (Rm 2.14-15), o homem tornou-se vítima de seu próprio ego e de toda sorte de males. Apesar disso, Deus ama o homem, e em amor e graça veio a esta terra pelo nascimento virginal para que, como o Homem perfeito, sem pecado, pudesse morrer em nosso lugar, pagando a penalidade infinita que a Sua própria justiça exigia pelo pecado. É apenas com base nisso – o pleno pagamento da penalidade do pecado, efetuado por Cristo, e a aceitação desse pagamento por parte do homem – que este pode se tornar uma nova criatura em Cristo. Vamos permanecer leais a esse Evangelho de Jesus Cristo e à Palavra de Deus que o declara; e vamos lutar com determinação contra toda tentativa de diluir, perverter ou comprometer a verdade de Deus. (TBC 2/97, traduzido por Carlos Osvaldo Pinto)
Notas:
1.Papa João Paulo II, "Mensagem à Pontifícia Academia de Ciências", L’Osservatore Romano (30 de outubro de 1996), 3.7.
2.Frei Edward Daschbach, S.V.D., "Catholics and Creationism", Visitor (21 de outubro de 1984), 3.
3.Vaticano II, Vatican Council II, Divine Revelation (edição parafraseada da organização Knights of Columbus), III.I 1e.
4.The American Atheist (1978), 19, conforme citado em The Christian News (11 de novembro de 1996), 15.
5.Daschbach, loc. cit.
6.New Catholic Encyclopedia, vol. 5 (McGraw-Hill, 1967), 689.
7.George W. Cornell, "Scientist calls Darwin evolution theory absurd", Times-Advocate, 10 de dezembro de 1982, A10.
8.Wolfgang Smith, Teilhard and the New Religion (Tan Books, 1988), 242.
9.Thomas E. Woodward, "Doubts About Darwin", Moody Monthly (setembro de 1988), 20.
10.The Times Picayune (Flórida, 25 de outubro de 1996), A-30.
11.Stephen F. Smith, "Is Darwinism a Religion?", The Catholic World Report (dezembro de 1996), 50.
12.William Bole, "Of Biochemistry and Belief", Our Sunday Visitor (1 de dezembro de 1996), 6.
13.Richard Dawkins, The Blind Watchmaker (England: Longman, 1986), 1.
14.Dawkins, op. cit., 18.
15.Michael J. Behe, Darwin’s Black Box: The Biochemical Challenge to Evolution (The Free Press, 1996), 139.
16.Ibid., 186.
17.Ibid., 192-93. 18. Donald Devine, Human Events (13 de dezembro de 1996), 19.
18.Los Angeles Times (30 de novembro de 1996), B13.
19.Doug Bandow, "Fossils and Fallacies", National Review (29 de abril de 1991), 47.
20.Russell Schoch, "The Evolution of a Creationist", California Monthly (novembro de 1991), 22.
21.The Catholic World Report (dezembro de 1996), 50.
18 de mar. de 2010
A VERDADEIRA FACE DO CATOLICISMO ROMANO
(Como os Jesuítas conseguiram neutralizar a Reforma Protestante)
Tradução e adaptação do Cap. 13 do livro “Final Authority”, do Dr. William P. Grady,
Grady Publications, Schererville, Ind. USA, 1997. ( Mary Schultze)
Os frutos dados pela Versão Autorizada da Bíblia do Rei Tiago são uma prova irrefutável de que ela é a Palavra de Deus. Todos os países que tiveram seus dirigentes e seu povo liderados pela Versão do Rei Tiago tornaram-se prósperos e felizes, e se transformaram nos maiores países do mundo – como aconteceu com a Inglaterra e os Estados Unidos. Entretanto, no momento em que esses países começaram a permitir modificações nos textos da Bíblia do Rei Tiago, principiaram, também, a cair na apostasia generalizada e acabaram se transformando em exemplos de decadência moral e espiritual.
O objetivo da Ordem Jesuíta sempre foi destruir o Protestantismo e o conseguiu em parte, através de modificações na Palavra de Deus, valendo-se do liberalismo dos pastores evangélicos, que foram sofrendo lavagem cerebral nas universidades inglesas e americanas – Cambridge, por exemplo – durante cinco séculos de penetração jesuíta nos países protestantes. Depois de promoverem tantas guerras a fim de destruir o povo de Deus, os Jesuítas chegaram à conclusão de que, não conseguindo destruí-los pela força, iriam usar um método mais suave – o da penetração – que acabaria trazendo o Ecumenismo aos países protestantes, liquidando sua resistência às heresias do Catolicismo Romano.
Em seu livro “Final Authority” (Cap. 13), sob o título “Entram os Jesuítas”, o Dr. William P. Grady escreve sobre como se processou a penetração jesuíta com o objetivo de destruir a fé crista genuína dos países protestantes, que adotavam a Bíblia do Rei Tiago como sua regra de fé e prática de vida. O Dr. Grady foi católico por 22 anos e converteu-se a Jesus Cristo. Hoje é um dos eruditos da Bíblia do Rei Tiago nos Estados Unidos.
O Dr. Grady afirma que houve intensa resistência de Satanás contra a Versão Autorizada, o qual se valeu da meretriz de Apocalipse 17, a fim de conseguir o seu intento. As raposas que se encarregaram de destruir a vinha de Cristo foram os Jesuítas, mestres do engodo e da corrupção. A Bíblia ia ser traduzida para o povo inglês, que teria em sua própria língua a Palavra de Deus e por isso logo surgiram os problemas causados pelos inimigos do verdadeiro Evangelho de Cristo.
Vamos transmitir as palavras do Dr. Grady à nossa maneira, certos de que Deus nos ajudará a interpretá-las da melhor maneira possível, para honra e glória do Nome do Seu Filho. Fala agora, textualmente, o Dr. Grady:
“Com o projeto de tradução da Bíblia já se materializando, logo se fizeram sentir tremores no sentido de abalar a execução dessa obra. Em 26/10/1605, uma carta anônima foi entregue a Lord Chamberlain, em Monteagle, aconselhando-o a ficar longe da sessão de abertura do Parlamento Britânico, em 05/11/1605, a qual já havia sido adiada muitas vezes. Nessa ocasião o Rei Tiago, sua família e todo o corpo parlamentar deveriam estar reunidos, no Palácio de Westminster. A tal carta logo foi entregue ao Ministro Chefe, Robert Cecil, Primeiro Duque de Sallisbury, o qual, por sua vez, mostrou-a ao Rei Tiago numa audiência especial à meia noite. Logo foi iniciada uma importante investigação para verificar a veracidade da ameaça.
Desconhecido do Rei, um bando de quatro católicos romanos, constituído de Thomas Winter, Thomas Percy, John Wright e Guy Fawkes, os quais eram dirigidos por outro papista, Robert Catesby (1), havia feito um pacto no sentido de assassinar o Rei Tiago e todos os membros da Casa dos Comuns. Esse juramento fora selado com um solene recebimento da “santa comunhão” servida pelo padre jesuíta John Gerhard (2). Exércitos já haviam sido contrabandeados, a partir de Flandres, para facilitar o deflagrar de uma revolução aberta, logo que o Rei fosse assassinado. Esses mercenários foram conseguidos por um amplo círculo de conspiradores, entre os quais se incluía Sir Edward Digby e Francis Tresham (3).
“Ainda bem que a História pertence ao Senhor Jesus Cristo, e por isso houve um repentino adiamento da sessão de abertura do parlamento, o qual começou a deixar nervosos os conspiradores, especialmente porque um bom número de vítimas inocentes seria sacrificado nesse atentado. Após combinar com dois Jesuítas envolvidos, o Pe. Oswald Greenway (através do confessionário) e o Pe. Henry Garnet, o Provincial dos Jesuítas ingleses, ficou decidido um novo plano para diminuir a desnecessária carnificina. Na manhã em que se desenrolaria a conspiração deveriam ser enviadas mensagens urgentes aos membros pró-católicos do Parlamento, a fim de que se retirassem da rota perigosa. A nota de Monteagle era uma das tais admoestações e fora enviada a Lord Chamberlain pelo seu parente católico, Francis Tresham.
Na madrugada do dia 05/11/1605, os agentes de segurança britânicos notaram a presença suspeita de Guy Fawkes (também conhecido como Guido Fawkes), um soldado católico, que estava de guarda, do lado de fora da porta da adega do Palácio de Westminster. Logo se processou uma rápida inspeção no conteúdo da adega, quando foi feita uma descoberta estarrecedora. Escondidos sob uma pilha de ervas secas e carvão, colocados em baixo do local exato onde o Rei Tiago se posicionaria dentro de poucas horas, estavam trinta e seis barris de pólvora, que os perplexos membros do serviço secreto do Rei descobriram na inspeção. Uma caixa de madeira inflamável com fósforos foi encontrada no bolso de Fawkes (4). À uma hora da manhã Fawkes foi convocado a comparecer diante do Concelho Real do Palácio Whitehall, onde apareceu voluntariamente, expressando como única desculpa o fato de “haver ‘falhado’ em explodir o Rei escocês e seus seguidores escoceses, atirando-os de volta à Escócia, de onde vieram”(5).
Durante a realização do julgamento, em 27/01/1606, descobriu-se que os conspiradores haviam conseguido uma casa ali perto e trabalhado dezesseis horas diárias, durante quase um ano, cavando um túnel no subsolo, tentando chegar ao Palácio. Para sua frustração, eles descobriram que os alicerces do muro ao redor tinha nove pés de espessura. Por isso uma segunda rota foi conseguida através de uma propriedade adjacente (6). Após a descoberta da conspiração, Catesby e Percy foram assassinados, ficando Fawkes e três outros conspiradores para enfrentar o tribunal britânico, os quais foram executados dentro do cemitério da Igreja de São Paulo, na mesma semana. O ‘Dia de Guy Fawkes’ ainda hoje é observado pelos católicos na Inglaterra.
Três meses depois foi convocado o julgamento do padre jesuíta Henry Garnet. É importante notar que o Pe. Garnet, assim como Guy Fawkes, fora criado na Igreja Anglicana. Mais uma sentença de morte foi imposta. Notem que os tradutores da Bíblia do Rei Tiago estavam encarregados da salvação de almas humanas, o que levou Paine a fazer o sombrio comentário:
A aplicação para o pastor contemporâneo seguidor da Bíblia está muito clara. Qualquer pastor que se coloca a favor da Bíblia do Rei Tiago deve encontrar também, mais cedo ou mais tarde, trinta e seis barris de pólvora sob os seus pés. Para o ganhador de almas que deseja testemunhar fielmente de Cristo fica a admoestação da 1 Coríntios 16:9: “Porque uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu; e há muitos adversários”.
Os homens de Deus sabem por experiência que o meio mais rápido de atrair a ira à sua congregação é criticar a Igreja de Roma e suas bíblias falsificadas (como as versões inglesas modernas baseadas na Vaticanus). Isto se deve sempre ao fato de que os membros desavisados da Igreja passam a reconhecer que os seus conhecidos católicos estão perdidos, e precisam do seu testemunho pessoal. Os pastores corajosos ignoram as ameaças, dando preferência à injunção pastoral de 1 Timóteo 4:6: “Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentando com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido”, combatendo a presença de uma igreja maligna marcada por doutrinas espúrias, como a do celibato e do jejum (1 Timóteo 4:3).
O antagonismo atual visto nas pessoas nascidas de novo é altamente significativo. Não existe maior evidência para a atual apostasia da verdadeira fé cristã do que a crescente aceitação das heresias de Roma (A Prostituta) por crentes que professam ter sido regenerados pelo sangue de Cristo. Essa frouxidão é um típico fenômeno do século XX. O Dr. Thomas Holland, tradutor senior do grupo Oxford, deixou escapar suas últimas palavras no leito de morte: “Eu vos comando a amar a Deus, odiando o papado e a superstição” (8) A própria Petição Milenar exigiu a supressão dos “usos papistas” no Livro de Oração Comum (9). Com esparsas referências a ‘Sua Santidade’, como sendo o homem do pecado, o Dr. Miles Smith não hesitou em admoestar, no prefácio do livro, contra os perigos dos “usos papais” no mesmo. (10)
Jamais houve qualquer falta de amor aos católicos, pelos ganhadores cristãos de almas, por lhes contarem a verdade sobre a igreja deles. Quando um padre perguntou a John Wesley onde estava a religião dele, antes da Reforma, o fundador do Metodismo, que nada tinha de tolo, respondeu logo: “no mesmo lugar da sua, antes que você metesse a cara na lama”.
Sem dúvida, crentes como Wesley obtiveram sua inspiração nos escritos de Lutero, o qual parece ter atirado invectivas constantes na direção do seu “ex-patrão”, o papa. Ele, que se dirigia a ‘Sua Santidade’ como ‘Sua Profanidade’, não deixou qualquer dúvida sobre o espírito anti-católico do seu tempo, quando escreveu:Muitos me acham contundente demais contra o papado. Pelo contrário, eu até lamento ser tão macio. Gostaria de poder fulminar o papa e o papado com uma tempestade de raio... Amaldiçoarei e censurarei esses vilões até ir para o túmulo, e jamais terei uma palavra gentil a favor deles... Sou incapaz de fazer minhas orações sem amaldiçoar essa gente, ao mesmo tempo. Se estou pronto a dizer ‘santificado seja o teu nome’ também devo acrescentar ‘amaldiçoado, condenado e destruído seja o nome dos papistas’. Se estou pronto a dizer ‘venha o teu reino’, também devo acrescentar: ‘amaldiçoado, condenado e destruído seja o papado”’. De fato, sempre repito isso todos os dias verbal e mentalmente, sem interrupção. ... Nunca trabalho melhor do que quando estou enfurecido. Quando estou com raiva, posso escrever e orar melhor, posso pregar bem, pois assim todo o meu temperamento ferve e o meu entendimento fica mais agudo. Martin Luther (11)
Viram como esta clara linha divisória condena a adesão dos evangélicos e pseudo-fundamentalistas ao Vaticano? Um pastor de alto conceito que endossou a Bíblia Viva disse o seguinte: “Billy Graham e o papa são grandes líderes morais e sinto-me honrado em estar na presença deles”. E por que uma herege como a Madre Teresa de Calcutá haveria de ser tão promovida nas livrarias cristãs como modelo de desempenho espiritual para o povo cristão jovem? Onde ficam as convicções bíblicas de uma pessoa que recomenda uma mulher que declara: Qual a melhor maneira de encarar Deus face a face em nossa vida, senão nos tornando um melhor hindu, um melhor muçulmano, um católico melhor, ou um melhor, seja o que for ... O Deus que está em sua mente é o que deve ser aceito ... (12)
Em seu livro “Global Peace and the Rise of the Antichrist”, Dave Hunt criticou a maior autoridade na área de família cristã que publicou um artigo identificando João Paulo II como ‘o mais eminente líder religioso que fala em nome de Cristo’. (13) Quando Dave Hunt entrou em contato com o quartel general de James Dobson para uma explicação, foi polidamente informado pelo departamento de relações públicas de que ‘o Dr. Dobson é um psicólogo cristão, não um teólogo’. É bom saber que, ele é também um doleiro convicto pró-Vaticano e um comprometido de última hora.
Essa bajulação a Roma é especialmente infeliz, quando vista à luz da volumosa evidência documentando 15 séculos de carnificina realizada pelo Vaticano. [...] Por exemplo, encontramos o nome Torquemada conspicuamente ausente, tanto no índice como na seção das dez páginas que tratam da “Santa Inquisição”, no Eerdmans’ Handbook to the History of Christianity (Manual da História do Cristianismo de Eerdmans (ps. 314-323). Com referência a esses assassinos foi declarado: ‘os inquisidores eram não apenas zelotes agitados... Muitos eram bem educados e devotados ao que eles consideravam ser o seu dever’. (14)
Para descobrir quem eram esses assassinos católicos, devemos ler o “Foxe’s Book of Christian Martyrs of the World” (Livro dos Mártires de John Foxe) : Torquemada foi um líder inquisidor até sua morte. Durante os 18 anos em que ele dirigiu o “Santo Ofício”, 10.220 pessoas foram queimadas vivas e 97.322 tiveram suas propriedades confiscadas ou foram aprisionadas de maneira inacreditável. Esses dados são de Llorente, historiador espanhol da Inquisição, o qual era bem qualificado para julgar com exatidão. (15).
Por outro lado, a mesma publicação neo-evangélica dedica uma página inteira ao Papa João XXIII, creditando-o, entre outras coisas, com ‘profunda, senão, tradicional piedade’. (16) Enquanto isso, o Massacre do Dia de S. Bartolomeu é relegado a meras 13 palavras, num lugar qualquer. (17) Com pelo menos dois historiadores alistados entre os autores contribuintes, não nos surpreendemos que o pessoal da Eerdmans’ prefira que você leia sobre a “bondade e testemunho” do papa João XXIII (18) a ler sobre o bárbaro massacre de mais de dez mil cristãos bíblicos huguenotes, realizado pelos católicos romanos sequiosos de sangue inocente, no dia 24/08/1572. (19) De todas as vítimas papais os Anabatistas foram os que mais sofreram.
No ano de 1528, Carlos V, imperador fanaticamente católico do Sacro Império Romano (1550-1558), proclamou um edito transformando o “re-batismo” em crime capital. A Dieta de Speyer (de 1529) sancionou o decreto do imperador e ordenou que esses “hereges” fossem privados de qualquer processo judicial e imediata e sumariamente liquidados como “bestas selvagens”.
Um historiador anabatista nos deixou um legado desse movimento: Alguns eram esquartejados; outros eram queimados até as cinzas e o pó; alguns eram assados em pilhas ou rasgados com garfões incandescentes... outros eram enforcados em árvores, decapitados com espadas e atirados na água... Alguns eram confinados a escuras prisões até à morte por inanição.. Alguns considerados jovens demais para a execução eram barbaramente açoitados e em seguida atirados em calabouços... Muitos tinham seus queixos perfurados... Os demais eram caçados de um país para o outro. Como corujas e corvos, que não se atreviam a voar durante o dia, freqüentemente eles eram forçados a se esconder e viver em rochas, fendas e florestas selvagens, ou em cavernas e despenhadeiros. (20)
Contudo, numa última olhada ao caráter verdadeiramente demoníaco da “santa madre igreja”, vejamos o tratamento que ela dispensava aos seus próprios membros. No ano 897, o Papa Formoso foi levado a julgamento pelo Papa Estêvão VI, sob acusação de ter violado certas leis da Igreja. Como Formoso não podia falar, um diácono ficou de pé respondendo as acusações em nome do mudo acusado. O pior é que essa não foi uma ação judicial comum. O que a tornou especial é que o acusado fora convocado diretamente do cemitério papal. Hibbert nos informa: O cadáver foi vestido com as vestes papais, sentado num trono e levado a julgamento. Sendo considerado culpado de todas as acusações que lhe eram impingidas, foi despido das vestes papais. Os três dedos da mão direita, com os quais os papas abençoam, foram-lhe sumariamente decepados e seus restos mortais atirados ao Rio Tibre.. (21)
Quando chamados a prestar contas dessas atrocidades, os apologistas católicos invariavelmente se escondem atrás de retóricas, tais como: ”espírito da época” ou “atos infelizes de uma era de trevas” etc. Que isso é pura bobagem pode ser comprovado através de um exame do sangue derramado pelos Católicos, em pleno século XX. Obras referentes ao assunto, como “The Vatican’s Holocaust”, de Avro Manhattan, e “Convert ... or Die”, de Edmond Paris, são vivos documentários de que a Igreja Católica liquidou mais de 800.000 Sérvios ortodoxos na Croácia católica durante os anos de 1940-45. Esses totais representam 40 vezes a conta fatídica da ‘Santa Inquisição’ e do ‘Massacre do Dia de S. Bartolomeu’ juntos.
Da próxima vez em que um católico iludido tentar desmentir sua herança assassina dizendo ser ‘coisa do passado’ peça-lhe para explicar o porquê de:
Conforme é sabido pelos que gostam de ler, o papado havia perdido quase a metade da Europa com a chegada da Imprensa de Guttemberg. Mc Clure sintetiza o assunto da seguinte maneira:
Tendo alcançado possessões territoriais jamais imaginadas durante tantos séculos, o Vaticano não iria desistir de sua luta. Em destaque estava sua perene adesão aos negócios desta vida, conforme descrito em Apocalipse 18:12-13: Mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérola, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata, e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore, e canela de cheiro, especiarias, incenso, ungüento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado, ovelhas, e de cavalos, de carros, de escravos, e até de almas humanas.
No sentido de reaver a sua “praça de mercado”, Roma se muniu de uma alta elite para-militar semelhante à unidade da Gestapo, a qual faria Himmler parecer um garoto de escola dominical. Deslanchando o que os historiadores chamam de Contra-Reforma, a infame "Sociedade de Jesus" foi fundada por Inácio de Loyola, em 1534. Mais comumente conhecida como Ordem Jesuíta, seu juramentado objetivo tem sido reaver os “filhos” de volta a Roma, centralizando seus ataques no Textus Receptus e resultantes traduções inglesas. Por causa dessa ânsia, além de anos de treinamento militar Inácio insistiu num arregimentado programa de disciplina, de auto-negação, e, acima de tudo, de cega lealdade ao papa. Compreensivelmente esse resultado desejado seria obtido através de intensos graus de lavagem cerebral.
Boehmer escreve: Inácio entendeu mais claramente do que qualquer outro líder de homens que a melhor maneira de erguer um homem até um certo ideal é se tornar senhor de sua mente. ‘Imbuímos dentro dele forças espirituais que ele terá dificuldade de eliminar mais tarde’. Forças mais duradouras do que os melhores princípios e doutrinas, essas forças podem emergir novamente à superfície, algumas vezes, após anos, mesmo não sendo mencionadas, tornando-se de tal modo imperativas que a vontade fica incapaz de se opor a qualquer obstáculo e é forçada a seguir o seu impulso irresistível. (37)
O exército que se dedicou à destruição da Bíblia do Rei Tiago jamais cochilou durante a noite. Há quase 500 anos Loyola embarcou num programa que formaria o tipo atual de agente secreto, muito superior a tudo que o mundo já tem visto. Huber comenta: A obediência militar não chega aos pés da obediência jesuíta. Está é mais ampla, pois se apossa do homem total e não se satisfaz, como a outra, com o ato exterior, mas exige o sacrifício da vontade e que seja deixado de lado o próprio julgamento.(38) Exigindo que todos os soldados repitam centenas de vezes que o seu general (também chamado de Papa Negro por causa de sua batina preta) não é outro senão o próprio Cristo, Inácio foi capaz de insistir em que os seus seguidores devem ver ‘preto como branco’, se a Igreja assim o declarar. (39)
A nova e impressionante Ordem de Loyola proveu Roma da necessária inspiração para embarcar no histórico Concílio de Trento (1545-1563). Era intenção da Igreja através desse Concílio reafirmar ao máximo a teologia medieval, ao mesmo tempo em que pronunciava anátemas sobre todos e quaisquer dissidentes. Algumas das mais notáveis declarações diziam respeito a:
2. A aceitação das tradições da Igreja com autoridade igual à das Escrituras.
3. A sanção oficial do purgatório.
4. O repúdio à doutrina da salvação somente pela fé.
Um trecho deste cânon assim declarava: Se alguém disser que somente pela fé o ímpio é justificado, exatamente desse modo, e que nada mais é exigido... que seja anátema. Se alguém diz que Jesus Cristo foi entregue por Deus aos homens como redentor dos que nele confiam e também não como legislador dos que obedecem... seja anátema. (40)
De acordo com Loyola o propósito de sua Ordem era ‘promover a maior glória de Deus’. Isso poderia ser traduzido como a escravização de todo o planeta à indisputável autoridade do pontífice romano. Os Jesuítas iniciaram sua tentativa de conquistar o mundo, estabelecendo ‘casas’ nas nações ainda favoráveis ao Catolicismo, como Itália, Portugal e Espanha. Tendo estabelecido sua frente doméstica, ‘missionários’ como Francisco Xavier (1506-1552) foram despachados para o Oriente e outras terras distantes, até então não atingidas por outra fé. Contudo, a prioridade máxima dos Jesuítas era recapturar as nações perdidas para a Reforma Protestante. Os métodos empregados por esta Ordem clandestina são dignos de estudo, visto como o seu objetivo final ainda permanece em operação na América e na desprezada Versão Autorizada.
O modus operandi da Sociedade Jesuíta pode ser delineado pelos seus seis estágios seguintes:
A história dá testemunho de que a apropriação jesuíta começa invariavelmente com o estabelecimento de colégios e universidades exibindo até altos graus acadêmicos, a fim de atrair de uma nação em vista os aspirantes a eruditos. Esse estratagema inaugural de Educação não pode ser enfatizado demais. A apostasia é concebida sempre na sala de aula. Newman informa: Eles descobriram muito cedo a vasta importância de liderar a mais alta educação como meio de ganhar o controle das vidas dos jovens mais habilitados e mais bem situados, fabricando servos intelectualmente treinados aos seus propósitos... A habilidade acentuada dos padres jesuítas, seus conhecimentos insuperáveis da natureza humana, sua afabilidade nas maneiras e sua notável adaptabilidade às idiossincrasias e circunstâncias de cada indivíduo, tornavam-nos praticamente irresistíveis uma vez que entrassem em íntimas relações com a juventude suscetível. (41)
O livre pensador Francis Bacon (1556-1626) ficou tão impressionado com as escolas deles que disse: ‘Tal como são, gostaria que fôssemos nós’. (42) Tendo iludido o estudante desavisado ao exibir uma incumbência para excelência acadêmica, os professores jesuítas perdem pouco tempo em partir para o segundo estágio, que é a Doutrinação. Newman declara: Sem dúvida, é provável que mais tempo tenha sido empregado em moldar os seus caracteres religioso e moral em completa harmonia com os ideais da Sociedade do que em assegurar a maestria dos estudos.. Grande número dos jovens mais desejáveis que ingressaram em suas escolas, sem intenção alguma de se tornarem membros da sociedade, foram ganhos através do paciente esforço dos que deles ficaram encarregados. (43) (N. T. Podemos ler sobre este assunto no capítulo 8 da “Monita” dos Jesuítas).
Com o abandono natural de várias classes graduadas, o terceiro estágio inevitável – a Infiltração – tem início. Por causa do seu treinamento superior e abrasadora convicção, muitos dos melhores graduados logo vão ocupar posições de liderança no governo, no comércio e nas forças armadas. Newman prossegue: Seu zelo proselitista os impulsiona às regiões adjacentes e, através do esforço, a ganhar de volta à fé católica os que tenham se envolvido em ‘heresia’. Comunidades inteiras foram reavidas em tempo incrivelmente curto. (44)
Esta absorção na sociedade secular tem sido facilitada pela única isenção permitida à Ordem - o uso da vestimenta clerical. Edmond Paris comenta sobre esta espantosa ordem secreta: O mesmo acontece hoje. Os trinta e três mil membros oficiais da Sociedade operam no mundo inteiro na capacidade do seu pessoal, como oficiais de um exército verdadeiramente secreto, contendo em suas fileiras chefes de partidos políticos, oficiais de altos escalões, generais, magistrados, físicos, professores de faculdade, etc., todos eles batalhando para realizar em sua própria esfera – a Opus Dei – em realidade os planos do papado.(45)
A capacidade de se infiltrar com bastante sucesso tem se tornado possível através do quarto estágio – a Sedição. Um verdadeiro jesuíta é a personificação exata da I Timóteo 4:2: ... Pela hipocrisia dos que falam mentiras e que tem cauterizada a própria consciência. Boettner tem notificado que a palavra jesuítico entrou no dicionário como sinônimo de dissimulado e hipócrita (46).
Através dos séculos, os Jesuítas têm tornado claro que não hesitarão diante de coisa alguma, a fim de atingir os seus propósitos de subjugar o mundo inteiro ao Vaticano. Por causa de suas incríveis doutrinas de restrição mental e do probabilismo (uma opinião é considerada provável se determinada autoridade puder ser conseguida no sentido de apoiá-la), os Jesuítas podem se tornar confiáveis, até que sejam desmascarados. Esse engodo foi instituído muito cedo em seu treinamento, quando foram treinados no sentido de: ... Manter suas cabeças levemente inclinadas, sem movê-las para a direita nem para e esquerda. Não levantar a vista e quando falam com alguém não devem fixá-lo diretamente nos olhos, de modo a que sejam vistos apenas indiretamente (47).
É na área da política mundial que os Jesuítas mais se destacam. Sua reputação em matéria de subterfúgio, espionagem, subversão e coisas piores é bem conhecida pelos estudantes sérios da história. Cinqüenta e uma expulsões documentadas dos Jesuítas pelos governos do mundo dão uma boa indicação de que os ‘missionários’ jesuítas fazem mais do que simplesmente distribuir folhetos. (48)
De fato os filhos de Loyola são tão diabólicos que têm sido expulsos até mesmo de países fanaticamente católicos.Em 06.04.1762, a França lhes deu um ponta pé, descrevendo suas doutrinas como: perversas; destruidoras de todos os princípios religiosos e honestos; insultando a moral cristã; perniciosas à sociedade civil; hostis aos direitos da nação, ao poder real e à segurança dos soberanos e à obediência dos súditos; capazes de deflagrar os maiores distúrbios nos estados; de conceber e manter a pior espécie de corrupção nos corações humanos. (49)
O segredo da longevidade dos Jesuítas em face a tão difundida resistência por parte dos governos tem sido a sua obstinação de entrar novamente nos países de onde foram expulsos, onde e quando isso for possível. Lamentando esse ressurgimento da atividade jesuíta, John Adams escreveu a Thomas Jefferson (N.T. 2º e 3º presidentes dos Estados Unidos), em 1816: Não me sinto feliz com o renascimento dos jesuítas. Enxames deles se apresentarão sob os mais variados disfarces jamais usados até mesmo por um chefe dos boêmios, como impressores, escritores, publicadores, professores escolares, etc. Se já alguma vez uma associação de pessoas mereceu condenação eterna, neste mundo ou no outro, essa é a Sociedade de Loyola.
De suas numerosas práticas sinistras nenhuma é tão chocante para homens e mulheres como a sanção jesuíta oficial ao assassinato político. Algumas linhas de Suarez trarão luz sobre a acrimônia de Adams: É permitido a um indivíduo matar um tirano por causa do seu direito de autodefesa. Pois embora a comunidade não o ordene deve-se entender sempre que ela deseja defender-se individualmente em lugar de cada cidadão, e até mesmo de um estrangeiro... assim, após ter declarado que foi destituído de seu reino, é legal tratá-lo como um tirano real e, consequentemente, qualquer homem tem o direito de matá-lo. (51)
Deve-se lembrar que Suarez e seus companheiros jesuítas viam o papa e/ ou o seu general como tendo o direito de declarar qualquer governante deposto do seu reino. Caso um chefe de governo antagonizasse ‘sua santidade’, um simples estalar de dedos criaria uma literal sessão de caça para o infeliz oficial (referido como ‘ministro de Deus’ em Romanos 13:4). Isso foi precisamente o que precipitou o ataque jesuíta no Massacre do Dia de São Bartolomeu. O Almirante Coligni e Henry de Navarre não apelaram ao papa, e, desse modo, simplesmente externaram um ‘contrato’ sobre eles (agora se sabe porque a Máfia procede da Itália).
Intimamente relacionada com a Sedição vem o quinto estágio do círculo jesuíta – a Sedação. Quando se pensa no arranjo recíproco de dois conceitos, deve-se relembrar a antiga questão de ‘quem veio primeiro – o pinto ou o ovo? Aliviar a consciência de um membro da Igreja sediciosa é um dos meios mais vigorosos usados pelos jesuítas, a fim de perpetuar suas próprias atividades. Esse ministério aliviador tem sido executado através do confessionário. Este círculo vicioso é visto quando a consciência recentemente sedada é, então, incitada a praticar mais Sedição, a qual precisa de mais Sedação. Newman declara: Desde o princípio eles usaram ao máximo o confessionário como meio de dominar as almas de homens e mulheres e obter um conhecimento dos assuntos religiosos e políticos que servisse aos objetivos da Sociedade. Os filhos e filhas dos ricos e nobres eram buscados por todos os meios para ficar sob a sua influência, e para tanto, logo se tornaram seus confessores favoritos na corte imperial e, em muitas cortes reais da Europa. Era o seu objetivo constante tornar o seu sistema confessional tão atraente para os ricos e nobres, que sempre vinham procurá-lo espontaneamente. Para esse fim o seu sistema casuísta de teologia moral foi elaborado, no qual eles tinham meios de apaziguar as consciências de seus súditos, em todos os tipos de mal feitos. (52) (N.T. Isso pode ser comprovado no conteúdo da Monita dos Jesuítas).
Com estes cinco passos colocados, os seguidores de Loyola já quase conseguiam ter o caminho aberto para fazer com que qualquer nação estivesse de volta ao rebanho papal. Restava apenas o último passo, o de “afiar as garras” através da Perseguição. Após terem moldado o governante à sua vontade e o transformado em instrumento subserviente de sua política eles sempre ficaram ao lado deste ditando as medidas a serem empregadas para a erradicação da heresia e completa reforma do seu reino, conforme o ideal jesuíta, e sempre estavam prontos, com total autoridade papal, a conduzir o seu trabalho inquisitorial. (53)
Enquanto as facções protestantes ficavam enroscadas em disputas doutrinárias cada vez mais extensas, as ágeis tropas de Loyola empregavam o seu plano sêxtuplo com o maior sucesso, num país após o outro. Em 1550 o jesuíta Lejay recebeu permissão do rei Ferdinando da Áustria para estabelecer um colégio jesuíta em Viena. Dentro de um ano, quinze agentes jesuítas já estavam perambulando pelos arredores do país. Dois anos mais tarde, Inácio instalou um colégio especial em Roma com o fim específico de treinar ‘missionários’ para a Alemanha. Em 1556, as universidades de Ingolstadt e Colônia eram dirigidas por professores jesuítas. (54)
Também, em 1556, o rei da Boêmia cometeu o erro de abrir-lhes a porta e as escolas jesuítas logo foram fundadas em Praga, Tyrnau, Olmutz e Brünn. O trabalho jesuíta em Munique teve tanto sucesso que a cidade era chamada a ‘Roma Alemã’. (55)
Para dar uma excelente ilustração da obra destruidora forjada por onde quer que passe um Jesuíta, consideremos o caso do Massacre do Dia de São Bartolomeu, já mencionado. Em 1551, a rainha mãe, Catarina de Médici, permitiu que a Ordem estabelecesse uma ‘casa’ na esquina da rua Auvergne, conhecida como Billon. Logo a seguir, o Colégio de Clermont foi estabelecido em Paris. No dia 24/08/1572, vários milhares de huguenotes (cristãos franceses) chegaram a Paris para assistir o casamento do protestante Henry de Navarre (mais tarde o rei Henrique IV) com Margarete de Valois. Mais de dez mil desses súditos leais de Henry foram sobseqüentemente eliminados através de uma caçada noturna ordenada pelo católico Carlos IX, rei da França.
Manschreck cita a Relação do Massacre por Dethou, conforme o relato de uma testemunha ocular: As ruas ficaram cobertas de cadáveres, os rios tingidos, as portas e portões do palácio salpicados de sangue. Carroças levavam os cadáveres, homens, mulheres, moças e até mesmo crianças, para serem atirados no Sena... Spire Niquet, um pobre encadernador, arrimo de sete filhos, foi assado vagarosamente sobre uma fogueira de livros encontrados em sua casa e em seguida atirado quase morto, dentro da água. Na Rua San Martin, outra mulher prestes a dar à luz havia procurado refúgio no alto do telhado de sua casa. Após ter sido assassinada a mulher teve o seu bebê esmagado de encontro ao muro... uma garotinha foi banhada no sangue dos próprios pais e ameaçada com a mesma sorte, se algum dia se tornasse huguenote. (57)
Por instigação de Catarina quatro moedas diferentes foram cunhadas para comemorar o escabroso extermínio, a primeira delas com a efígie do Papa Gregório XIII. Dois anos depois, o lunático filho de Catarina faleceu, com apenas 24 anos, grunhindo em seu leito de morte: “Que banho de sangue, que assassinos! Que maligno conselho eu segui!, meu Deus, perdoa-me... estou perdido.” (58)
Com o crescimento do poder jesuíta os países da Europa se envolveram em constantes guerras religiosas.
No dia 11/10/1531, um exército católico de oito mil soldados esmagou a força menor de Zwinglio (1484-1531), que contava apenas 1.500, na Batalha de Capela. O corpo do reformador assassinado foi esquartejado e queimado numa pira de excrementos. (59)
Com a morte de Lutero (Martin Luther na Alemanha), em 1546, seus descendentes espirituais foram confrontados com um catolicismo redivivo, na Guerra Schmalkaldeana de 1547. Após sofrer uma derrota inicial, as forças protestantes se recuperaram com Maurice da Saxônia, cujo resultado foi o Tratado de Passau (1552), o qual assegurou temporariamente as liberdades luteranas. (60).
As guerras huguenotes na França começaram em 1560 e prosseguiram intermitentes, até que finalmente a tolerância religiosa foi concedida através do Edito de Nantes, em 1598. Em 1567, o notório Duque de Alva chegou à Holanda para suprimir a ‘heresia’, a serviço de Filipe II da Espanha. O banho de sangue dessa campanha foi tão rompante que uma casa cheia de cristãos holandeses em Roterdã foi poupada, quando um dos seus próprios habitantes criou um estratagema, assassinando um cabrito e salpicando de sangue a parte inferior das portas fechadas da rua.
Contudo, essas campanhas foram meras brincadeiras de criança quando comparadas à Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Executada principalmente na Alemanha, os antagonistas consistiam de vários príncipes alemães apoiados pelos poderes protestantes da Suécia, Dinamarca, França e Inglaterra contra a Casa Católica dos Habsburgo, a qual controlava, junto ao Sacro Império Romano, a Espanha, a Áustria, a Boêmia, a Hungria, a maior parte da Itália e a Holanda do Sul. A ubíqua ‘Conexão Jesuíta’ foi sumariada por Newman como segue:A casa de Habsburgo em seu ramo austríaco, no final do século XVI, havia caído fortemente sob a influência dos Jesuítas. Como arquiduque da Stiria (a partir de 1596), Ferdinando, que como imperador iria desempenhar um papel tão importante na Guerra dos Trinta Anos, executou sem remorsos a política jesuíta, na qual fora educado desde a infância, proibindo a adoração protestante, banindo o clero protestante e colocando diante dos leigos protestantes a alternativa de conversão ou exílio. (62)Através desses anos de intolerância a consciência de Ferdinando foi salva pelo seu confessor jesuíta Viller (63).
Embora a histórica paz da Westfália, concluída em 1648, tenha sido essencialmente uma vitória do protestantismo, as perdas gerais relacionadas a esta guerra foram incalculáveis. Newman assim resume o holocausto induzido pelos jesuítas: A extensão da destruição de vidas através da Guerra dos Trinta Anos não pode ser avaliada. Se levarmos em conta as multidões que pereceram de inanição e abandono, as centenas de milhares de mulheres e crianças que foram assassinadas nos saques e destruição de pequenas e grandes cidades, a temível perda de vidas envolvidas nesse acontecimento, no campo – seguindo-se as mortes causadas pela guerra – estas somariam muitos milhões. Na Boêmia, no início da guerra, havia uma população de dois milhões de habitantes, dos quais 80% eram protestantes. No final da guerra, havia 800 mil católicos e nenhum só protestante. Tomando a Alemanha e a Áustria juntas podemos afirmar seguramente que a população do país foi reduzida à metade, senão a dois terços. E as mortes foram em muitos casos o resultado de incontáveis sofrimentos, tão horríveis quanto se possam imaginar. Mesmo que as cidades não tivessem sido completamente destruídas, elas se tornaram apenas sombras do que haviam sido. Seus edifícios foram delapidados e um grande número deles ficou desocupado. Negócios de todos os tipos foram totalmente destruídos. A agricultura também sofreu muito. Os víveres quase desapareceram, os implementos agrícolas tornaram-se escassos e rudes. A desolação estava em toda a parte. (64)
Contudo, devido à inevitável expansão da civilização ocidental, a cultura na Inglaterra emergiu cada vez mais ampla, apesar do objetivo principal da conquista jesuíta. Em 1569, o agente do Vaticano, William Allen, estabeleceu um colégio em Douai (então na parte holandesa espanhola) e, dez anos mais tarde, uma segunda escola em Roma para o treinamento de missionários jesuítas destinados à Grã Bretanha. Allan estabeleceu os seus objetivos de maneira apaixonada: Fizemos o nosso primeiro e avançado estudo... para instigar na mente dos católicos... o zelo e justa indignação contra os hereges. Isso fizemos colocando diante dos olhos dos estudantes a excelente majestade da liturgia da Igreja Católica no lugar em que vivemos. Ao mesmo tempo mostramos o deprimente contraste que reina no lar. A desolação chocante de todas as coisas sagradas que lá existem... nossos amigos e patrícios, todos os nossos amados e incontáveis almas além desses, perecendo no cisma e na impiedade. Cada prisão e cárcere completamente lotado, não de ladrões vilões, mas de sacerdotes e servos de Cristo, ora com nossos pais e patrícios. Nada há, então, que não devamos sofrer, a não ser olhar para os males que afetam a nossa nação. (65)
A captura de Douai pelas tropas calvinistas, em 1578, mandou o colégio jesuíta para o exílio em Reims, até 1593. Em 1585, um total de 268 graduados havia se infiltrado secretamente na Inglaterra (66). As personalidades de liderança nesse tempo eram os agentes Robert Parsons e Edmond Campion, que entraram no país em 1580, disfarçados como oficiais ingleses. O único evangelho que eles pregavam era a deposição de Elizabeth. Boehmer declara: Então, sob diversos disfarces, eles se espalharam de condado em condado, das casa de campo até o castelo. À noite ouviam as confissões, de manhã pregavam e davam a comunhão e em seguida desapareciam, misteriosamente, do modo como haviam chegado.(67).
Green acrescenta que entre os seus muitos disfarces eles usavam as ‘togas dos pastores do clero inglês.`(68) Calcula-se que eles tenham ganho vinte mil convertidos (69), um ano após terem chegado à Inglaterra. Contudo, sua literatura circulante, encorajando o assassinato de Elizabeth, levou sua missão na Inglaterra a um fim abrupto. Embora Passon tenha fugido para o continente o ‘padre Campion’ foi capturado e confinado à Torre de Londres, onde foi severamente ‘torturado’ para que falasse os nomes dos seus companheiros conspiradores. No dia seguinte, quando o carcereiro lhe indagou como se sentia, o exausto jesuíta respondeu ‘nada mal, pois nem tanto’. (70) No dia 01/12/1581, ele e outros catorze traidores foram enforcados publicamente.
Em 1583, o Papa Gregório XIII formulou um plano para invadir a Inglaterra imediatamente, com três exércitos – da Irlanda, França e Espanha. Providencialmente, os agentes da rainha haviam descoberto o complô e medidas preventivas foram tomadas no sentido de adiar o ataque. (71) ( N.T. Isso mostra que Jesus Cristo é o Senhor da História.)
Com amigos desse tipo, Mary Stuart não precisava de inimigos. A intensa atividade dos Jesuítas eventualmente iria custar à futura rainha a sua cabeça, em 1587. Algumas semanas depois, antes da portentosa execução, o papa Sisto V havia destinado 600.000 coroas de ouro aos cofres militares do rei Philipe, no sentido de financiar uma invasão imediata à Inglaterra. Nas palavras do Cardeal Allen, “a rainha usurpadora, herege e prostituta da Grã Bretanha” deveria certamente ser deposta. (73)
Na manhã do dia 29/05/1588, mais de 27.000 marinheiros e soldados partiram do porto de Lisboa com 130 navios de guerra, levando uma carga média de 445 toneladas – a maior frota nos anais marítimos daquele tempo. A destruição da religião protestante era considerada como uma missão espiritual intensiva. O slogan oficial da campanha era: “Exurge, domine, et vindica causam tuam” (Levanta, Senhor, e vindica a tua causa). (74) De fato, um “reavivamento” havia explodido durante os estágios finais da partida. Prostitutas foram expulsas, os jogos foram proibidos e a profanidade reduzida ao mínimo. Uma missa especial foi celebrada e por todos os homens a Eucaristia foi reverentemente recebida. Várias centenas de monges estavam entre os passageiros. (75)
No dia 19/07/1588, a vanguarda da invencível armada espanhola foi localizada. Apenas 34 navios de guerra e 58 navios que defendiam a Inglaterra, sob o comando de Charles Lord Howard, assistidos por Sir Francis Drake, haviam se preparado para destruí-la. O que aconteceu a seguir tem sido considerada como uma das mais admiráveis demonstrações da intervenção divina em todos os registros da história.
No ano anterior, Drake havia comandado um ataque de surpresa aos navios espanhóis no porto de Cadiz e descobrira, em primeira mão, o projeto de construção da armada. Tendo sido criado no lar de um ministro puritano o destemido “P. K.”, assegurou à sua rainha: Deus aumente as forças mais excelentes de Vossa Majestade, tanto no mar como na terra, diariamente... pois, eu penso com certeza, jamais houve uma força tão poderosa como a que está pronta ou se prepara contra Vossa Majestade e a verdadeira religião; mas... “o Senhor Todo Poderoso é mais forte e defenderá a verdade de sua Palavra.” (76)
Desmembrado pelos menores navios britânicos o Almirante espanhol Medina-Sidônia escreveu, em desespero, no seu diário de bordo: O inimigo me persegue; ele me atira fogo da manhã até à noite, porém não nos derrotará... Não há remédio, eles são rápidos e nós somos vagarosos. (77) Sustentando mais de 8.000 possibilidades, ao chegar à vigésima sétima, Medina-Sidônia havia tido prova suficiente. Contudo os mares do norte devorariam muitos milhares mais, ao longo da rota retirada da tempestade. Vinte e três navios foram esmagados na costa rochosa, somente na Irlanda. Cerca de 1.100 espanhóis afogados foram dar nas parias Sligo e os que conseguiram chegar vivos à praia tiveram suas gargantas cortadas pelos Kernes (a classe mais pobre da Irlanda). Somente 51 navios, levando dez mil sobreviventes, conseguiram regressar à Espanha. Will Durant, educado pelos jesuítas, só pôde dizer que ‘os ventos favoreceram Elizabeth’ (78). Contudo, uma contagem total das perdas inglesas chegou a 60 homens e nenhum navio, chamando a atenção dos homens sábios para Aquele que ‘criou os ventos’ (Amós 4:13). Nem um simples buraco foi causado na armada inglesa.
Com a esmagadora derrota da armada, levando Philipe à desolação (a ajuda de 60.000 coroas papais não haviam podido ajudá-lo), um projeto mais importante dos Jesuítas iria emergir como último recurso e arma secreta do Vaticano. A partir de então o sucesso do protestantismo inglês seria atribuído ao fato dele possuir a Palavra de Deus na língua pátria. Por isso, em 1582, Roma deu um tácito endosso ao adágio: ‘se não puder vencê-los, junte-se a eles’, ao preparar a sua própria versão inglesa do Novo Testamento, conforme entregue pelos eruditos jesuítas em Reims (O Velho Testamento foi completado em Douai e publicado em 1610).
Essa tendência ao pragmatismo momentâneo tem sido uma das feições mais marcantes da Ordem Jesuíta. Norman declara: Como meio de ganhar de volta as comunidades protestantes para a fé católica eles deram a máxima atenção ao cultivo dos dons de pregar entre os membros e usaram cada esquema seguido pela adoração protestante, ou, de outro modo, a fim de popularizar os cultos das suas igrejas. (79)
Conforme declarado anteriormente, foi experiência deste autor passar 22 anos na Igreja Católica (incluindo 12 anos de escola paroquial), sem jamais ter lido um só verso da Bíblia oficial da Igreja. A “Bíblia” Douais-Reims foi uma tradução da Vulgata Latina e, portanto, contém as inúmeras perversões da edição Vaticanus e Sinaíticos. Sendo a educação o seu forte, os Jesuítas procurariam, minar, daí para a frente, a Versão Autorizada com um apelo aos manuscritos superiores – superior significando a idade. O Doutor Samuel Gipp escreve : A tarefa dos jesuítas foi atrair a erudição protestante de volta a Roma. Eles sabiam que não podiam ganhar os líderes do protestantismo de volta a Roma, enquanto os teimosos ‘hereges’ se limitassem ao puro texto dos reformadores. Essa Bíblia precisava ser substituída por outra que contivesse as leituras pró-católicas romanas da Vulgata de Jerônimo e a tradução jesuíta de 1582. Seria necessário ‘educar’ os eruditos protestantes no sentido de crer que o texto da Reforma não era confiável e que a Versão Autorizada não era erudita. Uma vez que isto foi programado, os eruditos egoístas passaram a atacar, espontaneamente, a sua própria Bíblia, acreditando estar colaborando com Deus. (81)
Esse processo de escrutinar e preservar a Palavra de Deus ficou conhecido como ‘ciência da crítica textual’. Ao contrário da crença comum, a alta crítica não começou com os racionalistas alemães, mas com os padres jesuítas. O primeiro erudito a empregar métodos científicos aos assim chamados problemas textuais e literais da Bíblia foi o padre católico chamado Richard Simon (1638-1712). O Dicionário Oxford declara que ele foi: Erudito Bíblico. De 1662 a 1678, ele foi membro do Oratório Francês. Sua ‘História Crítica do Velho Testamento’ (1678), argumentando a partir da existência de registros duplos do mesmo incidente e variações de estilo, nega que Moisés tenha sido o autor do Pentateuco. Ele é geralmente considerado o fundador da “Crítica do Velho Testamento”.
Notem como os editores de Oxford omitiram completamente as credenciais católicas de Simon. Pelo registro, Simon obteve os seus ‘insights’ do filósofo judeu, não cristão, Baruque Spinoza (1632-1677). A próxima personalidade ligada aos fundamentos católicos da crítica textual foi o Pe. Jean Mabillon (1632-1707). O Dicionário Oxford apresenta-o como ‘o marista (beneditino) mais erudito e cheio de discernimento’ (83). Em resposta a uma controvérsia sobre a legitimidade de certos documentos da Igreja, Mabillon publicou a sua obra Latin Paleography in Official Documents.
Outro beneditino, o Pe. Bernard Montfaucon (1655-1741) fez uma aplicação negativa das leis de Mabillon ao Textus Receptus, intitulada Paleographic Gracea, e publicou-a em Paris, em 1708. O médico e teólogo católico, Jean Astruc, (1684-1766), foi o próximo crítico a entrar em cena e decidiu que dois homens diferentes haviam escrito o Pentateuco.
Através desses anos turbulentos os Jesuítas fizeram novas incursões dentro dos mais altos escalões do governo. Em 1642, o pró-Vaticano, Charles I (1600-1649) mergulhou a nação numa guerra civil. Ele foi preso, julgado por traição e em 30/01/1649 foi decapitado pelo seu crime. Charles II, fanaticamente católico, mandou desenterrar o corpo de Oliver Cromwell e decapitá-lo, em 1660. Tendo estabelecido solidamente a ciência da crítica textual, Roma passou o bastão aos velhos eruditos ortodoxos alemães do Século XVIII, já falecidos. O Dicionário Oxford diz a respeito de Johann Solomo Semler (1725-1791) o seguinte: ... Ele foi um dos primeiros teólogos alemães a aplicar o método histórico- crítico para estudar a Bíblia., tendo chegado a algumas conclusões novas e não ortodoxas. (85)
A escola jesuíta especial em Roma, o Collegium Germanicum, fundada para o treinamento de ‘missionários’ destinados à Alemanha, fez um trabalho muito bem feito. O Pe. Johann Adam Mohler (1796-1838), professor de História e Teologia em Tübingen e Munique (a Roma Alemã), foi a força propulsora desse tempo. Pendendo para os mais destrutivos objetivos da mais alta crítica, um teólogo após outro foi começando a questionar a ‘exatidão científica’ da Bíblia Sagrada. Uma pequena lista desses liberais poderia incluir os seguintes:
Ferdinand Christian Baur (1792-1860).
Wilhelm Martin Leberecht Dewette (1780-1849).
Johann Gottfried Eichhorrn (1752-1827).
Heinrich Georg August Ewald (1803-1875).
Heinrich Friedrich Wilhelm Gesenius (1786-1842).
Johann Gottfried Herder (1744-1803).
Hermann Hupfeld (1796-1866).
Gotthold Ephraim Lessing (1729-1781).
Johann David Michaelis (1717-1791).
Herman Samuel Reimarus (1694-1768).
Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher (1768-1834).
David Friedrich Strauss (1808-1874).
Julius Wellhausen (1844-1918).
Com Martinho Lutero se debatendo no túmulo, chegara o tempo do assalto final dos Jesuítas contra a Versão Autorizada. Como preparação para o Comitê de Revisão, de 1871 a 1881, Satanás orquestrou o ataque, a partir de três ângulos, contra o povo inglês, o qual afetaria eventualmente todo o globo terrestre, no futuro. No sentido de eliminar a narrativa bíblica da Criação, a primeira dupla do exército satânico constituída de Charles Darwin (1809-1882) e Thomas Huxley (1825-1893) aterrizou para dar vida às teorias evolucionistas do Século IV, de Orígenes & Cia. As obras de Darwin, A Orígem das Espécies (1859) e A Descendência do Homem (1871), e as obras de Huxley, Evidências Zoológicas Quanto ao Lugar do Homem na Natureza, (1863), e A Base Física da Vida (1868), propagaram a bobagem não científica referente à matéria e energia de que o universo é auto-existente e eterno. O conceito de que nada se cria é, sem dúvida, uma rejeição da primeira e segunda leis da Termodinâmica.
Na ausência de um Ser Supremo, o único que pode exigir um código de absolutos morais, o homem pode entronizar a sua própria inteligência como autoridade final. A filosofia destrutiva das situações éticas seria a conseqüência natural dessa tolice. Depois de eliminar a origem divina do homem, o próximo passo, logicamente, seria eliminar o seu meio de subsistência. Aí entra Karl Marx (1813-1883) e Friedrich Engels (1820-1895). Tendo em vista que Marx jamais trabalhou em sua vida, pelo menos um dia, suas arrogantes declarações de “Trabalhadores e Camponeses em União Mundial” soa muito falsa. Em verdade, como um estudante profissional e quase jornalista, Marx incorporava os dois grandes ramos do Comunismo, o qual viria propagar a subliteratura – Mídia e Universidade. Baseando o seu Manifesto Comunista nos escritos de Darwin, Marx acreditava na abolição da propriedade privada (Platão), na abolição do casamento e da família (Platão) e na abolição do Estado de governo (Platão). A assim chamada igualdade na distribuição das riquezas advogada em “O Capital”, poderia ser reduzida à máxima de fundo de quintal – roube o que desejar (A República, de Platão). Alguns dos positivos resultados de sua economia revolucionária foram:
O graduado Imposto de Renda.
O controle de armas
Educação compulsória
Sociedade sem classes
Bem estar geral
Mas também devemos mencionar a Rebelião de Taipé (1850), a Guerra da Criméia (1853), a Guerra Civil Americana (1861-1865), a Guerra Franco-Prussiana (1870) e duas dúzias de outros conflitos que antecederiam a II Guerra Mundial.
Alguém já disse que não se pode separar a origem animal da conduta animal e que a conduta animal deve ser controlada por um zoológico. Então fica sem resposta a pergunta: E quem vai dirigir o zoológico? Parafraseando uma das sentenças finais da “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell: “alguns animais são mais idênticos do que outros”.
A terceira linha de ataque foi centralizada nas assim chamadas universidades ‘cristãs’ da Inglaterra. Os culpados principais nesse empenho foram Edward Bouverie Pusey (1800-1882) e Frederick Denison Maurice (1805-1872). Pusey é culpado (junto com John Keble) de fechar os olhos ao Movimento Pró-Católico em Oxford (também conhecido como Tractarianismo), dentro da Igreja Anglicana. A partir de sua posição de Régio Professor de Hebraico em Oxford e de Cânon da Igreja de Cristo, Pusey procurou restaurar na alta constituição da Igreja doutrinas tais como a da confissão auricular e a transubstanciação. (86)
Frederick Maurice foi professor de teologia no King’s College, até ser demitido pela negação do inferno em seu “Ensinos Teológicos” (1853). Mais tarde ele foi “pescado” pela Universidade de Cambridge e aí foi instalado como Professor-Assistente de Teologia Moral. Você ficou surpreso por ter uma universidade com a reputação de Cambridge se interessado por um apóstata juramentado como o Dr. Maurice? Pois não deveria. Décadas de infiltração jesuíta haviam tornado isso possível.
Uma das mais conhecidas crias dos Jesuítas nesse período foi o Cardeal John Henry Newman (1801-1890). Seus seguidores, como Frederick William Faber (1814-1863), haviam rotulado as pregações de companheiros ingleses, como Booth, Whitefield e Wesley, como ‘heresia detestável e diabólica’. Sem dúvida, sua influência também se espalhou na política inglesa. O Ato de Emancipação de 1829 havia tornado legal a eleição de católicos romanos ao Parlamento Inglês. Após anos de difusão da propaganda pró-Vaticano dentro da Igreja Anglicana, esse professor de Oxford, finalmente, ‘mudou de barco’ e foi-se para Roma, onde lhe foi concedido o chapéu cardinalício, em 1879. A parte triste dessa história é que, depois de um ano da sua saída, mais de 150 clérigos e leigos também foram se juntar a ele.
Nesse tempo, a crítica textual destrutiva já estava em toda parte, permeando a Inglaterra inteira com a pergunta; Será que Deus disse? John William Colenso (1814-1883), bispo de Natal, questionou abertamente a autoridade do Pentateuco e de Josué. Ele também aderiu a Maurice na negação do inferno eterno. Ele era um erudito semita, na Igreja Livre de Aberdeen, Escócia. Depois de lhe mostrarem a porta da rua pelos seus artigos na nona edição da Enciclopédia Britânica, que repudiavam a doutrina da Inspiração, ele também foi absorvido por Cambridge. Colenso também advogou a posição herética de J. Williamsen sobre o Pentateuco.. (88)Samuel Rolles Driver (1846-1914) foi Professor Regente de Hebraico em Oxford. Suas credenciais intelectuais levaram muitos a questionar que Moisés fosse o autor de Deuteronômio. (89)
Benjamin Jowett (1817-1893) era professor no Balliol College, também em Oxford. Seu ensaio “A Interpretação da Escritura” em “Ensaios e Revistas” desencadeou uma tempestade de controvérsias no meio dos ortodoxos de Oxford. Dizem que o seu legado mais importante foi a tradução de Platão, em 1871. (90)
Rowland Williams (1817-1870) foi um notório Anglicano Divino, perseguido por sua heterodoxia em seus artigos sobre a crítica da Bíblia, em Ensaios e Revistas. Sentenciado pela Corte de Arches a um ano de suspensão, a sentença foi mais tarde anulada pelo Comité Pró-Jesuíta do Concelho Privado, em 1864. (91)
Henry Perry Liddon (1829-1890) era Cânon na Catedral de São Paulo, Deão na Irlanda e professor de Exegese em Oxford. Como ostensivo aprovador do Tractarianismo, ele passou 1/4 de século promovendo os dogmas católicos dentro da Igreja Anglicana. Sua intensa admiração por Pusey levou-o a escrever a biografia deste. (92)
O católico mais responsável pela agressão protestante à Versão Autorizada foi o Cardeal Nicholas Patrick Stephen Wiseman (1802-1865), profeta da Biblioteca do Vaticano e célebre autor do Codex Vaticanus. Ele próprio foi descrito como ‘um crítico textual de vanguarda’ . (93)
Entre as muitas centenas de protestantes ingleses que se voltaram para Roma, através de Wiseman, as três ‘conversões’ mais injuriosas foram as do Primeiro Ministro, William Galdstone (1809-1898), do Arcebispo Richard Chenevix Trentch (1807-1886) e do já mencionado, Cardeal Newman.
Poderíamos, sem dúvida, acrescentar muitos outros a essa lista, mas basta dizer que a Sociedade de Jesus estava viva e forte dentro do que havia sido o mais forte bastião da ortodoxia inglesa. Em vez de buscar a direção do Espírito Santo, esses traidores de Cristo foram buscar os seguimentos do Vaticano.
Para ficarmos mais familiarizados com a apostasia dentro da Igreja Anglicana, precisamos entender o que se passava nas mentes das forças que exigiram e participaram do Comitê de Revisão, de 1871 a 1881. Homens como o Arcebispo de Trentch e outros simpatizantes de Wiseman, laboraram durante uma década para substituir a leitura da Bíblia do Rei Tiago pela leitura da versão Douai-Reims dos Jesuítas.
De fato, a Universidade de Cambridge havia ido tão longe no tempo do Comitê de Revisão, que seguiu a liderança de Karl Marx, o qual havia dedicado seu ‘O Capital’ a Charles Darwin, quando conferiu ao naturalista não salvo o grau de Doutor Honoris Causa.. (94)
Agora o leitor certamente já se conscientizou da influência jesuíta na América do Século XX, principalmente em seus centros de ‘erudição conservadora cristã’. Acrescento a visão crítica do Dr. Norman Geisler, que rejeita Marcos 16:9-20. Além de co-autor, com William Nix, de “Uma Introdução Geral à Bíblia”, o Dr. Geisler também tem ensinado Teologia Sistemática no prestigiado Seminário Teológico de Dallas, bem como na Universidade Liberdade. Obviamente, a preferência deste erudito ‘protestante’ pelo texto católico reflete a sua fixação pelo Vaticano. Talvez pelo fato de ter ele se esforçado em seu treinamento evangélico no sentido de merecer o seu PhD da Universidade Loyola, uma das principais escolas jesuítas da América, possa indicar a causa dessa predileção (95). Decida por você mesmo!”
Até aqui tivemos as palavras do Dr. William P. Grady. Acreditamos serem elas de absoluta necessidade para esclarecer quem realmente tem sido responsável pelo descrédito que se abateu sobre a santa, inerrante e eterna Palavra de Deus, a Bíblia. Infelizmente, no Brasil muitos pastores, e até mesmo professores de seminários evangélicos, têm aconselhado versões bíblicas como a NIV (em português, NVI, e a Bíblia na Linguagem de Hoje), com versões deturpadas, as quais até omitem versículos que comprovam a divindade de Cristo, colocando-se, desse modo, a serviço da Nova Era. No Livro de Atos, cap. 8, o verso 37 sumiu... Vocês sabem por que? Simplesmente porque ele diz: “Respondeu Filipe: É lícito, se crês de todo o coração, E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”. (ARA, Sociedade Bíblica do Brasil, 1969, e ARC, Editora Vida, 1981)).
Como este, outros versos chaves para a compreensão de que Jesus é realmente o Filho de Deus e o Salvador do mundo têm sido deturpados, quando não suprimidos. Os inimigos da Bíblia afirmam que versos como estes são suprimidos por não serem “Escritura confiável”. É o caso de indagar: Por que não confiável? Será que Deus iria negar que Jesus Cristo é o Seu Filho? Será que Ele falhou em conservar pura a sua Palavra?
Enquanto certos pastores ‘evangélicos’ ficam inventando modismos, a fim de atrair membros para as suas igrejas, com o objetivo de receber o máximo possível em dízimos e ofertas, os inimigos da Bíblia ficam engendrando falsificações, a fim de desacreditar a divindade do Senhor Jesus Cristo. Para muitos pastores o Senhor Jesus já não é Aquele em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos (Colossenses 2:3), mas apenas um mágico, em cuja cartola estão escondidos todos os bens materiais para serem distribuídos a quem mais “contribuir” para a cartola do pastor da igreja. Sem um sólido embasamento na sã doutrina bíblica os crentes são deixados à mercê dos comerciantes da fé, e assim o campo fica livre para que os inimigos de Cristo entrem de sola e, como lobos vorazes, dominem e devorem o rebanho do Bom Pastor.
Numa época em que os protestantes se unem aos católicos em campanhas tipo a da “Fraternidade” e outras, não é de estranhar que a apostasia comece a reinar dentro do rebanho de Cristo e logo, logo, teremos uma Igreja Mundial operando com toda força. Já temos até o protótipo do futuro Anticristo, na pessoa de um patrício de Hitler (Joerg Haider), católico de nascimento e formação, porém mais que tudo um nazista declarado, que odeia as minorias e, principalmente, o povo de Deus, na certa desejando, como os árabes, que o Estado de Israel desapareça do mapa! Ora, vem Senhor Jesus!
Notas de Rodapé:
1. Ariel Durant e Will Durant, The Story of Civilization, vol. 7. The Age of Reason Begins (New York: Simon & Schuster, 1961, p. 141)
2. Christopher Hibbert at al., Tower of London (New York: News Week, 1971, p. 86).
3. J. R. Green, M. A, A Short History of the English People (New York: Harper & Bros. Publishers, 1884, p. 470).
4. Gustavus S. Paine, The Men Behind the King James Version (Grand Rapids, Mich.: Baker Book House, 1959, p. 88).
5. Hibbert at al., Tower of London, p. 87.
6. Paine, King James Version, p. 89.
7. Ibid, p. 90.
8. Ibid, p. 47.
9. Green, English People, p. 471.
10. F. F. Bruce, The Books and the Parchments, 3ª ed. Rev. (Westwood, New Jersey.: Fleming H. Revell Co., 1963, p. 228).
11. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 6; The Reformation (New York: Simon & Schuster, 1957, p. 418).
12. Dave Hunt, Global Peace and the Rise of the Antichrist (Eugene, Oreg.: Harvest House Publ., 1990, p.149).
13. Ibid, p. 105.
14. Dr. Tim Dowley, ed. Eerdmans’ Handbook to the History of Christianity (Grand Rapids, Mich.: William B. Eerdmans Publishing Co., 1977, p. 323).
15. John Foxe at al., Foxe’s Christian Martyrs of the World (Westwood, New Jersey; Barbour & Co., 1985, p. 233).
16. Dowley, Handbook to Christianity, p. 639.
17. Ibid, p. 380.
18. Ibid, p. 639.
19. John Fox, Fox’s Book of Martyrs, ed. William Byron Forbush (Grand Rapids, Mich.: Zondervan Publishing House, 1967, p. 47).
20. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 6 p. 397.
21. Christopher Hibbert, Rome, The Biography of a City (New York: W.W. Norton & Co., 1985, p. 84).
22. Edmond Paris, Convert... or Die!!, trad. Lois Perkins (Chino CA: Chick Publications, n.d, p. 59).
23. Ibid, p. 130.
24. Avro Manhattan, The Vatican’s Holocaust (Springfield, Mo. Ozark Books, 1986, p. 52. (Traduzido no Brasil por Mary Schultze).
25. Ibid, p. 49.
26. Edmond Paris, Convert..., p. 60.
27. Ibid, p. 135.
28. Avro Manhattan, The Vatican’s Holocaust, p. 48.
29. Edmond Paris, Convert..., p. 106.
30. Ibid, p. 191.
31. Ibid, p. 106.
32. Edmond Paris, The Vatican Against Europe, trad. A Robson (London Wickliffe Press, 1961, p. 209.
33. Edmond Paris, Convert..., p. 129.
34. Ibid, p. 189.
35. Avro Manhattan, The Vatican’s Holocaust, p. 33.
36. Alexander McClure, Translators Revived, with a foreword and update by R. E. Rhoads (Litchfield Mich.: Maranatha Bible Society, 1858, ps. 71-72).
37. Edmond Paris, The Secret History of the Jesuits (Trad. Chino, CA: Chick Publications, 1975, p. 21). Traduzido no Brasil por Josef Sued.
38. Ibid, p. 26
39. Ibid.
40. Clyde L. Manschreck, ed. A History of Christianity, 2ª ed. (Englewood Cliffs, N.J.: Prentice Hall, 1964, ps. 134-135).
41. Albert Henry Newman, D.D., LL.D, A Manual of Church History, vol. 2; Modern Church History (1517-1932), rev. (Valley Forge, Pa.: Judson Press, 1931, ps. 374, 383).
42. Durant, The Story of Civilization, vol. 6, p. 915.
43. Newman, Church History, vol. 2, p. 374.
44. Ibid, p. 383.
45. Edmond Paris, The Secret History of the Jesuits, p. 30.
46. Loraine Boettner, Roman Catholicism (Philadelphia, Pa.: Presbiteryan & Reformed Publishing Co., 1962, p. 67).
47. Edmond Paris, The Secret History of the Jesuits, p. 27.
48. Ibid, p. 191.
49. Ibid, p. 69.
50. Ibid, p. 75.
51. Newman, Church History, Vol. 2, p. 380.
52. Ibid, p. 374.
53. Ibid, p. 375.
54. Ibid, p. 383.
55. Ibid.
56. Menschreck, History of Christianity, p. 114.
57. Ibid, p. 144.
58. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7; The Age of Reason Begins (New York,: Simon & Schuster, 1961, p. 355).
59. Ibid, vol. 6, p. 413.
60. Dowley, Handbook to Christianity, p. 377.
61. Paul Lee Tan, Encyclopedia of 7,700 Illustrations (Rockville, Md.: Assurance Publishers, 1979, p. 204.
62. Newman, Church History, vol. 2, ps. 392-393.
63. Edmond Paris, The Secret History..., p. 36.
64. Newman, Church History Vol 2, ps. 410-411
65. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7, p. 20.
66. Ibid.
67. Edmond Paris, The Secret History..., p. 43.
68. Green, English People, p. 412.
69. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7, p. 21.
70. Hibbert at al., Tower of London, p. 89.
71. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7, p. 22.
72. Hibbert at al., Tower of London, p. 79.
73. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7, p. 35.
74. Neil Munro, Fleet’s Threatening Approach, Military History Magazine, Nov. 1990, p. 29.
75. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7, p. 35.
76. Munro, Fleet’s Threatening, p. 31.
77. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7, p. 36.
78. Ibid, p. 35.
79. Newman, Church History, vol. 2, p. 375.
80. Henry Bettenson, ed. Documents of the Christian Church, 2ª ed. (London Oxford University Press, 1963, p. 375).
81. Samuel C. Gipp, Th.D, Understandable History of the Bible (Macedonia, Ohio. Bible Believer’s Baptist Bookstore, 1987, ps. 98-99).
82. Elizabeth A, Livingston, ed. The Concise Oxford Dictionary of the Christian Church (Oxford: Oxford University Press, 1977, p. 476).
83. Ibid, p. 314.
84. Ibid, p. 38.
85. Ibid p. 468.
86. Ibid, p. 424.
87. Ibid, p. 117.
88. Ibid, ps. 478-479.
89. Ibid, p. 161.
90. Ibid, p. 281.
91. Ibid, p. 556.
92. Ibid, p. 303.
93. Gipp, Understandable History, p. 114.
94. Arthur Fenton Hort, Life and Letters of Fenton John Antony Hort (London Mcmillan & Co., 1896, vol. 2, p. 186).
95. Norman L. Geisler, Ph.D., Decide for Yourself, How History Views the Bible (Grand Rapids, Mich.: Zondervan Publishing Co., 1982) back jacket cover.