DESTINO FINAL

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10 de out. de 2010

Conferindo o Futuro - (de acordo com as profecias Bíblicas)

Os futuristas estão divididos: o discurso do Monte das Oliveiras (o Sermão Profético de Jesus – N.R.) já foi parcialmente cumprido? A discordância polariza-se neste ponto: Mateus 24.4-14 descreve características gerais do período da Igreja ou tão somente dos sete anos da Tribulação vindoura?

Esses versículos falam de “guerras e rumores de guerras” (v. 6); “fomes e terremotos” (v. 7); tribulação, martírio, traição, ódio, falsos profetas e corrupção (vv. 9-12).

Apesar daquilo que alguns ensinam atualmente, os versículos de 4 a 14 só podem ser escatológicos e, por vários motivos, só podem estar se referindo aos acontecimentos da primeira metade da Tribulação.

As Condições

As condições descritas precisam ser entendidas como julgamentos divinos e não como desastres “naturais”, seguindo o padrão de revelação estabelecido no Velho Testamento. Jesus disse que “...tudo isto é o princípio das dores [literalmente, “dores de parto”] (v. 8). No Velho Testamento a palavra hebraica para “dores de parto” é usada pelos profetas para simbolizar as terríveis calamidades associadas ao Dia do Senhor (Is 21.3; Is 26.17-18; Is 66.7; Jr 4.31; Mq 4.10), particularmente ao “tempo da angústia de Jacó” (Jr 30.6-7), ao qual Jesus faz referência em Mateus 24.21, quando descreve a Grande Tribulação.

Muitos judeus, nos dias do Segundo Templo, esperavam um tempo de sofrimentos imediatamente antes do fim. A seita judaica de Qumran (os essênios – N.R.) atribuía a essa angústia “dores, como de parto”.

Igualmente, o judaísmo rabínico cita as “dores de parto (em hebraico, chavalim) [relacionadas à vinda] do Messias” como uma série de convulsões globais que anteciparão a Era Messiânica. No Talmude, a lista dessas condições desastrosas (espirituais, morais, políticas, sociais e ecológicas – que caracterizam “a geração em que virá o Filho de Davi”, Sanhedrin 97a) em muito se assemelha à lista de Mateus 24.4-14.

Como o Novo Testamento indica que a Igreja não enfrentará o juízo preparado por Deus para o Dia do Senhor (1 Ts 5.9; Ap 3.10), os versículos de Mateus não podem estar descrevendo acontecimentos da Era da Igreja.

A Seqüência

Em segundo lugar, Jesus declarou que esses acontecimentos não seriam “o final” do juízo, mas apenas “o princípio” (v. 8). As dores iniciais serão seguidas de dores mais intensas, no clímax do parto. Como a Tribulação não virá imediatamente após o Arrebatamento da Igreja, pois seu início está previsto para o começo da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27), os versículos de Mateus não podem estar descrevendo acontecimentos da Era da Igreja.

Correlação – Quadro 1
Existe um paralelismo entre certos versículos de Mateus 24 e Lucas 21 com versículos no Apocalipse, conforme mostra este quadro.
Condição Evangelhos Apocalipse 6
Falsos messias/profetas Mt 24.5,11 v. 2
Guerras Mt 24.6-7 vv. 2-4
Discórdia internacional Mt 24.7 vv. 3-4
Fomes Mt 24.7 vv. 5-8
Epidemias/Pestilência Lc 21.11 v.8
Perseguição/martírio Mt 24.9 vv. 9-11
Terremotos Mt 24.7 v. 12
Fenômenos cósmicos Lc 21.11 vv. 12-14
Adaptado de “Chronology and Sequential Structure of John’s Revelation” em When the Trumpet Sounds (Thomas Ice e Timothy J. Demy).

O maior argumento de que esses versículos se referem ao contexto da Tribulação surge na comparação dos mesmos (vv. 4-14) com os cinco primeiros selos de juízo em Apocalipse 6 (confira o Quadro 1).

Essas condições paralelas demonstram que, assim como os selos de Apocalipse 6 são seguidos pelo juízo mais intenso das trombetas e das taças, o “princípio das dores” descrito em Mateus 24.4-14 vem seguido das “dores de parto finais”, mais intensas, descritas em Mateus 24.15-26, que culminarão na vinda do Messias (vv. 27-31).

Além disso, o próprio Senhor Jesus fez referência à profecia da 70ª Semana de Daniel: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes” (Mt 24.15-16).

Mateus 24.4-14 descreve guerras entre diferentes nações e reinos, não apenas entre uma única nação (Roma) e Israel, como aconteceu na Primeira Revolta do povo judeu contra Roma (66-74 d.C.).

Tanto Mateus quanto Marcos (Mc 13.14) apontam o texto de Daniel para esclarecimento da profecia feita no Monte das Oliveiras. Conclui-se que Jesus usa a profecia da 70ª Semana de Daniel como patamar para os eventos cronológicos apresentados em resposta às perguntas dos discípulos. Isso também acontece na seção de juízos do livro do Apocalipse (capítulos 4-19), onde Jesus, o Autor da visão recebida pelo apóstolo João (Ap 1.1), concede-a com divisões estruturalmente semelhantes à 70ª Semana de Daniel.

Colocando os textos lado a lado (veja o Quadro 2), descobrimos que o “princípio das dores” de Mateus 24.4-14 se ajusta ao juízo dos selos de Apocalipse 4-6, aonde ambos (1) focalizam eventos terrenos; (2) cabem na primeira metade da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27a); e (3) culminam na profanação do Templo (o “abominável da desolação”) tanto em Mateus 24.15 quanto em Marcos 13.14, o ponto central da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27b).

Em seguida, os eventos intensificam-se e conduzem às dores de parto finais de Mateus 24.16-26, que (1) identificam-se com Apocalipse 7-19, (2) enfocam a dimensão celestial, e (3) culminam no surgimento do “sinal” celestial, que anuncia a vinda do Messias para julgar o mundo (Mt 24.27-31; Ap 19). Esses acontecimentos cabem na segunda metade da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27b), que termina na destruição do desolador do Templo (“o príncipe, que há de vir”, o Anticristo, Dn 9.26).

Se os versículos de Mateus 24.4-14 predizem sinais da futura Tribulação e tratam principalmente do povo judeu nesse período, seu cumprimento não pode estar no passado, especificamente, na queda de Jerusalém em 70 d.C. Ao comparar os eventos descritos nos versículos torna-se evidente que eles não se identificam com fatos históricos do primeiro século.

A passagem descreve guerras entre diferentes nações e reinos, não apenas entre uma única nação (Roma) e Israel, como aconteceu na Primeira Revolta do povo judeu contra Roma (66-74 d.C.).

As Escrituras também dizem que muitos se levantarão dizendo ser o Cristo (Messias). Mas não existe evidência histórica de alguém que se declarasse messias no primeiro século, até Simão Bar-Kokhba (135 d.C.), um único indivíduo.

Esses sinais também não devem ser usados pela Igreja “como sinais dos tempos”, apontando a aproximação da volta do Senhor. Muitos cristãos têm usado o aparente aumento de terremotos, apostasia na Igreja, e o declínio moral generalizado da sociedade como indicadores de estarmos rapidamente nos aproximando do Arrebatamento e dos últimos dias. Contudo, o Arrebatamento não será precedido por sinais; e como as dores de parto somente começarão quando Israel entrar no “tempo da angústia de Jacó” (e não sabemos quanto tempo isso levará depois do Arrebatamento), devemos usar de cautela ao tentar prever a aproximação de eventos escatológicos, baseando-nos na presença dessas condições na era presente.

Na Era da Igreja, essas condições gerais (apresentadas em 1 Tm 4.1-3; 2 Tm 3.1-9; 1 Jo 2.18; 1 Jo 4.1-3) servem de alerta quanto a estarmos “nos últimos dias”. Mas durante a Tribulação, as condições dos versículos 4-14 serão sinais específicos dos tempos finais, e os judeus convertidos poderão localizar-se dentro da 70ª Semana e perseverar até o final da Tribulação: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” – literalmente liberto do cárcere, quando da vinda do Messias (v. 13).

Correlação – Quadro 2
Há correlação entre o discurso do Monte das Oliveiras e a seção de juízos do livro do Apocalipse (capítulos 4-19) com as divisões estruturais da 70ª Semana de Daniel no Antigo Testamento. Lembre que essa “semana” profética representa sete anos.
Primeira Metade da Semana
Dn 9.27a Início, dores de parto
(foco terreno)
Ap 4-6 Juízo dos selos
Mt 24.4-14; Mc 13.4-13; Lc 21.8-19 Sinais preliminares
Segunda Metade da Semana
Dn 9.27b Eventos principais
Ap 7-13 Juízos das trombetas
Mt 24.15; Mc 13.14-23; Lc 21.20-24 O abominável da desolação
Conclusão da Semana
Dn 9.27b Dores de parto finais
(foco celestial)
Ap 14-19 Juízos das taças
Mt 24.29-31; Mc 13.24-27; Lc 21.25-28 A parousia (“presença física”) e o encerramento dos tempos finais
Adaptado de The Desecration and Restoration of the Temple as an Eschatological Motif in the Tanach, Jewish Apocaliptic Literature and the New Testament (Randall Price).

Serão esses sinais – especialmente o acontecimento descrito no versículo 15, “o abominável da desolação” – que permitirão aos santos da Tribulação perseverarem física e espiritualmente enquanto esperam a libertação prometida para o final da 70ª Semana de Daniel. (Randall Price - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)

Randall Price é escritor e arqueólogo. Ele é presidente de World of the Bible Ministries.

Notas:

  • Veja John F. Walvoord, Matthew: Thy Kingdom Come (Chicago: Moody Press, 1974).
  • Para estudo adicional veja Randall Price, “Old Testament Tribulation Terms”, em When the Trumpet Sounds, ed. Thomas Ice e Timothy J. Demy (Eugene, OR: Harvest House, 1995).
  • David H. Stern, Jewish New Testament Commentary (Clarksville, MD: Jewish New Testament Publications, Inc., 1996).
  • Thomas Ice, “The Olivet Discourse”, em The End Times Controversy, ed. Tim LaHaye e Thomas Ice (Eugene, OR: Harvest House, 2003).
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2006.

9 de set. de 2010

Eu serei contigo - Dave Hunt

Sob uma máscara de terminologia cristã, uma variada gama de psicoterapias está assolando a Igreja, levando os crentes a afastarem-se de Deus e a voltarem-se para si mesmos. Dentre elas, as mais nocivas são as terapias regressivas, criadas para sondar o inconsciente do indivíduo à procura de lembranças escondidas que supostamente causam males que vão desde a depressão, os acessos de ira e até as más condutas sexuais, e por isso devem ser reveladas e "curadas". Estas ramificações de teorias freudianas e jungianas, baseadas no ocultismo e que há décadas vêm causando um impacto destrutivo na sociedade, estão agora fazendo estragos dentro da Igreja.

A "cura interior"

Uma forma popular de terapia de regressão é a chamada "cura interior", introduzida na Igreja pela ocultista Agnes Sanford (veja A Sedução do Cristianismo). Depois de sua morte, [essa terapia] foi levada avante pelos que foram influenciados por ela, tais como os terapeutas leigos Ruth Carter Stapleton (irmã do ex-presidente americano Jimmy Carter – N. R.), Rosalind Rinker, John e Paula Sandford, William Vaswig, Rita Bennett e outros. A cura interior, no início predominante entre igrejas carismáticas e liberais, espalhou-se amplamente nos círculos evangélicos, onde é praticada de forma mais sofisticada por psicólogos como David Seamonds, H. Norman Wright e James G. Friesen, e igualmente por terapeutas leigos como Fred e Florence Littauer. A insistência veemente dos Littauer de que rara é a pessoa "que pode dizer que verdadeiramente teve uma infância feliz", certamente condiciona seus aconselhados a recobrar memórias traumáticas e infelizes.

Mesmo que fosse possível, com precisão e segurança, deveríamos sondar o passado para trazer à tona memórias esquecidas? Notoriamente, a memória é enganosa e está a serviço do ego. É fácil persuadir alguém a "lembrar-se" de algo que jamais pode ter ocorrido. Pela sua própria natureza, tal como outras formas de psicoterapias, a cura interior cria falsas memórias. Além disso, por que deverá alguém revelar a lembrança de um abuso passado para que possa ter um bom relacionamento com Deus? Onde se encontra isto na Bíblia? Se parcelas do passado devem ser "lembradas", por que não cada detalhe? Essa tarefa se mostraria impossível. Entretanto, uma vez aceita esta teoria, jamais se terá certeza de que algum trauma não continue escondido no inconsciente – um trauma que detém a chave do bem-estar emocional e espiritual!

"...as coisas antigas já passaram..."

Contrastando com esta idéia, Paulo esquecia-se do passado e prosseguia para o prêmio prometido (Fp 3.13-14) a todos quantos amam a vinda de Cristo (2 Tm 4.7-8). As conseqüências do passado são insignificantes se os cristãos são verdadeiramente novas criaturas, para quem "as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17). Investigar o passado de alguém a fim de achar uma "explicação" para o seu comportamento atual choca-se com o ensino completo das Escrituras. Se bem que possa parecer uma ajuda por algum tempo, na realidade, está tirando da pessoa a solução bíblica através de Cristo. O que importa não é o passado, e sim o nosso relacionamento pessoal com Cristo agora.

Mesmo assim, muitas pessoas afirmam ter sido ajudadas pela terapia regressiva. Descobrir a "causa" em um trauma passado (seja real ou uma "memória" implantada por sugestão no processo terapêutico) pode produzir uma mudança de atitude e de comportamento por algum tempo. No entanto, mais cedo ou mais tarde, voltará a depressão ou a ira, a frustração ou a tentação, levando a pessoa a renovar a busca no passado para descobrir o trauma "chave" cuja lembrança ainda não foi revelada. E assim continuamente.

"Hiatos de memória"?

Em harmonia com o princípio freudiano de toda "cura interior", o livro Freeing your Mind from Memories that Bend (Libertando Sua Mente de Memórias que Aprisionam) de Fred e Florence Littauer apresenta a tese de que revelar as memórias ocultas é a chave para o bem-estar emocional e espiritual. Eles sugerem que quaisquer "hiatos de memória" da infância indicam a probabilidade de abuso (com grande possibilidade de ser na área sexual). Por esta definição, todos nós fomos abusados, pois a maioria de nós não se consegue lembrar de cada casa em que moramos, de cada escola onde estudamos, de cada professor e colega de aula, de cada passeio com a família quando éramos crianças. Ensinar que estes "hiatos de memória" indicam períodos de abuso encobertos na lembrança, como fazem os Littauer, é contrário ao senso comum, sem respaldo científico e sem apoio bíblico.

Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes da Personalidade

Os Littauer, como tantos outros autores neste campo, baseiam sua abordagem nos chamados quatro temperamentos. Essa teoria sobre a personalidade, já há muito desacreditada, surgiu da antiga crença grega de que o universo físico era composto de quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Empédocles relacionou-os com quatro divindades pagãs, enquanto Hipócrates associou-os aos que eram considerados, na época, os quatro humores do corpo: sangue (sangüíneo), fleuma (fleumático), bílis amarela (colérico) e bílis negra (melancólico). Estas características eram ligadas aos signos do zodíaco.

Apesar da falta de base científica para os quatro temperamentos, muitos psicólogos cristãos e "curadores" leigos, no entanto, confiam neles plenamente e fazem deles a base para "classificação da personalidade" e a chave para o discernimento comportamental. Contudo, como salientam Martin e Deidre Bobgan em seu excelente livro Four Temperaments, Astrology & Personality Testing (Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes da Personalidade):

A palavra temperamento vem do latim temperamentum, que significava "combinação apropriada". A idéia era que se os fluidos corporais fossem temperados, isto é, reduzidos em sua intensidade contrabalançando os humores uns com os outros, então ocorreria a cura...

Pensava-se que até mesmo as posições dos vários planetas alteravam para melhor ou pior tais fluidos...

Os quatro temperamentos já tinham sido virtualmente descartados após a Idade Média... até que alguns extravagantes os descobriram no baú do passado e os colocaram no mercado na linguagem do século XX... [Recentemente] os temperamentos experimentaram um renascimento... entre astrólogos e cristãos evangélicos... Os quatro temperamentos são a parte da astrologia tornada palatável para os cristãos.

Versículos fora do contexto

Tal como outros psicólogos cristãos e praticantes leigos da cura interior, a teoria e prática dos Littauer não provêm de uma exegese cuidadosa das Escrituras, mas eles citam, de vez em quando, um versículo isolado na tentativa de dar aparência de apoio bíblico. Por exemplo, eles citam parte de um versículo – "Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos [do homem]" (Jr 17.10) – que aparece logo abaixo do título do segundo capítulo: "Examinando-nos a nós mesmos". Na realidade, esse texto bíblico opõe-se à idéia de nos esquadrinharmos a nós mesmos. Somente Deus pode compreender e esquadrinhar os nossos corações. "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração... para dar a cada um segundo... o fruto de suas ações" (Jr 17.9,10).

O contexto destes dois versículos desmente a aplicação feita não só pelos referidos autores, mas também por outros bem-intencionados "praticantes da cura interior". Deus amaldiçoa quem confia em qualquer outra coisa e abençoa aqueles que confiam exclusivamente nEle. Quanto a estes, segundo a Sua promessa, "serão como árvore plantada junto às águas, e [nunca] deixarão de dar fruto" (Jr 17.8). Uma vida frutífera (amor, alegria, paz, etc.) é produzida pela obra do Espírito de Deus na vida dos que submetem a Ele seus corações enganosos! Em lugar algum a Bíblia diz que fazer testes de personalidade e conhecer o "temperamento" de alguém ajuda Sua obra em nós.

Os Littauer têm extrema dificuldade em encontrar textos, ainda que remotamente apropriados, e por isso são forçados ao mau emprego da Bíblia. Tomando mais um exemplo, o capítulo intitulado "As Lembranças Mais Remotas" é iniciado com o versículo "Lembro-me destas coisas – e dentro de mim se me derrama a alma" (Sl 42.4). Davi, na realidade, nem se refere às suas "lembranças mais remotas", e sim às críticas e ao escárnio atuais que está sofrendo daqueles que "dizem continuamente [isto é, presentemente]: O teu Deus, onde está?" O versículo "Escreve num livro todas as palavras que eu disse" (Jr 30.2), é citado logo abaixo do título do capítulo "Pronto, Objetivo, Escreva". Este capítulo fala sobre "examinar o seu passado" e "anotar as suas emoções" – nada poderia estar mais distante de Jeremias escrevendo as Escrituras sob a inspiração do Espírito Santo!

Leão, castor, lontra e cão de caça?

Os autores mencionados são apenas um exemplo dentre um exército de praticantes da cura interior, quer sejam psicólogos cristãos ou cristãos leigos, os quais, embora possam ser sinceros, estão desviando milhões de cristãos. Gary Smalley e John Trent, sucessos de vendas na área de psicologia-pop, fortemente promovidos por James Dobson, apresentaram os seus próprios temperamentos, baseando-se em quatro tipos de animais: leão, castor, lontra e cão de caça!

Tipos de personalidade

Presumivelmente, descobre-se "o tipo de personalidade" ou "temperamento" de um indivíduo através de um teste do perfil da personalidade, tais como: Indicador do Tipo Myers-Briggs (ITMB), Análise do Temperamento Taylor-Johnson (ATTJ), Sistema do Perfil Pessoal (SPP), Teste do Perfil da Personalidade (TPP), Perfis Pessoais Bíblicos (PBB), etc. Os testes de personalidade, embora populares, são duvidosos. A personalidade humana com sua capacidade de escolha e um coração do qual Deus diz que é "mais enganoso do que todas as coisas" resistem às fórmulas predicativas e são por demais complexos para serem enquadrados em categorias. Até mesmo as classificações supostamente promissoras de pessoas como Personalidades do Tipo A (suscetíveis a ataques cardíacos), Tipo B (menos suscetíveis) e Personalidades Suscetíveis ao Câncer, etc., estão sendo rejeitadas pela impossibilidade de correlacionar cientificamente a doença com "o tipo de personalidade".

Um grande número de autores cristãos populares e palestrantes como o psicólogo H. Norman Wright e o analista financeiro Larry Burkett são os responsáveis pela promoção destes testes incorretos e nocivos. As teorias dos quatro temperamentos e da classificação da personalidade banalizam a alma e o espírito humanos e fornecem desculpas para um comportamento não-cristão. O foco está no eu, analisando-se as emoções, a personalidade e a infância da pessoa na tentativa de descobrir por que ela pensa e faz o que faz.

O foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra

Ao contrário, a Bíblia coloca o foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra, transferindo-o de nós para Ele, do passado para o serviço presente, e para a esperança da volta de Cristo. Ao invés de procurar identificar a personalidade e o temperamento, consultando sistemas especulativos relacionados à psicologia, astrologia e ocultismo, devemos deixar que nossos pensamentos e ações sejam governados pela suficiente e inerrante Palavra de Deus. A Sua promessa é que, se observarmos a doutrina em Sua Palavra, Ele dirigirá nossa vida através de "repreensão, correção e educação na justiça" (2 Tm 3.16). Como resultado, homens e mulheres de Deus tornam-se maduros, aperfeiçoados e preparados para toda boa obra (v. 17). Pedro nos assegura que Deus "nos tem doado todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude" (2 Pe 1.3). Jesus declara que aqueles que permanecem em obediência à Sua Palavra são Seus verdadeiros discípulos, que "conhecem a verdade" e a quem a verdade libertará (Jo 8.31-32). Somente os que duvidam de tais promessas ou não querem seguir o caminho da cruz voltam-se para teorias e terapias humanas.

Exemplos bíblicos

A Bíblia jamais faz alusão aos tipos de personalidade, nem classifica as pessoas segundo habilidades ou fraquezas como meio de identificar-lhes a capacidade e prognosticar-lhes o sucesso ou o fracasso na obra de Deus. Rejeitando a armadura de Saul, com apenas uma funda e cinco pedras, Davi subiu contra Golias, poderosamente armado, que aterrorizava todo o exército de Israel. Qual foi o segredo? "Eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos... Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos" (1 Sm 17.45-46). A confiança de Davi estava no Senhor e não em si próprio. Mesmo que Davi não fosse hábil na funda, Deus o capacitaria a acertar o alvo. Paulo chegou ao ponto de afirmar que Deus lhe dissera que o Seu poder se aperfeiçoava na fraqueza de Paulo. Daí sua declaração: "...quando sou franco, então, é que sou forte" (2 Co 12.10). Tais afirmativas refutam todo o fundamento lógico dos testes de personalidade, da identificação dos temperamentos, da auto-estima e do aumento do valor-próprio.

A Bíblia está repleta de exemplos de homens e mulheres odiados, abusados e renegados pelos seus próprios familiares – homens e mulheres solitários, sem amigos, faltos de talentos ou capacidade, mas que triunfaram nas maiores adversidades porque confiavam em Deus. Estes heróis e heroínas da fé desmentem a focalização no ego humanista e antibíblica, que é a base de todas as psicologias pop da cura interior. Moisés é apenas um exemplo dentre muitos outros.

O libertador Moisés

Quando Deus o chamou para ir ao Egito para libertar o Seu povo, Moisés alegou ser incapaz de tal missão e pediu-Lhe que escolhesse outra pessoa (Êx 3.11; 4.10-13). Por acaso Deus lhe aplicou algum teste de personalidade para mostrar que Moisés tinha aptidão? O Senhor tratou da frágil auto-estima de Moisés ou do seu baixíssimo valor-próprio? Ele lhe receitou a cura interior para libertá-lo das memórias encobertas por ter sido abandonado pelos seus pais e criado num lar adotivo, e da falta de identidade própria resultante disto? Foi-lhe ministrado um curso de auto-aperfeiçoamento, autoconfiança e sucesso? Pelo contrário, Deus lhe prometeu: "Eu serei contigo"!

O "aconselhamento" bem-intencionado daqueles que tentam ajudar os cristãos a se compreenderem pela focalização no eu, na realidade, está privando os aconselhados da presença e do poder divinos que Moisés experimentou. As forças e fraquezas humanas são irrelevantes neste caso. O que vale é se o poder do Espírito Santo de Deus é ou não manifesto na vida da pessoa. Muitos, se não a maioria dos personagens bíblicos, bem como dos heróis da fé mais recentes, desde os primeiros mártires até os grandes pioneiros missionários do século XIX, provavelmente falhariam nos atuais testes dos perfis de personalidade.

Na verdade, Deus não escolheu Moisés por sua elevada qualificação, mas por ser ele o homem mais manso na face da terra (Nm 12.3). Por que Deus escolheria tal pessoa para enfrentar Faraó, o mais poderoso imperador da época, no seu próprio palácio, para libertar Israel de suas garras? Ele o fez para ensinar os israelitas a confiar nEle e não em homens para seu livramento!

Os heróis da fé sem "terapias"

Jamais se encontra alusão de que José, Davi, Daniel, ou qualquer outro herói da fé precisasse de terapias como as que estão por aí, consideradas hoje tão vitais e eficazes. Foi quando Jó teve um vislumbre de Deus e disse: "Eu me abomino [odeio] e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42.6), que ele foi restaurado pelo Senhor. Foi também quando Isaías teve a visão de Deus e clamou: "Ai de mim! Estou perdido! (Is 6. 1-8) que Deus pôde usá-lo. Precisamos mudar o foco de nossa atenção, volvendo os olhos para o Senhor e não para nós mesmos.

Manifestação do poder de Deus em nossa fraqueza

Tenha sede de Deus! Procure conhecê-lO! O fruto do Espírito não vem como resultado de compreendermos a nós mesmos através do uso de técnicas ou análises humanistas, mesmo revestidas de linguagem bíblica, mas pela manifestação do poder do Espírito Santo em nossa fraqueza. Seja fraco o suficiente para que Ele possa usá-lo! (TBC 2/93, traduzido por David Oliveira Silva)

Dave Hunt

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 1998.

19 de ago. de 2010

A GRACA DIVINA X FRIEZA ESPIRITUAL DA IGREJA DE CRISTO COM RELAÇÃO A ESSE TESOURO DADO POR DEUS!

O problema principal da Igreja de Cristo hoje, não é só a falta de oração, de estudo da Bíblia, de fé ou de dedicação. O problema é mais profundo. Algo tornou-nos tão fracos, que não queremos orar, ou ler a Bíblia. Eliminou-se, de nós, o entusiasmo pelas coisas de Deus. Onde está o problema? Quando o cerne do Evangelho não é bem entendido ou bem ensinado, o esgotamento espiritual alcança-nos mais cedo ou mais tarde. Os sintomas deste esgotamento é a Igreja sem nenhum entusiasmo; a Igreja que não reflete o amor de Deus, pois nunca o experimentou de verdade; a Igreja onde Cristo, o cabeça, está do lado de fora.

O que aconteceu? Onde se perdeu o fabuloso legado espiritual, que deveria chegar até nós, já que, por ele, foi pago um alto preço na cruz e um alto preço pelos milhares de mártires, mortos por amor de Cristo?

No princípio da história da Igreja, ocorreram dois graves desvios que alcançaram até a Igreja de hoje:

1) O Cristianismo como "religião" e não como "relacionamento" com Deus através de Jesus Cristo, Seu Filho.

Jesus Cristo debateu veementemente o farisaísmo, pois eles ensinavam ao povo que deveriam buscar a aceitação de Deus, mediante méritos pessoais. As palavras mais duras de Jesus foram dirigidas aos fariseus, pois uma carga muito grande estava sobre o povo, dificultando o acesso dos mesmos a Deus. E Jesus debateu esse desvio, pois Ele sabia que ao longo da história da sua Igreja, muitos ficariam no meio do caminho por causa do cansaço espiritual.

Jesus ensinava ao povo que eles eram livres para amar a Deus, e que o Evangelho era simples:...“amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.” Não ao legalismo, não à religiosidade. "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados que eu vos aliviarei...”.

Se alguém encara a vida com Deus entendendo que precisa fazer de tudo para agradá-LO; que precisa trabalhar muito no Reino para tirar um sorriso dos lábios do Senhor; que precisa melhorar o desempenho espiritual visando garantir um terreninho no céu... saiba que todo esse sacrifício é vão!

A graça é tudo de maravilhoso que poderia acontecer para o ser humano. É de tirar o fôlego! Estamos livres para amá-LO. Não precisamos, desesperadamente, buscar agradar a Deus, pois Ele morreu por saber que nós NUNCA conseguiríamos agradá-LO por nós mesmos. Por causa da cruz de Cristo, somos declarados puros, diante de Deus, mesmo não o sendo. Fantástico! O esgotamento espiritual vai embora, se as pessoas souberem que Deus quer um coração conquistado, por essa graça, não um coração ansiando arrumar um jeito de escapar do inferno.

Este é o primeiro desvio que têm minado a Igreja de Cristo hoje. O legalismo dos fariseus alcançou-nos, afastando-nos do entendimento do puro Evangelho.

2) E o mais grave: A graça foi barateada.

O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer nos sinaliza o segundo desvio sério que alcançou a Igreja de hoje. A graça foi barateada. Que é graça barata? É a pregação do perdão sem arrependimento, graça sem cruz, graça sem Jesus Cristo encarnado, vivo, ressuscitado, graça sem discipulado. Significa justificação do pecado e não do pecador. Graça sem preço, sem custo.

O que é graça preciosa? É o tesouro por amor do qual o ser humano sai e vende tudo o que tem com alegria; é o amor tão intenso a Jesus Cristo pelo qual, o ser humano arranca o olho que o faz tropeçar; é o chamado de Jesus, pelo qual o discípulo larga suas redes e o segue. É preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. É preciosa por ter custado a Deus a vida de seu Filho. “Vocês foram comprados por preço”. É preciosa porque não pode ser barato a nós aquilo que custou caro a Deus.

Com a expansão do Cristianismo e a secularização crescente da Igreja, a consciência da graça preciosa perdeu-se gradualmente. Tornou-se barata. O mundo estava cristianizado, a graça passou a ser propriedade comum de um “mundo cristão”. A Igreja católica manteve o monasticismo e nele ainda se mantinha viva a consciência da preciosidade da graça e por amor à Cristo, homens e mulheres abandonavam tudo quanto possuíam. Mas o problema da vida monástica era que isso era algo para poucos, não para a massa do povo cristão e era duro demais. Passaram entao a serem encaradas essas duas esferas de obediência cristã: uma mais severa e outra mais branda. Qual o erro do monasticismo e onde ele se distanciou do Cristianismo? Não foi no caminho do discipulado rigoroso e na tentativa de obediência perfeita, mas foi por deixar-se transformar "ele próprio" na realização excepcional, voluntária, de uns poucos, reivindicando, assim, mérito especial para si. A mudança tinha que acontecer nos recônditos mais íntimos do ser humano e não em demonstrações apenas superficiais.

Martin Luther (Lutero) tentou retomar o caminho dessa graça preciosa. Ele largara tudo para dedicar-se completamente à obra cristã. Entrou para um convento e consagrou-se totalmente. Mas foi confrontado com as Escrituras, em que o discipulado de Jesus não era apenas para alguns, mas para todos os cristãos. Quando estes “santos” consideravam-se melhores que os demais, em nada se diferenciava dos demais. Entao de nada valia a sua autonegação para Deus. Foi durante essa dura constatação que Lutero foi alcançado pela graça preciosa.

Lutero quando fora para o convento, abandonara tudo, menos a si mesmo. Dessa vez, até isso lhe foi tirado. Lutero passou a viver o discipulado de Jesus no mundo, agora fora do convento. A obediência perfeita ao mandamento de Cristo, deveria acontecer a cada passo do cristão no mundo. O cristão atacava o mundo de perto. Passou a ser uma luta “corpo a corpo”. Martin Luther entendeu que a graça autêntica não isenta ninguém da obra, antes chama com insistência ainda maior ao discipulado, à obediência, à autonegacao. Mas com o tempo, tudo isso foi perdendo a força. A "justificação do pecador no mundo" transformou-se em "justificação do pecado e do mundo". A graça autêntica transformou-se em graça barata, sem discipulado.

Esse desvio tem minado a vida da igreja, pois ela não passa apenas de uma opção morna, enfraquecida, que nos constrange ao lembrarmos dos milhares de cristãos que morreram porque entendiam que ser cristão significava renúncia, significava morrer por Cristo. Tudo infinitamente muito mais do que nos encontrarmos com os irmãos, uma vez por semana, para reclamarmos do Pastor e da vida medíocre que levamos no Reino.

Que o entendimento da graça volte a ser completo em nossa vida. Não estejamos no time de cristãos que, por não compreenderem a graça, pensam que precisam se superar para agradar a Deus. E também não fique entre aqueles que pensam que tudo já foi feito na cruz e por isso podem levar uma vida onde a convivência com o pecado é tranqüila, sem crise. Fique no ponto de equilíbrio, caro leitor, onde a graça o alcançou e é preciosa demais, onde, por amor, você é impulsionado a largar tudo por Jesus e dizer, sem titubear: “Já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Gálatas 2.20

Cristiane Molulo

*Quanto aos "cristãos" que nao atentam com diligência para tão grande tesouro que é a Graca de Deus revelada através do Senhor Jesus Cristo um alerta:

" 1 PORTANTO, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. 2 Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição, 3 Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;" (Hebreus 2 : 1)

"Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado." (Romanos 11 : 22)

14 de jul. de 2010

O que é a "igreja" de Cristo? (uma ótima resposta!)

Obrigado por escrever e fico contente por estar interessada nas mensagens que tenho colocado no Youtube. Não faço parte de nenhuma denominação religiosa. Sou convertido desde 1978 e há uns 30 anos me congrego com outros irmãos somente ao nome do Senhor Jesus. Fui pesquisar sobre os autores que mencionou e devo concluir que o modo de eu estar congregado somente ao nome do Senhor fora do sistema denominacional não tem quase nada a ver com o que pregam Frank Viola ou Wolfgang Simson.

Pesquisando na Internet encontrei o site de Wolfgang Simson que publicou 15 teses sobre o que ele pensa que o Espírito de Deus esteja dizendo à Igreja hoje, mas muitas de suas idéias não têm base bíblica e apenas tentam embasar uma nova maneira de cristãos se congregarem, como se já não tivéssemos um número suficiente de fórmulas para isso. A verdade é que a questão toda envolvendo o assunto "igreja" não está na forma, mas no conteúdo.

Wolfgam Simson diz que "Igreja é um modo de vida, não uma série de reuniões religiosas". Este é um engano cometido por muitos cristãos quando pensam na Igreja como algo para si mesmos. Basta lembrarmos que o Senhor Jesus chamou Sua Igreja de Seu corpo para vermos que não é algo para nós, mas para Ele. Acrescente a isso o que Jesus diz sobre a Igreja ser Sua noiva, e mais uma vez descobrimos que a Igreja não é um modo de vida, mas um organismo vivo que tem por objetivo a glória de Cristo. A razão da existência da Igreja é Cristo, não a própria.

Ele ainda afirma, em seu site, que "é hora de mudar o sistema", mas não é o primeiro e nem o único a propor mudança no sistema, mas a verdade é que Deus nunca nos manda mudar um sistema errado. Deus nos manda sair dele: 2 Tm 2:19 "Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade".

Quando entendemos que o sistema denominacional é iniquidade por dividir os cristãos por diferentes nomes e não reconhecer o senhorio de Cristo como a Cabeça da Igreja (elegendo em lugar dEle homens como "cabeças"), nossa obrigação é sairmos, não a uma nova forma de reunir, mas sairmos a Cristo. Em razão de o "arraial" judaico ter se corrompido, o Espírito Santo admoestou os judeus convertidos a saírem dele, mas saírem a Cristo, fora do "arraial" ou sistema organizado dos judeus. A cristandade organizada tomou o mesmo rumo de corrupção do sistema religioso que expulsou a Cristo, por isso a exortação também nos serve hoje.

Êx 33:7 E tomou Moisés a tenda, e a estendeu para si fora do arraial, desviada longe do arraial, e chamou-lhe a tenda da congregação; e aconteceu que todo aquele que buscava o SENHOR saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial. Heb 13:13 Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério.

Simson chama seu movimento de "Terceira Reforma", uma afirmação que, além de pretensiosa, ignora o fato de que não há o que reformar e nem a Palavra de Deus nos fala de que algo será reformado. Quando entendemos que, na história do homem em relação a Deus, tudo o que começa bem acaba mal, ficamos cientes que assim será também com o testemunho da igreja neste mundo. Foi assim com as diferentes dispensações (ou maneiras de Deus tratar com o homem), como o Éden, Noé no mundo pós-diluviano, os israelitas e a Lei e a primeira vinda de Cristo. Do mesmo modo, a Igreja, que começou de forma gloriosa, está hoje, no que se refere ao seu testemunho neste mundo, em seus últimos estertores. Nosso estágio atual é Laodicéia, algo que Cristo está a ponto de vomitar de Sua boca. O arrebatamento dos crentes não virá com um certificado de "Missão Cumprida", infelizmente.

O autor diz que desde os tempos do Novo Testamento não existe uma "casa de Deus". Ele segue dizendo que a Igreja é o povo de Deus e que a Igreja "se sente em casa" onde as pessoas "estão em casas". Então termina dizendo que, ao se reunirem em casas, os cristãos "ganham uma nova identidade corporativa ao experimentarem amor, aceitação e perdão". Mais uma vez a idéia de "Igreja" como algo voltado para o umbigo, para o bem estar dos cristãos, como se fosse um clube. O foco está errado.

Ao escrever que "a igreja precisa ficar pequena para crescer e ficar grande" ele parece não entender que a Igreja já é grande: ela engloba TODOS os salvos por Cristo, e cresce quando mais pessoas são salvas. Como o autor parece propor apenas uma nova forma de cristãos se reunirem para o próprio bem estar, daí a idéia de que se reunindo em casas eles terão maior intimidade e consideração uns para com os outros. Nada disso tem base bíblica. Reunir em casas podia até ocorrer nos tempos neotestamentários, mas era apenas uma questão circunstancial, não uma doutrina deixada pelos apóstolos. A obrigação dos cristãos é seguir a doutrina dos apóstolos, não criar novos modelos de reunião.

Quando afirma que "nenhuma igreja é guiada por um único pastor", o autor está parcialmente correto em sua afirmação, mas parece sair dos trilhos quando continua explicando que as "casas-igrejas" estão ligadas em um movimento que combina anciãos e membros (clero e leigos?!) divididos em apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres que vão de casa em casa para exercer ministérios apostólicos e proféticos.

O problema é que a Palavra é clara ao apontar que apóstolos só existiram os 12 mais Paulo, os quais, juntamente com os profetas do Novo Testamento, formavam um grupo que não teve sucessão por terem servido como alicerce da casa de Deus, da qual Cristo é a Pedra angular. O que vem depois são pedras de paredes, não de alicerce, restando hoje apenas evangelistas, pastores e mestres. Ef 2:20 "...edificados sobre o fundamento (alicerce) dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina". Já temos o alicerce, não é preciso lançar outro. Em 1 Co 3:10 em diante mostra como se construir SOBRE o fundamento, não como lançar outro.

Mario Persona

Como pode ver, o movimento divulgado pelos autores que mencionou simplesmente propõe um novo "modus operandi" para os cristãos, sem chegar ao cerne da questão. Sugiro que leia alguns comentários que escrevi sobre isso:

Link do site

Devemos rasgar o Antigo Testamento?
O que significa adorar em espírito e verdade?
A cristandade está decadente?
A igreja não aparece no Antigo Testamento?
Se uma denominação prospera, como pode estar errada?
Devemos obedecer autoridade humana na igreja?
Como você entende a expresão "casa de Deus"?
Como se reunir sem um templo?
Reunir-se sem denominação não é criar uma nova denominação?
Quem pode ser chamado de bispo?
Como saber se um apóstolo é genuíno?
Como saber se uma igreja reconhece o senhorio de Cristo?
A obediência aos pastores é incondicional?
É possível ter fé sem pertencer a uma denominação?
Com que autoridade bíblica? Perguntas que não querem calar.
O que é um clérigo?
Devemos esperar a igreja voltar ao que era no início?
O que significa o arraial de Hebreus 13?
Qual é a hierarquia na igreja?
Devemos obedecer aos pastores?
É errado deixar de se congregar?
É possível congregar-se com desprendimento denominacional?
O que significa a palavra "igreja"?
O que significa reunir-se ao nome do Senhor?
Como os dons se manifestam na igreja?
Qual o verdadeiro lugar de adoração?
Quem deve liderar nas reuniões?
Você já pertenceu a alguma denominação?
Devo divulgar denominação?
Por que há tantas denominações?

3 de jun. de 2010

FLOTILHA DE GAZA A VERDADE!!!




Antecedentes ao Embargo Marítimo

•Israel retirou suas forças militares e população da Faixa de Gaza em 2005. O Fatah, então, assumiu o controle da região. No entanto, em 2007, o Hamas tomou o controle da região à força.
•Um dos objetivos declarados do Hamas é a destruição do Estado de Israel e consequente exterminação da população Israelense.
•Desde então, o Hamas vem utilizando a região como plataforma de lançamento de mísseis, disparando-os frequentemente, deliberadamente e indiscriminadamente contra a população israelense.
•Em dezembro de 2008 a situação tornou-se insustentável, desencadeando uma guerra entre o grupo terrorista e o exército israelense. O Hamas, no entanto, continua com os ataques até hoje.
•É importante lembrar que Israel não age contra a população palestina, mas contra os atos do regime terrorista do Hamas, que não reconhece o Estado democrático de Israel.

Entenda melhor o motivo do embargo:



Por que Israel mantém um embargo marítimo à Faixa de Gaza?

•O embargo, portanto, é mais uma das ferramentas pacíficas e legais utilizadas por Israel para pressionar o Hamas a abdicar de suas atividades terroristas e buscar a paz na região.
•Israel NUNCA permitiu uma "crise humanitária" na Faixa de Gaza, como noticiado pela mídia anti-israelense.
•Na realidade, Israel é um dos muitos países a enviar ajuda humanitária à Faixa de Gaza diariamente, exigindo, apenas, que se faça uma inspeção para evitar o contrabando de armas à região.

Assista o vídeo sobre a ajuda humanitária diária à Faixa de Gaza:



Clique aqui para ler um texto explicativo sobre a legitimidade e legalidade do embargo (em inglês).

A proposta de Israel à Flotilha

•Uma flotilha com 6 embarcações partiu do Chipre com suposta "ajuda humanitária" à Faixa de Gaza.
•A marinha israelense interceptou as embarcações com a intenção de negociar pacificamente.
•Qual foi a posiçãoda flotilha: REJEIÇÃO ÀS NEGOCIAÇÕES
•Israel, então, fez uma proposta à flotilha: que toda a carga "humanitária" passasse por inspeção no porto de Ashdod, em Israel, e, então, seguisse com os próprios ativistas, por via terrestre, à Faixa de Gaza, controlada pela organização terrorista Hamas.
•Qual foi a posição da flotilha: REJEIÇÃO À PROPOSTA

Veja o interior do Marmara:





•As inspeções de toda e qualquer carga com destino à Faixa de Gaza é comum, ocorrendo, inclusive, com quaisquer doações vindas do Brasil.
•Então, pergunta-se: Se esta flotilha é, realmente, humanitária, por que não colaborou com o governo israelense a exemplo do que os outros governos fazem, incluindo o governo brasileiro?

Veja o vídeo em que a Marinha de Israel faz a proposta à flotilha:



Quem são os "Ativistas Pacifistas"?

•O IHH (Insani Yardim Vakfi, ou humanitarian relief fund) é uma organização radical islâmica, criada em 1992, na Turquia.
•Em 1996, foi identificada pela CIA (Agência de Inteligência dos EUA) como International Humanitarian Hilfsorganization, uma das 15 organizações a facilitar atividades terroristas de grupos na Bosnia.
•A CIA ainda informa que a IHH possui conexões com grupos extremistas no Irã e na Argélia.
•Em 2008, Israel identificou a conexão entre a IHH e o grupo fundamentalista islâmico Hamas.

Veja os ativistas a bordo, antes da flotilha partir, cantando contra os judeus e exaltando o martírio:



O que realmente aconteceu?

•Diante da rejeição dos "ativistas paifistas" a marinha israelense enviou soldados à embarcação para que estes tomassem o controle da mesma, impedindo-a de chegar à Faixa de Gaza sem que fosse feita uma inspeção da carga.
•Tamanha era a intenção de pacifismo de Israel, que os soldados receberam ordens para não utilizar armas de fogo, tendo utilizado, apenas armas de paintball.
•As armas de fogo poderiam ser utilizadas apenas se os soldados sofressem algum tipo de ameaça às suas vidas.

Veja o vídeo do comandante da marinha israelense instruindo os soldados antes da operação:




•A operação era considerada tranquila, no entanto, os soldados não esperavam que os "ativistas pacifistas" eram, na verdade, fundamentalistas preparados para atacá-los, alguns deles tinham, inclusive, máscaras de gás.
•Os tripulantes atacaram os soldados com barras de metal, pé-de-cabra, tacos de baseball, facas e armas de fogo.
•Os soldados foram vítimasde uma emboscada muito bem planejada.
•Ao atacarem os soldados, os tripulantes tomaram suas armas de fogo e as usaram contra eles. Foi então que os soldados receberam autorização para reagir com as armas de fogo, que ainda não haviam sido disparadas.
•Os soldados israelenses abriram fogo, visando atingir as pernas dos atacantes, tomando, assim, controle da situação e da embarcação.
•Após controlada a situação, os feridos foram rapidamente transferidos para hospitais israelenses para tratamento.

Os ativistas se preparam para atacar os soldados israelenses:





Vídeo do confronto entre tripulantes e soldados israelenses:




Outro vídeo do confronto:



Conclusão:

•Dos 6 navios, apenas o "Mavi Marmara" não aceitou os termos de negociaçãode Israel.
•Por que? O que tinha este navio de diferente dos outros?
•Devemos tomar cuidado com a cobertura tendenciosa da imprensa antes de julgar qualquer ação dessa magnitude, que resultou na morte de ao menos 10 ativistas, além dos inúmeros feridos, entre eles soldados israelenses gravemente feridos.
•Pelos vídeos e fatos expostos, conclui-se que a tripulação do Marmara não tinha fins pacíficos, já que estavam preparados para um confronto.
•Apoiamos sempre as soluções pacíficas e, para tanto, lamentamos todas as mortes ocorridas no incidente. No entanto, elas são de total responsabilidade dos organizadores da flotilha.







Extraído de www.jjo.org.br - Juventude Judaica Organizada - http://www.beth-shalom.com.br

A Juventude Judaica Organizada (JJO) se preocupa em esclarecer as notícias tendenciosas sobre o Estado de Israel e o povo judeu. Acreditamos que somente através de um ativismo voltado à educação e à cultura poderemos diminuir o preconceitoe a intolerância. Lutamos pela coexistência, respeito, mas, acima de tudo, pela VERDADE. Não acreditem em tudo que a mídia transmite.

LUTEMOS PELA VERDADE OS VERDADEIROS TERRORISTAS SAO OS QUE SAO CONTRA A VERDADE!!!!









20 de abr. de 2010

"Filhinhos, já é a última hora." (1 João 2.18)

É muito preocupante que nós como Igreja de Jesus não notemos claramente em que época difícil estamos vivendo, ou seja, que nos encontramos na última hora! Por que não nos comportamos mais de acordo com essa realidade? Resposta: porque as tentações do engano e as tentativas de nos fazer adormecer são mais fortes por parte do inimigo nessa última hora. Dentro desse contexto, a Palavra do Senhor Jesus é colocada energicamente diante dos nossos olhos: "O que, porém, vos digo, digo a todos: Vigiai!" Irmãos, de fato é a última hora! Com isso está diante da porta o tempo do qual diz a Palavra profética: "...haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo." O homem "sobre-humano", Satanás encarnado, abre seu caminho com esforço tão violento que quase pode-se senti-lo fisicamente. A hora da tentação que vem sobre esta terra antes do começo da Grande Tribulação já começou. Por isso, peço a todos os que lêem estas linhas, que fervorosa e decididamente digam não a qualquer compromisso com o espírito do mundo. O Senhor quer conduzir a cada um de nós incontaminados através desta tentação, pois vamos ao encontro do mais glorioso, que é Jesus! Nós haveremos de vê-lO assim como Ele é. "E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro." - Wim Malgo

31 de mar. de 2010

POR AMOR AOS CATÓLICOS ROMANOS!

Introdução

Nos últimos anos, tem havido um engajamento do Catolicismo Romano com o Protestantismo tradicional. Muitos, de ambos os lados, tratam os do outro lado como irmãos e irmãs cristãos. Isso era impossível há alguns anos atrás, mas hoje:

Os clérigos Católicos Romanos aparecem regularmente na televisão Cristã, promovendo a unidade entre Católicos e Protestantes.
Estações de rádio Cristãs transmitem programas
Livrarias Cristãs contêm uma variedade de material acenando para a Igreja Católica.

Como os dois lados de fato se engajaram? Estão ambos agora pregando a mesma mensagem? Sustentam ambos as mesmas doutrinas básicas? Para descobrir as respostas a estas perguntas, fiz um estudo exaustivo do Catecismo da Igreja Católica, de 1994. Usar este Catecismo particularmente era importante, por duas razões:

Este Catecismo é a fonte oficial de toda doutrina Católica. Ninguém pode negar que ele contém os ensinos atuais da Igreja Católica Romana. Publicado em 1994, este é o primeiro Catecismo Novo desde há 400 anos. Portanto, você pode ter certeza de estar lendo os ensinos atuais da Igreja Católica Romana, e não o que tem sido ensinado há 300 anos. (N.T. Usaremos a versão do Catecismo Católico, da Editora Vozes, de 1993).

Neste livro examinaremos 37 das mais importantes doutrinas Católicas Romanas; então deixemos que os fatos falem por si mesmos.

Aqui você não vai encontrar opiniões ou filosofias pessoais. São declarações verdadeiras das doutrinas da Igreja Católica Romana e como essas doutrinas são comparadas com a Bíblia. Você deve tirar suas próprias conclusões e tomar suas próprias decisões.

Este livro não está sendo escrito para julgar ou condenar. Seu único propósito é ajudá-lo a entender melhor a doutrina Católica, a fim de que esteja preparado para comparecer diante do Julgamento de Deus, como todos nós teremos de fazê-lo, depois da morte.

"E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o Juízo." Hebreus 9:27

Meu coração sofre ao pensar em alguém escutar Jesus dizendo as seguintes palavras, naquele dia:

"Nunca vos conheci, apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade." Mateus 7:23

Mesmo porque a Bíblia revela que o Senhor vai dizer estas palavras a muitas pessoas religiosas. Sabendo isto, é vital que você não siga qualquer um cegamente. Estude estas doutrinas Católicas Romanas por você mesmo, a fim de poder encarar Deus com confiança.

À medida em que você lê, minha oração sincera é que Deus revele a Sua verdade ao seu coração e à sua mente. Deus o abençoe!

LIVRO COMPLETO DISPONÍVEL GRATUITAMENTE.

12 de jan. de 2010

Como ser feliz! Conselhos práticos aos irmaos em Cristo!

Querido cristão, jovem ou velho, conserve um relacionamento íntimo com Deus. Quando você descobrir que falhou e pecou, não faça pouco caso disso. Trata-se de algo sério, pois interrompe a sua comunhão, e nada poderá disfarçar essa perda. Portanto, reconheça LOGO e confesse a seu Pai, e receba o Seu perdão (1 João 1.9).

Se foi um caso de falhar para com outros, então não hesite em confessar isto a eles, não importa quão humilhante possa ser. Isto manterá a sua consciência límpida e exercitada, além de promover a comunhão e aumentar o seu gozo. O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia." (Provérbios 28.13.)

Leia a Palavra de Deus. Uma grande razão para o fracasso de muitos que pertencem ao povo querido do Senhor está em não lerem suas Bíblias. Eles parecem não ter apetite para isto. Um capítulo, de manhã e à noite, parece ser tudo o que eles acham necessário. Se eles tratassem seus corpos com uma dieta tão limitada, cedo entrariam em colapso. É excelente cultivar um apetite pela Palavra. Leia bastante, e intercale sua leitura com muita oração em busca de esclarecimento e auxílio, e para que a graça a transforme em bem em sua alma. (Salmo 1.2,3.)

Carregue constantemente com você uma edição ou porção de bolso das Escrituras. Não se envergonhe de ser visto lendo-a. Deixe que ela seja o seu conselheiro. Ali está a sabedoria; ali há luz; tudo o que você precisa está ali. É a voz de Deus, a qual o Espírito Santo faz com que seja ouvida no silêncio do mais íntimo de sua alma, para guiá-lo e aconselhá-lo. É também a COMIDA da nova vida, portanto, "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo" (1 Pedro 2.2); do contrário você acabará se tornando um anão espiritual. (Salmo 119.11.)

Que você possa ler, grifar, assimilar e digerir sua Bíblia, com muito fervor e oração. Não fique desencorajado se não parecer estar aprendendo muito a cada vez. Você adquirirá o suficiente para a SUA NECESSIDADE, e descobrirá sempre que tem o suficiente para dar a outros se tiver um coração pronto a fazê-lo. "A alma generosa engordará, e o que regar também será regado." (Provérbios 11.24.) Portanto, quanto mais você der, mais receberá para dar, e maior será o seu gozo em dar.

Ore muito. Todos os homens de Deus são homens de muita oração. Eles vivem no espírito de oração e, sempre que acham uma oportunidade, têm prazer em se afastar, sem que os outros percebam, para falarem com Deus. A oração é a expressão da dependência do cristão para com Deus. Trata-se da fraqueza humana se apegando à força do Todo-Poderoso, ligando-se a Ele com expressivo e terno amor. Apóie-se nEle totalmente.

Trate Deus como seu Pai. Exercite para com Ele uma confiança sem restrições. Nunca pense que algo possa ser muito trivial ou sem valor para Ele Se ocupar. "Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós." (1 Pedro 5.7.) Benditas palavras! "TODA A VOSSA ANSIEDADE - ELE TEM CUIDADO - DE VÓS."

Não negligencie sua oração a sós. No momento em que você começa a negligenciar isto, esteja certo de que há algo errado. Pare imediatamente e examine-se, procurando se assegurar de ter o impedimento removido, caso contrário o resultado será uma queda. Não viva para ser visto pelos outros, mas para ser visto por Deus.

Procure as respostas à oração, e volte para dar graças. Não se esqueça de ser agradecido. Faça com que estas coisas tornem-se um hábito constante em sua alma e sua felicidade estará assegurada. (Filipenses 4.6,7.)

"Ora àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo, nosso Senhor, seja glória e majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, agora, e para todo o sempre. Amém." (Judas 24,25.)


Gospel Truth Publications

3 de jan. de 2010

Atitudes Apropriadas Para os Cristãos nos Últimos Dias - Por que estamos nos últimos dias?

Em toda geração, a maioria das pessoas quer apenas viver de forma normal, estudar, trabalhar, casar, ter filhos, ver os netos crescerem, etc. A maioria de nós quer viver em paz e com prosperidade, e que o governo nos deixe em paz, para que possamos gozar os anos que Deus nos dá. Nós, na The Cutting Edge, não somos exceção; também temos nossas famílias, participamos da economia e gozamos a vida da melhor maneira possível.

Entretanto, sentimos a forte mão do Espírito Santo dizendo-nos que estes dias atuais não como os dias das gerações anteriores; somos a geração que verá o retorno do Senhor Jesus Cristo, o aparecimento do Anticristo e o glorioso arrebatamento da igreja. Sentimos claramente que neste tempo único da história, precisamos tratar dos assuntos do Pai, e nossa abordagem à vida e a este ministério que exercemos precisa estar baseada em princípios bíblicos, não em quaisquer idéias concebidas pelo homem.

O que a Bíblia diz sobre a forma como devemos abordar este fim dos tempos? É tempo para rir ou tempo de chorar? É tempo de paz ou tempo de guerra? Vejamos esse assunto, pois tem grande impacto sobre nosso raciocínio e a forma mental e emocional como tratamos a matéria.

Por Que Sabemos Que Realmente Estamos no Fim dos Tempos?

Em séculos passados, as pessoas de tempos em tempos olhavam para os eventos mundiais e achavam que podiam ver o cumprimento da profecia bíblica referente ao fim dos tempos, e proclamá-lo ao mundo. Entretanto, em todos os casos, aqueles que conheciam bem suas Bíblias podiam protestar que o fim dos tempos ainda não poderia estar acontecendo, pois a profecia fundamental sobre o retorno de Israel à sua terra ainda não tinha sido cumprida. Os eruditos bíblicos sempre consideraram corretamente que o relógio do fim dos tempos só começaria a funcionar quando Israel retornasse à sua antiga terra dada por Deus.

Considere as profecias fundamentais:

"Porque, eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que removerei o cativeiro de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre as nações e repartiram a minha terra." [Joel 3:1-2].

"E trarei do cativeiro meu povo Israel, e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto. E plantá-los-ei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o SENHOR teu Deus." [Amós 9:14-15].

Em Mateus 24, nosso Senhor prediz a total destruição do magnífico templo que era o orgulho, o coração e a alma de Israel [verso 2]. Os discípulos ficaram absolutamente chocados, pois associaram a destruição do templo com a destruição de toda a nação. Eles também associaram essas destruições com o fim dos tempos, de modo que pediram que Jesus lhes desse o sinal que indicaria que o fim dos tempos estava se aproximando.

Jesus lhes deu muitos sinais, mas subitamente, no verso 15, referencia a profecia de Daniel 9:27, em que o Anticristo entra no templo para profaná-lo, e para cometer a "abominação que causa desolação". Mas, espere um minuto! Vimos o templo destruído no verso 2, mas onde estava sua reconstrução, necessária para que o Anticristo o profane? Além disso, a reconstrução do templo não seria possível sem o restabelecimento de Israel primeiro. Portanto, os eruditos bíblicos há muito tempo reconheceram que Jesus estava claramente implicando que, entre os versos 2 e 15 de Mateus 24, dois eventos teriam de ocorrer: Israel seria restabelecido como nação e o templo seria reconstruído. Ambos os eventos são similares ao processo gradual e doloroso de nascimento de uma criança [verso 8, as "dores do parto"].

Assim, podemos voltar a Joel 3:1, e colocar uma data histórica no cumprimento dessa profecia. "Porque, eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que removerei o cativeiro de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá." Essa profecia foi cumprida em 15/5/1948, a data oficial em que Israel voltou a ser uma nação, contra todas as possibilidades históricas, após ter sido destruído quase 1.900 anos atrás. Nesse momento, o relógio do fim dos tempos começou a funcionar.

Em seguida, todos os outros eventos profetizados em Mateus 24 e em outras passagens, começaram a ocorrer. Dentro do previsto, as nações do mundo começaram a ser atraídas ao Oriente Médio, exatamente como profetizado em Joel 3:2-14. "Vale de Jeosafá" é um termo genérico que significa "Oriente Médio" [Dictionary of the Bible, pg 373]. Portanto, Deus predisse no verso 2 que traria todas as nações ao Oriente Médio para julgamento, começando com os árabes [versos 4-8]. O julgamento de Deus será na forma de guerra [versos 9-14]. Como previsto, os árabes entraram em guerra contra Israel em 1948, 1956, 1967, 1973 e em 1981.

Hoje, a sexta guerra está prestes a ser deflagrada, pois as tensões entre Israel, os palestinos, a Síria, Egito, Jordânia, e possivelmente, Irã, crescem a cada dia. Do meio dessa guerra planejada, o Anticristo aparecerá caminhando e prometendo "paz e segurança".

Assim, podemos saber com grande certeza que o mundo está agora vivendo no fim dos tempos.

Assim sendo, quais são as condições que a Bíblia prediz sobre as várias instituições das quais a civilização depende, e a respeito das características exclusivas do fim dos tempos? Uma vez que compreendamos esse segmento da situação, podemos ver como os cristãos genuinamente salvos precisam encarar a vida durante este tempo atual.

Examinaremos as seguintes características do fim dos tempos sobre as quais precisamos estar alertas:

1. Características Individuais

A Bíblia diz claramente que nem toda época é necessariamente igual às épocas anteriores. Essa doutrina chama-se "Dispensacionalismo" e ensina que Deus trata de forma diferente as épocas em que está prestes a operar o cumprimento de suas profecias. [Romanos 2:15; 9:1; 2 Coríntios 1:12; 4:2].

No fim dos tempos, veremos um tipo muito diferente de indivíduo. "Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados." [2 Timóteo 3:13]. Nos versos 1-8, vemos esse tipo de indivíduos exibindo certos comportamentos.

A. Caráter Pessoal

"Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos." [verso 2].

"Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons." [verso 3].

"Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus" [verso 4].

B. Integridade Pessoal e Integridade dos Líderes Políticos

1. Enganadores do mais alto nível: "E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane." [Mateus 24:4]. Durante todo o século XX, nossos líderes políticos enganaram de forma magistral o eleitorado, executando programas para alcançar os objetivos secretos muito diferentes do que os objetivos prometidos em público. Um dos maiores terrores que qualquer cidadão enfrenta é a possibilidade que seus próprios líderes não tenham seus melhores interesses em vista, mas desejem fazer-lhes o mal; entretanto, essa é a situação exata que temos diante de nós atualmente, quando o mundo foi reorganizado em dez supernações econômicas e os líderes principais estão preparando o mundo para o aparecimento do Anticristo, em cumprimento a Apocalipse 17:7.

2. As Igrejas no Fim dos Tempos

A. A Igreja de Laodicéia

A última igreja da era cristã é a Igreja de Laodicéia [Apocalipse 3:14-18]. Jesus Cristo não teve nenhuma palavra boa a dizer a essa igreja, pois ela não estava fazendo nada bíblico ou correto. Ele disse a essa igreja que ela tinha as seguintes características, pelas quais ele a traria a julgamento:

A igreja era morna - "Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca." [Apocalipse 3:16] Jesus Cristo rejeitará totalmente essa igreja.

A igreja considerava-se rica, mas na realidade era pobre — "Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas." [Apocalipse 3:17-18] Essa igreja crescerá poderosamente a seus próprios olhos, e achará que é rica, provavelmente no campo financeiro e espiritual. Entretanto, Jesus Cristo diz que os membros dessa igreja são "desgraçados, e miseráveis, e pobres, e cegos e nus" [Apocalipse 3:17b].

B. A Apostasia é Predita

"Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus." [2 Tessalonicenses 2:3-4].

"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças." [1 Timóteo 4:1-4].

"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles." [2 Timóteo 3:1-9].

Assim, ao nos aproximarmos do fim dos tempos, veremos uma "grande apostasia daqueles que professavam serem cristãos" — a Grande Apostasia. Essa apostasia literalmente abrirá a porta para o Anticristo entrar pela própria liderança da igreja cristã. Em outras palavras, os líderes cristãos são aqueles que finalmente possibilitarão ao Anticristo entrar na cena mundial. A Bíblia prediz que os líderes cristãos no fim dos tempos serão falsos, embora pareçam genuínos, soem genuínos e tenham um grande número de seguidores.

C. Enganação Sem Precedentes dos Líderes Religiosos Que Levam a Igreja à Apostasia

"Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te." [2 Timóteo 3:5].

Liderança feminina na igreja [1 Timóteo 2:11-15]. É o cumprimento da profecia bíblica quando essas falsas igrejas colocam mulheres em posições de liderança! Não se deixe enganar.

"Líderes religiosos que resistem à verdade, e que a rejeitam [2 Timóteo 3:8] — falsos líderes religiosos.

"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane" [Mateus 24:4].

"E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos." [Mateus 24:11].

"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." [Mateus 24:24] A enganação religiosa atingirá níveis sem precedentes históricos.

D. Tamanho da Verdadeira Igreja no Fim dos Tempos

Desde que este ministério foi fundado, em 1988, ouço muitas pessoas dizerem que a Bíblia prediz um grande reavivamento antes do retorno de Jesus Cristo. Infelizmente, quando peço que me mostrem uma referência bíblica, não conseguem me mostrar. No entanto, os círculos carismáticos ensinam essa falsa doutrina com todo o fervor, preparando assim seus membros para a enganação dos falsos reavivamentos baseados no poder do ocultismo, tais como a Bênção de Toronto [também conhecida como Reavivamento do Riso], e a Bênção de Pensacola [Vozes de Animais], mais o fenômeno dos desmaios [conhecido como "Ser Ferido no Espírito"].

Felizmente, Jesus nos disse claramente o que devemos esperar com relação ao tamanho da verdadeira igreja antes do fim dos tempos — pequena — tão pequena que quase não será notada.

"Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?" [Lucas 18:8]. Em outras palavras, quando Jesus Cristo retornar no arrebatamento, o número de crentes genuínos será tão pequeno que garantirá essa afirmação teórica, "Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?"

Acrescentando Todas as Profecias Juntas Para Obter o Quadro Completo

Quando consideramos todas essas profecias relevantes, podemos ver quão relevantes são para a atual situação do cristianismo.

Vemos que devemos esperar o aparecimento de líderes religiosos falsos, até mesmo mostrando grandes sinais e maravilhas para enganar, e conseguindo enganar a muitos. Vemos que devemos esperar que a grande maioria dos membros da igreja cristã sejam enganados. Esses falsos líderes religiosos afirmarão estarem trabalhando para Cristo, mas na realidade estarão trabalhando para o Anticristo. Assim, devemos esperar que esses líderes estejam trabalhando para o Reino do Anticristo e seus objetivos, mesmo que digam aos seus seguidores que trabalhem para Jesus Cristo.

Quais são os objetivos do Anticristo? Seus líderes estarão trabalhando com vistas a um Governo Global, uma Economia Global e uma Religião Global. Satanás quase alcançou esse objetivo de um sistema global na Torre de Babel, pois tinha um governo mundial sob a liderança de Ninrode, uma única economia e uma única religião ocultista, tudo baseado em um idioma comum.

O plano de Deus desde a Torre de Babel é que existam múltiplos idiomas, culturas, governos e economias diferentes. A religião também foi dividida. No fim dos tempos, devemos ver um grande esforço para a união de cada um desses três elementos. Hoje, estamos em um tempo em que existem as Nações Unidas, que está acumulando mais e mais poder, a economia é mais global do que nunca antes, e as religiões estão se unindo sob o guarda-chuva do Movimento Ecumênico, sob a liderança do papa católico romano.

Devemos ver esses falsos líderes cristãos apresentando líderes de outras religiões em seus programas na televisão, apoiando a falsa doutrina sob o disfarce que é consistente com o cristianismo. Deus advertiu os judeus que poderiam ser enganados por um falso profeta e levados a adorar a outros deuses. [Deuteronômio 18:22]. Estamos vendo a mesma coisa ocorrer atualmente.

Assim, vemos Pat Robertson usar sua rede de televisão CBN e o Clube 700 para apresentar líderes de Nova Era, como Jeremy Rifkin, Alvin Tofler, Richard Foster, Bruce Larson, Robert Schuller e Denis Waitley em seu programa, promovendo suas filosofias e objetivos ocultistas. [Constance Cumbey, A Planned Deception, pg 148-49].

Vemos o evangelista Billy Graham permitir que freiras e padres católicos ocupem a plataforma em suas cruzadas e dizer ao público: "Se você é católico romano, eu o incentivo a vir à frente e reafirmar seus votos". Vimos também Billy Graham dizer a Robert Schuller que pode haver salvação sem Jesus Cristo [leia o artigo N1141, "O Evangelista Billy Graham Declara em Entrevista Que Crê em Salvação Sem Jesus Cristo"].

Da mesma forma, vemos o Dr. James Dobson promovendo filosofias de Nova Era, como a Mãe Terra, a evolução teísta, a visualização e a metafísica, Ioga e biofeedback. Vemos o Dr. Dobson promovendo o papa João Paulo II em seu programa. Nós o vimos receber Normam Cousins, um dos principais líderes ocultistas da Nova Era, que tem vínculos diretos com os luciferianos Buckminster Fuller e David Spangler. Vimos o Dr. Dobson promover o filme dos Estúdios Disney, O Rei Leão, que promove o ocultismo e a homossexualidade. Vimos também a Focus on the Family, do Dr. Dobson, recomendar os livros da série Harry Potter [veja os detalhes no artigo N1390, "Harry Potter: Realidade ou Fantasia? Ou Ambas as Coisas?"].

Ficamos muito preocupados quando o Dr. Dobson e Billy Graham foram recebidos calorosamente pela liderança política Iluminista na Casa Branca e no Congresso. Ficamos muito preocupados quando Billy Graham foi recebido na Casa Branca durante a Guerra do Golfo, pouco antes do início do bombardeio aéreo, para orar com o Presidente George Bush. Bush já tinha dito, em agosto de 1990, que aquela era uma guerra da Nova Ordem Mundial; no entanto, Billy Graham foi emprestar seu prestígio àquela guerra dos Iluministas.

Vemos o Dr. Dobson promover os Promise Keepers, imprimindo o primeiro livro deles, Seven Promises of a Promise Keeper. Os Promise Keepers são totalmente falsos; é uma organização pró-católica e está unindo os homens de todas as religiões que professam o nome de Jesus Cristo, até mesmo os mórmons! [Os fatos acerca de James Dobson foram extraídos do livro da Dra. Cathy Burns, Little Known Facts About Focus on the Family].

Todas as outras religiões do mundo foram criadas por Satanás e não terão dificuldades em se unir. A única exceção é o cristianismo. Nosso fundador, Jesus Cristo colocou um tremendo obstáculo à qualquer iniciativa de criar uma religião global quando fez as seguintes declarações:

"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." [João 14:6].

"Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; e assim os inimigos do homem serão os seus familiares." [Mateus 10:34-36].

Como pode o cristianismo autêntico tornar-se parte do sistema global quando é tão divisivo e exclusivista? É um problema real e enorme. A resposta foi agir em etapas, começando no início do século XX. Primeiro, mestres liberais em institutos bíblicos e seminários formaram pastores liberais, que começaram a questionar as doutrinas fundamentais da fé, especialmente a inerrância das Escrituras e a divindade de Jesus Cristo. Esses pastores liberais gradualmente começaram a pregar e ensinar somente passagens selecionadas das Escrituras, deixando aqueles versos "chatos", que falam a respeito do pecado original, do julgamento e da existência do Inferno.

Em seguida, após as pessoas que estão nos bancos das igrejas terem recebido uma dieta contínua de filosofias produzidas pelo homem, em vez de ouvirem pregações baseadas nas Escrituras, e terem ouvido que Jesus é só amor e nunca poderá enviar ninguém para a condenação eterna no Inferno, estão prontas para a última etapa: serem unidas com base naquilo que os membros dos vários grupos podem concordar, em vez de somente com base nos fundamentos bíblicos de toda a verdade de Jesus Cristo e de seu evangelho.

Ao longo do caminho, aparecem líderes cristãos que parecem ser genuínos, mas cujas ações afastam as pessoas da exclusividade do cristianismo genuíno, levando-as para o contexto maior dos grupos globais de pessoas que se consideram cristãs. Os seguidores deles são tão fracos em conhecimento de doutrinas bíblicas e em discernimento que cometem dois erros graves:

Deixam de perceber os problemas doutrinários com as ações seguidas ou com as afirmações feitas.

Acreditam que, se um líder for pego em algum erro doutrinário, esse erro deve ser negligenciado para o bem da "unidade cristã". Esse tipo de pessoa esquece-se da advertência do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 5:6. "Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?" Qual era a situação na igreja que Paulo está referenciando aqui? A igreja de Corinto estava se recusando a tratar da forma apropriada a situação de um homem que tinha tomado a mulher de seu pai. A igreja achava que, com base no amor e na graça cristã, deveria permitir que aquele homem continuasse membro da comunidade dos crentes. Paulo disse que "um pouco de fermento leveda toda a massa" — a respeito da falsa doutrina e da tolerância ao mal — arruinarão toda uma igreja!

Portanto, devemos esperar que essa mesma situação ocorra com a igreja cristã de Laodicéia no fim dos tempos. Quando os membros da igreja se tornam cientes de um desastre espiritual que está sendo executado por certos líderes, quererão se afastar da punição ou da separação, e simplesmente negligenciarão o erro dos líderes.

Estamos vendo exatamente essa situação hoje, não estamos? Embora a The Cutting Edge e outros ministérios sólidos tenham lançado muita luz sobre certos ministérios que estão levando seus seguidores ao erro, ouvimos muitas pessoas dizerem que estamos sendo "negativistas demais" e "odiosos demais".

Pessoal, estamos vendo uma crescente onda de uma inundação espiritual que está vindo sobre todo o mundo, exatamente como predito na Bíblia. Essa inundação é tão poderosa que está varrendo todo o mundo não-salvo e está enganando a muitos espiritualmente. Além disso, essa inundação está preenchida com esgoto moral que não tem precedentes tanto em abrangência quanto em intensidade. E, as águas da inundação estão permeando todos os aspectos da nossa sociedade e do mundo.

Quando uma pessoa é pega nesse tipo de inundação, e tenta evitar morrer afogada nela, qual tipo de atitude você acha que ela deva adotar? Esse tipo de pessoa deve tentar ignorar a situação, e tentar continuar sendo feliz da forma normal? Deve decidir ser um ignorante alegre acerca de toda a bagunça, ou deve tentar salvar a si mesmo em primeiro lugar, e salvar os outros em seguida?

Essa pessoa deve gritar a plenos pulmões para advertir aqueles que ainda não foram pegos na inundação ou que não perceberam o perigo mortal em que estão?

A Situação Próspera e Normal Engana a Muitos
No Seminário 1 [disponível em fitas cassetes no site da The Cutting Edge], demonstramos que a sociedade está progredindo em um caminho similar ao de Israel no Antigo Testamento, imediatamente antes de os juízos de Deus caírem, por meio do poderio militar de Nabucodonosor, rei de Babilônia. Demonstramos que somente Israel e os EUA foram formados originalmente por seus líderes de acordo com a Aliança com Deus. Israel foi estabelecido de acordo com a Aliança com Deus, por meio da Lei Mosaica, enquanto que os EUA foram estabelecidos de acordo com a Aliança por meio de Jesus Cristo.

Demonstramos que a sociedade norte-americana atual está progredindo no mesmo padrão que Israel no tempo da apostasia e do erro, apostasia tão grande que Deus permitiu que Nabucodonosor quase aniquilasse Israel. As pessoas se esquecem que Deus começou a advertir Israel sobre seus pecados persistentes quase 150 anos antes de enviar Nabucodonosor, para cumprir seu julgamento. As pessoas esquecem que Israel rejeitou todos os profetas que Deus enviou, ignorando suas advertências e perseguindo-os.

Assim, nós o incentivamos a ler os profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel, Oséias e Amós com este conceito em mente: Estamos seguindo o mesmo caminho de apostasia espiritual que Israel percorreu, e o povo religioso está se recusando a dar ouvidos às palavras de advertência dos profetas atuais.

No entanto, as pessoas também se esquecem que durante esse tempo de declínio espiritual, Deus permitiu que Israel se tornasse cada vez mais próspero materialmente! Na verdade, quando a indignação de Deus chegou ao limite e ele trouxe Nabucodonosor para executar seu julgamento, Israel era o líder econômico dominante daquele tempo; era a cabeça do mundo econômico; era o sistema econômico que movia as economias das outras nações daquele tempo. Ouça às palavras de um erudito bíblico, que escreveu sobre o livro de Amós:

"Durante os reinados de Uzias e Jeroboão, Judá e Israel desfrutaram uma prosperidade incomum. Ambos eram homens de capacidade administrativa, eram governantes competentes. Nas condições existentes na época, as predições de Amós eram vistas com ceticismo; ele era considerado um alarmista, um pessimista. No entanto, após menos de cinqüenta anos, seu anúncio da condenação de Israel foi cumprido." [The New Analytical Bible, John A. Dickson Publishing, 1964].

O profeta Jeremias lamentou o desastroso efeito que a prosperidade material exercia sobre o discernimento espiritual do povo e sua disposição de dar ouvidos a uma admoestação espiritual negativista:

"Falei contigo na tua prosperidade, mas tu disseste: Não ouvirei. Este tem sido o teu caminho, desde a tua mocidade, pois nunca deste ouvidos à minha voz." [Jeremias 22:21].

O fato histórico é que Israel tornou-se cada vez mais próspero à medida que tornou-se mais rebelde contra Deus e seguindo em direção ao julgamento. Para combater as palavras de Deus proferidas por meio dos profetas, os falsos líderes religiosos daquele tempo apontavam para a crescente prosperidade e diziam: "Deus não pode estar ofendido conosco. Se estivesse, não nos faria prosperar tanto."

Os falsos líderes religiosos subestimavam o fato que Satanás também pode fazer prosperar qualquer pessoa, se Deus lhe der a permissão para isso, de forma a poder enganar suas vítimas, que pensam que Deus está concedendo a prosperidade. Deus permitiu a Satanás fazer Israel prosperar, e os tolos judeus acreditaram nas palavras fingidas de seus líderes religiosos apóstatas. Essa tolice custou-lhes suas vidas e suas almas.

Atitudes Tolas dos Judeus nos Tempos do Antigo Testamento

Como nossa civilização está seguindo um caminho paralelo que Israel trilhou em direção ao julgamento, há 2.500 anos, devemos prestar atenção às coisas que as pessoas diziam aos verdadeiros profetas de Deus. Prepare-se para um choque, pois as pessoas estão dizendo as mesmas coisas hoje, muitas delas em mensagens de correio eletrônico para nós.

"Porque este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do SENHOR. Que dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos. Desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda; fazei que o Santo de Israel cesse de estar perante nós." [Isaías 30:9-11].

Deus chamou essas pessoas de povo rebelde e filhos mentirosos, que não querem ouvir a lei e a instrução do Senhor.

"Agora, pois, ouve a palavra do SENHOR: Tu dizes: Não profetizes contra Israel, nem fales contra a casa de Isaque." [Amós 7:16].

Aqueles seguidores religiosos cegos não queriam que Amós dissesse a verdade, pois as palavras não eram aprazíveis ao povo de Israel. O povo estava cansado do negativismo constante e das incessantes advertências de Amós a respeito da falsidade dos líderes religiosos e dos seus pecados. Eles tinham um olho nos seus falsos líderes religiosos e o outro na crescente prosperidade econômica. Preferiram ignorar a Palavra de Deus, e acreditar nas coisas boas e ouvir mensagens sobre como eram maravilhosos. Provavelmente, também ouviam seus falsos líderes dizerem que Deus é só amor e nunca poderia realmente punir alguém.

"E porei o meu rosto contra o tal homem, e o assolarei para que sirva de sinal e provérbio, e arrancá-lo-ei do meio do meu povo; e sabereis que eu sou o SENHOR. E se o profeta for enganado, e falar alguma coisa, eu, o SENHOR, terei enganado esse profeta; e estenderei a minha mão contra ele, e destruí-lo-ei do meio do meu povo Israel." [Ezequiel 14:8-9].

Agora, vejamos como Deus estava encarando a questão. Embora sua atitude geral seja aparente nos versos citados anteriormente, acho muito instrutivo ver como ele orientou os executores de seus juízos, em Ezequiel 9. Esses executores celestiais na verdade viram sua obra ser executada pelas tropas do rei babilônio Nabucodonosor. Cada um desses seis executores carregava uma arma destruidora. No entanto, esses temíveis executores deviam seguir um anjo que estava vestido de linho e que carregava um tinteiro na cintura.

Veja as instruções de Deus, primeiro ao anjo que tinha o tinteiro na cintura.

"E disse-lhe o SENHOR: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela." [Ezequiel 9:3-4].

Deus observa os homens e mulheres justos da cidade que ficam ofendidos com o pecado que vêem em toda a parte e que "gemem e suspiram", entristecidos em seus corações por todas as abominações. Como todos esses são verbos que indicam ação, podemos saber que aqueles justos soavam o alarme para seus compatriotas, mas foram ignorados.

Em seguida, Deus instrui os seis executores:

"E aos outros disse ele, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. Matai velhos, jovens, virgens, meninos e mulheres, até exterminá-los; mas a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis; e começai pelo meu santuário. E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa. E disse-lhes: Contaminai a casa e enchei os átrios de mortos; saí. E saíram, e feriram na cidade." [Ezequiel 9:5-7].

"Começai pelo meu santuário". O pecado nacional de Israel começou em seus santuários, onde os falsos líderes religiosos continuamente alimentavam o povo com um ensino falsificado, movendo assim os corações deles gradualmente para longe do verdadeiro Deus e de seus mandamentos. Assim, é adequado que, quando chegar o tempo de os juízos de Deus serem derramados, ele comece pelas suas igrejas. Estamos hoje no mesmo caminho que Israel, exceto que nossos líderes espirituais falsificados estão abrindo a porta para o próprio homem do pecado, o Anticristo, com seus falsos ensinos.

Deus então diz às pessoas que poderia intencionalmente cegá-las para a realidade que estava diante delas:

"Tardai, e maravilhai-vos, folgai, e clamai; bêbados estão, mas não de vinho, andam titubeando, mas não de bebida forte. Porque o SENHOR derramou sobre vós um espírito de profundo sono, e fechou os vossos olhos, vendou os profetas, e os vossos principais videntes. Por isso toda a visão vos é como as palavras de um livro selado que se dá ao que sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele dirá: Não posso, porque está selado." [Isaías 29:9-11].

Hoje, existem muitos líderes cristãos falsos que estão ensinando doutrinas espirituais falsificadas. Se uma nota falsa de dez reais fosse fabricada com um papel diferente, impressa em cor-de-rosa e tivesse a efígie do Zé Carioca, ninguém se deixaria enganar, todos reconheceriam que é uma nota falsa. O que você teria é uma nota de mentirinha, não uma verdadeira falsificação.

A verdadeira definição de uma nota falsificada é aquela que se parece tanto com a nota real, que engana muitas pessoas. Hoje, os falsos líderes religiosos estão apresentando uma mensagem que parece enganosamente verdadeira, e que está enganando a muitas pessoas. Além disso, muitas pessoas crêem falsamente que suas almas e suas igrejas podem tolerar um alto nível de falsos ensinos sem sofrer nenhum dano. Como disse o apóstolo Paulo, "Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?"

Conclusão

Quando Deus decidiu trazer o julgamento a Israel, levantou homens especiais para advertir o povo e levá-lo ao arrependimento, antes que o fogo do julgamento divino caísse sobre a terra. Ouça as instruções que Deus deu a Jeremias:

"Tu, pois, cinge os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; não te espantes diante deles, para que eu não te envergonhe diante deles. Porque, eis que hoje te ponho por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra. E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar." [Jeremias 1:17-19].

Deus foi ainda mais claro com Ezequiel:

"Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes." [Ezequiel 2:7].

"Filho do homem: Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra e avisá-los-ás da minha parte. Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei. Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma." [Ezequiel 3:17-19].

Jesus Cristo disse aos seus discípulos como eles deveriam ser:

"Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas." [Mateus 10:16].

Falando especificamente para o povo que vivia no fim dos tempos, Ele disse:

"Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer, e de estar em pé diante do Filho do homem." [Lucas 21:36].

"Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo." [Marcos 13:33].

Sentimos a forte mão de Deus sobre nós para soarmos o alarme que os enganadores espirituais e políticos estão aqui e que o fim dos tempos está se aproximando, como um furacão. Vemos a espada se aproximando e soamos o alarme com todas as nossas forças. Não podemos ficar calados. Não queremos ser excessivamente negativistas, mas acreditamos de todo o coração que chegou a hora de todos os homens "gemerem por todas as abominações que são praticadas no nosso meio" — especialmente as abominações espirituais — em vez de preferir ser um ignorante feliz, que ri e que dança. [Eclesiastes 3:4].

Acreditamos que estamos nos aproximando do fim dos tempos e que nós, cristãos, podemos discernir as questões espirituais para chorar, lamentar, e perceber que estamos na maior batalha espiritual da história da igreja. Este é um tempo de guerra espiritual, não um tempo de paz.

Da mesma forma como a prosperidade material sem precedentes de Israel o deixou cego para o julgamento vindouro, assim também as pessoas estão cegas pelas mesmas razões. Muitos cristãos querem ouvir "palavras aprazíveis" e "ilusões enganosas", para que possam continuar se divertindo e gozando a vida de tranqüilidade e prosperidade. Enquanto isso, porém, o julgamento vai se aproximando cada vez mais.

Novamente, reiteramos: Se o ofendemos por estarmos continuamente apontando todos os caminhos em que nossa sociedade e o mundo estão sendo atacados e preparados para o Anticristo, pedimos desculpas. Nosso objetivo era advertir, não ofender por sermos continuamente negativistas. Verdadeiramente, descobrimos, logo no início deste estudo, que o assunto do cumprimento do fim dos tempos era tão negativista que precisávamos dedicar um tempo todos os dias com as passagens bíblicas que tratam sobre o julgamento, mas também com as passagens que falam sobre enlevo. Incentivamos você a fazer o mesmo, em vez de abaixar suas antenas espirituais por causa da contínua negatividade.

Criamos a seção "Artigos Pastorais" para oferecer aos leitores o tipo de sermões que deveriam esperar ouvir do púlpito de uma igreja. O mundo não precisa de outro ministério que diga aos seus leitores e ouvintes os quão inerentemente bons eles são, ou como Deus é amor; o mundo já tem muitos desses ministérios. Além disso, não somos um ministério devocional. Somos um ministério que adverte as pessoas a sair dos trilhos antes que o trem da Nova Ordem Mundial as atropele.

A descrição do nosso trabalho encontra-se em 2 Timóteo 4:1-4:

"Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério."

O que o mundo precisa é de um ministério cristão que não perca tempo com banalidades, que veja o vindouro reino do Anticristo em toda sua feiúra e que advirta as pessoas a saírem dele antes que sejam destruídas. Se você acha que somos negativistas demais, nós o incentivamos a considerar que vivemos no período mais negativo da história do mundo, um tempo em que a vasta maioria das pessoas está sendo enganada, tanto espiritual quanto politicamente, sem que perceba o que está acontecendo.

Se este tipo de trabalho como o da The Cutting Edge/A Espada do Espírito não existir, então a seguinte advertência de Paulo torna-se realidade:

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas." [2 Timóteo 4:3-4].

Assim, quando advertimos sobre Billy Graham e sobre o Dr. James Dobson, é com grande amor por você e com grande preocupação pelos erros que eles estão patrocinando, que divulgamos a apostasia deles. Como você recebe essas informações é algo entre você e Jesus Cristo. Nosso dever é soar o alarme, como o atalaia fiel que está posicionado na muralha. [veja Ezequiel 3:16-21; 33:1-9]

Fique do nosso lado durante estes tempos trabalhosos. Precisamos de suas orações e do seu apoio.

Deus nos equipou de uma forma singular para compreendermos as "intrigas" do Reino do Anticristo. Oferecemos uma perspectiva realmente única. Podemos detectar o engano em questões não perceptíveis para aqueles que não conhecem a feitiçaria. Fique conosco, ajudando a soar a advertência que a espada está se aproximando.

Verdadeiramente, o fim dos tempos está sobre este mundo.

Fonte: Clique no Título

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"Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber." (Atos 20 : 35)