DESTINO FINAL

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1 de dez. de 2010

O Escândalo do Pecado

por: aJohn MacArthur, Jr.


O pecado domina o coração humano, e se fosse pela sua vontade, condenaria cada alma. Se não compreendermos nossa própria perversidade ou não enxergarmos nosso pecado como Deus o vê, não poderemos entendê-lo ou fazer uso do remédio contra ele. Aqueles que tentam justificá-lo, negligenciam a justificação de Deus. Até compreendermos quão totalmente repugnante nosso pecado é, nunca poderemos conhecer a Deus.

O pecado é abominável a Deus. Ele o odeia (cf. Dt 12.31). “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar…” (Hc 1.13). O pecado é contrário à sua própria natureza (Is 6.3; 1 Jo 1.5). A pena máxima – a morte – é exigida para cada infração contra a lei de Deus (Ez 18.4,20; Rm 6.23). Até a menor transgressão é digna da mesma pena severa: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2.10).

O pecado suja a alma. Ele rebaixa a dignidade da pessoa. Obscurece o entendimento. Torna-nos piores que animais, pois os animais não podem pecar. Polui, corrompe, suja. Todo pecado é vulgar, repulsivo e revoltante aos olhos de Deus. A Bíblia o chama de imundícia (Pv 30.12; Ez 24.13; Tg 1.21). O pecado é comparado ao vômito, e os pecadores são os cães que voltam ao seu próprio vômito (Pv 26.11; 2 Pe 2.22). O pecado é chamado de lamaçal, e os pecadores são os porcos que rolam nele (Sl 69.2; 2 Pe 2.22). O pecado é semelhante ao cadáver em putrefação, e os pecadores são os túmulos que contêm o malcheiro e a sujeira (Mt 23.27). O pecado transformou a humanidade em uma raça poluída e imunda.

As terríveis conseqüências do pecado incluem o inferno, sobre o qual Jesus disse: “E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo no inferno” (Mt 5.30). As Escrituras descrevem o inferno como um lugar terrível e medonho onde pecadores são “ atormentados com fogo e enxofre… ” e “A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome” (Ap 14.10,11). Essas verdades se tornam mais alarmantes ainda quando percebemos que são parte da Palavra inspirada de um Deus de infinita misericórdia e graça.

Deus quer que entendamos a excessiva pecaminosidade do pecado (Rm 7.13). Não ousemos encará-lo com leviandade ou rejeitar nossa própria culpa frivolamente. Quando encaramos o pecado como ele é, é nosso dever odiá-lo. As Escrituras vão até mais fundo que isso: “Ali, vos lembrareis dos vossos caminhos e de todos os vossos feitos com que vos contaminastes e tereis nojo de vós mesmos , por todas as vossas iniqüidades que tendes cometido” (Ez 20.43, ênfase acrescentada). Em outras palavras, quando verdadeiramente vemos o que o pecado é, longe de obter auto-estima, nós nos desprezaremos.


A natureza da depravação humana

O pecado penetra no mais íntimo do nosso ser. Como vimos no capítulo anterior; o pecado está no âmago da alma humana. “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem” (Mt 15.19,20). “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6.45).

No entanto, o pecado não é uma fraqueza ou um vício pelo qual não somos responsáveis. É um antagonismo ativo e intencional contra Deus. Os pecadores livre e prazerosamente optam pelo pecado. Está na natureza humana amar o pecado e odiar a Deus. “O pendor da carne é inimizade contra Deus” (Rm 8.7).

Em outras palavras, o pecado é rebeldia contra Deus. Os pecadores raciocinam no próprio coração: “Com a língua prevaleceremos, os lábios são nossos; quem é o Senhor sobre nós?” (Sl 12.4, ênfase acrescentada). Isaías 57.4 caracteriza os pecadores como crianças rebeldes que abrem sua enorme boca e mostram a língua para Deus. O pecado destronaria Deus, o destruiria e colocaria o ego no seu lugar de direito. Todo pecado é, em último caso, um ato de orgulho, que diz: “Dê o lugar, Deus, eu estou no comando”. Por isso é que todo pecado, no seu âmago, é uma blasfêmia.

Para começar, amamos nosso pecado; temos prazer nele, buscamos oportunidades para praticá-lo. No entanto, por sabermos instintivamente que somos culpados diante de Deus, inevitavelmente tentamos camuflar ou negar nossa própria pecaminosidade. Há muitas maneiras de fazer isso, como observamos nos capítulos anteriores. Elas podem ser resumidas, grosso modo, a três categorias: encobri-lo, justificar-nos e ignorá-lo.

Primeiro, tentamos encobrir o pecado : Adão e Eva fizeram isso no Jardim, depois de ter pecado: “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si” (Gn 3.7) – então se esconderam da presença do Senhor (v.8). O rei Davi tentou em vão encobrir sua culpa quando pecou contra Urias. Ele tinha adulterado com a esposa de Urias, Bate-Seba. Quando ela ficou grávida, primeiro Davi tramou um plano tentando fazer parecer que Urias era o pai da criança (2 Sm 11.5-13). Quando o plano não funcionou, ele conspirou para que Urias fosse morto (vs.14-17). Isso somente agravou o seu pecado. Durante todos os meses da gravidez de Bate-Seba, Davi continuou encobrindo o seu pecado (2 Sm 11.27). Mais tarde, quando Davi foi confrontado com seu pecado, ele se arrependeu e confessou: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio” (Sl 32.3,4).

Segundo, tentamos nos justificar : O pecado é sempre culpa de alguém. Adão culpou Eva, e a descreveu como “a mulher que me deste” (Gn 3.12; ênfase acrescentada). Isso mostra que ele também culpava a Deus. Ele não sabia o que era uma mulher até acordar casado com uma! Deus, raciocinou ele, era o responsável pela mulher que o vitimizou. Da mesma maneira, nós nos desculpamos pelos nossos erros porque pensamos que a culpa é de outra pessoa. Ou argumentamos ter um bom motivo. Convencemos a nós mesmos que é correto retribuir o mal com o mal. (cf. Pv 24.29; 1 Ts 5.15; 1 Pe 3.9). Ou então pensamos que se os motivos finais são bons, o mal pode ser justificado – raciocínio errado de que os fins justificam os meios (Rm 3.8). Chamamos o pecado de desequilíbrio, rotulamos a nós mesmos de vítimas ou negamos que os nossos atos sejam pecaminosos. A mente humana é de uma criatividade sem-fim quando se trata de encontrar mecanismos para justificar o mal.

Terceiro, ignoramos nosso próprio pecado : Sempre pecamos por ignorância ou presunção. Por isso Davi orou: “Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão” (Sl 19.12,13). Jesus nos advertiu sobre a loucura de tolerar uma trave nos nossos olhos e nos preocuparmos com um argueiro no olho do outro (Mt 7.3). Pelo fato de o pecado ser tão difuso, nós naturalmente tendemos a nos tornar insensíveis ao nosso próprio pecado, do mesmo modo que o gambá não é incomodado pelo seu próprio mau cheiro. Até mesmo uma consciência supersensível pode não saber todas as coisas (cf. 1 Co 4.4).

O pecado não se expressa necessariamente por atos. Atitudes pecaminosas, disposições pecaminosas, desejos pecaminosos e um estado pecaminoso de coração são tão repreensíveis quanto as ações que ele produz. Jesus disse que a ira é tão pecaminosa quanto o homicídio, e a concupiscência tanto quanto o adultério (Mt 5.21-28).

O pecado é de tal maneira enganoso que torna o pecador insensível contra sua própria perversidade (Hb 13.3). É natural desejarmos minimizar nosso pecado, como se ele não fosse de fato uma grande coisa. Afinal de contas, dizemos a nós mesmos, Deus é misericordioso, não é? Ele compreende nosso pecado e não pode ser tão duro conosco, não é mesmo? Mas raciocinar dessa maneira é deixar-se ludibriar pela astúcia do pecado.

O pecado, de acordo com as Escrituras, é “a transgressão da lei” (1 Jo 3.4). Em outras palavras, “aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei”. Pecado, portanto, é qualquer falta de conformidade com o perfeito padrão moral de Deus. A exigência central da lei de Deus é que o amemos: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento” (Lc 10.27). Sendo assim, a falta de amor a Deus é a epítome de todo pecado.

Mas “o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar” (Rm 8.7). Nossa aversão natural à lei é tal que mesmo sabendo o que a lei requer, ela suscita em nós uma ânsia pela desobediência. Paulo escreveu: “as paixões pecaminosas postas em realce pela lei… eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás” (Rm 7.5-7). A inclinação do pecador pelo pecado é tal que este o controla. Ele é escravo do pecado, porém o busca com uma fome insaciável e com toda paixão do seu coração.



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(Extraído de John MacArthur, Jr. Sociedade sem Pecado. 1ª Edição. Editora Cultura Cristã, 2002 . São Paulo, SP. páginas 100-104)


A paz do Senhor!

10 de out. de 2010

Conferindo o Futuro - (de acordo com as profecias Bíblicas)

Os futuristas estão divididos: o discurso do Monte das Oliveiras (o Sermão Profético de Jesus – N.R.) já foi parcialmente cumprido? A discordância polariza-se neste ponto: Mateus 24.4-14 descreve características gerais do período da Igreja ou tão somente dos sete anos da Tribulação vindoura?

Esses versículos falam de “guerras e rumores de guerras” (v. 6); “fomes e terremotos” (v. 7); tribulação, martírio, traição, ódio, falsos profetas e corrupção (vv. 9-12).

Apesar daquilo que alguns ensinam atualmente, os versículos de 4 a 14 só podem ser escatológicos e, por vários motivos, só podem estar se referindo aos acontecimentos da primeira metade da Tribulação.

As Condições

As condições descritas precisam ser entendidas como julgamentos divinos e não como desastres “naturais”, seguindo o padrão de revelação estabelecido no Velho Testamento. Jesus disse que “...tudo isto é o princípio das dores [literalmente, “dores de parto”] (v. 8). No Velho Testamento a palavra hebraica para “dores de parto” é usada pelos profetas para simbolizar as terríveis calamidades associadas ao Dia do Senhor (Is 21.3; Is 26.17-18; Is 66.7; Jr 4.31; Mq 4.10), particularmente ao “tempo da angústia de Jacó” (Jr 30.6-7), ao qual Jesus faz referência em Mateus 24.21, quando descreve a Grande Tribulação.

Muitos judeus, nos dias do Segundo Templo, esperavam um tempo de sofrimentos imediatamente antes do fim. A seita judaica de Qumran (os essênios – N.R.) atribuía a essa angústia “dores, como de parto”.

Igualmente, o judaísmo rabínico cita as “dores de parto (em hebraico, chavalim) [relacionadas à vinda] do Messias” como uma série de convulsões globais que anteciparão a Era Messiânica. No Talmude, a lista dessas condições desastrosas (espirituais, morais, políticas, sociais e ecológicas – que caracterizam “a geração em que virá o Filho de Davi”, Sanhedrin 97a) em muito se assemelha à lista de Mateus 24.4-14.

Como o Novo Testamento indica que a Igreja não enfrentará o juízo preparado por Deus para o Dia do Senhor (1 Ts 5.9; Ap 3.10), os versículos de Mateus não podem estar descrevendo acontecimentos da Era da Igreja.

A Seqüência

Em segundo lugar, Jesus declarou que esses acontecimentos não seriam “o final” do juízo, mas apenas “o princípio” (v. 8). As dores iniciais serão seguidas de dores mais intensas, no clímax do parto. Como a Tribulação não virá imediatamente após o Arrebatamento da Igreja, pois seu início está previsto para o começo da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27), os versículos de Mateus não podem estar descrevendo acontecimentos da Era da Igreja.

Correlação – Quadro 1
Existe um paralelismo entre certos versículos de Mateus 24 e Lucas 21 com versículos no Apocalipse, conforme mostra este quadro.
Condição Evangelhos Apocalipse 6
Falsos messias/profetas Mt 24.5,11 v. 2
Guerras Mt 24.6-7 vv. 2-4
Discórdia internacional Mt 24.7 vv. 3-4
Fomes Mt 24.7 vv. 5-8
Epidemias/Pestilência Lc 21.11 v.8
Perseguição/martírio Mt 24.9 vv. 9-11
Terremotos Mt 24.7 v. 12
Fenômenos cósmicos Lc 21.11 vv. 12-14
Adaptado de “Chronology and Sequential Structure of John’s Revelation” em When the Trumpet Sounds (Thomas Ice e Timothy J. Demy).

O maior argumento de que esses versículos se referem ao contexto da Tribulação surge na comparação dos mesmos (vv. 4-14) com os cinco primeiros selos de juízo em Apocalipse 6 (confira o Quadro 1).

Essas condições paralelas demonstram que, assim como os selos de Apocalipse 6 são seguidos pelo juízo mais intenso das trombetas e das taças, o “princípio das dores” descrito em Mateus 24.4-14 vem seguido das “dores de parto finais”, mais intensas, descritas em Mateus 24.15-26, que culminarão na vinda do Messias (vv. 27-31).

Além disso, o próprio Senhor Jesus fez referência à profecia da 70ª Semana de Daniel: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes” (Mt 24.15-16).

Mateus 24.4-14 descreve guerras entre diferentes nações e reinos, não apenas entre uma única nação (Roma) e Israel, como aconteceu na Primeira Revolta do povo judeu contra Roma (66-74 d.C.).

Tanto Mateus quanto Marcos (Mc 13.14) apontam o texto de Daniel para esclarecimento da profecia feita no Monte das Oliveiras. Conclui-se que Jesus usa a profecia da 70ª Semana de Daniel como patamar para os eventos cronológicos apresentados em resposta às perguntas dos discípulos. Isso também acontece na seção de juízos do livro do Apocalipse (capítulos 4-19), onde Jesus, o Autor da visão recebida pelo apóstolo João (Ap 1.1), concede-a com divisões estruturalmente semelhantes à 70ª Semana de Daniel.

Colocando os textos lado a lado (veja o Quadro 2), descobrimos que o “princípio das dores” de Mateus 24.4-14 se ajusta ao juízo dos selos de Apocalipse 4-6, aonde ambos (1) focalizam eventos terrenos; (2) cabem na primeira metade da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27a); e (3) culminam na profanação do Templo (o “abominável da desolação”) tanto em Mateus 24.15 quanto em Marcos 13.14, o ponto central da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27b).

Em seguida, os eventos intensificam-se e conduzem às dores de parto finais de Mateus 24.16-26, que (1) identificam-se com Apocalipse 7-19, (2) enfocam a dimensão celestial, e (3) culminam no surgimento do “sinal” celestial, que anuncia a vinda do Messias para julgar o mundo (Mt 24.27-31; Ap 19). Esses acontecimentos cabem na segunda metade da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27b), que termina na destruição do desolador do Templo (“o príncipe, que há de vir”, o Anticristo, Dn 9.26).

Se os versículos de Mateus 24.4-14 predizem sinais da futura Tribulação e tratam principalmente do povo judeu nesse período, seu cumprimento não pode estar no passado, especificamente, na queda de Jerusalém em 70 d.C. Ao comparar os eventos descritos nos versículos torna-se evidente que eles não se identificam com fatos históricos do primeiro século.

A passagem descreve guerras entre diferentes nações e reinos, não apenas entre uma única nação (Roma) e Israel, como aconteceu na Primeira Revolta do povo judeu contra Roma (66-74 d.C.).

As Escrituras também dizem que muitos se levantarão dizendo ser o Cristo (Messias). Mas não existe evidência histórica de alguém que se declarasse messias no primeiro século, até Simão Bar-Kokhba (135 d.C.), um único indivíduo.

Esses sinais também não devem ser usados pela Igreja “como sinais dos tempos”, apontando a aproximação da volta do Senhor. Muitos cristãos têm usado o aparente aumento de terremotos, apostasia na Igreja, e o declínio moral generalizado da sociedade como indicadores de estarmos rapidamente nos aproximando do Arrebatamento e dos últimos dias. Contudo, o Arrebatamento não será precedido por sinais; e como as dores de parto somente começarão quando Israel entrar no “tempo da angústia de Jacó” (e não sabemos quanto tempo isso levará depois do Arrebatamento), devemos usar de cautela ao tentar prever a aproximação de eventos escatológicos, baseando-nos na presença dessas condições na era presente.

Na Era da Igreja, essas condições gerais (apresentadas em 1 Tm 4.1-3; 2 Tm 3.1-9; 1 Jo 2.18; 1 Jo 4.1-3) servem de alerta quanto a estarmos “nos últimos dias”. Mas durante a Tribulação, as condições dos versículos 4-14 serão sinais específicos dos tempos finais, e os judeus convertidos poderão localizar-se dentro da 70ª Semana e perseverar até o final da Tribulação: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” – literalmente liberto do cárcere, quando da vinda do Messias (v. 13).

Correlação – Quadro 2
Há correlação entre o discurso do Monte das Oliveiras e a seção de juízos do livro do Apocalipse (capítulos 4-19) com as divisões estruturais da 70ª Semana de Daniel no Antigo Testamento. Lembre que essa “semana” profética representa sete anos.
Primeira Metade da Semana
Dn 9.27a Início, dores de parto
(foco terreno)
Ap 4-6 Juízo dos selos
Mt 24.4-14; Mc 13.4-13; Lc 21.8-19 Sinais preliminares
Segunda Metade da Semana
Dn 9.27b Eventos principais
Ap 7-13 Juízos das trombetas
Mt 24.15; Mc 13.14-23; Lc 21.20-24 O abominável da desolação
Conclusão da Semana
Dn 9.27b Dores de parto finais
(foco celestial)
Ap 14-19 Juízos das taças
Mt 24.29-31; Mc 13.24-27; Lc 21.25-28 A parousia (“presença física”) e o encerramento dos tempos finais
Adaptado de The Desecration and Restoration of the Temple as an Eschatological Motif in the Tanach, Jewish Apocaliptic Literature and the New Testament (Randall Price).

Serão esses sinais – especialmente o acontecimento descrito no versículo 15, “o abominável da desolação” – que permitirão aos santos da Tribulação perseverarem física e espiritualmente enquanto esperam a libertação prometida para o final da 70ª Semana de Daniel. (Randall Price - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)

Randall Price é escritor e arqueólogo. Ele é presidente de World of the Bible Ministries.

Notas:

  • Veja John F. Walvoord, Matthew: Thy Kingdom Come (Chicago: Moody Press, 1974).
  • Para estudo adicional veja Randall Price, “Old Testament Tribulation Terms”, em When the Trumpet Sounds, ed. Thomas Ice e Timothy J. Demy (Eugene, OR: Harvest House, 1995).
  • David H. Stern, Jewish New Testament Commentary (Clarksville, MD: Jewish New Testament Publications, Inc., 1996).
  • Thomas Ice, “The Olivet Discourse”, em The End Times Controversy, ed. Tim LaHaye e Thomas Ice (Eugene, OR: Harvest House, 2003).
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2006.

26 de mai. de 2010

As Obras da carne e o Fruto do Espírito - William Barclay

AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO - William Barclay


"Um excelente livro que recomendo aos irmaos para um bom entendimento do significado "carne e espírito", uma boa compreensão é sempre bem vinda para uma sucedida caminhada crista. - "Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis." (Gálatas 5 : 17). Boa leitura". Frau Luther

20 de abr. de 2010

Estude a Bíblia online!

Um excelente Curso Bíblico que estou fazendo e Deus me tocou grandemente para recomendar aos irmaos que querem cada vez mais crescer na graca e no conhecimento do nosso Deus através de bons estudos Bíblicos fundamentados na verdade do nosso Senhor Jesus Cristo. Dany Luther


Link: Curso Bíblico BBN

Tenho de confessar que fico surpreso com o número de estudantes que temos no BBNBI atualmente. 6.157 estudantes de 34 países, depois de apenas 14 meses e meio de existência do Instituto Bíblico! Confesso, pois é a minha falta de fé que me deixa surpreso. Mas eu não deveria ficar impressionado, pois Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós. Deus seja louvado! Às vezes me pergunto: Será que Deus está, mais do que nunca antes, conclamando os seus servos de todos os lugares para a sua seara, porque a volta de Cristo está muito próxima?

Em Cristo
Paulo Rathlef

Instituto Bíblico da BBN

7 de mar. de 2010

As Escrituras - C. H. Mackintosh

No reino de Ezequias houve um marcante retorno à autoridade dos escritos sagrados. Cedo eles vieram a descobrir que não haviam guardado a páscoa, "porque muitos a não tinham celebrado como estava escrito" (2 Cr 30.5). Vemos, portanto, que os homens de Judá receberam de Deus um só coração para cumprir o mandamento do rei, e dos príncipes, pela Palavra do Senhor (2 Cr 30.12).

Além disso, Ezequias estabeleceu holocaustos da manhã e da tarde, e holocaustos dos sábados e das luas novas e das solenidades, como está escrito na Lei de Moisés (2 Cr 31.3).Nos dias de Josias, rei de Judá, o maravilhoso reavivamento teve origem em um reconhecimento prático da divina autoridade das Escrituras. Elas foram trazidas por Hilquias, o sacerdote, que encontrou na casa do Senhor "o livro da Lei do Senhor, dada pela mão de Moisés (2 Cr 34.14). "E Hilquias respondeu, e disse a Safã, o escrivão: Achei o livro da Lei na casa do Senhor... E Safã leu nele perante o rei. Sucedeu pois que, ouvindo o rei as palavras da Lei, rasgou os seus vestidos" (2 Cr 34.15,18,19).

A razão disso foi que ele compreendeu, por meio daqueles escritos, que se encontravam, com justiça, expostos à ira divina e às maldições descritas no livro, por causa dos seus pecados, por desprezarem o Senhor Deus, e por haverem queimado incenso a outros deuses (2 Cr 34.21,24). Então eles se submeteram à autoridade dos escritos sagrados, e celebraram a páscoa em conformidade com a ordenança "como está escrito no livro de Moisés" (2 Cr 35.12), o que foi acompanhado de abundantes bênçãos dadas por Deus.

Eles foram tão exercitados pela autoridade das Escrituras acerca disso, que lemos que o mandamento do rei foi: "imolai a páscoa: e santificai-vos, e preparai-a para vossos irmãos, fazendo conforme a Palavra do Senhor, dada pela mão de Moisés" (2 Cr 35.6). Nos é dito ainda que o mal "e todas as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, os extirpou Josias, para confirmar as palavras da Lei, que estavam escritas no livro que o sacerdote Hilquias achara na casa do Senhor. E antes dele não houve rei semelhante, que se convertesse ao Senhor com todo o seu coração, e com toda a sua alma, e com todas as suas forças, conforme toda a Lei de Moisés: e depois dele nunca se levantou outro tal" (2 Rs 23.24,25).

O retorno dos judeus do cativeiro na Babilônia foi também marcado de forma extraordinária por seu reconhecimento da autoridade da Lei escrita do Senhor. Sabemos que Esdras era "escriba hábil na Lei de Moisés, dada pelo Senhor Deus de Israel" (Ed 7.6). Tal foi o seu reconhecimento da autenticidade divina dos escritos sagrados que nos é dito que "Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do Senhor e para a cumprir e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus direitos" (Ed 7.10).

Lemos também que quando eles foram reunidos como um só homem em Jerusalém, "edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na Lei de Moisés, o homem de Deus... E celebraram a festa dos tabernáculos como está escrito" (Ed 3.2,4). E então, quando o templo estava terminado, eles consagraram a casa de Deus com gozo; ofereceram um sacrifício pelo pecado, de acordo com as doze tribos de Israel. "E puseram os sacerdotes nas suas turmas e os levitas nas suas divisões, para o ministério de Deus, que está em Jerusalém; conforme ao escrito do livro de Moisés" (Ed 6.15-18).

Quando Neemias era o copeiro do rei, lemos que ele jejuou, chorou e orou a Deus, e reconheceu a Palavra que Ele havia dado por Seu servo Moisés, a qual é encontrada em Levítico e Deuteronômio (Ne 1.8,9). Quando o muro estava completo, o povo se reuniu na rua como um só homem, e pediram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés que o Senhor dera a Israel. Assim ele fez, e leu-o, e todo o povo estava atento ao livro da Lei. E Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, e outros fizeram com que o povo compreendesse a Lei. Assim eles leram o livro da Lei de Deus distintamente, mostrando o significado, e os levaram a compreender a leitura.

Eles acharam escrito na Lei, que o Senhor havia dado por Moisés, que os filhos de Israel deveriam habitar em cabanas; "porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria. E de dia em dia ele lia no livro da Lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro" (Ne 8.1-18). Mais adiante nos é mostrado que depois disso "leu-se no livro de Moisés, aos ouvidos do povo; e achou-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus. Sucedeu pois que, ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel, toda a mistura" (Ne 13.1,3).

É muito interessante observar aqui que os fiéis que retornaram do cativeiro voltaram-se à autoridade divina, àquilo que Deus havia ordenado desde o princípio. Eles não se basearam em nenhum período ou reavivamento em particular, mas permaneceram naquilo que tinha sido escrito, separados de todas as tradições dos homens. Acaso não é este, sempre, o caminho daquele que é fiel em tempos maus?

Charles Henry Mackintosh (1820-1896)

24 de fev. de 2010

Babilonia - J. G. Bellett

A Babilônia mística de Apocalipse pode ser apresentada ostentando um Cristo crucificado e, ainda assim, ser Babilônia. Pois o que vem a ser ela, do modo como é esboçada pelo Espírito? Trata-se de algo mundano em seu caráter, na mesma medida em que é abominável e idólatra em doutrina e prática. Apocalipse 18 nos dá uma visão de Babilônia em seu mundanismo, porém no capítulo 17 ela é vista em sua idolatria.

A Babilônia da antiguidade, na terra da Caldeia, era repleta de ídolos e culpada do sangue ou do padecimento dos justos. Porém ela tinha também esta marca: demonstrava grandeza neste mundo, numa época de depressão para Jerusalém. O mesmo sucede com a Babilônia mística. Ela tem em seu seio suas abominações, e o sangue dos mártires de Jesus a mancha. Mas muito mais que isto, ela é revelada como grande, esplêndida e alegre neste mundo em uma época de rejeição a Cristo. Ela é importante neste mundo em um período em que o juízo de Deus está sendo preparado para cair sobre ele. Ela consegue glorificar-se a si própria e viver em luxúria em um lugar corrompido. Isto não quer dizer que ela ignore abertamente a cruz de Cristo. Ela não é pagã. Ela pode anunciar o Cristo crucificado, mas se recusa a conhecer o Cristo rejeitado. Ela não O acompanha em Suas provações. Os reis e mercadores da terra são seus amigos, e os habitantes da terra lhe estão sujeitos.

Acaso não é a rejeição de Cristo aquilo de que ela escarnece? Certamente que sim. O pensamento do Espírito acerca dela é: ela é exaltada no mundo enquanto o testemunho de Deus é rejeitado, e ela se coloca em posição de desafio, pois está ciente do que está fazendo.

A Babilônia da antiguidade conhecia bem a desolação de Jerusalém. A cristandade conhece exteriormente a cruz de Jesus e a anuncia. A Babilônia da antiguidade era muito insolente em seu desafio à dor de Sião. Ela fez com que os cativos de Sião contribuíssem para sua grandeza e deleites. Nabucodonosor procedeu assim com os jovens cativos, e Belsazar fez o mesmo com os vasos capturados.

Assim era Babilônia, e a cristandade encontra-se no mesmo espírito. A cristandade é aquilo que glorifica a si própria e vive confortavelmente neste mundo, negociando em tudo aquilo que é desejável, valioso e estimado neste mundo, fazendo-o bem diante da dor e rejeição daquilo que é de Deus. A cristandade se esquece, na prática, que Cristo foi rejeitado neste mundo.

O poder Medo-Persa é outra criatura. Ele remove a Babilônia mas exalta a si próprio (Daniel 6). É esta a ação da "besta" e de seus dez reis. A mulher, a Babilônia mística, é removida pelos dez reis, mas estes entregam, então, o seu poder à besta que se exalta (como fez Dario, o Medo) acima de tudo o que é chamado Deus ou que é adorado. É esse o desfecho, o ponto culminante na cena da apostasia mundial, mas ainda não chegamos lá. Nosso conflito é com a Babilônia e não com os Medos; é com aquilo que vive em luxúria e honra durante a era de ruína de Jerusalém, isto é, da rejeição de Cristo. - John Gifford Bellet (1795–1864)

22 de jan. de 2010

LEIA A BÍBLIA - 7 CONSELHOS SIMPLES E ESSENCIAIS AO CRISTAO!

1. LEIA A BÍBLIA COM UM DESEJO SINCERO DE ENTENDÊ-LA. Não se contente apenas com a leitura das palavras das Escrituras. Procure assimilar a mensagem que elas contêm.

2. LEIA AS ESCRITURAS COM HUMILDADE E FÉ SIMPLES, SEMELHANTE A UMA CRIANÇA. Creia naquilo que Deus revela. A razão tem de se prostrar à revelação de Deus.

3. LEIA A PALAVRA DE DEUS COM UM ESPÍRITO DE OBEDIÊNCIA E AUTOAPLICAÇÃO. Aplique a si mesmo aquilo que Deus fala nas Escrituras e obedeça-Lhe em todas as coisas.

4. LEIA AS ESCRITURAS TODOS OS DIAS. Rapidamente perdemos a energia e o fortalecimento que recebemos do pão de cada dia. Temos de alimentar nossa alma diariamente do maná que Deus nos tem dado.

5. LEIA TODA A BÍBLIA DE MANEIRA ORDENADA. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil.” Não conheço qualquer outra maneira melhor de lermos a Bíblia do que começarmos em Gênesis e lermos até Apocalipse, uma porção a cada dia, comparando Escritura com Escritura.

6. LEIA A PALAVRA DE DEUS COM SINCERIDADE E HONESTIDADE. Como regra geral, qualquer passagem da Escritura significa o que ela parece significar. Interprete cada passagem desta maneira simples, em seu contexto.

7. LEIA A BÍBLIA SEMPRE TENDO EM VISTA A PESSOA DE CRISTO. Toda a Bíblia fala a respeito dEle. Olhe para Cristo em todas as páginas da Bíblia. Ele se encontra ali. Se você deixar de vê-Lo em uma das páginas da Bíblia, precisará ler novamente aquela página.

O Senhor abencoe os irmaos!

12 de jan. de 2010

Como ser feliz! Conselhos práticos aos irmaos em Cristo!

Querido cristão, jovem ou velho, conserve um relacionamento íntimo com Deus. Quando você descobrir que falhou e pecou, não faça pouco caso disso. Trata-se de algo sério, pois interrompe a sua comunhão, e nada poderá disfarçar essa perda. Portanto, reconheça LOGO e confesse a seu Pai, e receba o Seu perdão (1 João 1.9).

Se foi um caso de falhar para com outros, então não hesite em confessar isto a eles, não importa quão humilhante possa ser. Isto manterá a sua consciência límpida e exercitada, além de promover a comunhão e aumentar o seu gozo. O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia." (Provérbios 28.13.)

Leia a Palavra de Deus. Uma grande razão para o fracasso de muitos que pertencem ao povo querido do Senhor está em não lerem suas Bíblias. Eles parecem não ter apetite para isto. Um capítulo, de manhã e à noite, parece ser tudo o que eles acham necessário. Se eles tratassem seus corpos com uma dieta tão limitada, cedo entrariam em colapso. É excelente cultivar um apetite pela Palavra. Leia bastante, e intercale sua leitura com muita oração em busca de esclarecimento e auxílio, e para que a graça a transforme em bem em sua alma. (Salmo 1.2,3.)

Carregue constantemente com você uma edição ou porção de bolso das Escrituras. Não se envergonhe de ser visto lendo-a. Deixe que ela seja o seu conselheiro. Ali está a sabedoria; ali há luz; tudo o que você precisa está ali. É a voz de Deus, a qual o Espírito Santo faz com que seja ouvida no silêncio do mais íntimo de sua alma, para guiá-lo e aconselhá-lo. É também a COMIDA da nova vida, portanto, "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo" (1 Pedro 2.2); do contrário você acabará se tornando um anão espiritual. (Salmo 119.11.)

Que você possa ler, grifar, assimilar e digerir sua Bíblia, com muito fervor e oração. Não fique desencorajado se não parecer estar aprendendo muito a cada vez. Você adquirirá o suficiente para a SUA NECESSIDADE, e descobrirá sempre que tem o suficiente para dar a outros se tiver um coração pronto a fazê-lo. "A alma generosa engordará, e o que regar também será regado." (Provérbios 11.24.) Portanto, quanto mais você der, mais receberá para dar, e maior será o seu gozo em dar.

Ore muito. Todos os homens de Deus são homens de muita oração. Eles vivem no espírito de oração e, sempre que acham uma oportunidade, têm prazer em se afastar, sem que os outros percebam, para falarem com Deus. A oração é a expressão da dependência do cristão para com Deus. Trata-se da fraqueza humana se apegando à força do Todo-Poderoso, ligando-se a Ele com expressivo e terno amor. Apóie-se nEle totalmente.

Trate Deus como seu Pai. Exercite para com Ele uma confiança sem restrições. Nunca pense que algo possa ser muito trivial ou sem valor para Ele Se ocupar. "Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós." (1 Pedro 5.7.) Benditas palavras! "TODA A VOSSA ANSIEDADE - ELE TEM CUIDADO - DE VÓS."

Não negligencie sua oração a sós. No momento em que você começa a negligenciar isto, esteja certo de que há algo errado. Pare imediatamente e examine-se, procurando se assegurar de ter o impedimento removido, caso contrário o resultado será uma queda. Não viva para ser visto pelos outros, mas para ser visto por Deus.

Procure as respostas à oração, e volte para dar graças. Não se esqueça de ser agradecido. Faça com que estas coisas tornem-se um hábito constante em sua alma e sua felicidade estará assegurada. (Filipenses 4.6,7.)

"Ora àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo, nosso Senhor, seja glória e majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, agora, e para todo o sempre. Amém." (Judas 24,25.)


Gospel Truth Publications

23 de out. de 2009

Memorial to the Murdered Jews of Europe in Berlin/ Monumento em Memória dos Judeus Mortos na Europa em Berlim.

"E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todo o povo da terra." (Zacarias 12 : 3)

Ontem 22.10.2009 estive em Berlim. Sempre que vou à Berlim vou aos lugares famosos, tiro algumas fotos, tenho inúmeras fotos do "Portao de Brandenburg", do "Potsdamer Platz", "Checkpoint Charlie", dos pedacos do muro de Berlim que ainda restam, enfim...faco por hobby pois adoro tirar fotos por onde vou. Mas nao pensem que Berlim é tao impressionante, tudo lá lembra morte, pois os monumentos passam idéias funebres. Acho aquela cidade depressiva e feia e nao sei porque sempre que vou para lá me sinto "down" depois, acredito que seja por ter sido palco de muito derramamento de sangue!

Mas desta vez fui para lá e aproveitei para registrar algo especial. Como a Vinda do Nosso Senhor Jesus está próxima e os indoutos insistem em dizer bobagens acerca da profecias Bíblicas negando-as piamente, mas em contrapartida, constroem monumentos que acabam sempre confirmando a veracidade das profecias Bíblicas e isso através de "seus próprios feitos" sem que eles saibam .

Existe um monumento em Berlim, inaugurado em Maio de 2005 localizado no bloco sul do "Portao de Brandenburg" em memória dos Judeus mortos no Holocausto, que se chama em alemao "Holocaust-Mahnmal" ou "Denkmal für die ermordeten Juden Europas" . Um conselho: Se você leitor sentiu a vontade de procurar pela verdade e quiser ter certeza que essa história de Profecia Bíblica é verdade te convido à estudar a história dos judeus juntamente com as profecias Bíblicas, e você se surpreenderá!

Bom continuando....estive por lá e novamente tirando algumas fotos, claro sem a minha pessoa "feia" presente nas fotos, apenas para lhes mostrar que realmente como a Bíblia diz "os judeus sao uma pedra pesada para o mundo" e isso encontra se escrito também "na tábua do coracao" dos ímpios, dos incrédulos que sao contra o Deus de Israel e de Nosso Senhor Jesus Cristo, Seu filho, pois nao há como negar! Os ímpios intuitivamente sabem que Israel é "uma pedra de tropeco e pesada, um verdadeiro cálice de tontear para os governantes dessa terra", a prova concreta do Deus vivo, criador de todas as coisas e pai do nosso Senhor Jesus Cristo. Veja que esse pensamento dos seus coracoes é transmitido claramente através do monumento construído em honra aos judeus do Holocausto em Berlim, exatamente como a profecia do livro de Zacarias diz sobre o significado dos Judeus para o mundo.

Cada "pedra em forma de túmulo" representa um judeu do Holocausto, nao todos os judeus claro, pois para apenas honrar alguns mortos do holocausto, a construcao desse monumento já custou à Alemanha e seus financiadores o total de 25 milhoes de euros, imaginem se fosse lembrar de todos os 6 milhoes de judeus do Holocausto!

Dois detalhes importantes que observei foram: primeiro esse monumento foi um milagre. Assim como a sobrevivência dos próprios Judeus após tanto massacre através das geracoes, pois houve uma oposicao à construcao desse monumento ferrenha, quase que foi cancelado sua construcao devido as duras críticas recebidas de muitos durante a construcao; segundo o arquiteto que desenvolveu esse projeto, Peter Eisenman, disse que foi um monumento em que ele nao usou de simbolismo algum, normal dos monumentos comuns. Segundo o projeto de Eisenman, "as caixas de pedra" são projetadas para produzir uma atmosfera insegura, confusa e o monumento todo aspira representar um sistema supostamente "funcional, organizado" que ultrapassou o limite da razão humana. Um monumento feito apenas para "homenagear e lembrar" os judeus, mas no fim acabou que coincidiu com o que a Bíblia diz sobre os judeus, que eles representam uma "pedra e pesada" para o mundo!

Realmente quando Deus quer, apesar da severa oposicao "dos mortos" e repugnância pelas profecias" sai.... e saiu! Acredito piamente que esse monumento foi erguido em memória aos Judeus em Berlim, para transmitir uma verdade Bíblica sobre os Judeus e seu significado visivelmente ao mundo, mesmo sem os ímpios saberem o que a Bíblia diz sobre os Judeus e seu significado, mais uma vez mostrando aos incrédulos que os Judeus sao uma prova viva da palavra de Deus e de Sua soberania, por isso os ímpios sao indesculpáveis diante de Deus! Informacoes em inglês sobre o monumento aqui.

Na ja, eu quero aqui deixar registrado que é maravilhoso ver como nosso Deus trabalha e revela aos seus Sua grandeza, Soberania e Seu maravilhoso poder, mesmo através dos ímpios e seus feitos, que no fim contribuem sempre para a glória do nosso Deus, os ímpios passam mas a palavra de Deus permanece!

Meu amigo te deixo esse recado e te convido a aceitar o Senhor Jesus como seu Salvador e Redentor pessoal em arrependimento no dia chamado HOJE! Vocês nem sabem o quanto estamos perto do "dia do Senhor" (quem lê a Bíblia entenda!), onde os homens deixados para trás desmaiarao de terror na expectacao pelas coisas que irao acontecer! (Lucas 21 : 26)

Frau Luther

Fotos do monumento abaixo:





































16 de out. de 2009

NATUREZA OU CRIADOR PESSOAL?

"Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem... Tais homens são por isso indesculpáveis" (Rm 1.20).

Bilhões de pessoas ao redor do mundo assistiram à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1994 e ouviram preocupações sobre o meio ambiente sendo manifestadas nos discursos. Atores e atrizes em vestimentas exóticas representaram papéis de tradicionais espíritos da natureza noruegueses, de diferentes formas e tamanhos, emergindo de sob a neve. Os locutores da TV observaram displicentemente que os noruegueses não constróem sobre um terreno sem a aprovação dos espíritos da natureza que ali residem. Foi sugerido que o contato com tais entidades facilita as decisões ecológicas corretas. O espiritismo/paganismo foi apresentado de forma favorável a bilhões de telespectadores!

O paganismo misturado com falso cristianismo (a religião da antiga Roma depois que ela se tornou "cristã" sob os papas) será a nova religião mundial quando o Império Romano reviver mundialmente sob o anticristo. Na verdade, a unidade política e religiosa mundial, que de alguma forma terá que incluir 1 bilhão de muçulmanos, seria impossível sem o desaparecimento repentino e assustador de incontáveis milhões de pessoas no arrebatamento. Isso, entretanto, não elimina a importância da apostasia e do movimento ecumênico na preparação das bases para a unificação mundial do cristianismo e do paganismo.

A dupla ameaça do holocausto nuclear e do colapso ecológico também terá um papel vital na unificação do mundo para lutar pela sua própria sobrevivência. Mais de 30 Estados americanos já adotaram leis implantando o ensino de questões ambientais nas escolas.

Por trás do movimento ecológico está a teoria de que o ser humano é produto de forças evolucionárias inerentes ao Universo. Os humanistas científicos consideram que essas forças são impessoais, enquanto os pagãos clássicos ou adeptos da Nova Era vêem o mundo e o cosmo como uma entidade/divindade viva, chamada de Mãe Natureza ou Gaia. Agora, cientistas de destaque e líderes religiosos estão realizando reuniões de alto nível para buscar soluções conjuntas para a restauração e preservação do planeta Terra.

Em 1985, o primeiro encontro do "Fórum Global dos Líderes Espirituais e Parlamentares para a Sobrevivência Humana" reuniu líderes espirituais e políticos de cinco continentes e das cinco maiores religiões mundiais, para planejar a salvação ecológica e a paz mundial. Eles declararam conjuntamente: "Estamos entrando em uma era de cidadania global e de uma nova consciência, que transcendem todas as barreiras de raça e religião... garantindo o bem-estar e a paz." Devemos ficar atentos quando o ser humano pensar ter alcançado "paz e segurança" (1 Ts 5.3)!

Esse pacto levou à conferência de 5 dias do "Fórum Global" em 1988 em Oxford. Líderes religiosos e políticos de 52 países (acompanhados dessa vez por cientistas de destaque), reuniram-se para "unir todas as religiões com todas as orientações políticas". Em uma "Declaração Final" conjunta, os participantes da conferência afirmaram: "Fomos levados a nos reunir por uma preocupação conjunta pela sobrevivência global, entendendo a unidade essencial da humanidade..."

O "Fórum Global" de 1990 reuniu mais de 1.000 participantes de 83 países. Realizado em Moscou, ele foi co-patrocinado pelo primeiro Parlamento Soviético livremente eleito, por todas as entidades religiosas soviéticas, pela Academia de Ciências da URSS e pela "Fundação pela Sobrevivência e o Progresso da Humanidade". Em seu discurso no plenário, o então senador americano Al Gore (depois vice-presidente), um batista do Sul dos EUA, cujos escritos refletem sua crença na deusa-mãe Gaia, declarou que os problemas ecológicos somente poderão ser solucionados através de uma "nova espiritualidade" comum a todas as religiões (a "nova" espiritualidade ecumênica de Gore é paganismo revivido). A "Declaração de Moscou", assinada pelos participantes, pedia a instituição de "um conselho global de líderes espirituais" e a "criação de uma oração inter-religiosa... uma nova comunhão com a natureza..."

Essa crescente espiritualidade pagã, com sua adoração à criação ao invés do Criador (Rm 1.21-23), é ideal para unir a Ciência com todas as religiões não-cristãs. Por exemplo, as conferências do "Instituto Isthmus", com sede em Dallas, atraem cientistas de destaque e líderes religiosos para discutir "Ciência e espiritualidade". Normalmente realizadas no campus da Universidade do Texas, as conferências típicas incluem discussões sobre os aspectos "espirituais" da ecologia e Gaia. Sua noção de "espiritual" é claramente pagã/panteísta e não bíblica.

O pagão Carl Sagan (entrementes falecido. NR), adorador do cosmo, disse no "Fórum Global" de Moscou que a Terra deveria ser considerada "sagrada" para que houvesse um encorajamento a tratá-la com "cuidado e respeito" – não porque Deus a fez, mas porque ela (Gaia) nos fez. Sagan, que rejeitava o Deus bíblico, dizia que deveríamos "venerar o Sol e as estrelas". Esse neopanteísmo científico é chamado de ecoteologia. Outro dos seus defensores, o professor Victor Ferkiss, diz que a premissa básica é: "O Universo é Deus".

O ateu Mikhail Gorbachev continua tendo grande influência internacional. Sua "Fundação Gorbachev nos EUA", que dispõe de ricas dotações, têm seus escritórios em Presidio (antiga base militar americana), com vista para a ponte Golden Gate (San Francisco/Califórnia). Consultor envolvido no fechamento de outras bases militares dos EUA, Gorbachev é presidente da entidade de vigilância ecológica "Cruz Verde Internacional", um fruto do "Fórum Global", sediada em Haia. Ele diz que seu maior objetivo é "unir as nações... para estimular a nova consciência ecológica... devolvendo ao homem a noção de ser parte da natureza."

Exigir do homem que ele se comporte como "parte da natureza", é uma admissão de que ele não o é. As criaturas da natureza não precisam de tal exortação. Gorbachev disse que "o conflito com a natureza é fundamental para nossas tecnologias." Entretanto, é impossível que criaturas naturais tenham conflito com a natureza. Rádios, TVs, automóveis, aviões, computadores, óperas e a arte não são naturais; do mesmo modo como não o são ambulâncias, médicos, hospitais e compaixão.

Se os evolucionistas acreditam na sua teoria, eles deveriam fechar todas as instalações médicas e deixar que os fracos morressem naturalmente. O prolongamento da vida de tais pessoas através de meios médicos permite que elas passem seus defeitos para as gerações seguintes. Se a evolução (a única visão permitida nas escolas) é verdadeira, temos que parar de tentar encontrar a cura para a AIDS, parar de tratar os que têm o vírus HIV e temos que deixá-los morrer. Como a AIDS é uma moléstia principalmente de homossexuais, essa deve ser a forma da natureza eliminar aqueles que praticam o que é inegavelmente sexo não-natural. De acordo com a "sobrevivência dos mais aptos" da natureza, quanto antes morrerem os que têm deficiências, melhor para a nossa espécie!

Se a interrupção de qualquer assistência aos doentes, de modo que somente os "mais aptos sobrevivam", parece áspera, culpe a natureza. Essa é a sua maneira. Não há nada mais natural do que doença, dor, morte e as calamidades conhecidas como "catástrofes naturais" (furacões, terremotos, relâmpagos, secas e fomes, para citar algumas). Gaia ou "a mãe natureza" é tudo, menos bondosa. A tentativa dos evolucionistas de ter as duas coisas – rejeitando um Criador pessoal, mas insistindo na moral e compaixão que não podem vir da natureza – desmascara a mentira que está sendo ensinada como fato nas escolas.

Os animais não se preocupam em ajudar seus semelhantes, mesmo diante da morte. Se fôssemos um produto natural da evolução, aceitaríamos a morte como um processo natural. Depois que o leão derruba sua vítima, a manada faz uma pausa na fuga e começa a pastar enquanto ele come sua presa nas proximidades. Em contraste, o homem pranteia seus semelhantes (Gn 21.16; 23.2; 1 Rs 13.29) – e sente ódio interior da própria morte. O homem compreende que a morte não é a maneira como as coisas deveriam ser, mas que se trata de um inimigo que invadiu nossas vidas. Somente Cristo destrói a morte (1 Co 15.51-57; Hb 2.14-15), diante da qual a Ciência e a religião não têm esperança real (1 Ts 4.13).

UM APELO À RAZAO, PARE E PENSE: Se a evolução fosse verdadeira e abraçar as árvores fizesse qualquer sentido, o que quer que o homem fizesse, desde assaltos, a assassinatos e guerras seriam atos naturais. A polícia, os juizados, as prisões e as acusações criminais teriam que ser eliminadas. Os animais, o vento e o mar, a gravidade e os relâmpagos não agem de forma moral nem imoral, mas natural – e a mesma coisa seria verdadeira para o homem. Se não é errado para um vulcão (a natureza não tem moral) expelir gases venenosos, também não é errado que fábricas ou aerossóis feitos pelo homem façam o mesmo. Também não pode haver qualquer reclamação se os madeireiros matam as corujas e os caçadores de baleias as exterminam. Destruindo criaturas que estão no seu caminho, o homem, como o predador final, estaria somente cumprindo seu objetivo evolucionário como a espécie "mais apta" a "sobreviver" à custa das outras.

A lógica honesta desacredita a teoria evolucionária por trás de grande parte do movimento ecológico. Nenhuma força natural impessoal poderia projetar e produzir uma única célula, muito menos o cérebro. Somente o Deus da Bíblia poderia ter trazido à existência o homem moral. Portanto, a solução para os problemas do homem não é viver em harmonia com a natureza, como nos está sendo dito, mas em ser reconciliado com o Deus que o fez (2 Co 5.18-20; Cl 1.21) e na submissão à Sua vontade. Essa verdade é comprometida pelos evangélicos que se unem ao movimento ecológico dirigido pelos adoradores pagãos de Gaia e pelos defensores da evolução!

Em 1991, a entidade "Evangélicos pela Ação Social" (cujo diretor executivo é Ron Sider) ajudou a organizar um encontro de cientistas e líderes religiosos para discutir a salvação do meio ambiente. Entre os participantes evangélicos entusiasmados em se juntar a um movimento pagão estavam o presidente da "Visão Mundial" e o presidente do "Seminário Teológico Asbury". Em maio de 1992, líderes evangélicos voltaram a participar de uma coalizão de Ciência e religião promovida pelo "Apelo Conjunto da Religião e Ciência pelo Meio Ambiente".

O "Apelo Conjunto" tem sede na ímpia Catedral Episcopal de São João, o Divino, um bastião do engano da Nova Era/ecumênico/anticristão. Seu blasfemo deão, James Parks Morton, declara que "o corpo de Cristo é a Terra..." Do encontro de maio de 1992 resultou um consórcio do meio ambiente formado pela "Conferência Católica Americana", pelo "Conselho Nacional de Igrejas dos EUA", pela "Rede Ecológica Evangélica dos EUA" e pela "Consulta de Vida Judaica e o Meio Ambiente nos EUA".

Fundado em 1993 pelo vice-presidente Al Gore, a "Aliança Nacional Religiosa pelo Meio Ambiente", que também tem sede na Catedral de São João, o Divino, distribuiu dezenas de milhares de pacotes contendo orações, idéias para sermões e lições de escola dominical de orientação ecológica a congregações católicas, protestantes, judaicas e evangélicas por todos os EUA. Seu diretor está convicto de que a crise ecológica vai transformar "o que significará ser religioso no século 21". Além da "Visão Mundial", outras organizações evangélicas envolvidas são a "Inter-Varsity" e a "Associação Nacional de Evangélicos dos EUA".

Thomas Perry, um padre católico, diz que a crise ecológica exige "um novo senso do que significa ser humano e uma nova história sobre como as coisas vieram a existir" (um Gênesis revisado). A ênfase tem que ser deslocada de um céu possível para o cuidado com a Terra, e a ética e a moral têm que envolver os direitos do mundo natural. Larry Rasmussen, professor do "Seminário Teológico Union", pede uma "fé bio-espiritual" em que o homem é parte da ordem natural das coisas "sem direito especial sobre os recursos e sem direito especial ao amor de Deus."

Tal insensatez pagã está ganhando mais e mais adeptos entre os evangélicos, que agora dizem que a ordem de pregar o Evangelho, dada por Jesus, inclui a salvação do meio ambiente... Desse modo, os cristãos formam alianças comprometedoras com os ímpios e gastam seu tempo e seus esforços cuidando do mundo temporal, ao invés de prepararem as almas para a Eternidade.

Sim, devemos ser prudentes guardadores do meio ambiente que Deus nos confiou. Mesmo assim, muitas das advertências sobre explosão populacional e buracos na camada de ozônio, etc. são exageros alarmistas destinados a promover soluções humanistas. Algumas dessas teorias são altamente questionáveis. Até 1977, a Academia de Ciências dos EUA advertia a respeito de uma vindoura era glacial. Agora ouvimos advertências sobre o aquecimento global. Além do mais, a maior parte dos problemas é devida à corrupção de governos ímpios, os quais Cristo nunca pediu que reformássemos.

Esta velha criação está sob o juízo de Deus e não será salva dele, mas têm sido "entesourada" (ou seja, reservada) para a destruição pelo fogo (2 Pe 3.7-12). Tudo vai ser destruído e Deus fará "novos céus e nova terra" (v. 13). Temos que viver para aquele estado eterno e advertir aos homens que somente os salvos pela obra redentora de Cristo na cruz habitarão Seu novo Universo perfeito. (Dave Hunt, TBC 3/94)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, junho de 1994.

6 de set. de 2009

ASSIM CREMOS COM RESPEITO A ISRAEL!

O termo bíblico “Israel” e correlatos, tanto no AT quanto no NT é literal, referindo-se ao Israel étnico, descendência física de Abraão, através de seu filho Isaque (Gn 12.2; Rm 9.3,4; Fp 3.5)

A aliança de Deus com Abraão no que se refere a sua descendência é incondicional e portanto Israel não pode deixar de existir (Gn 17.7; Dt 7.6-8; Jr 31.35-40; 33.25,26; Sl 89.28-34; Rm 11.28,29)

Não houve nenhuma rejeição definitiva por parte de Deus com relação ao povo de Israel (Rm 11.1,2)

A terra de Israel é possessão perpétua da descendência de Abraão conforme a aliança incondicional firmada (Gn 15.18-21; 17.7,8; Dt 9.4-6; Rm 11.29)

A conservação dos judeus através dos séculos de dispersão e perseguição foi conseqüência da fidelidade divina (Is 43.1-4)

O retorno dos judeus à sua terra é o cumprimento das profecias do AT (Is 43.5,6; 37.24)

A atual nação de Israel não é resultado de meras convergências históricas, mas parte do plano divino para a descendência de Israel e para o mundo (Is 66.8; Am 9.13,14)

Israel é um povo singular entre as demais nações (Dt 33.29; 26.18)

Ainda existem muitas profecias a serem cumpridas com respeito às promessas de Deus à nação de Israel (Ez 37 – 40; Mt 5.17; At 1.6,7)

O endurecimento dos judeus com relação a Jesus é temporário (Mt 23.39; Rm 11.25)

Atitudes positivas com relação a Israel resultam em bênção também para a Igreja (Gn 12.3)

É dever de todo cristão orar pela salvação dos judeus (Rm 10.1; )

É dever dos cristãos ajudar aos judeus em suas necessidades (Rm 15.25-27)

Haverá uma conversão nacional de Israel, isto é, todo o Israel será salvo. (Zc 12.10; Rm 11.25,26)

No judaísmo-messiânico como expressão verdadeira e válida da fé evangélica e não como legalismo (Gl 2.7-9; At 21.20)

Israel terá um papel preponderante entre as nações no futuro (Zc 8.23; Rm 11.12,15,24; Ap 7.1-8)

Nossas crenças com relação a Israel são sustentadas pela autoridade da Palavra de Deus, não fundamentadas em pontos de vista políticos ou de outra natureza (Is 8.20; 34.16)

MARANATA!

Por Eguinaldo Hélio de Souza




5 de ago. de 2009

A verdade dispensacional - J. T. Armet

A Verdade Dispensacional é aquela que tem a ver com as diferentes dispensações.

O período cíclico de tempo é tido como 7.000 anos: 4.000 anos antes de Cristo e 3.000 anos depois de Cristo.

Antes disso havia a eternidade; depois disso haverá mais uma vez o estado eterno.Deus sempre existiu. Talvez não possamos entender isto, mas cremos pois a Palavra de Deus nos diz. Jeová significa O Eterno. Ele é infinito. Ele não precisa nos explicar todas as coisas. Se entendêssemos tudo seríamos iguais a Ele. Mas somos finitos; Deus é infinito.

O que é maravilhoso em tudo isso é que Deus se compraz em ter junto de Si um grupo de redimidos por toda a eternidade. Mas é necessário que sejam redimidos (Jo 3.16). Deus terá um povo celestial e terá também um povo terrenal; por isso é necessário compreendermos as dispensações.

Maranata! Estamos nos segundos finais da hora de DEUS!

Daniela Luther

21 de jul. de 2009

O Valor de Aprender História. Uma Lição a partir de Judas.

A pequena carta de Judas nos ensina algo sobre o valor de aprender história. Este não é o ponto principal da carta, mas é um fato impressionante.

Neste penúltimo livro da Bíblia, Judas escreve para encorajar os santos a “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (versículo 3). A carta é um chamado à vigilância em vista de “certos indivíduos [que] se introduziram com dissimulação... homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo (versículo 4).


Judas descreve essas pessoas em termos vívidos. Eles “dizem mal do que não sabem” (versículo 10); são “murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros” (versículo 16). Eles “promovem divisões, [e são] sensuais, que não têm o Espírito” (versículo 19).
Este é uma avaliação devastadora de pessoas que não estão fora da igreja, mas que “se introduziram com dissimulação.” Judas quer que eles sejam reconhecidos pelo que são, de forma que a igreja não seja enganada e arruinada pelos seus falsos ensinos e comportamentos imorais.


Uma de suas estratégias é compará-los a outras pessoas e eventos na história. Por exemplo, ele diz que “Sodoma e Gomorra... havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição” (versículo 7). Assim, Judas compara aquelas pessoas com Sodoma e Gomorra. Seu ponto ao fazer isto é dizer que Sodoma e Gomorra são postas como “um exemplo” do que acontecerá quando as pessoas vivem como estes intrusos estavam vivendo. Assim, na mente de Judas, conhecer a história de Sodoma e Gomorra é muito útil para ajudar a detectar tal erro e desviá-lo dos santos.


Similarmente, no versículo 11 Judas acumula três outras referências a eventos históricos como comparações com o que está acontecendo em seus dias entre os cristãos. Ele diz: “Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá”. Isso é impressionante! Por que se referir a três incidentes históricos diferentes como estes, que aconteceram milhares de anos atrás — Gênesis 19 (Sodoma), Gênesis 3 (Caim), Números 22-24 (Balaão), Números 16 (Corá)? Qual é o ponto?


Aqui estão três pontos:


1) Judas assume que os leitores conhecem estas histórias! Isto não é incrível? Era o século primeiro depois de Cristo! Não havia nenhum livro nas casas das pessoas! Nenhuma Bíblia disponível! Nenhuma história em CD! Apenas instrução oral! E ele assume que eles conheceriam tais histórias: Qual é “o caminho de Caim,” “o erro de Balaão” e “a rebelião de Corá?” Você sabe? Isto não é surpreendente? Ele espera que eles conheçam! Isso me faz pensar que os nossos padrões de conhecimento da Bíblia na igreja de hoje são muito baixos.

2) Judas assume que conhecer a história iluminará a situação presente. Os cristãos tratarão com o erro mais eficazmente hoje se eles conhecerem situações similares de antigamente. Em outras palavras, a história é valiosa para o viver cristão. Saber que Caim era invejoso e que além de odiar seu irmão, também se ofendeu com sua comunhão verdadeira com Deus, te alertará para vigiar contra tais coisas mesmo entre irmãos. Saber que Balaão caiu e fez da Palavra de Deus um meio de ganho mundano, te tornará mais capaz de identificar este tipo de coisa. Saber que Corá desprezou a autoridade legítima e ressentiu-se com a liderança de Moisés, te protegerá de gente facciosa que não gosta de ninguém sendo visto como seu líder.

3) Não é claro, então, que Deus ordenou que estes eventos acontecessem e que fossem registrados como história, para que aprendêssemos a partir deles e nos tornássemos mais sábios e perspicazes sobre o presente, por causa de Cristo e de sua igreja? Nunca pare de aprender a partir da história! Adquira algum conhecimento todo dia. Para darmos aos nossos filhos uma das melhores proteções contra a tolice do futuro, a saber, um conhecimento do passado.

Aprendendo com você, por Cristo e o seu reino,

Pastor John Piper

7 de jul. de 2009

ARREBATAMENTO E SEGUNDA VINDA DE CRISTO - DISTINCAO

“E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras... Certamente, venho sem demora” (Ap 22.12,20).

O encontro nos ares

Essas palavras, as últimas de Cristo que foram registradas por escrito, confirmam Sua promessa anterior: “...voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14.3). Paulo faz referência ao cumprimento dessa promessa: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, ...e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; ...depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4.16-17).

Como resposta a essas promessas de Cristo, “o Espírito e a noiva dizem: Vem!” (Ap 22.17); ao que João adiciona, jubilante: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20b). Quem é essa Noiva? Após declarar que esposo e esposa são “uma só carne”, Paulo explica: “Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Ef 5.32).

A qualquer momento

As palavras de Cristo, do mesmo modo como as de João, do Espírito e da Noiva, não fariam sentido se essa vinda para levar os crentes para Si mesmo tivesse que esperar a revelação do Anticristo (perspectiva pré-ira) ou a consumação da Grande Tribulação (perspectiva pós-tribulacionista). Uma vinda de Cristo “pós-qualquer coisa” para Sua Noiva simplesmente não se encaixa nessas palavras das Escrituras. Afirmar que a Grande Tribulação deve ocorrer primeiro, para que o Espírito e a Noiva digam: “Vem, Senhor Jesus”, é como exigir o pagamento de uma dívida que vai vencer somente em sete anos!

Um Arrebatamento “pós-qualquer coisa” vai contra várias passagens das Escrituras que demandam claramente a vinda de Cristo a qualquer momento (iminente). O próprio Jesus disse: “Cingido esteja o vosso corpo, e acesas as vossas candeias, sede vós semelhantes a homens que esperam o seu senhor” (Lc 12.35,36a). Esse mandamento seria ridículo se Cristo pudesse vir para o Arrebatamento apenas após os sete anos da Tribulação.

A vinda que a Noiva de Cristo tanto deseja levará à ressurreição dos mortos e à transformação dos corpos dos vivos. Isso fica bem claro não somente em 1 Tessalonicenses 4, mas também através de outras passagens: “...de onde (os céus) aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória” (Fp 3.20-21). Muitas outras passagens também incentivam os crentes a vigiar e esperar com intensa expectativa. Essas exortações somente fazem sentido se a possibilidade de Cristo levar Sua Noiva para o céu puder ocorrer a qualquer momento: “...aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 1.7); “...deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro, e para aguardardes dos céus o Seu Filho...” (1 Ts 1.9-10); “...aguardando a bendita esperança e a manifestação do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2.13); “...aparecerá segunda vez ...aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.28); “Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor” (Tg 5.7).

Diferentes opiniões sobre o Arrebatamento não afetam a salvação, mas deveríamos procurar entender o que a Bíblia diz. A Igreja primitiva estava claramente esperando o Senhor a qualquer momento. Estar vigiando e esperando por Cristo, se o Anticristo deve aparecer primeiro, é como esperar o Pentecoste antes da Páscoa. No entanto, Cristo exortou: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13); “...para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo. O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai” (Mc 13.36-37).

A surpresa da Sua vinda

A seguinte afirmação de Jesus também não se encaixa numa vinda pós-tribulacionista: “Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mt 24.44). É absurdo imaginar que qualquer pessoa sobrevivente da Grande Tribulação, que tenha visto os eventos profetizados (as pragas e julgamentos derramados na terra; a imagem do Anticristo no Templo; a marca da besta imposta a todos que quiserem comprar e vender; as duas testemunhas testificando em Jerusalém, sendo mortas, ressuscitadas e levadas ao céu; Jerusalém cercada pelos exércitos do mundo, etc.), tendo contado os 1260 dias (3 anos e meio) de duração da segunda metade da Grande Tribulação (preditos em Apocalipse 11.2-3;12.14), poderia imaginar naquela hora que Cristo não estaria a ponto de retornar! Após todos esses acontecimentos, isso será por demais evidente. Portanto, simplesmente não há como reconciliar uma vinda de Cristo pós-tribulacionista com Seu aviso de que virá quando não estiver sendo esperado.

Distinção entre Arrebatamento e Segunda Vinda

Somente essa afirmação já distingue o Arrebatamento (a retirada da Igreja da terra para o céu) da Segunda Vinda (para resgatar Israel durante o Armagedom); pois este último acontecimento não vai surpreender quase ninguém. Contrastando com Seu aviso de que mesmo muitos na Igreja não O estarão esperando, as Escrituras anunciam outra vinda de Cristo quando todos os sinais já tiverem sido cumpridos e todos souberem que Ele está voltando. A um Israel descrente, Cristo declarou: “Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt 24.33). Até o Anticristo saberá: “E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o Seu exército” (Ap 19.19).“Cingido esteja o vosso corpo, e acesas as vossas candeias, sede vós semelhantes a homens que esperam o seu senhor” (Lc 12.35,36a)

Ou Cristo está se contradizendo (impossível!), ou Ele está falando de dois eventos. Jesus disse que virá num tempo de paz e prosperidade quando até Sua Noiva não estará esperando por Ele: “Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Lc 12.40). Não somente as [virgens] néscias, mas até as sábias estarão dormindo: “E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mt 25.5).

No entanto, a Escritura diz que o Messias virá quando o mundo estiver quase destruído pela guerra, fome e os juízos de Deus, e quando Israel estiver quase derrotado. Então, Yahweh declara: “olharão para aquele a quem traspassaram” (Zc 12.10b), e todos os judeus vivos na terra reconhecerão seu Messias que retornará como “Deus forte, Pai da Eternidade” (Is 9.6): exatamente como os profetas previram, Ele veio como homem, morreu pelos seus pecados, e retornará, dessa vez para salvar Israel. Sobre esse momento culminante, Cristo declara: “Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt 24.13). Paulo adiciona: “...todo o Israel [ainda vivo] será salvo”... (Rm 11.26).

Dois eventos distintos

Não podemos escapar ao fato de que duas vindas de Cristo ainda se darão no futuro: uma que surpreenderá até mesmo Sua Noiva e outra que não será uma surpresa para quase ninguém. As duas não podem ser o mesmo evento. Mas onde o Novo Testamento diz que ainda há duas vindas a serem cumpridas? Todo cristão crê em duas vindas de Cristo: Ele veio uma vez à terra, morreu pelos nossos pecados, ressuscitou dentre os mortos, retornou ao céu e voltará. *Contudo, em nenhum lugar o Antigo Testamento diz que haveria duas vindas distintas.

Esse fato causou confusão para os rabinos, para os discípulos de Cristo e até para João Batista, que era “cheio do Espírito Santo, já do ventre materno” (Lc 1.15, 41,44), João tinha testificado que Jesus era “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). No entanto, este último dos profetas do Velho Testamento, de quem não havia ninguém maior “nascido de mulher” (Lc 7.28), começou a duvidar: “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Mt 11.3).

Somente uma vinda do Messias era esperada. Ele iria resgatar Israel e estabelecer Seu Reino sobre o trono de Davi em Jerusalém. Por essa razão os rabinos, os soldados e a multidão zombaram dEle na cruz (Mt 27.40-44; Mc 15.18-20; 29-32; Lc 23.35-37). Apesar de todos os milagres que Jesus tinha feito, os discípulos, da mesma forma, tomaram Sua crucificação como a prova conclusiva de que Ele não poderia ter sido o Messias. Os dois na estrada de Emaús disseram: “...nós esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir Israel” (Lc 24.19-21) – mas agora Ele estava morto.

Cristo os repreendeu por não crerem “tudo o que os profetas disseram!” (Lc 24.25). Este era o problema comum: deixar de considerar todas as profecias. Israel tinha uma compreensão unilateral da vinda do Messias (e continua assim atualmente), que lhe permitia ver apenas Seu reino triunfante e o deixava cego para Seu sacrifício pelo pecado. Até mesmo muitos cristãos estão tão obcecados com pensamentos de “conquista” e “domínio” que imaginam ser responsabilidade da Igreja dominar o mundo e estabelecer o Reino de Deus, para que o Rei possa retornar à terra para reinar. Eles se esquecem da promessa que Ele fez à Sua Noiva de levá-la ao céu, de onde ela voltará com Ele para ajudá-lO a governar o mundo.

O Arrebatamento ocorrerá antes da Tribulação

Como poderia Cristo executar julgamento sobre a terra, vindo do céu “entre suas santas miríades (multidões de santos)” (Jd 14), se primeiro não as tivesse levado para o céu? Aqui temos outra razão para um Arrebatamento anterior à Tribulação. Incrivelmente, Michael Horton, em seu livro “Putting Amazing Back into Grace”, imagina que 1 Tessalonicenses 4.14 (“assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem”) refere-se à Segunda Vinda de Cristo “com os santos”. Ao contrário, na ocasião do Arrebatamento Jesus trará a alma e o espírito dos cristãos fisicamente mortos para serem reunidos com seus corpos na ressurreição, levando-os para o céu juntamente com os vivos transformados. Na Segunda Vinda Ele trará consigo de volta à terra os santos vivos, que já foram ressuscitados e previamente levados ao céu no Arrebatamento.

Antes da volta de Cristo com os Seus santos haverá a celebração das Bodas do Cordeiro com Sua Noiva (Ap 19.7). Tendo passado pelo Tribunal de Cristo (1 Co 3.12-15); (2 Co 5.10 ), os santos estarão vestidos de linho fino, branco e puro (Ap 19.8). Certamente eles devem ser também o exército vestido de linho fino, branco e puro (Ap 19.14) que virá com Cristo para destruir o Anticristo. Quando eles foram levados ao céu? É claro que isso não ocorrerá durante a própria Segunda Vinda, pois não haveria tempo suficiente nem para o Tribunal de Cristo, nem para as Bodas do Cordeiro. O Arrebatamento deve ter ocorrido anteriormente.

Aqueles que estão com seus pés plantados na terra, esperando encontrar um “Cristo”, esquecem que o verdadeiro Cristo virá nos buscar para nos encontrarmos com Ele nos ares e nos levará para a casa de Seu Pai. Eles se esquecem também que o Anticristo estabelecerá um reino terreno antes que o verdadeiro Rei volte para reinar. Infelizmente, os que se empenham em estabelecer um reino nesta terra estão preparando o mundo para o reino fraudulento do “homem do pecado”.

A Escritura registra duas vindas

Como alguém nos tempos do Velho Testamento poderia saber que haveria duas vindas do Messias? Somente por implicação. Ou os profetas se contradisseram quando profetizaram que o Messias seria rejeitado e crucificado e que Ele também seria proclamado Rei sobre o trono de Davi para sempre, ou eles falavam de duas vindas de Cristo.

Não há forma de colocar dentro de um só evento o que os profetas disseram. Simplesmente tem de haver duas vindas do Messias: primeiro como o Cordeiro de Deus, para morrer pelos nossos pecados, e depois como o Leão da Tribo de Judá (Os 5.14-15; Ap 5.5), em poder e glória para resgatar Israel no meio da batalha do Armagedom.

A mesma coisa acontece no Novo Testamento. Note as muitas contradições, a menos que estes sejam dois eventos:

1) Ele vem para Seus santos e numa hora que ninguém espera; mas vem com Seus santos quando todos souberem que Ele está vindo.

2) Ele não vem à terra mas arrebata os santos para se encontrarem com Ele nos ares (1 Ts 4.17); por outro lado, Ele vem à terra: “naquele dia, estarão Seus pés sobre o monte das Oliveiras” (Zc.14.4), e os santos vem à terra com Ele.

3) Ele leva os santos para o céu, para as muitas mansões na casa de Seu Pai, para estarem com Ele (Jo.14.3); mas traz os santos do céu (Zc 14.5, Jd 14).

4) Ele vem para Sua Noiva num tempo de paz e prosperidade, bons negócios e prazeres (Lc 17.26-30); mas volta para salvar Seu povo Israel quando o mundo já terá sido praticamente destruído, em meio ao pior conflito já visto na terra, a batalha do Armagedom.

Rebatendo as críticas ao Arrebatamento

Cristo declarou: “Assim como foi nos dias de Noé ...comiam, bebiam, casavam-se... O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre... Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar” (Lc 17.26-30). Essas condições mundiais por ocasião do Arrebatamento só podem se referir ao período anterior à Tribulação; certamente não ao final dela!

Arrebatamento? Há críticos afirmando que a palavra “Arrebatamento” nem está na Bíblia! Isso não é verdade, pois a versão latina da Bíblia (Vulgata), feita por Jerônimo no quinto século, traduziu o grego harpazo (arrancar subitamente) pela palavra raptus (raptar), da qual deriva “Arrebatamento”. Foi o que Cristo nos prometeu em João 14: levar-nos para o céu.

Outros críticos papagueiam o mito propagado por Dave MacPherson, de que o ensino do Arrebatamento antes da Tribulação apareceu apenas no início do século XIX através de Darby, que o teria aprendido de Margaret MacDonald. Ela o teria recebido de Edward Irving, e este, por sua vez, o teria encontrado nos escritos do jesuíta Emmanuel Lacunza. Isso simplesmente não é verdade. Muitos escritores anteriores expressaram a mesma convicção. Um deles foi Ephraem de Nisibis (306-373 d.C.), bem conhecido na história da igreja da Síria. Ele afirmou: “Todos os santos e eleitos de Deus serão reunidos antes da tribulação, que está por vir, e serão levados para o Senhor...” Seu sermão com essa afirmação teve ampla circulação popular em diferentes idiomas.

Sim, há uma vinda do Senhor após a Tribulação: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias... verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24.29-30). A referência aos anjos “reunindo Seus escolhidos dos quatro ventos” (vv. 29-31) certamente não significa Cristo arrebatando Sua Igreja para levá-la ao céu, pois trata-se do ajuntamento do Israel disperso, de volta à sua terra quando da Segunda Vinda.

Cristo associou o mal com o pensamento de que Sua vinda se atrasaria: “Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu Senhor demora-se” (Mt 24.48; Lc 12.45). Novamente, essa afirmação não tem sentido se o Arrebatamento vem após a Tribulação.

Não existe motivo maior para uma vida santa e um evangelismo diligente do que saber que o Senhor poderia nos levar ao céu a qualquer momento. Que a Noiva acorde do seu sono, apaixone-se novamente pelo Noivo, e de coração diga continuamente por meio da sua vida diária: “Vem, Senhor Jesus!” (Dave Hunt - TBC - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2002.

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