DESTINO FINAL

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28 de nov. de 2010

O chamado de Deus - J. G. Bellett

Nos dias que antecedem o dilúvio, os que pertencem à família de Deus trilham um caminho de peregrinos. Eles deixam o mundo para Caim. Não há neles nenhum sentimento de disputa e nem tampouco o menor indício de queixa. Eles não dizem, e nem pensam em dizer, "Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança" (Lc 12:13). Em seus hábitos e princípios de conduta, eles são tão distintos de seu irmão infrator (Caim) que parecem pertencer a uma outra raça; é como se vivessem em outro mundo.


A família de Caim é que faz toda a história do mundo. Eles constroem as cidades, eles promovem as artes, eles conduzem os negócios, eles inventam seus prazeres e passatempos. Mas em nada disso é encontrada a família de Sete. Os daquela geração chamam às suas cidades por seus nomes; os desta se fazem chamar pelo nome do Senhor. Os daquela fazem tudo o que podem para tornar o mundo seu, e não do Senhor; os da outra fazem tudo o que podem para se fazerem do Senhor e não mais pertencerem a si mesmos. Caim escreve seu próprio nome sobre a terra; Sete escreve o nome do Senhor sobre si.

Podemos bendizer ao Senhor por este vigoroso perfil de estrangeiros celestiais vivendo na Terra, e rogar por graça para experimentarmos em nossas almas, e em nossas vidas, um pouco do seu poder. Temos uma lição a aprender disso. Os instintos de nossa mente renovada nos sugerem que sigamos o mesmo caminho celestial com igual certeza e desembaraço. O chamado de Deus nos indica esse caminho, e todo o Seu ensino exige que o trilhemos. Os passatempos, costumes, interesses e prazeres dos filhos de Caim nada significam para esses peregrinos.

Como ocorre ainda hoje, eles deixam bem claro que rejeitam a idéia de que este mundo seja capaz de lhes trazer satisfação. Eles estão descontentes com o mundo e não se esforçam nem um pouco para inverter esta situação. É nisto que está fundamentada a sua separação da senda de Caim e de sua casa. Eles não estavam preocupados com o país que os cercava, mas procuraram uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Eles são completamente contra o caminho de Caim, e têm um claro discernimento do caminho de Deus

O Senhor deseja que sigamos esse mesmo padrão, estando no mundo, mas não sendo do mundo. Somos do céu, embora ainda não estejamos lá (exceto no que diz respeito à nossa posição em Cristo). Paulo, no Espírito Santo, desejou também que fôssemos assim, seguindo o exemplo daqueles cuja "cidade está nos céus" (Fp 3:20). Pedro, no mesmo Espírito, desejou que fôssemos como "peregrinos e forasteiros", abstendo-nos "das concupiscências carnais" (1 Pd 2:11). Tiago nos convoca, no mesmo Espírito, a sabermos que "a amizade do mundo é inimizade contra Deus" (Tg 4:4). E João nos separa como de um só golpe: "Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno" (1 Jo 5:19). (J. G. Bellett)

10 de out. de 2010

Conferindo o Futuro - (de acordo com as profecias Bíblicas)

Os futuristas estão divididos: o discurso do Monte das Oliveiras (o Sermão Profético de Jesus – N.R.) já foi parcialmente cumprido? A discordância polariza-se neste ponto: Mateus 24.4-14 descreve características gerais do período da Igreja ou tão somente dos sete anos da Tribulação vindoura?

Esses versículos falam de “guerras e rumores de guerras” (v. 6); “fomes e terremotos” (v. 7); tribulação, martírio, traição, ódio, falsos profetas e corrupção (vv. 9-12).

Apesar daquilo que alguns ensinam atualmente, os versículos de 4 a 14 só podem ser escatológicos e, por vários motivos, só podem estar se referindo aos acontecimentos da primeira metade da Tribulação.

As Condições

As condições descritas precisam ser entendidas como julgamentos divinos e não como desastres “naturais”, seguindo o padrão de revelação estabelecido no Velho Testamento. Jesus disse que “...tudo isto é o princípio das dores [literalmente, “dores de parto”] (v. 8). No Velho Testamento a palavra hebraica para “dores de parto” é usada pelos profetas para simbolizar as terríveis calamidades associadas ao Dia do Senhor (Is 21.3; Is 26.17-18; Is 66.7; Jr 4.31; Mq 4.10), particularmente ao “tempo da angústia de Jacó” (Jr 30.6-7), ao qual Jesus faz referência em Mateus 24.21, quando descreve a Grande Tribulação.

Muitos judeus, nos dias do Segundo Templo, esperavam um tempo de sofrimentos imediatamente antes do fim. A seita judaica de Qumran (os essênios – N.R.) atribuía a essa angústia “dores, como de parto”.

Igualmente, o judaísmo rabínico cita as “dores de parto (em hebraico, chavalim) [relacionadas à vinda] do Messias” como uma série de convulsões globais que anteciparão a Era Messiânica. No Talmude, a lista dessas condições desastrosas (espirituais, morais, políticas, sociais e ecológicas – que caracterizam “a geração em que virá o Filho de Davi”, Sanhedrin 97a) em muito se assemelha à lista de Mateus 24.4-14.

Como o Novo Testamento indica que a Igreja não enfrentará o juízo preparado por Deus para o Dia do Senhor (1 Ts 5.9; Ap 3.10), os versículos de Mateus não podem estar descrevendo acontecimentos da Era da Igreja.

A Seqüência

Em segundo lugar, Jesus declarou que esses acontecimentos não seriam “o final” do juízo, mas apenas “o princípio” (v. 8). As dores iniciais serão seguidas de dores mais intensas, no clímax do parto. Como a Tribulação não virá imediatamente após o Arrebatamento da Igreja, pois seu início está previsto para o começo da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27), os versículos de Mateus não podem estar descrevendo acontecimentos da Era da Igreja.

Correlação – Quadro 1
Existe um paralelismo entre certos versículos de Mateus 24 e Lucas 21 com versículos no Apocalipse, conforme mostra este quadro.
Condição Evangelhos Apocalipse 6
Falsos messias/profetas Mt 24.5,11 v. 2
Guerras Mt 24.6-7 vv. 2-4
Discórdia internacional Mt 24.7 vv. 3-4
Fomes Mt 24.7 vv. 5-8
Epidemias/Pestilência Lc 21.11 v.8
Perseguição/martírio Mt 24.9 vv. 9-11
Terremotos Mt 24.7 v. 12
Fenômenos cósmicos Lc 21.11 vv. 12-14
Adaptado de “Chronology and Sequential Structure of John’s Revelation” em When the Trumpet Sounds (Thomas Ice e Timothy J. Demy).

O maior argumento de que esses versículos se referem ao contexto da Tribulação surge na comparação dos mesmos (vv. 4-14) com os cinco primeiros selos de juízo em Apocalipse 6 (confira o Quadro 1).

Essas condições paralelas demonstram que, assim como os selos de Apocalipse 6 são seguidos pelo juízo mais intenso das trombetas e das taças, o “princípio das dores” descrito em Mateus 24.4-14 vem seguido das “dores de parto finais”, mais intensas, descritas em Mateus 24.15-26, que culminarão na vinda do Messias (vv. 27-31).

Além disso, o próprio Senhor Jesus fez referência à profecia da 70ª Semana de Daniel: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes” (Mt 24.15-16).

Mateus 24.4-14 descreve guerras entre diferentes nações e reinos, não apenas entre uma única nação (Roma) e Israel, como aconteceu na Primeira Revolta do povo judeu contra Roma (66-74 d.C.).

Tanto Mateus quanto Marcos (Mc 13.14) apontam o texto de Daniel para esclarecimento da profecia feita no Monte das Oliveiras. Conclui-se que Jesus usa a profecia da 70ª Semana de Daniel como patamar para os eventos cronológicos apresentados em resposta às perguntas dos discípulos. Isso também acontece na seção de juízos do livro do Apocalipse (capítulos 4-19), onde Jesus, o Autor da visão recebida pelo apóstolo João (Ap 1.1), concede-a com divisões estruturalmente semelhantes à 70ª Semana de Daniel.

Colocando os textos lado a lado (veja o Quadro 2), descobrimos que o “princípio das dores” de Mateus 24.4-14 se ajusta ao juízo dos selos de Apocalipse 4-6, aonde ambos (1) focalizam eventos terrenos; (2) cabem na primeira metade da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27a); e (3) culminam na profanação do Templo (o “abominável da desolação”) tanto em Mateus 24.15 quanto em Marcos 13.14, o ponto central da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27b).

Em seguida, os eventos intensificam-se e conduzem às dores de parto finais de Mateus 24.16-26, que (1) identificam-se com Apocalipse 7-19, (2) enfocam a dimensão celestial, e (3) culminam no surgimento do “sinal” celestial, que anuncia a vinda do Messias para julgar o mundo (Mt 24.27-31; Ap 19). Esses acontecimentos cabem na segunda metade da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27b), que termina na destruição do desolador do Templo (“o príncipe, que há de vir”, o Anticristo, Dn 9.26).

Se os versículos de Mateus 24.4-14 predizem sinais da futura Tribulação e tratam principalmente do povo judeu nesse período, seu cumprimento não pode estar no passado, especificamente, na queda de Jerusalém em 70 d.C. Ao comparar os eventos descritos nos versículos torna-se evidente que eles não se identificam com fatos históricos do primeiro século.

A passagem descreve guerras entre diferentes nações e reinos, não apenas entre uma única nação (Roma) e Israel, como aconteceu na Primeira Revolta do povo judeu contra Roma (66-74 d.C.).

As Escrituras também dizem que muitos se levantarão dizendo ser o Cristo (Messias). Mas não existe evidência histórica de alguém que se declarasse messias no primeiro século, até Simão Bar-Kokhba (135 d.C.), um único indivíduo.

Esses sinais também não devem ser usados pela Igreja “como sinais dos tempos”, apontando a aproximação da volta do Senhor. Muitos cristãos têm usado o aparente aumento de terremotos, apostasia na Igreja, e o declínio moral generalizado da sociedade como indicadores de estarmos rapidamente nos aproximando do Arrebatamento e dos últimos dias. Contudo, o Arrebatamento não será precedido por sinais; e como as dores de parto somente começarão quando Israel entrar no “tempo da angústia de Jacó” (e não sabemos quanto tempo isso levará depois do Arrebatamento), devemos usar de cautela ao tentar prever a aproximação de eventos escatológicos, baseando-nos na presença dessas condições na era presente.

Na Era da Igreja, essas condições gerais (apresentadas em 1 Tm 4.1-3; 2 Tm 3.1-9; 1 Jo 2.18; 1 Jo 4.1-3) servem de alerta quanto a estarmos “nos últimos dias”. Mas durante a Tribulação, as condições dos versículos 4-14 serão sinais específicos dos tempos finais, e os judeus convertidos poderão localizar-se dentro da 70ª Semana e perseverar até o final da Tribulação: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” – literalmente liberto do cárcere, quando da vinda do Messias (v. 13).

Correlação – Quadro 2
Há correlação entre o discurso do Monte das Oliveiras e a seção de juízos do livro do Apocalipse (capítulos 4-19) com as divisões estruturais da 70ª Semana de Daniel no Antigo Testamento. Lembre que essa “semana” profética representa sete anos.
Primeira Metade da Semana
Dn 9.27a Início, dores de parto
(foco terreno)
Ap 4-6 Juízo dos selos
Mt 24.4-14; Mc 13.4-13; Lc 21.8-19 Sinais preliminares
Segunda Metade da Semana
Dn 9.27b Eventos principais
Ap 7-13 Juízos das trombetas
Mt 24.15; Mc 13.14-23; Lc 21.20-24 O abominável da desolação
Conclusão da Semana
Dn 9.27b Dores de parto finais
(foco celestial)
Ap 14-19 Juízos das taças
Mt 24.29-31; Mc 13.24-27; Lc 21.25-28 A parousia (“presença física”) e o encerramento dos tempos finais
Adaptado de The Desecration and Restoration of the Temple as an Eschatological Motif in the Tanach, Jewish Apocaliptic Literature and the New Testament (Randall Price).

Serão esses sinais – especialmente o acontecimento descrito no versículo 15, “o abominável da desolação” – que permitirão aos santos da Tribulação perseverarem física e espiritualmente enquanto esperam a libertação prometida para o final da 70ª Semana de Daniel. (Randall Price - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)

Randall Price é escritor e arqueólogo. Ele é presidente de World of the Bible Ministries.

Notas:

  • Veja John F. Walvoord, Matthew: Thy Kingdom Come (Chicago: Moody Press, 1974).
  • Para estudo adicional veja Randall Price, “Old Testament Tribulation Terms”, em When the Trumpet Sounds, ed. Thomas Ice e Timothy J. Demy (Eugene, OR: Harvest House, 1995).
  • David H. Stern, Jewish New Testament Commentary (Clarksville, MD: Jewish New Testament Publications, Inc., 1996).
  • Thomas Ice, “The Olivet Discourse”, em The End Times Controversy, ed. Tim LaHaye e Thomas Ice (Eugene, OR: Harvest House, 2003).
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2006.

21 de jun. de 2010

A HORA FINAL

Texto Bíblico: Apocalipse 1: 1-3 : "Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer. Ele as enviou pelo seu anjo, e as notificou ao seu servo João, o qual testificou da palavra de Deus, do testemunho de Jesus Cristo, de tudo que viu. Bem aventurado aquele que lê, e bem aventurados os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo.Cf: Mateus 24:l-l4:.. " então virá o fim."

INTRODUÇÃO

Com o advento do novo milênio estamos vivendo no limiar de uma nova etapa na história humana. As pessoas tornam-se mais esperançosas, criam-se novas expectativas, surgem novas religiões e seitas, a velha onda de misticismo (new age, nova era) retoma força, enfim, tudo se reveste de um novo colorido. Em se tratando de conhecimento intelectual, entre todos os segmentos da sociedade, desde cientistas, escritores, políticos, jornalistas, estadistas e magistrados, todos enfim, concordam que o homem, neste século, aumentou consideravelmente o potencial de conhecimento em todas as áreas das ciências, e por esse motivo, novas perspectivas são criadas, do quê poderá vir amanhã.

Desde a revolução industrial, no século passado, até os nossos dias, o homem evoluiu em conhecimento mais do que em todos os milênios anteriores e, só nos últimos 40 anos, foram inventados cerca de 60% a 80% dos produtos fabricados.

O homem já foi à Lua, enviou sondas à Marte e as viagens ao redor da Terra tornaram-se rotineiras. As naves dos tipos "Challenger" e "Colúmbia" vão ao espaço e voltam sem causar o frenesi do tempo das "Apollo". Telescópios gigantes, como o Hubble (em órbita terrestre), e o de Arecibo, em Porto Rico, sondam o espaço sideral em busca de novas informações. Os satélites de comunicação ao redor da Terra são uma realidade. É a ciência ( o saber ) se multiplicando nos tempos do fim "4 E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará. (Daniel 12: 4)".

A partir daí, resta-nos perguntar: aonde o homem vai parar? Qual a sua pretensão? O que virá amanhã? As respostas a estas questões, do ponto de vista de futurólogos considerados "experts" no assunto (ex.: Carl Sagan, Isaac Asimov, Aldous Huxley e etc.), são as mais variadas, mas que não têm satisfeito plenamente aos anseios do coração humano, e por isso vejamos o que dizem os homens e o que nos dizem as Sagradas Escrituras:


1) A RESPOSTA HUMANA À QUESTÃO:

Desde os primórdios, após a queda espiritual, o homem, impenitente, pretendeu viver independente de Jeová Deus, o criador. Sua intenção era criar, para si e seus descendentes, um futuro que dependesse somente de sua capacidade, ou seja, de sua auto-suficiência. Foi assim antes do dilúvio, nos dias de Noé (Gênesis 6:3,5) e, depois, na Babilônia, durante o período de construção da torre de Babel (Gênesis 11:1-9). Ainda o é assim, hoje. Os governos das nações, por não crerem realmente na existência de Deus - e, consecutivamente, nem no plano divino para o planeta - estão construindo estações orbitais, em torno da Terra, para servir de base para futuras viagens tripuladas a outros planetas, com vistas à exploração e colonização dos mesmos (1). Ontem foi a estação russa "Mir" (Paz), que após alguns anos em órbita terrestre (desde 1986), tornou-se obsoleta e teve que ser lançada ao mar. Hoje é a Estação Espacial Internacional que, como o nome já diz, está sendo montada por um consórcio de países, entre eles o Brasil. Tal estação orbital deverá estar pronta em fins de 2004. Estaria no espaço sideral a "solução e salvação" para a raça humana? Conseguirá o homem atingir este seu objetivo? São perguntas que se faz. Por não terem esperança numa vida melhor aqui neste mundo, com o reinado de mil anos do Messias de Deus, Jesus Cristo, as nações investem então nesse "projeto". Mas, podemos ver que, profeticamente, tal projeto não irá adiante, ou seja, não surtirá o efeito esperado, e não logrará o êxito pretendido, conforme nos diz a palavra de Deus (Obadias 3,4).

Conta-se que o célebre e famoso filósofo francês Voltaire (François Marie Arouet, 1694 - 1778) disse, em sua época, que não daria mais cem anos e a Bíblia seria um livro ultrapassado. Efetivamente, esse dia ainda não chegou e nem nunca chegará. O Senhor Jesus disse: " passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar", Mateus 24:35 e mais nos é dito na Palavra de Deus, ... "Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Não será retardada nenhuma das minhas palavras: a palavra que falei se cumprirá, diz o Senhor Deus", Ezequiel 12 : 28.


2) A RESPOSTA DAS SAGRADAS ESCRITURAS À QUESTÃO:

A Bíblia é a infalível palavra de Deus. Nela encontramos resposta a tudo, e nela o Senhor nos exorta: "Perguntai-me as cousas futuras...", Isaías 45:11a, e ainda , "Clama a mim e responder-te-ei e anunciar-te-ei cousas grandes e ocultas, que não sabes", Jeremias 33:3.

A Bíblia nos revela que Jesus Cristo, o filho do Deus Vivo, o Messias prometido a Israel, o Salvador da humanidade, o Cabeça da Igreja, reinará mil anos na Terra, em e a partir de Jerusalém, conforme as milenares profecias bíblicas, Daniel 2:44; 7:13,14 e 27; Zacarias 14:9; Apocalipse 19:11-16; 20:4 - 6. Sobre o reinado de Jesus, veja o descrito no livro do profeta Isaías, capítulos 2 e 11 e Miquéias 4:1- 8. Será a concretização do sonho de toda a humanidade: Paz! Deus, em Cristo, o Messias, fará isso!
A Bíblia afirma que haverá um final feliz para todo aquele que esperar no Senhor, para aquele que invocar o nome de Jesus e confessá-lo como Senhor, Romanos 10:11-13, e por isso mostra-nos os sinais que antecederão a sua vinda (no grego "parousia," surgimento), para arrebatar a sua igreja. Vamos a eles:


3) SINAIS DA HORA FINAL (CONFORME MATEUS 24:1-14):

(Cf. Apocalipse 6:1-8).

a) Guerras:

Nunca se guerreou tanto, como no século XX:

- 1914 - 1918 = 1ª guerra mundial ( aproximadamente 10.000.000 mortos);

- 1939 - 1945 = 2ª guerra mundial ( aproximadamente 50.000.000 mortos). Esta guerra teve início com a invasão da Polônia pela Alemanha. A Alemanha x Itália x Japão formaram o que se denominou o Eixo ( Adolf Hitler x Benito Mussolini x Imperador Hirohito ). Nesta guerra foram mortos, pelos nazistas, cerca de 6.000.000 de judeus nos campos de concentração de Chelmno, Treblinka, Sobibor e Auschwitz-Birkenau ( tristemente, o mais "famoso" ). Este holocausto, foi chamado pelos nazistas de "a solução final". Do outro lado, os Aliados : EUA x Inglaterra x Rússia ( Roosevelt / Truman x Churchill x Stalin ). Os EUA entraram na guerra após o iminente e fulminante ataque aéreo japonês à sua esquadra atracada no porto de Pearl Harbor, na ilha Oahu, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941.
Nesta época foi construída a maior e mais terrível arma já concebida pela mente humana : a bomba de plutônio, ou como é mais conhecida, a bomba atômica, a qual foi lançada sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, respectivamente, pelo bombardeiro americano "Enola Guy". Literalmente, cerca de 150 000 japoneses foram "evaporados" pela bomba.

A bomba atômica liberou uma energia equivalente a potência de 20.000 toneladas de TNT (Trinitrotolueno) e a imagem do "cogumelo atômico" ficou gravada na memória da humanidade como símbolo de horror e de destruição.

- Anos 50 = Guerra da Coréia, dividindo-a em duas partes: a do Sul, capitalista (capital: Seul) e a do Norte, comunista (capital: Pyongyang).
- Anos 60 = 1965 - 1973 = guerra do Vietnã, onde os EUA perderam fragorosamente a batalha. = 1967 = árabes x israelenses ( a chamada guerra dos seis dias ).

- Anos 70 = 1973 = árabes x israelenses (a guerra do Yom Kippur).

-Anos 80 = guerra das Malvinas/Falklands (Argentina x Inglaterra); árabes x israelenses; Irã x Iraque ( 100.000 mortos ); guerrilha na Nicarágua; guerrilha na Irlanda ( Católicos e Protestantes );

terrorismo dos grupos ETA (Espanha), IRA (Irlanda), Sendero Luminoso (Peru) e de outros grupos.

-Anos 90 = guerra do Golfo Pérsico, que começou com a invasão do Kuwait pelo Iraque de Saddam Hussein, em agosto de 1990. Os EUA entraram nesta guerra bombardeando o Iraque, em janeiro de 1991. Esta ofensiva americana contra alvos iraquianos ficou conhecida como "Tempestade no Deserto".
Ocorreram intensos bombardeios com dezenas de mortos da população civil. Cena impressionante aconteceu na segunda versão desta guerra, ou seja, uma nova ofensiva americana: um caça-bombardeiro americano prestes a alçar vôo de combate carregado com bombas, em cuja uma delas estava escrito: "To Saddan with love" (Para Saddan, com amor). Indescritível, o sentimento que a guerra traz!

Houve, ainda, nesta década, escaramuças internas em vários países. Guerra na Bósnia-Hezergovina. Guerra nos Bálcãs. Esfacelamento da União Soviética, mudando a geopolítica da região. Appartheid na África do Sul. Guerra entre a Índia e o Paquistão, na região da Cachemira. Guerrilhas em vários países africanos, órfãos do comunismo russo.

Atualmente, várias e letais são as armas de guerra construídas, tais como mísseis balísticos intercontinentais (alcance superior a 5000 km), mísseis continentais, ou de longo alcance, dos tipos Pershing, SS-20, Trident, Tomahawk (alcance de 1600 km), Scud, Patriot, mísseis de médio e curto alcances tipos Exocet (francês), Gabriel (israelense) e Piranha (brasileiro) e etc., além de aviões, helicópteros, navios e, também, de porta-aviões nucleares, tipos Nimitz, Enterprise, Theodore Roosevelt (americanos), e de submarinos nucleares, tipo Kursk (russo).

No período pós-guerra, alguns poucos países passaram a pertencer ao que se denominou chamar "o clube atômico", por serem detentores do conhecimento, fabricação e uso da bomba atômica. São eles: os Estados Unidos, a Rússia, a França, a Inglaterra, a China e a Índia . Hoje, outros já conseguiram dominar o conhecimento da tecnologia e ter a bomba como é o caso, por exemplo, do Paquistão. Existe o temor de que países extremistas como o Iraque, já estejam fabricando a bomba, o que seria desastroso e catastrófico.

Os Estados Unidos detonaram o seu primeiro experimento nuclear no deserto de Los Álamos, em West Sands, próximo a Álamogordo, estado do Novo México, em 16 de junho de 1945; a França, no Atol de Mururoa, uma ilha do Oceano Pacífico.

Os governos dessas nações têm construído verdadeiros arsenais que têm o poder de destruir o planeta várias vezes. "Os países de todo o mundo estão gastando cerca de 800 bilhões de dólares por ano na compra de armas, e menos de 1 bi em programas populacionais. É uma atitude míope", afirmou Pranay Gupte, jornalista e especialista em política demográfica . (Ver tópico seguinte). Cumprem-se aqui as descrições de Ap. 6:2-4,7,8.

b) Fome:

Segundo dados estatísticos do especialista indiano em política demográfica e, também, jornalista do jornal The New York Times, Pranay Gupte, nascem, diariamente, no mundo, cerca de 216.000 crianças (dados de 1984) (2), ou seja, uma nova cidade de médio porte, e os alimentos não dão para atender a essa demanda. Aliada a isso, está a má distribuição desses alimentos. Existem pessoas que estão vivendo em níveis de miséria absoluta, outras que não consomem o mínimo de calorias básicas a que o ser humano necessita (um adulto, do sexo masculino, necessita de 2900 kcal/dia e do sexo feminino, 2220 kcal/dia, segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS). "Se 125.000.000 de crianças nasceram em 1 ano e meio, pelo menos 25.000.000 delas morreram pela diarréia, tétano, cólera, desidratação e desnutrição, fatores esses ligados, diretamente, à pobreza. Um verdadeiro holocausto", afirma Pranay. Segundo essas mesmas estatísticas, milhões de seres humanos vão dormir mal alimentados, dos quais, segundo o Unicef - o Fundo da ONU para a infância - 400 milhões de crianças ao redor do mundo.

"Quase 1,3 bilhão de pessoas, ao redor do mundo, vive com menos de 1 dólar por dia e quase 1 bilhão não consegue suprir suas necessidades básicas de alimento", são dados do Human Development Report 1999 (Relatório do Desenvolvimento Humano 1999), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano. Eis alguns dados sombrios da fome:

- Anos 70 = Biafra (África); Índia (Bombaim e outras cidades); Bangladesh.

- Anos 80 = Nordeste do Brasil; África (Etiópia e outros países).

- Anos 90 = Nordeste do Brasil; África (Quênia, Nigéria e outros países).
Na Etiópia, na África, em 1997, morreram de fome cerca de 50.000 pessoas, e em outros países ao norte, tais como no Mali, Mauritânia, Nigéria, Senegal e Chade, milhares se alimentaram de raízes e insetos e comeram até as reservas alimentícias e sementes (3).

No Brasil, nas grandes cidades, tais como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Recife, é comum ver pessoas a cata de restos de comida nos chamados "lixões". É o fantasma da fome, o cavaleiro montado no cavalo preto, com a balança na mão, e o cavaleiro montado sobre o cavalo amarelo, cujo nome é Morte, de Apocalipse 6:5,6.

c) Pestes:

A despeito de a medicina estar avançadíssima, várias são as doenças incuráveis até hoje, tais como o câncer (de alguns tipos), a lepra, a AIDS, o cólera. A ciência também não descobriu o antídoto para o vírus Ebola, que surgiu no continente africano e foi devastador.

d) Terremotos:

Sempre presentes na história da humanidade, estão em escala ascendente:

- l 980 = no Monte Santa Helena, Washington (EUA); no Ceará; na Itália (20.000 mortos); na Turquia; na URSS; no Japão; na América Central e na cidade do México.

- l 997 = no Japão, onde, na cidade de Kyoto, um viaduto foi retorcido como se fora um brinquedo de plástico, tamanha a força do fenômeno. Vejamos os piores terremotos, só neste século (4):

País Ano Escala Richter (9.0) Mortos

Itália 1908 7.5 83.000

Japão 1923 8.3 143.000

Índia 1935 7.5 50.000

Peru 1970 7.8 66.000

China 1976 8.0 225.000

Irã 1990 7.0 40.000

Clique no link da reportagem: Os piores terremotos desde 2000

e) Violência e falta de amor:

Assassinatos, estupros, racismo, xenofobia, "faxina étnica", violência urbana, aborto, embriaguês, toxicomania, "galeras" nos bailes funks, cadeias e penitenciárias superlotadas, roubos, furtos e assaltos em escala crescente, seqüestros de aviões, seqüestros relâmpagos para saques em caixas eletrônicos, sequestros de pessoas idosas e/ou deficientes, delinquência juvenil, aumento do número de armas de fogo no meio da população. O flagelo e o pesadelo de centenas de famílias hoje são as drogas ( estupefacientes ), tão em voga entre os jovens, principalmente.

f) Imoralidade

Este é um outro forte indicador de que vivemos à época do fim. Paulo escrevendo aos Corintios afirmou: "As más conversações corrompem os bons costumes" (lª Coríntios 15:33), e com a liberalidade dos costumes, com a frouxidão da moral atual, a imoralidade ganha força como nunca visto. Filmes pornôs, literatura libertina, carnaval, músicas populares de duplo sentido, programas picantes na TV, fornicação, homossexualismo masculino e feminino, adultério, prostituição infantil, gravidez precoce, oferta de sexo nas páginas dos jornais. As bancas de jornais e revistas estão abarrotadas de todo o tipo de revistas pornográficas, direcionadas a todo tipo de público alvo. Sites na Internet estão em todos os lugares do planeta, levando a semente da imoralidade a quem quer que seja, via rede. Nunca se escreveu tanto sobre sexo, nunca se falou tanto a respeito, e nunca se praticou tanto, como acontece atualmente. Sexo desenfreado, como nos dias de Sodoma e de Gomorra (Gênesis 18:16 a 19:20). Aliás, essas cidades servem de aviso para a atual geração, de que o Senhor pedirá conta dos atos de cada pessoa, tanto das poderosas, como das simples, como está escrito em Hebreus 4:13, Atos dos Apóstolos 17:30,31, 1ª Pedro 4:3-5, 2ª Pedro 2:6-9 e Apocalipse 20:11-13.

g) Idolatria, apostasia e superstição:

O homem da atualidade crê em tudo, sem perguntar, ou se importar, qual a origem ou a fonte de tal crença, e submete-se à sua ação sem um mínimo de questionamento: jogo de cartas, baralho cigano, jogo de búzios, horóscopo, tarô, I Ching (horóscopo chinês), mapa astral, leitura de mãos (quiromancia), florais de Bach, energização, mentalização, regressão, cromoterapia, hipnotismo, espiritismo e outras crenças. Passar debaixo de escada dá azar; quebrar o espelho traz sete anos de atraso de vida; ao acordar , levantar sempre com o pé direito; vestir-se de branco às sextas-feiras ou no fim de ano; bater na madeira três vezes, para afastar o mal, são algumas das crendices populares. Outrossim, os jornais, as emissoras de TV e de rádio, estão cheios de anúncios esotéricos, e os artistas, a custa de polpudos cachês, reforçam tais anúncios, para que mais e mais pessoas incautas sejam tentadas a consultar tais "mestres"( 1ª Timóteo 4:1,2).
Porém, a maior apostasia é o culto aos ídolos de barro, de gesso, de pau e de pedra. Multidões ajoelham-se perante imagens de escultura, adoram-nas e as cultuam, oram à elas, invocando proteção e ajuda, o que é terminantemente proibido pelas Sagradas Escrituras, Êxodo 20:4; Levítico 19:4; Deuteronômio 6:4,5; Salmos 97:7; 115:4-9; 135:15-18; Isaías 2:8,9; 40:18-20,25; 42:8; 45:18-20; 46:7; Mateus 4:11; 22:37; Marcos 12:29,30; Lucas 4:8; João 4:23,24; Atos 17:16; 1ª Coríntios 6:10,11; 10:17; 2ªCoríntios 12:2; Gálatas 5:19-21; Efésios 5:5; 1ª João 5:21; Apocalipse 21:8 e 22:15. Dá-se crédito a tudo, menos à Palavra de Deus! E tais pessoas ainda têm o desplante de dizer que são cristãs!!! Francamente!!!

Mas, o mais novo modismo é o fisiculturismo, isto é, o culto ao corpo perfeito, quando o ser humano cultua a si mesmo, ou seja, a egolatria ou complexo de Narciso. Note-se o aumento no número das academias de ginásticas. Um outro ponto nesta questão, é o grande número de cirurgias plásticas, aumentando-se determinadas áreas do corpo, como o busto e a região glútea (nádegas), com o silicone, e a retirada, em outros pontos, dos "pneus" indesejáveis, através da lipoaspiração. Ressalte-se, não se trata de cirurgias reparadoras, mas de pura vaidade mesmo! São pessoas NÃO satisfeitas com o seu próprio corpo.

Nota : Vemos surgir em algumas denominações evangélicas apostasias e superstições: rosas ungidas; pisar sal grosso; ungir as chaves da casa e do carro; dar sal em pacotinhos para os crentes levarem para suas casas; adesivos de autos com dizeres do tipo "tá amarrado, olho grande" ; alguns pregadores de rádio e de televisão usam colocar durante a oração, um copo d'água,(e mandam que os ouvintes façam o mesmo, sobre o rádio, ou o aparelho de TV), para bebê-la ao término da oração (pergunto: água benta dos crentes?!; água fluidificada?!); colocar a mão na tela da TV, em contato com a mão do telepregador; vigília de oração, só no monte ( dizem que num monte em Tinguá, Nova Iguaçú, RJ, gravetos tornam-se incandescentes durante as vigílias que lá se realizam). Pergunta-se: que tipo de evangelho é esse??!! Que teologia é essa??!! Vemos, sem sombra de dúvidas, uma "teologia" sem nenhum fundamento bíblico. Com certeza, esse é " um outro evangelho", Gálatas 1: 6-8 . Do que se pode inferir, essa NÃO é a sã doutrina, a qual é conforme a Palavra de Deus e que nos ensina como proceder em todas as questões espirituais.

E o que pensar de certos cristãos que, também, são maçons, ou seja, adeptos da Maçonaria? E, não são membros de banco, não! São pastores, presbíteros, líderes enfim, que estão à frente do povo do Senhor, ministrando, pastoreando e ensinando (5). Pergunta-se: ministrando o quê? Ensinando o quê? "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço"??!! Pode um autêntico cristão ser maçom?! Cremos que não, e achamos que os tais que assim procedem estão querendo servir a dois senhores, o que é, efetivamente, impossível (Mateus 6:24; Lucas 16:13; 1ª João 1:5,6; 2:4-6,15-17,21-23).

h) Israel = (ponto chave das profecias para o fim: "E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todo o povo da terra." (Zacarias 12 : 3)

O povo israelita é um dos maiores referenciais da vinda de Jesus (ver Mateus 24:1-34, em especial do verso 15 em diante). Os acontecimentos com o povo judeu estão, intrinsecamente, amarrados à palavra profética. A restauração da nação de Israel está profetizada no livro do profeta Ezequiel, capítulo 37. Vemos em tudo isto a fidelidade do Senhor Deus Jeová para com os seus e, sobretudo, para com as suas promessas. O Senhor Deus vela pela sua palavra para fazê-la cumprir, Jeremias 1:11,12; Ezequiel 12:28.

Desde o dia 14 de maio de 1948, Israel é uma nação de fato e de direito. De fato, pois é visível sua organização como Estado, possuindo governo (Parlamentarista), hino (Hatikvah = esperança), bandeira, povo e território (não totalmente definido na atualidade) e, de direito, pois o Eterno é quem prometeu e delimitou o lugar da sua habitação, Números 34:1-15; Ezequiel 47:13-23 e Amós 9:11-15.

Mas, o mundo ainda não reconhece a cidade de Jerusalém como capital do estado judaico, devido ao conflito árabe-israelense, em que cada parte reivindica a cidade como sua e, por isso, as embaixadas dos países acreditados em Israel estão situadas na cidade de Tel-Aviv. Entretanto, as Sagradas Escrituras dizem que Jerusalém é a cidade do grande Rei, Mateus 5:35b. Foi lá que aconteceram, e onde acontecerão, os maiores eventos do mundo espiritual, que refletirá no mundo natural. Lá, Jesus deu a sua vida numa cruz para salvar a humanidade decaída no pecado. Lá Ele voltará novamente, visível ao mundo, Atos 1:9-12. De lá, de Jerusalém, Ele regerá as nações com a destra do seu poder, Apocalipse 12:5.

Porém, a Bíblia diz que, "até se completar a plenitude dos gentios, Jerusalém será pisada por eles", Lucas 21:24, mas o Senhor prometeu restaurar Jerusalém quando purificar todo Israel, Zacarias 12.

Apesar das suas dimensões territoriais reduzidas (quase do tamanho do estado de Sergipe), Israel possui forças armadas que estão entre as mais eficientes do mundo, contando por isso com um complexo parque industrial bélico, criado a partir da sua necessidade vital (6). Israel é o relógio de Deus ao mundo!!.

i) A pregação do Evangelho do Reino dos Céus:

Portas estão abertas na Rússia, na Alemanha Oriental, onde a apenas uma década atrás não se podia pregar o evangelho da redenção. Há um grande esforço e uma grande investidura na evangelização da África e dos países da chamada "Janela 10-40" (faixa terrestre compreendida entre as latitudes de 10N e 40N). O Nordeste do Brasil e as aldeias indígenas estão sendo "invadidos" por missionários que buscam levar a Palavra de Deus àqueles que nunca ouviram o genuíno evangelho. A Bíblia já foi traduzida para vários idiomas e dialetos, e é o livro mais impresso, mais vendido e mais lido no mundo inteiro.

O Senhor é varão de guerra (Êxodo 15:3), seu intento se cumprirá, seu plano se confirmará. Ele desfez o intento das nações, quebrou a arrogância dos poderosos e fortalezas ruíram. Multidões se rendem aos pés do Salvador ao ouvirem o evangelho da verdade, o evangelho do reino de Deus (Romanos 1:16,17). O Senhor Deus Jeová diz: "Operando Eu, quem impedirá?" ( Isaías 43:13 ).

Estes são alguns dos sinais de que já estamos nos tempos do fim, de que vivemos A HORA FINAL, e próxima está a vinda de Jesus, para arrebatar a sua igreja que lhe foi fiel (Apocalipse 3:10).


4) SIGNIFICADOS E PROPÓSITOS DA VINDA DE JESUS (7)

Existem três palavras que podemos utilizar para uma visão panorâmica dos propósitos e dos significados da vinda do Senhor. São elas: GLÓRIA, RESTAURAÇÃO e JUÍZO.

A) GLÓRIA: O Senhor virá em glória e glorificará a sua igreja. Ele virá como noivo glorioso, Mateus 25:6. A sua primeira vinda foi em humilhação, Filipenses 2:5-8, a segunda será em glória, Tito 2:13.

B) RESTAURAÇÃO: Restaurar a nação (Israel) que o rejeitou da primeira vez, Rm 11:26-29; Zc 8:1-8.

C) JUÍZO: Isto diz respeito aos ímpios. As nações serão julgadas com vara de ferro, individualmente e como nações, Apocalipse 19:11,15; Zacarias 14:9.


5) A VINDA DE JESUS

Quando Jesus disse, em Mateus 24, "então virá o fim", e em Apocalipse 1,"o tempo está próximo", o Senhor referia-se à sua vinda nas nuvens, para arrebatar a sua igreja e, para após, desencadear os desígnios divinos sobre o mundo impenitente, ou seja, "o dia da vingança do nosso Deus," Isaías 61:2a; 1ª Tessalonicenses 1:9,10; 5:9; 2ª Tessalonicenses 1:7-9 e Apocalipse 6:15-17.

Encontramos cerca de 300 vezes, no Novo Testamento, a respeito da segunda vinda de Cristo. Livros quase que inteiros falam disto, como 1ª e 2ª Cartas aos Tessalonicenses, e capítulos inteiros, como Mateus 24 e Marcos 13. Esta é a profecia mais importante no Novo Testamento para a vida da igreja. Assim como os judeus deveriam aguardar a vinda do Messias, Deuteronômio 18:15-19; Isaías 7:14; 9:6,7; 59:20; Miquéias 5:2,3; Zacarias 9:9; Mateus 21:4,5, a igreja é conclamada a ficar alerta para a vinda do noivo, Mateus 24:42-51 e 25: 6, 13.

A segunda vinda de Jesus dar-se-á em duas fases distintas: a primeira para arrebatar a igreja que lhe foi fiel, João 14:1-3; 2ª Tessalonicenses 1:7. Nesta fase, Ele virá súbita e rapidamente, Mateus 24:27;Lucas 17:24 e 1ª Coríntios 15:51,52. Como já foi visto, virá para os seus. Na segunda fase, para lutar contra o anti-Cristo e nações aliadas e derrotá-los (Apocalipse 19), para aprisionar Satanás (Apocalipse 20:1-3), e assim instalar o seu reino de mil anos, aqui na Terra. É quando "todo o olho O verá" (Apocalipse 1:7; Marcos 13:26), e Israel então O reconhecerá como o seu Messias, Zacarias 12:10-14.

6) NOSSA POSIÇÃO DIANTE DA HORA FINAL:

Aos crentes o Senhor Jesus exorta, dizendo: ..."vigiai" (Mateus 24:42); ..."orai" (Mateus 26:41); ..."santificai-vos" (Apocalipse 22:11) e ..."anunciai o evangelho" (Marcos 16:15). Aos incrédulos diz: ..."arrependei-vos, pois está próximo o reino dos céus", Mateus 4:17; e mais ainda... "Entrai pela porta estreita. Pois larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. Mas estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e são poucos os que a encontram", Mateus 7: 13,14.


CONCLUSÃO

Quando Jesus vier e levar a sua igreja para o Céu, aqui no mundo haverá uma grande agitação. É quando então o mundo vai experimentar o período chamado de "a grande tribulação", Jeremias 30:7,8; Daniel 12:1; Joel 2:11; Mateus 24:15-31; Apocalipse 6 a 19. Período tão terrível que não houve precedente na história humana e que, depois, não haverá igual, Jeremias 30:7; Sofonias 1:14 -18; Mateus 24:21,22 e Marcos 13:19,20.

Pergunta-se a ti: estás preparado(a) para quando vier Jesus? Se estás, aleluia. Amém. Se não estás, hoje é dia de concertar-te com Deus, recebendo a Jesus como teu único Salvador, João 1:12; Romanos 10:9-13, e assim irás ao Céu com Ele e estarás a salvo dos terríveis juízos divinos que abaterão sobre a terra. Não sejas omisso(a). OU ISTO OU AQUILO! A tua decisão é inevitável ! "NÃO" é também uma decisão. Mas, opte pelo que é certo, ou seja, a única opção correta: Jesus Cristo, que morreu na cruz pelos meus, pelos teus, pelos nossos pecados. Ele (Jesus) disse: "Eu Sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim", João 14:6. Que o Senhor tenha misericórdia de ti e te abençoe. Amém.

OBS: Após a concretização deste estudo, vários outros acontecimentos relativos ao tema já ocorreram, mostrando que o exposto aqui e, mais nitidamente, nas Sagradas Escrituras, estão num ritmo acelerado, ou seja, estão acontecendo muito depressa. Veja os notíciários das TVs e rádios e os jornais. JESUS VEM BREVE! Prepara-te para encontrares com teu Deus, Amós 4:12b. MARANATA!!!!!

NOTA: Se consideraste este estudo como importante para ti, se ele contribuiu para teu crescimento espiritual, tire uma cópia e repasse à pessoas não convertidas ao Senhor Jesus. Verdadeiramente o fim está próximo "Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão."
(I Tessalonicenses 5 : 3)

Bibliografia :

1- Revista Tecnologia e Defesa, Ano 15, n.º 74, Edição Especial, 1998.

2- Revista Veja, n.º 876, 19/06/85, Páginas Amarelas, Editora Abril.

3- Revista Ultimato, nº 260, pág. 34, Set / Out 1999, Editora Ultimato, Viçosa, MG.

4- Revista Época, 08/07/99, pág. 20, Editora Globo (Fonte: World Almanac).

5- Revista Defesa da Fé, Ano 2, nº6, Mai / Jun 1998- Instituto Cristão de Pesquisa.

6- Revista Tecnologia e Defesa, Ano 13, nº 68, São Paulo.

7- Revista Chamada da Meia-Noite, n.º , Ano 1985.

8- Bíblia Anotada Ryrie Study , Editora Mundo Cristão

Fonte: CACP

18 de mar. de 2010

A VERDADEIRA FACE DO CATOLICISMO ROMANO

As Raposas Globais
(Como os Jesuítas conseguiram neutralizar a Reforma Protestante)
Tradução e adaptação do Cap. 13 do livro “Final Authority”, do Dr. William P. Grady,
Grady Publications, Schererville, Ind. USA, 1997. ( Mary Schultze)


Os frutos dados pela Versão Autorizada da Bíblia do Rei Tiago são uma prova irrefutável de que ela é a Palavra de Deus. Todos os países que tiveram seus dirigentes e seu povo liderados pela Versão do Rei Tiago tornaram-se prósperos e felizes, e se transformaram nos maiores países do mundo – como aconteceu com a Inglaterra e os Estados Unidos. Entretanto, no momento em que esses países começaram a permitir modificações nos textos da Bíblia do Rei Tiago, principiaram, também, a cair na apostasia generalizada e acabaram se transformando em exemplos de decadência moral e espiritual.


O objetivo da Ordem Jesuíta sempre foi destruir o Protestantismo e o conseguiu em parte, através de modificações na Palavra de Deus, valendo-se do liberalismo dos pastores evangélicos, que foram sofrendo lavagem cerebral nas universidades inglesas e americanas – Cambridge, por exemplo – durante cinco séculos de penetração jesuíta nos países protestantes. Depois de promoverem tantas guerras a fim de destruir o povo de Deus, os Jesuítas chegaram à conclusão de que, não conseguindo destruí-los pela força, iriam usar um método mais suave – o da penetração – que acabaria trazendo o Ecumenismo aos países protestantes, liquidando sua resistência às heresias do Catolicismo Romano.


Em seu livro “Final Authority” (Cap. 13), sob o título “Entram os Jesuítas”, o Dr. William P. Grady escreve sobre como se processou a penetração jesuíta com o objetivo de destruir a fé crista genuína dos países protestantes, que adotavam a Bíblia do Rei Tiago como sua regra de fé e prática de vida. O Dr. Grady foi católico por 22 anos e converteu-se a Jesus Cristo. Hoje é um dos eruditos da Bíblia do Rei Tiago nos Estados Unidos.


O Dr. Grady afirma que houve intensa resistência de Satanás contra a Versão Autorizada, o qual se valeu da meretriz de Apocalipse 17, a fim de conseguir o seu intento. As raposas que se encarregaram de destruir a vinha de Cristo foram os Jesuítas, mestres do engodo e da corrupção. A Bíblia ia ser traduzida para o povo inglês, que teria em sua própria língua a Palavra de Deus e por isso logo surgiram os problemas causados pelos inimigos do verdadeiro Evangelho de Cristo.


Vamos transmitir as palavras do Dr. Grady à nossa maneira, certos de que Deus nos ajudará a interpretá-las da melhor maneira possível, para honra e glória do Nome do Seu Filho. Fala agora, textualmente, o Dr. Grady:


“Com o projeto de tradução da Bíblia já se materializando, logo se fizeram sentir tremores no sentido de abalar a execução dessa obra. Em 26/10/1605, uma carta anônima foi entregue a Lord Chamberlain, em Monteagle, aconselhando-o a ficar longe da sessão de abertura do Parlamento Britânico, em 05/11/1605, a qual já havia sido adiada muitas vezes. Nessa ocasião o Rei Tiago, sua família e todo o corpo parlamentar deveriam estar reunidos, no Palácio de Westminster. A tal carta logo foi entregue ao Ministro Chefe, Robert Cecil, Primeiro Duque de Sallisbury, o qual, por sua vez, mostrou-a ao Rei Tiago numa audiência especial à meia noite. Logo foi iniciada uma importante investigação para verificar a veracidade da ameaça.


Desconhecido do Rei, um bando de quatro católicos romanos, constituído de Thomas Winter, Thomas Percy, John Wright e Guy Fawkes, os quais eram dirigidos por outro papista, Robert Catesby (1), havia feito um pacto no sentido de assassinar o Rei Tiago e todos os membros da Casa dos Comuns. Esse juramento fora selado com um solene recebimento da “santa comunhão” servida pelo padre jesuíta John Gerhard (2). Exércitos já haviam sido contrabandeados, a partir de Flandres, para facilitar o deflagrar de uma revolução aberta, logo que o Rei fosse assassinado. Esses mercenários foram conseguidos por um amplo círculo de conspiradores, entre os quais se incluía Sir Edward Digby e Francis Tresham (3).


“Ainda bem que a História pertence ao Senhor Jesus Cristo, e por isso houve um repentino adiamento da sessão de abertura do parlamento, o qual começou a deixar nervosos os conspiradores, especialmente porque um bom número de vítimas inocentes seria sacrificado nesse atentado. Após combinar com dois Jesuítas envolvidos, o Pe. Oswald Greenway (através do confessionário) e o Pe. Henry Garnet, o Provincial dos Jesuítas ingleses, ficou decidido um novo plano para diminuir a desnecessária carnificina. Na manhã em que se desenrolaria a conspiração deveriam ser enviadas mensagens urgentes aos membros pró-católicos do Parlamento, a fim de que se retirassem da rota perigosa. A nota de Monteagle era uma das tais admoestações e fora enviada a Lord Chamberlain pelo seu parente católico, Francis Tresham.


Na madrugada do dia 05/11/1605, os agentes de segurança britânicos notaram a presença suspeita de Guy Fawkes (também conhecido como Guido Fawkes), um soldado católico, que estava de guarda, do lado de fora da porta da adega do Palácio de Westminster. Logo se processou uma rápida inspeção no conteúdo da adega, quando foi feita uma descoberta estarrecedora. Escondidos sob uma pilha de ervas secas e carvão, colocados em baixo do local exato onde o Rei Tiago se posicionaria dentro de poucas horas, estavam trinta e seis barris de pólvora, que os perplexos membros do serviço secreto do Rei descobriram na inspeção. Uma caixa de madeira inflamável com fósforos foi encontrada no bolso de Fawkes (4). À uma hora da manhã Fawkes foi convocado a comparecer diante do Concelho Real do Palácio Whitehall, onde apareceu voluntariamente, expressando como única desculpa o fato de “haver ‘falhado’ em explodir o Rei escocês e seus seguidores escoceses, atirando-os de volta à Escócia, de onde vieram”(5).


Durante a realização do julgamento, em 27/01/1606, descobriu-se que os conspiradores haviam conseguido uma casa ali perto e trabalhado dezesseis horas diárias, durante quase um ano, cavando um túnel no subsolo, tentando chegar ao Palácio. Para sua frustração, eles descobriram que os alicerces do muro ao redor tinha nove pés de espessura. Por isso uma segunda rota foi conseguida através de uma propriedade adjacente (6). Após a descoberta da conspiração, Catesby e Percy foram assassinados, ficando Fawkes e três outros conspiradores para enfrentar o tribunal britânico, os quais foram executados dentro do cemitério da Igreja de São Paulo, na mesma semana. O ‘Dia de Guy Fawkes’ ainda hoje é observado pelos católicos na Inglaterra.

Três meses depois foi convocado o julgamento do padre jesuíta Henry Garnet. É importante notar que o Pe. Garnet, assim como Guy Fawkes, fora criado na Igreja Anglicana. Mais uma sentença de morte foi imposta. Notem que os tradutores da Bíblia do Rei Tiago estavam encarregados da salvação de almas humanas, o que levou Paine a fazer o sombrio comentário:
Durante o enforcamento de Garnet, no dia 03 de maio, John Overall, Deão da Igreja de São Paulo, tirou parte do seu precioso tempo como tradutor da Bíblia para estar presente ao enforcamento. De maneira muito solene e cristã, ele e o Deão de Westminster tentaram fazer com que Garnet ‘depositasse uma fé viva e verdadeira, voltando-se para Deus, fazendo uma declaração livre e aberta ao mundo do seu pecado, para descarregar sua consciência, demonstrando tristeza e arrependimento do seu pecado’. Contudo, Garret, firme em suas crenças, pediu que não o perturbassem. Depois que os homens terminaram o seu doloroso dever, enforcando e esquartejando a vítima, o Deão Overall regressou à Igreja, para continuar sua tarefa de traduzir a Bíblia(7). Após ter presenciado a macabra execução, Overall e sua equipe de tradutores do Velho Testamento, em Westminster, continuaram a traduzir, entre outros, o verso do 1 Samuel 10:24: Viva o Rei!


A aplicação para o pastor contemporâneo seguidor da Bíblia está muito clara. Qualquer pastor que se coloca a favor da Bíblia do Rei Tiago deve encontrar também, mais cedo ou mais tarde, trinta e seis barris de pólvora sob os seus pés. Para o ganhador de almas que deseja testemunhar fielmente de Cristo fica a admoestação da 1 Coríntios 16:9: “Porque uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu; e há muitos adversários”.



Os homens de Deus sabem por experiência que o meio mais rápido de atrair a ira à sua congregação é criticar a Igreja de Roma e suas bíblias falsificadas (como as versões inglesas modernas baseadas na Vaticanus). Isto se deve sempre ao fato de que os membros desavisados da Igreja passam a reconhecer que os seus conhecidos católicos estão perdidos, e precisam do seu testemunho pessoal. Os pastores corajosos ignoram as ameaças, dando preferência à injunção pastoral de 1 Timóteo 4:6: “Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentando com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido”, combatendo a presença de uma igreja maligna marcada por doutrinas espúrias, como a do celibato e do jejum (1 Timóteo 4:3).


O antagonismo atual visto nas pessoas nascidas de novo é altamente significativo. Não existe maior evidência para a atual apostasia da verdadeira fé cristã do que a crescente aceitação das heresias de Roma (A Prostituta) por crentes que professam ter sido regenerados pelo sangue de Cristo. Essa frouxidão é um típico fenômeno do século XX. O Dr. Thomas Holland, tradutor senior do grupo Oxford, deixou escapar suas últimas palavras no leito de morte: “Eu vos comando a amar a Deus, odiando o papado e a superstição” (8) A própria Petição Milenar exigiu a supressão dos “usos papistas” no Livro de Oração Comum (9). Com esparsas referências a ‘Sua Santidade’, como sendo o homem do pecado, o Dr. Miles Smith não hesitou em admoestar, no prefácio do livro, contra os perigos dos “usos papais” no mesmo. (10)


Jamais houve qualquer falta de amor aos católicos, pelos ganhadores cristãos de almas, por lhes contarem a verdade sobre a igreja deles. Quando um padre perguntou a John Wesley onde estava a religião dele, antes da Reforma, o fundador do Metodismo, que nada tinha de tolo, respondeu logo: “no mesmo lugar da sua, antes que você metesse a cara na lama”.


Sem dúvida, crentes como Wesley obtiveram sua inspiração nos escritos de Lutero, o qual parece ter atirado invectivas constantes na direção do seu “ex-patrão”, o papa. Ele, que se dirigia a ‘Sua Santidade’ como ‘Sua Profanidade’, não deixou qualquer dúvida sobre o espírito anti-católico do seu tempo, quando escreveu:Muitos me acham contundente demais contra o papado. Pelo contrário, eu até lamento ser tão macio. Gostaria de poder fulminar o papa e o papado com uma tempestade de raio... Amaldiçoarei e censurarei esses vilões até ir para o túmulo, e jamais terei uma palavra gentil a favor deles... Sou incapaz de fazer minhas orações sem amaldiçoar essa gente, ao mesmo tempo. Se estou pronto a dizer ‘santificado seja o teu nome’ também devo acrescentar ‘amaldiçoado, condenado e destruído seja o nome dos papistas’. Se estou pronto a dizer ‘venha o teu reino’, também devo acrescentar: ‘amaldiçoado, condenado e destruído seja o papado”’. De fato, sempre repito isso todos os dias verbal e mentalmente, sem interrupção. ... Nunca trabalho melhor do que quando estou enfurecido. Quando estou com raiva, posso escrever e orar melhor, posso pregar bem, pois assim todo o meu temperamento ferve e o meu entendimento fica mais agudo. Martin Luther (11)


Viram como esta clara linha divisória condena a adesão dos evangélicos e pseudo-fundamentalistas ao Vaticano? Um pastor de alto conceito que endossou a Bíblia Viva disse o seguinte: “Billy Graham e o papa são grandes líderes morais e sinto-me honrado em estar na presença deles”. E por que uma herege como a Madre Teresa de Calcutá haveria de ser tão promovida nas livrarias cristãs como modelo de desempenho espiritual para o povo cristão jovem? Onde ficam as convicções bíblicas de uma pessoa que recomenda uma mulher que declara: Qual a melhor maneira de encarar Deus face a face em nossa vida, senão nos tornando um melhor hindu, um melhor muçulmano, um católico melhor, ou um melhor, seja o que for ... O Deus que está em sua mente é o que deve ser aceito ... (12)


Em seu livro “Global Peace and the Rise of the Antichrist”, Dave Hunt criticou a maior autoridade na área de família cristã que publicou um artigo identificando João Paulo II como ‘o mais eminente líder religioso que fala em nome de Cristo’. (13) Quando Dave Hunt entrou em contato com o quartel general de James Dobson para uma explicação, foi polidamente informado pelo departamento de relações públicas de que ‘o Dr. Dobson é um psicólogo cristão, não um teólogo’. É bom saber que, ele é também um doleiro convicto pró-Vaticano e um comprometido de última hora.


Essa bajulação a Roma é especialmente infeliz, quando vista à luz da volumosa evidência documentando 15 séculos de carnificina realizada pelo Vaticano. [...] Por exemplo, encontramos o nome Torquemada conspicuamente ausente, tanto no índice como na seção das dez páginas que tratam da “Santa Inquisição”, no Eerdmans’ Handbook to the History of Christianity (Manual da História do Cristianismo de Eerdmans (ps. 314-323). Com referência a esses assassinos foi declarado: ‘os inquisidores eram não apenas zelotes agitados... Muitos eram bem educados e devotados ao que eles consideravam ser o seu dever’. (14)

Para descobrir quem eram esses assassinos católicos, devemos ler o “Foxe’s Book of Christian Martyrs of the World” (Livro dos Mártires de John Foxe) : Torquemada foi um líder inquisidor até sua morte. Durante os 18 anos em que ele dirigiu o “Santo Ofício”, 10.220 pessoas foram queimadas vivas e 97.322 tiveram suas propriedades confiscadas ou foram aprisionadas de maneira inacreditável. Esses dados são de Llorente, historiador espanhol da Inquisição, o qual era bem qualificado para julgar com exatidão. (15).


Por outro lado, a mesma publicação neo-evangélica dedica uma página inteira ao Papa João XXIII, creditando-o, entre outras coisas, com ‘profunda, senão, tradicional piedade’. (16) Enquanto isso, o Massacre do Dia de S. Bartolomeu é relegado a meras 13 palavras, num lugar qualquer. (17) Com pelo menos dois historiadores alistados entre os autores contribuintes, não nos surpreendemos que o pessoal da Eerdmans’ prefira que você leia sobre a “bondade e testemunho” do papa João XXIII (18) a ler sobre o bárbaro massacre de mais de dez mil cristãos bíblicos huguenotes, realizado pelos católicos romanos sequiosos de sangue inocente, no dia 24/08/1572. (19) De todas as vítimas papais os Anabatistas foram os que mais sofreram.

No ano de 1528, Carlos V, imperador fanaticamente católico do Sacro Império Romano (1550-1558), proclamou um edito transformando o “re-batismo” em crime capital. A Dieta de Speyer (de 1529) sancionou o decreto do imperador e ordenou que esses “hereges” fossem privados de qualquer processo judicial e imediata e sumariamente liquidados como “bestas selvagens”.

Um historiador anabatista nos deixou um legado desse movimento: Alguns eram esquartejados; outros eram queimados até as cinzas e o pó; alguns eram assados em pilhas ou rasgados com garfões incandescentes... outros eram enforcados em árvores, decapitados com espadas e atirados na água... Alguns eram confinados a escuras prisões até à morte por inanição.. Alguns considerados jovens demais para a execução eram barbaramente açoitados e em seguida atirados em calabouços... Muitos tinham seus queixos perfurados... Os demais eram caçados de um país para o outro. Como corujas e corvos, que não se atreviam a voar durante o dia, freqüentemente eles eram forçados a se esconder e viver em rochas, fendas e florestas selvagens, ou em cavernas e despenhadeiros. (20)


Contudo, numa última olhada ao caráter verdadeiramente demoníaco da “santa madre igreja”, vejamos o tratamento que ela dispensava aos seus próprios membros. No ano 897, o Papa Formoso foi levado a julgamento pelo Papa Estêvão VI, sob acusação de ter violado certas leis da Igreja. Como Formoso não podia falar, um diácono ficou de pé respondendo as acusações em nome do mudo acusado. O pior é que essa não foi uma ação judicial comum. O que a tornou especial é que o acusado fora convocado diretamente do cemitério papal. Hibbert nos informa: O cadáver foi vestido com as vestes papais, sentado num trono e levado a julgamento. Sendo considerado culpado de todas as acusações que lhe eram impingidas, foi despido das vestes papais. Os três dedos da mão direita, com os quais os papas abençoam, foram-lhe sumariamente decepados e seus restos mortais atirados ao Rio Tibre.. (21)


Quando chamados a prestar contas dessas atrocidades, os apologistas católicos invariavelmente se escondem atrás de retóricas, tais como: ”espírito da época” ou “atos infelizes de uma era de trevas” etc. Que isso é pura bobagem pode ser comprovado através de um exame do sangue derramado pelos Católicos, em pleno século XX. Obras referentes ao assunto, como “The Vatican’s Holocaust”, de Avro Manhattan, e “Convert ... or Die”, de Edmond Paris, são vivos documentários de que a Igreja Católica liquidou mais de 800.000 Sérvios ortodoxos na Croácia católica durante os anos de 1940-45. Esses totais representam 40 vezes a conta fatídica da ‘Santa Inquisição’ e do ‘Massacre do Dia de S. Bartolomeu’ juntos.


Da próxima vez em que um católico iludido tentar desmentir sua herança assassina dizendo ser ‘coisa do passado’ peça-lhe para explicar o porquê de:
250 camponeses sepultados vivos, no distrito sérvio de Bjelovar (22), 2.000 crianças mortas com gás letal, no campo de concentração de Bosanska Gradiska (23), Pai e filho crucificados juntos e em seguida queimados dentro de sua própria casa, em Mlinister (24), Mães e filhos, de até 3 anos, empalados na mesma estaca, em Gorevac (25), Uma mãe forçada a segurar a bacia que recebia o sangue de seus quatro filhos, quando suas gargantas foram cortadas em Kosinj (26), Uma mãe grávida tendo o bebê arrancado do seu útero e no lugar deste colocado um gato, no campo de concentração de Jasenovac (27), 1.360 prisioneiros tendo suas gargantas cortadas, numa só noite, por um só guarda (Peter Brzica), durante um sádico concurso de cortadores de gargantas, também em Jasenovac (28), Esquartejamentos (29), degolamentos (30), coroas de espinho (31), facas graviso especializadas em cortar gargantas (32), colares feitos de línguas e olhos humanos (33), confinamento de prisioneiros em quartos cheios de sangue até os joelhos, e 10 mil outras atrocidades coordenadas pelo arcebispo católico romano, Aloysius Stepinac, o qual rezou na abertura do Parlamento Croata, em fevereiro de 1942, pedindo que “o Espírito Santo descesse sobre as afiadas facas dos ustashis (exército católico de guerrilha,) (35).


Conforme é sabido pelos que gostam de ler, o papado havia perdido quase a metade da Europa com a chegada da Imprensa de Guttemberg. Mc Clure sintetiza o assunto da seguinte maneira:
A impressão da Bíblia inglesa provara ser a barreira mais forte jamais edificada para conter o avanço do papado e para danificar-lhe os recursos. Originalmente programada para atingir 5 a 6 milhões de habitantes, nos limites das Ilhas Britânicas, a publicação logo se solidificou, firmando sua linguagem, atingindo até os antes não alcançados e continuando a avançar, desde então, por todas as ilhas e praias de todos os mares. (36)


Tendo alcançado possessões territoriais jamais imaginadas durante tantos séculos, o Vaticano não iria desistir de sua luta. Em destaque estava sua perene adesão aos negócios desta vida, conforme descrito em Apocalipse 18:12-13: Mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérola, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata, e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore, e canela de cheiro, especiarias, incenso, ungüento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado, ovelhas, e de cavalos, de carros, de escravos, e até de almas humanas.


No sentido de reaver a sua “praça de mercado”, Roma se muniu de uma alta elite para-militar semelhante à unidade da Gestapo, a qual faria Himmler parecer um garoto de escola dominical. Deslanchando o que os historiadores chamam de Contra-Reforma, a infame "Sociedade de Jesus" foi fundada por Inácio de Loyola, em 1534. Mais comumente conhecida como Ordem Jesuíta, seu juramentado objetivo tem sido reaver os “filhos” de volta a Roma, centralizando seus ataques no Textus Receptus e resultantes traduções inglesas. Por causa dessa ânsia, além de anos de treinamento militar Inácio insistiu num arregimentado programa de disciplina, de auto-negação, e, acima de tudo, de cega lealdade ao papa. Compreensivelmente esse resultado desejado seria obtido através de intensos graus de lavagem cerebral.

Boehmer escreve: Inácio entendeu mais claramente do que qualquer outro líder de homens que a melhor maneira de erguer um homem até um certo ideal é se tornar senhor de sua mente. ‘Imbuímos dentro dele forças espirituais que ele terá dificuldade de eliminar mais tarde’. Forças mais duradouras do que os melhores princípios e doutrinas, essas forças podem emergir novamente à superfície, algumas vezes, após anos, mesmo não sendo mencionadas, tornando-se de tal modo imperativas que a vontade fica incapaz de se opor a qualquer obstáculo e é forçada a seguir o seu impulso irresistível. (37)


O exército que se dedicou à destruição da Bíblia do Rei Tiago jamais cochilou durante a noite. Há quase 500 anos Loyola embarcou num programa que formaria o tipo atual de agente secreto, muito superior a tudo que o mundo já tem visto. Huber comenta: A obediência militar não chega aos pés da obediência jesuíta. Está é mais ampla, pois se apossa do homem total e não se satisfaz, como a outra, com o ato exterior, mas exige o sacrifício da vontade e que seja deixado de lado o próprio julgamento.(38) Exigindo que todos os soldados repitam centenas de vezes que o seu general (também chamado de Papa Negro por causa de sua batina preta) não é outro senão o próprio Cristo, Inácio foi capaz de insistir em que os seus seguidores devem ver ‘preto como branco’, se a Igreja assim o declarar. (39)


A nova e impressionante Ordem de Loyola proveu Roma da necessária inspiração para embarcar no histórico Concílio de Trento (1545-1563). Era intenção da Igreja através desse Concílio reafirmar ao máximo a teologia medieval, ao mesmo tempo em que pronunciava anátemas sobre todos e quaisquer dissidentes. Algumas das mais notáveis declarações diziam respeito a:
1. O reconhecimento do Velho Testamento apócrifo como inspirado.
2. A aceitação das tradições da Igreja com autoridade igual à das Escrituras.
3. A sanção oficial do purgatório.
4. O repúdio à doutrina da salvação somente pela fé.


Um trecho deste cânon assim declarava: Se alguém disser que somente pela fé o ímpio é justificado, exatamente desse modo, e que nada mais é exigido... que seja anátema. Se alguém diz que Jesus Cristo foi entregue por Deus aos homens como redentor dos que nele confiam e também não como legislador dos que obedecem... seja anátema. (40)


De acordo com Loyola o propósito de sua Ordem era ‘promover a maior glória de Deus’. Isso poderia ser traduzido como a escravização de todo o planeta à indisputável autoridade do pontífice romano. Os Jesuítas iniciaram sua tentativa de conquistar o mundo, estabelecendo ‘casas’ nas nações ainda favoráveis ao Catolicismo, como Itália, Portugal e Espanha. Tendo estabelecido sua frente doméstica, ‘missionários’ como Francisco Xavier (1506-1552) foram despachados para o Oriente e outras terras distantes, até então não atingidas por outra fé. Contudo, a prioridade máxima dos Jesuítas era recapturar as nações perdidas para a Reforma Protestante. Os métodos empregados por esta Ordem clandestina são dignos de estudo, visto como o seu objetivo final ainda permanece em operação na América e na desprezada Versão Autorizada.

O modus operandi da Sociedade Jesuíta pode ser delineado pelos seus seis estágios seguintes:
1) Educação.
2)Doutrinação.
3) Infiltração.4) Sedição.
5) Sedação.
6) Perseguição.


A história dá testemunho de que a apropriação jesuíta começa invariavelmente com o estabelecimento de colégios e universidades exibindo até altos graus acadêmicos, a fim de atrair de uma nação em vista os aspirantes a eruditos. Esse estratagema inaugural de Educação não pode ser enfatizado demais. A apostasia é concebida sempre na sala de aula. Newman informa: Eles descobriram muito cedo a vasta importância de liderar a mais alta educação como meio de ganhar o controle das vidas dos jovens mais habilitados e mais bem situados, fabricando servos intelectualmente treinados aos seus propósitos... A habilidade acentuada dos padres jesuítas, seus conhecimentos insuperáveis da natureza humana, sua afabilidade nas maneiras e sua notável adaptabilidade às idiossincrasias e circunstâncias de cada indivíduo, tornavam-nos praticamente irresistíveis uma vez que entrassem em íntimas relações com a juventude suscetível. (41)


O livre pensador Francis Bacon (1556-1626) ficou tão impressionado com as escolas deles que disse: ‘Tal como são, gostaria que fôssemos nós’. (42) Tendo iludido o estudante desavisado ao exibir uma incumbência para excelência acadêmica, os professores jesuítas perdem pouco tempo em partir para o segundo estágio, que é a Doutrinação. Newman declara: Sem dúvida, é provável que mais tempo tenha sido empregado em moldar os seus caracteres religioso e moral em completa harmonia com os ideais da Sociedade do que em assegurar a maestria dos estudos.. Grande número dos jovens mais desejáveis que ingressaram em suas escolas, sem intenção alguma de se tornarem membros da sociedade, foram ganhos através do paciente esforço dos que deles ficaram encarregados. (43) (N. T. Podemos ler sobre este assunto no capítulo 8 da “Monita” dos Jesuítas).


Com o abandono natural de várias classes graduadas, o terceiro estágio inevitável – a Infiltração – tem início. Por causa do seu treinamento superior e abrasadora convicção, muitos dos melhores graduados logo vão ocupar posições de liderança no governo, no comércio e nas forças armadas. Newman prossegue: Seu zelo proselitista os impulsiona às regiões adjacentes e, através do esforço, a ganhar de volta à fé católica os que tenham se envolvido em ‘heresia’. Comunidades inteiras foram reavidas em tempo incrivelmente curto. (44)


Esta absorção na sociedade secular tem sido facilitada pela única isenção permitida à Ordem - o uso da vestimenta clerical. Edmond Paris comenta sobre esta espantosa ordem secreta: O mesmo acontece hoje. Os trinta e três mil membros oficiais da Sociedade operam no mundo inteiro na capacidade do seu pessoal, como oficiais de um exército verdadeiramente secreto, contendo em suas fileiras chefes de partidos políticos, oficiais de altos escalões, generais, magistrados, físicos, professores de faculdade, etc., todos eles batalhando para realizar em sua própria esfera – a Opus Dei – em realidade os planos do papado.(45)

A capacidade de se infiltrar com bastante sucesso tem se tornado possível através do quarto estágio – a Sedição. Um verdadeiro jesuíta é a personificação exata da I Timóteo 4:2: ... Pela hipocrisia dos que falam mentiras e que tem cauterizada a própria consciência. Boettner tem notificado que a palavra jesuítico entrou no dicionário como sinônimo de dissimulado e hipócrita (46).


Através dos séculos, os Jesuítas têm tornado claro que não hesitarão diante de coisa alguma, a fim de atingir os seus propósitos de subjugar o mundo inteiro ao Vaticano. Por causa de suas incríveis doutrinas de restrição mental e do probabilismo (uma opinião é considerada provável se determinada autoridade puder ser conseguida no sentido de apoiá-la), os Jesuítas podem se tornar confiáveis, até que sejam desmascarados. Esse engodo foi instituído muito cedo em seu treinamento, quando foram treinados no sentido de: ... Manter suas cabeças levemente inclinadas, sem movê-las para a direita nem para e esquerda. Não levantar a vista e quando falam com alguém não devem fixá-lo diretamente nos olhos, de modo a que sejam vistos apenas indiretamente (47).


É na área da política mundial que os Jesuítas mais se destacam. Sua reputação em matéria de subterfúgio, espionagem, subversão e coisas piores é bem conhecida pelos estudantes sérios da história. Cinqüenta e uma expulsões documentadas dos Jesuítas pelos governos do mundo dão uma boa indicação de que os ‘missionários’ jesuítas fazem mais do que simplesmente distribuir folhetos. (48)


De fato os filhos de Loyola são tão diabólicos que têm sido expulsos até mesmo de países fanaticamente católicos.Em 06.04.1762, a França lhes deu um ponta pé, descrevendo suas doutrinas como: perversas; destruidoras de todos os princípios religiosos e honestos; insultando a moral cristã; perniciosas à sociedade civil; hostis aos direitos da nação, ao poder real e à segurança dos soberanos e à obediência dos súditos; capazes de deflagrar os maiores distúrbios nos estados; de conceber e manter a pior espécie de corrupção nos corações humanos. (49)


O segredo da longevidade dos Jesuítas em face a tão difundida resistência por parte dos governos tem sido a sua obstinação de entrar novamente nos países de onde foram expulsos, onde e quando isso for possível. Lamentando esse ressurgimento da atividade jesuíta, John Adams escreveu a Thomas Jefferson (N.T. 2º e 3º presidentes dos Estados Unidos), em 1816: Não me sinto feliz com o renascimento dos jesuítas. Enxames deles se apresentarão sob os mais variados disfarces jamais usados até mesmo por um chefe dos boêmios, como impressores, escritores, publicadores, professores escolares, etc. Se já alguma vez uma associação de pessoas mereceu condenação eterna, neste mundo ou no outro, essa é a Sociedade de Loyola.


De suas numerosas práticas sinistras nenhuma é tão chocante para homens e mulheres como a sanção jesuíta oficial ao assassinato político. Algumas linhas de Suarez trarão luz sobre a acrimônia de Adams: É permitido a um indivíduo matar um tirano por causa do seu direito de autodefesa. Pois embora a comunidade não o ordene deve-se entender sempre que ela deseja defender-se individualmente em lugar de cada cidadão, e até mesmo de um estrangeiro... assim, após ter declarado que foi destituído de seu reino, é legal tratá-lo como um tirano real e, consequentemente, qualquer homem tem o direito de matá-lo. (51)


Deve-se lembrar que Suarez e seus companheiros jesuítas viam o papa e/ ou o seu general como tendo o direito de declarar qualquer governante deposto do seu reino. Caso um chefe de governo antagonizasse ‘sua santidade’, um simples estalar de dedos criaria uma literal sessão de caça para o infeliz oficial (referido como ‘ministro de Deus’ em Romanos 13:4). Isso foi precisamente o que precipitou o ataque jesuíta no Massacre do Dia de São Bartolomeu. O Almirante Coligni e Henry de Navarre não apelaram ao papa, e, desse modo, simplesmente externaram um ‘contrato’ sobre eles (agora se sabe porque a Máfia procede da Itália).


Intimamente relacionada com a Sedição vem o quinto estágio do círculo jesuíta – a Sedação. Quando se pensa no arranjo recíproco de dois conceitos, deve-se relembrar a antiga questão de ‘quem veio primeiro – o pinto ou o ovo? Aliviar a consciência de um membro da Igreja sediciosa é um dos meios mais vigorosos usados pelos jesuítas, a fim de perpetuar suas próprias atividades. Esse ministério aliviador tem sido executado através do confessionário. Este círculo vicioso é visto quando a consciência recentemente sedada é, então, incitada a praticar mais Sedição, a qual precisa de mais Sedação. Newman declara: Desde o princípio eles usaram ao máximo o confessionário como meio de dominar as almas de homens e mulheres e obter um conhecimento dos assuntos religiosos e políticos que servisse aos objetivos da Sociedade. Os filhos e filhas dos ricos e nobres eram buscados por todos os meios para ficar sob a sua influência, e para tanto, logo se tornaram seus confessores favoritos na corte imperial e, em muitas cortes reais da Europa. Era o seu objetivo constante tornar o seu sistema confessional tão atraente para os ricos e nobres, que sempre vinham procurá-lo espontaneamente. Para esse fim o seu sistema casuísta de teologia moral foi elaborado, no qual eles tinham meios de apaziguar as consciências de seus súditos, em todos os tipos de mal feitos. (52) (N.T. Isso pode ser comprovado no conteúdo da Monita dos Jesuítas).


Com estes cinco passos colocados, os seguidores de Loyola já quase conseguiam ter o caminho aberto para fazer com que qualquer nação estivesse de volta ao rebanho papal. Restava apenas o último passo, o de “afiar as garras” através da Perseguição. Após terem moldado o governante à sua vontade e o transformado em instrumento subserviente de sua política eles sempre ficaram ao lado deste ditando as medidas a serem empregadas para a erradicação da heresia e completa reforma do seu reino, conforme o ideal jesuíta, e sempre estavam prontos, com total autoridade papal, a conduzir o seu trabalho inquisitorial. (53)


Enquanto as facções protestantes ficavam enroscadas em disputas doutrinárias cada vez mais extensas, as ágeis tropas de Loyola empregavam o seu plano sêxtuplo com o maior sucesso, num país após o outro. Em 1550 o jesuíta Lejay recebeu permissão do rei Ferdinando da Áustria para estabelecer um colégio jesuíta em Viena. Dentro de um ano, quinze agentes jesuítas já estavam perambulando pelos arredores do país. Dois anos mais tarde, Inácio instalou um colégio especial em Roma com o fim específico de treinar ‘missionários’ para a Alemanha. Em 1556, as universidades de Ingolstadt e Colônia eram dirigidas por professores jesuítas. (54)

Também, em 1556, o rei da Boêmia cometeu o erro de abrir-lhes a porta e as escolas jesuítas logo foram fundadas em Praga, Tyrnau, Olmutz e Brünn. O trabalho jesuíta em Munique teve tanto sucesso que a cidade era chamada a ‘Roma Alemã’. (55)
Com dúzias de outros países invadidos (a Áustria, em 1550; a Suécia em 1568: a Polônia em 1569; a Bélgica em 1592, etc.) os números começaram a contar sua própria história. Em 1626 havia um total de quinze mil Jesuítas, 476 colégios e 36 seminários. Em 1750, os números haviam pulado para 22.000 membros, 669 colégios e 176 seminários, além de centenas de escolas menores. (56)


Para dar uma excelente ilustração da obra destruidora forjada por onde quer que passe um Jesuíta, consideremos o caso do Massacre do Dia de São Bartolomeu, já mencionado. Em 1551, a rainha mãe, Catarina de Médici, permitiu que a Ordem estabelecesse uma ‘casa’ na esquina da rua Auvergne, conhecida como Billon. Logo a seguir, o Colégio de Clermont foi estabelecido em Paris. No dia 24/08/1572, vários milhares de huguenotes (cristãos franceses) chegaram a Paris para assistir o casamento do protestante Henry de Navarre (mais tarde o rei Henrique IV) com Margarete de Valois. Mais de dez mil desses súditos leais de Henry foram sobseqüentemente eliminados através de uma caçada noturna ordenada pelo católico Carlos IX, rei da França.

Manschreck cita a Relação do Massacre por Dethou, conforme o relato de uma testemunha ocular: As ruas ficaram cobertas de cadáveres, os rios tingidos, as portas e portões do palácio salpicados de sangue. Carroças levavam os cadáveres, homens, mulheres, moças e até mesmo crianças, para serem atirados no Sena... Spire Niquet, um pobre encadernador, arrimo de sete filhos, foi assado vagarosamente sobre uma fogueira de livros encontrados em sua casa e em seguida atirado quase morto, dentro da água. Na Rua San Martin, outra mulher prestes a dar à luz havia procurado refúgio no alto do telhado de sua casa. Após ter sido assassinada a mulher teve o seu bebê esmagado de encontro ao muro... uma garotinha foi banhada no sangue dos próprios pais e ameaçada com a mesma sorte, se algum dia se tornasse huguenote. (57)


Por instigação de Catarina quatro moedas diferentes foram cunhadas para comemorar o escabroso extermínio, a primeira delas com a efígie do Papa Gregório XIII. Dois anos depois, o lunático filho de Catarina faleceu, com apenas 24 anos, grunhindo em seu leito de morte: “Que banho de sangue, que assassinos! Que maligno conselho eu segui!, meu Deus, perdoa-me... estou perdido.” (58)

Com o crescimento do poder jesuíta os países da Europa se envolveram em constantes guerras religiosas.

No dia 11/10/1531, um exército católico de oito mil soldados esmagou a força menor de Zwinglio (1484-1531), que contava apenas 1.500, na Batalha de Capela. O corpo do reformador assassinado foi esquartejado e queimado numa pira de excrementos. (59)


Com a morte de Lutero (Martin Luther na Alemanha), em 1546, seus descendentes espirituais foram confrontados com um catolicismo redivivo, na Guerra Schmalkaldeana de 1547. Após sofrer uma derrota inicial, as forças protestantes se recuperaram com Maurice da Saxônia, cujo resultado foi o Tratado de Passau (1552), o qual assegurou temporariamente as liberdades luteranas. (60).


As guerras huguenotes na França começaram em 1560 e prosseguiram intermitentes, até que finalmente a tolerância religiosa foi concedida através do Edito de Nantes, em 1598. Em 1567, o notório Duque de Alva chegou à Holanda para suprimir a ‘heresia’, a serviço de Filipe II da Espanha. O banho de sangue dessa campanha foi tão rompante que uma casa cheia de cristãos holandeses em Roterdã foi poupada, quando um dos seus próprios habitantes criou um estratagema, assassinando um cabrito e salpicando de sangue a parte inferior das portas fechadas da rua.


Contudo, essas campanhas foram meras brincadeiras de criança quando comparadas à Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Executada principalmente na Alemanha, os antagonistas consistiam de vários príncipes alemães apoiados pelos poderes protestantes da Suécia, Dinamarca, França e Inglaterra contra a Casa Católica dos Habsburgo, a qual controlava, junto ao Sacro Império Romano, a Espanha, a Áustria, a Boêmia, a Hungria, a maior parte da Itália e a Holanda do Sul. A ubíqua ‘Conexão Jesuíta’ foi sumariada por Newman como segue:A casa de Habsburgo em seu ramo austríaco, no final do século XVI, havia caído fortemente sob a influência dos Jesuítas. Como arquiduque da Stiria (a partir de 1596), Ferdinando, que como imperador iria desempenhar um papel tão importante na Guerra dos Trinta Anos, executou sem remorsos a política jesuíta, na qual fora educado desde a infância, proibindo a adoração protestante, banindo o clero protestante e colocando diante dos leigos protestantes a alternativa de conversão ou exílio. (62)Através desses anos de intolerância a consciência de Ferdinando foi salva pelo seu confessor jesuíta Viller (63).


Embora a histórica paz da Westfália, concluída em 1648, tenha sido essencialmente uma vitória do protestantismo, as perdas gerais relacionadas a esta guerra foram incalculáveis. Newman assim resume o holocausto induzido pelos jesuítas: A extensão da destruição de vidas através da Guerra dos Trinta Anos não pode ser avaliada. Se levarmos em conta as multidões que pereceram de inanição e abandono, as centenas de milhares de mulheres e crianças que foram assassinadas nos saques e destruição de pequenas e grandes cidades, a temível perda de vidas envolvidas nesse acontecimento, no campo – seguindo-se as mortes causadas pela guerra – estas somariam muitos milhões. Na Boêmia, no início da guerra, havia uma população de dois milhões de habitantes, dos quais 80% eram protestantes. No final da guerra, havia 800 mil católicos e nenhum só protestante. Tomando a Alemanha e a Áustria juntas podemos afirmar seguramente que a população do país foi reduzida à metade, senão a dois terços. E as mortes foram em muitos casos o resultado de incontáveis sofrimentos, tão horríveis quanto se possam imaginar. Mesmo que as cidades não tivessem sido completamente destruídas, elas se tornaram apenas sombras do que haviam sido. Seus edifícios foram delapidados e um grande número deles ficou desocupado. Negócios de todos os tipos foram totalmente destruídos. A agricultura também sofreu muito. Os víveres quase desapareceram, os implementos agrícolas tornaram-se escassos e rudes. A desolação estava em toda a parte. (64)


Contudo, devido à inevitável expansão da civilização ocidental, a cultura na Inglaterra emergiu cada vez mais ampla, apesar do objetivo principal da conquista jesuíta. Em 1569, o agente do Vaticano, William Allen, estabeleceu um colégio em Douai (então na parte holandesa espanhola) e, dez anos mais tarde, uma segunda escola em Roma para o treinamento de missionários jesuítas destinados à Grã Bretanha. Allan estabeleceu os seus objetivos de maneira apaixonada: Fizemos o nosso primeiro e avançado estudo... para instigar na mente dos católicos... o zelo e justa indignação contra os hereges. Isso fizemos colocando diante dos olhos dos estudantes a excelente majestade da liturgia da Igreja Católica no lugar em que vivemos. Ao mesmo tempo mostramos o deprimente contraste que reina no lar. A desolação chocante de todas as coisas sagradas que lá existem... nossos amigos e patrícios, todos os nossos amados e incontáveis almas além desses, perecendo no cisma e na impiedade. Cada prisão e cárcere completamente lotado, não de ladrões vilões, mas de sacerdotes e servos de Cristo, ora com nossos pais e patrícios. Nada há, então, que não devamos sofrer, a não ser olhar para os males que afetam a nossa nação. (65)


A captura de Douai pelas tropas calvinistas, em 1578, mandou o colégio jesuíta para o exílio em Reims, até 1593. Em 1585, um total de 268 graduados havia se infiltrado secretamente na Inglaterra (66). As personalidades de liderança nesse tempo eram os agentes Robert Parsons e Edmond Campion, que entraram no país em 1580, disfarçados como oficiais ingleses. O único evangelho que eles pregavam era a deposição de Elizabeth. Boehmer declara: Então, sob diversos disfarces, eles se espalharam de condado em condado, das casa de campo até o castelo. À noite ouviam as confissões, de manhã pregavam e davam a comunhão e em seguida desapareciam, misteriosamente, do modo como haviam chegado.(67).


Green acrescenta que entre os seus muitos disfarces eles usavam as ‘togas dos pastores do clero inglês.`(68) Calcula-se que eles tenham ganho vinte mil convertidos (69), um ano após terem chegado à Inglaterra. Contudo, sua literatura circulante, encorajando o assassinato de Elizabeth, levou sua missão na Inglaterra a um fim abrupto. Embora Passon tenha fugido para o continente o ‘padre Campion’ foi capturado e confinado à Torre de Londres, onde foi severamente ‘torturado’ para que falasse os nomes dos seus companheiros conspiradores. No dia seguinte, quando o carcereiro lhe indagou como se sentia, o exausto jesuíta respondeu ‘nada mal, pois nem tanto’. (70) No dia 01/12/1581, ele e outros catorze traidores foram enforcados publicamente.


Em 1583, o Papa Gregório XIII formulou um plano para invadir a Inglaterra imediatamente, com três exércitos – da Irlanda, França e Espanha. Providencialmente, os agentes da rainha haviam descoberto o complô e medidas preventivas foram tomadas no sentido de adiar o ataque. (71) ( N.T. Isso mostra que Jesus Cristo é o Senhor da História.)
Três anos mais tarde, outro Jesuíta, Jonh Ballard, foi preso por conspirar no sentido de levar Mary Stuart ao trono, através de um levante geral de católicos na Inglaterra. Ele e treze outros foram desmembrados e partidos ao meio (rasgados no tronco). (72) Sessenta e um padres e quarenta e nove leigos seriam enforcados por conspiração na Inglaterra, nos próximos quinze anos.


Com amigos desse tipo, Mary Stuart não precisava de inimigos. A intensa atividade dos Jesuítas eventualmente iria custar à futura rainha a sua cabeça, em 1587. Algumas semanas depois, antes da portentosa execução, o papa Sisto V havia destinado 600.000 coroas de ouro aos cofres militares do rei Philipe, no sentido de financiar uma invasão imediata à Inglaterra. Nas palavras do Cardeal Allen, “a rainha usurpadora, herege e prostituta da Grã Bretanha” deveria certamente ser deposta. (73)


Na manhã do dia 29/05/1588, mais de 27.000 marinheiros e soldados partiram do porto de Lisboa com 130 navios de guerra, levando uma carga média de 445 toneladas – a maior frota nos anais marítimos daquele tempo. A destruição da religião protestante era considerada como uma missão espiritual intensiva. O slogan oficial da campanha era: “Exurge, domine, et vindica causam tuam” (Levanta, Senhor, e vindica a tua causa). (74) De fato, um “reavivamento” havia explodido durante os estágios finais da partida. Prostitutas foram expulsas, os jogos foram proibidos e a profanidade reduzida ao mínimo. Uma missa especial foi celebrada e por todos os homens a Eucaristia foi reverentemente recebida. Várias centenas de monges estavam entre os passageiros. (75)


No dia 19/07/1588, a vanguarda da invencível armada espanhola foi localizada. Apenas 34 navios de guerra e 58 navios que defendiam a Inglaterra, sob o comando de Charles Lord Howard, assistidos por Sir Francis Drake, haviam se preparado para destruí-la. O que aconteceu a seguir tem sido considerada como uma das mais admiráveis demonstrações da intervenção divina em todos os registros da história.


No ano anterior, Drake havia comandado um ataque de surpresa aos navios espanhóis no porto de Cadiz e descobrira, em primeira mão, o projeto de construção da armada. Tendo sido criado no lar de um ministro puritano o destemido “P. K.”, assegurou à sua rainha: Deus aumente as forças mais excelentes de Vossa Majestade, tanto no mar como na terra, diariamente... pois, eu penso com certeza, jamais houve uma força tão poderosa como a que está pronta ou se prepara contra Vossa Majestade e a verdadeira religião; mas... “o Senhor Todo Poderoso é mais forte e defenderá a verdade de sua Palavra.” (76)


Desmembrado pelos menores navios britânicos o Almirante espanhol Medina-Sidônia escreveu, em desespero, no seu diário de bordo: O inimigo me persegue; ele me atira fogo da manhã até à noite, porém não nos derrotará... Não há remédio, eles são rápidos e nós somos vagarosos. (77) Sustentando mais de 8.000 possibilidades, ao chegar à vigésima sétima, Medina-Sidônia havia tido prova suficiente. Contudo os mares do norte devorariam muitos milhares mais, ao longo da rota retirada da tempestade. Vinte e três navios foram esmagados na costa rochosa, somente na Irlanda. Cerca de 1.100 espanhóis afogados foram dar nas parias Sligo e os que conseguiram chegar vivos à praia tiveram suas gargantas cortadas pelos Kernes (a classe mais pobre da Irlanda). Somente 51 navios, levando dez mil sobreviventes, conseguiram regressar à Espanha. Will Durant, educado pelos jesuítas, só pôde dizer que ‘os ventos favoreceram Elizabeth’ (78). Contudo, uma contagem total das perdas inglesas chegou a 60 homens e nenhum navio, chamando a atenção dos homens sábios para Aquele que ‘criou os ventos’ (Amós 4:13). Nem um simples buraco foi causado na armada inglesa.


Com a esmagadora derrota da armada, levando Philipe à desolação (a ajuda de 60.000 coroas papais não haviam podido ajudá-lo), um projeto mais importante dos Jesuítas iria emergir como último recurso e arma secreta do Vaticano. A partir de então o sucesso do protestantismo inglês seria atribuído ao fato dele possuir a Palavra de Deus na língua pátria. Por isso, em 1582, Roma deu um tácito endosso ao adágio: ‘se não puder vencê-los, junte-se a eles’, ao preparar a sua própria versão inglesa do Novo Testamento, conforme entregue pelos eruditos jesuítas em Reims (O Velho Testamento foi completado em Douai e publicado em 1610).

Essa tendência ao pragmatismo momentâneo tem sido uma das feições mais marcantes da Ordem Jesuíta. Norman declara: Como meio de ganhar de volta as comunidades protestantes para a fé católica eles deram a máxima atenção ao cultivo dos dons de pregar entre os membros e usaram cada esquema seguido pela adoração protestante, ou, de outro modo, a fim de popularizar os cultos das suas igrejas. (79)
Neste ponto, é importante verificar que a nova Bíblia do papa não foi editada para ajudar os católicos, mas para destruir os cristãos. Todas os bons papistas ainda eram obrigados a aderir religiosamente à Profissão Tridentina de Fé (1564), a qual diz em parte: Reconheço a Sagrada Escritura, conforme o sentido como a Santa Madre Igreja tem sustentado e sustenta, e a quem pertence decidir sobre o verdadeiro sentido da interpretação das Sagradas Escrituras, nem jamais receberei nem interpretarei a Escritura, exceto quando esteja de acordo com o consenso unânime dos padres.. (80)


Conforme declarado anteriormente, foi experiência deste autor passar 22 anos na Igreja Católica (incluindo 12 anos de escola paroquial), sem jamais ter lido um só verso da Bíblia oficial da Igreja. A “Bíblia” Douais-Reims foi uma tradução da Vulgata Latina e, portanto, contém as inúmeras perversões da edição Vaticanus e Sinaíticos. Sendo a educação o seu forte, os Jesuítas procurariam, minar, daí para a frente, a Versão Autorizada com um apelo aos manuscritos superiores – superior significando a idade. O Doutor Samuel Gipp escreve : A tarefa dos jesuítas foi atrair a erudição protestante de volta a Roma. Eles sabiam que não podiam ganhar os líderes do protestantismo de volta a Roma, enquanto os teimosos ‘hereges’ se limitassem ao puro texto dos reformadores. Essa Bíblia precisava ser substituída por outra que contivesse as leituras pró-católicas romanas da Vulgata de Jerônimo e a tradução jesuíta de 1582. Seria necessário ‘educar’ os eruditos protestantes no sentido de crer que o texto da Reforma não era confiável e que a Versão Autorizada não era erudita. Uma vez que isto foi programado, os eruditos egoístas passaram a atacar, espontaneamente, a sua própria Bíblia, acreditando estar colaborando com Deus. (81)


Esse processo de escrutinar e preservar a Palavra de Deus ficou conhecido como ‘ciência da crítica textual’. Ao contrário da crença comum, a alta crítica não começou com os racionalistas alemães, mas com os padres jesuítas. O primeiro erudito a empregar métodos científicos aos assim chamados problemas textuais e literais da Bíblia foi o padre católico chamado Richard Simon (1638-1712). O Dicionário Oxford declara que ele foi: Erudito Bíblico. De 1662 a 1678, ele foi membro do Oratório Francês. Sua ‘História Crítica do Velho Testamento’ (1678), argumentando a partir da existência de registros duplos do mesmo incidente e variações de estilo, nega que Moisés tenha sido o autor do Pentateuco. Ele é geralmente considerado o fundador da “Crítica do Velho Testamento”.


Notem como os editores de Oxford omitiram completamente as credenciais católicas de Simon. Pelo registro, Simon obteve os seus ‘insights’ do filósofo judeu, não cristão, Baruque Spinoza (1632-1677). A próxima personalidade ligada aos fundamentos católicos da crítica textual foi o Pe. Jean Mabillon (1632-1707). O Dicionário Oxford apresenta-o como ‘o marista (beneditino) mais erudito e cheio de discernimento’ (83). Em resposta a uma controvérsia sobre a legitimidade de certos documentos da Igreja, Mabillon publicou a sua obra Latin Paleography in Official Documents.


Outro beneditino, o Pe. Bernard Montfaucon (1655-1741) fez uma aplicação negativa das leis de Mabillon ao Textus Receptus, intitulada Paleographic Gracea, e publicou-a em Paris, em 1708. O médico e teólogo católico, Jean Astruc, (1684-1766), foi o próximo crítico a entrar em cena e decidiu que dois homens diferentes haviam escrito o Pentateuco.
Em sua obra, Conjectures sur les Memoires Originaux (Conjecturas sobre as Memórias Originais), não parece ter sido Moisés o único compositor do Livro de Gênesis. Em 1753, Astruc mencionou que Gênesis fora composto com fragmentos de outros documentos. (84)


Através desses anos turbulentos os Jesuítas fizeram novas incursões dentro dos mais altos escalões do governo. Em 1642, o pró-Vaticano, Charles I (1600-1649) mergulhou a nação numa guerra civil. Ele foi preso, julgado por traição e em 30/01/1649 foi decapitado pelo seu crime. Charles II, fanaticamente católico, mandou desenterrar o corpo de Oliver Cromwell e decapitá-lo, em 1660. Tendo estabelecido solidamente a ciência da crítica textual, Roma passou o bastão aos velhos eruditos ortodoxos alemães do Século XVIII, já falecidos. O Dicionário Oxford diz a respeito de Johann Solomo Semler (1725-1791) o seguinte: ... Ele foi um dos primeiros teólogos alemães a aplicar o método histórico- crítico para estudar a Bíblia., tendo chegado a algumas conclusões novas e não ortodoxas. (85)


A escola jesuíta especial em Roma, o Collegium Germanicum, fundada para o treinamento de ‘missionários’ destinados à Alemanha, fez um trabalho muito bem feito. O Pe. Johann Adam Mohler (1796-1838), professor de História e Teologia em Tübingen e Munique (a Roma Alemã), foi a força propulsora desse tempo. Pendendo para os mais destrutivos objetivos da mais alta crítica, um teólogo após outro foi começando a questionar a ‘exatidão científica’ da Bíblia Sagrada. Uma pequena lista desses liberais poderia incluir os seguintes:

Ferdinand Christian Baur (1792-1860).
Wilhelm Martin Leberecht Dewette (1780-1849).
Johann Gottfried Eichhorrn (1752-1827).
Heinrich Georg August Ewald (1803-1875).
Heinrich Friedrich Wilhelm Gesenius (1786-1842).
Johann Gottfried Herder (1744-1803).
Hermann Hupfeld (1796-1866).
Gotthold Ephraim Lessing (1729-1781).
Johann David Michaelis (1717-1791).
Herman Samuel Reimarus (1694-1768).
Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher (1768-1834).
David Friedrich Strauss (1808-1874).
Julius Wellhausen (1844-1918).


Com Martinho Lutero se debatendo no túmulo, chegara o tempo do assalto final dos Jesuítas contra a Versão Autorizada. Como preparação para o Comitê de Revisão, de 1871 a 1881, Satanás orquestrou o ataque, a partir de três ângulos, contra o povo inglês, o qual afetaria eventualmente todo o globo terrestre, no futuro. No sentido de eliminar a narrativa bíblica da Criação, a primeira dupla do exército satânico constituída de Charles Darwin (1809-1882) e Thomas Huxley (1825-1893) aterrizou para dar vida às teorias evolucionistas do Século IV, de Orígenes & Cia. As obras de Darwin, A Orígem das Espécies (1859) e A Descendência do Homem (1871), e as obras de Huxley, Evidências Zoológicas Quanto ao Lugar do Homem na Natureza, (1863), e A Base Física da Vida (1868), propagaram a bobagem não científica referente à matéria e energia de que o universo é auto-existente e eterno. O conceito de que nada se cria é, sem dúvida, uma rejeição da primeira e segunda leis da Termodinâmica.


Na ausência de um Ser Supremo, o único que pode exigir um código de absolutos morais, o homem pode entronizar a sua própria inteligência como autoridade final. A filosofia destrutiva das situações éticas seria a conseqüência natural dessa tolice. Depois de eliminar a origem divina do homem, o próximo passo, logicamente, seria eliminar o seu meio de subsistência. Aí entra Karl Marx (1813-1883) e Friedrich Engels (1820-1895). Tendo em vista que Marx jamais trabalhou em sua vida, pelo menos um dia, suas arrogantes declarações de “Trabalhadores e Camponeses em União Mundial” soa muito falsa. Em verdade, como um estudante profissional e quase jornalista, Marx incorporava os dois grandes ramos do Comunismo, o qual viria propagar a subliteratura – Mídia e Universidade. Baseando o seu Manifesto Comunista nos escritos de Darwin, Marx acreditava na abolição da propriedade privada (Platão), na abolição do casamento e da família (Platão) e na abolição do Estado de governo (Platão). A assim chamada igualdade na distribuição das riquezas advogada em “O Capital”, poderia ser reduzida à máxima de fundo de quintal – roube o que desejar (A República, de Platão). Alguns dos positivos resultados de sua economia revolucionária foram:

O graduado Imposto de Renda.
O controle de armas
Educação compulsória
Sociedade sem classes
Bem estar geral


Mas também devemos mencionar a Rebelião de Taipé (1850), a Guerra da Criméia (1853), a Guerra Civil Americana (1861-1865), a Guerra Franco-Prussiana (1870) e duas dúzias de outros conflitos que antecederiam a II Guerra Mundial.


Alguém já disse que não se pode separar a origem animal da conduta animal e que a conduta animal deve ser controlada por um zoológico. Então fica sem resposta a pergunta: E quem vai dirigir o zoológico? Parafraseando uma das sentenças finais da “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell: “alguns animais são mais idênticos do que outros”.


A terceira linha de ataque foi centralizada nas assim chamadas universidades ‘cristãs’ da Inglaterra. Os culpados principais nesse empenho foram Edward Bouverie Pusey (1800-1882) e Frederick Denison Maurice (1805-1872). Pusey é culpado (junto com John Keble) de fechar os olhos ao Movimento Pró-Católico em Oxford (também conhecido como Tractarianismo), dentro da Igreja Anglicana. A partir de sua posição de Régio Professor de Hebraico em Oxford e de Cânon da Igreja de Cristo, Pusey procurou restaurar na alta constituição da Igreja doutrinas tais como a da confissão auricular e a transubstanciação. (86)


Frederick Maurice foi professor de teologia no King’s College, até ser demitido pela negação do inferno em seu “Ensinos Teológicos” (1853). Mais tarde ele foi “pescado” pela Universidade de Cambridge e aí foi instalado como Professor-Assistente de Teologia Moral. Você ficou surpreso por ter uma universidade com a reputação de Cambridge se interessado por um apóstata juramentado como o Dr. Maurice? Pois não deveria. Décadas de infiltração jesuíta haviam tornado isso possível.


Uma das mais conhecidas crias dos Jesuítas nesse período foi o Cardeal John Henry Newman (1801-1890). Seus seguidores, como Frederick William Faber (1814-1863), haviam rotulado as pregações de companheiros ingleses, como Booth, Whitefield e Wesley, como ‘heresia detestável e diabólica’. Sem dúvida, sua influência também se espalhou na política inglesa. O Ato de Emancipação de 1829 havia tornado legal a eleição de católicos romanos ao Parlamento Inglês. Após anos de difusão da propaganda pró-Vaticano dentro da Igreja Anglicana, esse professor de Oxford, finalmente, ‘mudou de barco’ e foi-se para Roma, onde lhe foi concedido o chapéu cardinalício, em 1879. A parte triste dessa história é que, depois de um ano da sua saída, mais de 150 clérigos e leigos também foram se juntar a ele.


Nesse tempo, a crítica textual destrutiva já estava em toda parte, permeando a Inglaterra inteira com a pergunta; Será que Deus disse? John William Colenso (1814-1883), bispo de Natal, questionou abertamente a autoridade do Pentateuco e de Josué. Ele também aderiu a Maurice na negação do inferno eterno. Ele era um erudito semita, na Igreja Livre de Aberdeen, Escócia. Depois de lhe mostrarem a porta da rua pelos seus artigos na nona edição da Enciclopédia Britânica, que repudiavam a doutrina da Inspiração, ele também foi absorvido por Cambridge. Colenso também advogou a posição herética de J. Williamsen sobre o Pentateuco.. (88)Samuel Rolles Driver (1846-1914) foi Professor Regente de Hebraico em Oxford. Suas credenciais intelectuais levaram muitos a questionar que Moisés fosse o autor de Deuteronômio. (89)


Benjamin Jowett (1817-1893) era professor no Balliol College, também em Oxford. Seu ensaio “A Interpretação da Escritura” em “Ensaios e Revistas” desencadeou uma tempestade de controvérsias no meio dos ortodoxos de Oxford. Dizem que o seu legado mais importante foi a tradução de Platão, em 1871. (90)
Rowland Williams (1817-1870) foi um notório Anglicano Divino, perseguido por sua heterodoxia em seus artigos sobre a crítica da Bíblia, em Ensaios e Revistas. Sentenciado pela Corte de Arches a um ano de suspensão, a sentença foi mais tarde anulada pelo Comité Pró-Jesuíta do Concelho Privado, em 1864. (91)


Henry Perry Liddon (1829-1890) era Cânon na Catedral de São Paulo, Deão na Irlanda e professor de Exegese em Oxford. Como ostensivo aprovador do Tractarianismo, ele passou 1/4 de século promovendo os dogmas católicos dentro da Igreja Anglicana. Sua intensa admiração por Pusey levou-o a escrever a biografia deste. (92)


O católico mais responsável pela agressão protestante à Versão Autorizada foi o Cardeal Nicholas Patrick Stephen Wiseman (1802-1865), profeta da Biblioteca do Vaticano e célebre autor do Codex Vaticanus. Ele próprio foi descrito como ‘um crítico textual de vanguarda’ . (93)


Entre as muitas centenas de protestantes ingleses que se voltaram para Roma, através de Wiseman, as três ‘conversões’ mais injuriosas foram as do Primeiro Ministro, William Galdstone (1809-1898), do Arcebispo Richard Chenevix Trentch (1807-1886) e do já mencionado, Cardeal Newman.


Poderíamos, sem dúvida, acrescentar muitos outros a essa lista, mas basta dizer que a Sociedade de Jesus estava viva e forte dentro do que havia sido o mais forte bastião da ortodoxia inglesa. Em vez de buscar a direção do Espírito Santo, esses traidores de Cristo foram buscar os seguimentos do Vaticano.


Para ficarmos mais familiarizados com a apostasia dentro da Igreja Anglicana, precisamos entender o que se passava nas mentes das forças que exigiram e participaram do Comitê de Revisão, de 1871 a 1881. Homens como o Arcebispo de Trentch e outros simpatizantes de Wiseman, laboraram durante uma década para substituir a leitura da Bíblia do Rei Tiago pela leitura da versão Douai-Reims dos Jesuítas.


De fato, a Universidade de Cambridge havia ido tão longe no tempo do Comitê de Revisão, que seguiu a liderança de Karl Marx, o qual havia dedicado seu ‘O Capital’ a Charles Darwin, quando conferiu ao naturalista não salvo o grau de Doutor Honoris Causa.. (94)


Agora o leitor certamente já se conscientizou da influência jesuíta na América do Século XX, principalmente em seus centros de ‘erudição conservadora cristã’. Acrescento a visão crítica do Dr. Norman Geisler, que rejeita Marcos 16:9-20. Além de co-autor, com William Nix, de “Uma Introdução Geral à Bíblia”, o Dr. Geisler também tem ensinado Teologia Sistemática no prestigiado Seminário Teológico de Dallas, bem como na Universidade Liberdade. Obviamente, a preferência deste erudito ‘protestante’ pelo texto católico reflete a sua fixação pelo Vaticano. Talvez pelo fato de ter ele se esforçado em seu treinamento evangélico no sentido de merecer o seu PhD da Universidade Loyola, uma das principais escolas jesuítas da América, possa indicar a causa dessa predileção (95). Decida por você mesmo!”

Até aqui tivemos as palavras do Dr. William P. Grady. Acreditamos serem elas de absoluta necessidade para esclarecer quem realmente tem sido responsável pelo descrédito que se abateu sobre a santa, inerrante e eterna Palavra de Deus, a Bíblia. Infelizmente, no Brasil muitos pastores, e até mesmo professores de seminários evangélicos, têm aconselhado versões bíblicas como a NIV (em português, NVI, e a Bíblia na Linguagem de Hoje), com versões deturpadas, as quais até omitem versículos que comprovam a divindade de Cristo, colocando-se, desse modo, a serviço da Nova Era. No Livro de Atos, cap. 8, o verso 37 sumiu... Vocês sabem por que? Simplesmente porque ele diz: “Respondeu Filipe: É lícito, se crês de todo o coração, E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”. (ARA, Sociedade Bíblica do Brasil, 1969, e ARC, Editora Vida, 1981)).


Como este, outros versos chaves para a compreensão de que Jesus é realmente o Filho de Deus e o Salvador do mundo têm sido deturpados, quando não suprimidos. Os inimigos da Bíblia afirmam que versos como estes são suprimidos por não serem “Escritura confiável”. É o caso de indagar: Por que não confiável? Será que Deus iria negar que Jesus Cristo é o Seu Filho? Será que Ele falhou em conservar pura a sua Palavra?


Enquanto certos pastores ‘evangélicos’ ficam inventando modismos, a fim de atrair membros para as suas igrejas, com o objetivo de receber o máximo possível em dízimos e ofertas, os inimigos da Bíblia ficam engendrando falsificações, a fim de desacreditar a divindade do Senhor Jesus Cristo. Para muitos pastores o Senhor Jesus já não é Aquele em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos (Colossenses 2:3), mas apenas um mágico, em cuja cartola estão escondidos todos os bens materiais para serem distribuídos a quem mais “contribuir” para a cartola do pastor da igreja. Sem um sólido embasamento na sã doutrina bíblica os crentes são deixados à mercê dos comerciantes da fé, e assim o campo fica livre para que os inimigos de Cristo entrem de sola e, como lobos vorazes, dominem e devorem o rebanho do Bom Pastor.


Numa época em que os protestantes se unem aos católicos em campanhas tipo a da “Fraternidade” e outras, não é de estranhar que a apostasia comece a reinar dentro do rebanho de Cristo e logo, logo, teremos uma Igreja Mundial operando com toda força. Já temos até o protótipo do futuro Anticristo, na pessoa de um patrício de Hitler (Joerg Haider), católico de nascimento e formação, porém mais que tudo um nazista declarado, que odeia as minorias e, principalmente, o povo de Deus, na certa desejando, como os árabes, que o Estado de Israel desapareça do mapa! Ora, vem Senhor Jesus!

Notas de Rodapé:

1. Ariel Durant e Will Durant, The Story of Civilization, vol. 7. The Age of Reason Begins (New York: Simon & Schuster, 1961, p. 141)
2. Christopher Hibbert at al., Tower of London (New York: News Week, 1971, p. 86).
3. J. R. Green, M. A, A Short History of the English People (New York: Harper & Bros. Publishers, 1884, p. 470).
4. Gustavus S. Paine, The Men Behind the King James Version (Grand Rapids, Mich.: Baker Book House, 1959, p. 88).
5. Hibbert at al., Tower of London, p. 87.
6. Paine, King James Version, p. 89.
7. Ibid, p. 90.
8. Ibid, p. 47.
9. Green, English People, p. 471.
10. F. F. Bruce, The Books and the Parchments, 3ª ed. Rev. (Westwood, New Jersey.: Fleming H. Revell Co., 1963, p. 228).
11. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 6; The Reformation (New York: Simon & Schuster, 1957, p. 418).
12. Dave Hunt, Global Peace and the Rise of the Antichrist (Eugene, Oreg.: Harvest House Publ., 1990, p.149).
13. Ibid, p. 105.
14. Dr. Tim Dowley, ed. Eerdmans’ Handbook to the History of Christianity (Grand Rapids, Mich.: William B. Eerdmans Publishing Co., 1977, p. 323).
15. John Foxe at al., Foxe’s Christian Martyrs of the World (Westwood, New Jersey; Barbour & Co., 1985, p. 233).
16. Dowley, Handbook to Christianity, p. 639.
17. Ibid, p. 380.
18. Ibid, p. 639.
19. John Fox, Fox’s Book of Martyrs, ed. William Byron Forbush (Grand Rapids, Mich.: Zondervan Publishing House, 1967, p. 47).
20. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 6 p. 397.
21. Christopher Hibbert, Rome, The Biography of a City (New York: W.W. Norton & Co., 1985, p. 84).
22. Edmond Paris, Convert... or Die!!, trad. Lois Perkins (Chino CA: Chick Publications, n.d, p. 59).
23. Ibid, p. 130.
24. Avro Manhattan, The Vatican’s Holocaust (Springfield, Mo. Ozark Books, 1986, p. 52. (Traduzido no Brasil por Mary Schultze).
25. Ibid, p. 49.
26. Edmond Paris, Convert..., p. 60.
27. Ibid, p. 135.
28. Avro Manhattan, The Vatican’s Holocaust, p. 48.
29. Edmond Paris, Convert..., p. 106.
30. Ibid, p. 191.
31. Ibid, p. 106.
32. Edmond Paris, The Vatican Against Europe, trad. A Robson (London Wickliffe Press, 1961, p. 209.
33. Edmond Paris, Convert..., p. 129.
34. Ibid, p. 189.
35. Avro Manhattan, The Vatican’s Holocaust, p. 33.
36. Alexander McClure, Translators Revived, with a foreword and update by R. E. Rhoads (Litchfield Mich.: Maranatha Bible Society, 1858, ps. 71-72).
37. Edmond Paris, The Secret History of the Jesuits (Trad. Chino, CA: Chick Publications, 1975, p. 21). Traduzido no Brasil por Josef Sued.
38. Ibid, p. 26
39. Ibid.
40. Clyde L. Manschreck, ed. A History of Christianity, 2ª ed. (Englewood Cliffs, N.J.: Prentice Hall, 1964, ps. 134-135).
41. Albert Henry Newman, D.D., LL.D, A Manual of Church History, vol. 2; Modern Church History (1517-1932), rev. (Valley Forge, Pa.: Judson Press, 1931, ps. 374, 383).
42. Durant, The Story of Civilization, vol. 6, p. 915.
43. Newman, Church History, vol. 2, p. 374.
44. Ibid, p. 383.
45. Edmond Paris, The Secret History of the Jesuits, p. 30.
46. Loraine Boettner, Roman Catholicism (Philadelphia, Pa.: Presbiteryan & Reformed Publishing Co., 1962, p. 67).
47. Edmond Paris, The Secret History of the Jesuits, p. 27.
48. Ibid, p. 191.
49. Ibid, p. 69.
50. Ibid, p. 75.
51. Newman, Church History, Vol. 2, p. 380.
52. Ibid, p. 374.
53. Ibid, p. 375.
54. Ibid, p. 383.
55. Ibid.
56. Menschreck, History of Christianity, p. 114.
57. Ibid, p. 144.
58. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7; The Age of Reason Begins (New York,: Simon & Schuster, 1961, p. 355).
59. Ibid, vol. 6, p. 413.
60. Dowley, Handbook to Christianity, p. 377.
61. Paul Lee Tan, Encyclopedia of 7,700 Illustrations (Rockville, Md.: Assurance Publishers, 1979, p. 204.
62. Newman, Church History, vol. 2, ps. 392-393.
63. Edmond Paris, The Secret History..., p. 36.
64. Newman, Church History Vol 2, ps. 410-411
65. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7, p. 20.
66. Ibid.
67. Edmond Paris, The Secret History..., p. 43.
68. Green, English People, p. 412.
69. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7, p. 21.
70. Hibbert at al., Tower of London, p. 89.
71. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7, p. 22.
72. Hibbert at al., Tower of London, p. 79.
73. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7, p. 35.
74. Neil Munro, Fleet’s Threatening Approach, Military History Magazine, Nov. 1990, p. 29.
75. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7, p. 35.
76. Munro, Fleet’s Threatening, p. 31.
77. Durant & Durant, The Story of Civilization, vol. 7, p. 36.
78. Ibid, p. 35.
79. Newman, Church History, vol. 2, p. 375.
80. Henry Bettenson, ed. Documents of the Christian Church, 2ª ed. (London Oxford University Press, 1963, p. 375).
81. Samuel C. Gipp, Th.D, Understandable History of the Bible (Macedonia, Ohio. Bible Believer’s Baptist Bookstore, 1987, ps. 98-99).
82. Elizabeth A, Livingston, ed. The Concise Oxford Dictionary of the Christian Church (Oxford: Oxford University Press, 1977, p. 476).
83. Ibid, p. 314.
84. Ibid, p. 38.
85. Ibid p. 468.
86. Ibid, p. 424.
87. Ibid, p. 117.
88. Ibid, ps. 478-479.
89. Ibid, p. 161.
90. Ibid, p. 281.
91. Ibid, p. 556.
92. Ibid, p. 303.
93. Gipp, Understandable History, p. 114.
94. Arthur Fenton Hort, Life and Letters of Fenton John Antony Hort (London Mcmillan & Co., 1896, vol. 2, p. 186).
95. Norman L. Geisler, Ph.D., Decide for Yourself, How History Views the Bible (Grand Rapids, Mich.: Zondervan Publishing Co., 1982) back jacket cover.

Portas Abertas Brasil - Os Cristaos perseguidos no mundo.

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"Onde ter fé em Cristo significa morrer por ela!"

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Verfolgte Christen Weltweit - Gefährlicher Glaube

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"Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber." (Atos 20 : 35)