DESTINO FINAL

1 de dez de 2010

O Escândalo do Pecado

por: aJohn MacArthur, Jr.


O pecado domina o coração humano, e se fosse pela sua vontade, condenaria cada alma. Se não compreendermos nossa própria perversidade ou não enxergarmos nosso pecado como Deus o vê, não poderemos entendê-lo ou fazer uso do remédio contra ele. Aqueles que tentam justificá-lo, negligenciam a justificação de Deus. Até compreendermos quão totalmente repugnante nosso pecado é, nunca poderemos conhecer a Deus.

O pecado é abominável a Deus. Ele o odeia (cf. Dt 12.31). “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar…” (Hc 1.13). O pecado é contrário à sua própria natureza (Is 6.3; 1 Jo 1.5). A pena máxima – a morte – é exigida para cada infração contra a lei de Deus (Ez 18.4,20; Rm 6.23). Até a menor transgressão é digna da mesma pena severa: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2.10).

O pecado suja a alma. Ele rebaixa a dignidade da pessoa. Obscurece o entendimento. Torna-nos piores que animais, pois os animais não podem pecar. Polui, corrompe, suja. Todo pecado é vulgar, repulsivo e revoltante aos olhos de Deus. A Bíblia o chama de imundícia (Pv 30.12; Ez 24.13; Tg 1.21). O pecado é comparado ao vômito, e os pecadores são os cães que voltam ao seu próprio vômito (Pv 26.11; 2 Pe 2.22). O pecado é chamado de lamaçal, e os pecadores são os porcos que rolam nele (Sl 69.2; 2 Pe 2.22). O pecado é semelhante ao cadáver em putrefação, e os pecadores são os túmulos que contêm o malcheiro e a sujeira (Mt 23.27). O pecado transformou a humanidade em uma raça poluída e imunda.

As terríveis conseqüências do pecado incluem o inferno, sobre o qual Jesus disse: “E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo no inferno” (Mt 5.30). As Escrituras descrevem o inferno como um lugar terrível e medonho onde pecadores são “ atormentados com fogo e enxofre… ” e “A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome” (Ap 14.10,11). Essas verdades se tornam mais alarmantes ainda quando percebemos que são parte da Palavra inspirada de um Deus de infinita misericórdia e graça.

Deus quer que entendamos a excessiva pecaminosidade do pecado (Rm 7.13). Não ousemos encará-lo com leviandade ou rejeitar nossa própria culpa frivolamente. Quando encaramos o pecado como ele é, é nosso dever odiá-lo. As Escrituras vão até mais fundo que isso: “Ali, vos lembrareis dos vossos caminhos e de todos os vossos feitos com que vos contaminastes e tereis nojo de vós mesmos , por todas as vossas iniqüidades que tendes cometido” (Ez 20.43, ênfase acrescentada). Em outras palavras, quando verdadeiramente vemos o que o pecado é, longe de obter auto-estima, nós nos desprezaremos.


A natureza da depravação humana

O pecado penetra no mais íntimo do nosso ser. Como vimos no capítulo anterior; o pecado está no âmago da alma humana. “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem” (Mt 15.19,20). “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração” (Lc 6.45).

No entanto, o pecado não é uma fraqueza ou um vício pelo qual não somos responsáveis. É um antagonismo ativo e intencional contra Deus. Os pecadores livre e prazerosamente optam pelo pecado. Está na natureza humana amar o pecado e odiar a Deus. “O pendor da carne é inimizade contra Deus” (Rm 8.7).

Em outras palavras, o pecado é rebeldia contra Deus. Os pecadores raciocinam no próprio coração: “Com a língua prevaleceremos, os lábios são nossos; quem é o Senhor sobre nós?” (Sl 12.4, ênfase acrescentada). Isaías 57.4 caracteriza os pecadores como crianças rebeldes que abrem sua enorme boca e mostram a língua para Deus. O pecado destronaria Deus, o destruiria e colocaria o ego no seu lugar de direito. Todo pecado é, em último caso, um ato de orgulho, que diz: “Dê o lugar, Deus, eu estou no comando”. Por isso é que todo pecado, no seu âmago, é uma blasfêmia.

Para começar, amamos nosso pecado; temos prazer nele, buscamos oportunidades para praticá-lo. No entanto, por sabermos instintivamente que somos culpados diante de Deus, inevitavelmente tentamos camuflar ou negar nossa própria pecaminosidade. Há muitas maneiras de fazer isso, como observamos nos capítulos anteriores. Elas podem ser resumidas, grosso modo, a três categorias: encobri-lo, justificar-nos e ignorá-lo.

Primeiro, tentamos encobrir o pecado : Adão e Eva fizeram isso no Jardim, depois de ter pecado: “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si” (Gn 3.7) – então se esconderam da presença do Senhor (v.8). O rei Davi tentou em vão encobrir sua culpa quando pecou contra Urias. Ele tinha adulterado com a esposa de Urias, Bate-Seba. Quando ela ficou grávida, primeiro Davi tramou um plano tentando fazer parecer que Urias era o pai da criança (2 Sm 11.5-13). Quando o plano não funcionou, ele conspirou para que Urias fosse morto (vs.14-17). Isso somente agravou o seu pecado. Durante todos os meses da gravidez de Bate-Seba, Davi continuou encobrindo o seu pecado (2 Sm 11.27). Mais tarde, quando Davi foi confrontado com seu pecado, ele se arrependeu e confessou: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio” (Sl 32.3,4).

Segundo, tentamos nos justificar : O pecado é sempre culpa de alguém. Adão culpou Eva, e a descreveu como “a mulher que me deste” (Gn 3.12; ênfase acrescentada). Isso mostra que ele também culpava a Deus. Ele não sabia o que era uma mulher até acordar casado com uma! Deus, raciocinou ele, era o responsável pela mulher que o vitimizou. Da mesma maneira, nós nos desculpamos pelos nossos erros porque pensamos que a culpa é de outra pessoa. Ou argumentamos ter um bom motivo. Convencemos a nós mesmos que é correto retribuir o mal com o mal. (cf. Pv 24.29; 1 Ts 5.15; 1 Pe 3.9). Ou então pensamos que se os motivos finais são bons, o mal pode ser justificado – raciocínio errado de que os fins justificam os meios (Rm 3.8). Chamamos o pecado de desequilíbrio, rotulamos a nós mesmos de vítimas ou negamos que os nossos atos sejam pecaminosos. A mente humana é de uma criatividade sem-fim quando se trata de encontrar mecanismos para justificar o mal.

Terceiro, ignoramos nosso próprio pecado : Sempre pecamos por ignorância ou presunção. Por isso Davi orou: “Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão” (Sl 19.12,13). Jesus nos advertiu sobre a loucura de tolerar uma trave nos nossos olhos e nos preocuparmos com um argueiro no olho do outro (Mt 7.3). Pelo fato de o pecado ser tão difuso, nós naturalmente tendemos a nos tornar insensíveis ao nosso próprio pecado, do mesmo modo que o gambá não é incomodado pelo seu próprio mau cheiro. Até mesmo uma consciência supersensível pode não saber todas as coisas (cf. 1 Co 4.4).

O pecado não se expressa necessariamente por atos. Atitudes pecaminosas, disposições pecaminosas, desejos pecaminosos e um estado pecaminoso de coração são tão repreensíveis quanto as ações que ele produz. Jesus disse que a ira é tão pecaminosa quanto o homicídio, e a concupiscência tanto quanto o adultério (Mt 5.21-28).

O pecado é de tal maneira enganoso que torna o pecador insensível contra sua própria perversidade (Hb 13.3). É natural desejarmos minimizar nosso pecado, como se ele não fosse de fato uma grande coisa. Afinal de contas, dizemos a nós mesmos, Deus é misericordioso, não é? Ele compreende nosso pecado e não pode ser tão duro conosco, não é mesmo? Mas raciocinar dessa maneira é deixar-se ludibriar pela astúcia do pecado.

O pecado, de acordo com as Escrituras, é “a transgressão da lei” (1 Jo 3.4). Em outras palavras, “aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei”. Pecado, portanto, é qualquer falta de conformidade com o perfeito padrão moral de Deus. A exigência central da lei de Deus é que o amemos: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento” (Lc 10.27). Sendo assim, a falta de amor a Deus é a epítome de todo pecado.

Mas “o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar” (Rm 8.7). Nossa aversão natural à lei é tal que mesmo sabendo o que a lei requer, ela suscita em nós uma ânsia pela desobediência. Paulo escreveu: “as paixões pecaminosas postas em realce pela lei… eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás” (Rm 7.5-7). A inclinação do pecador pelo pecado é tal que este o controla. Ele é escravo do pecado, porém o busca com uma fome insaciável e com toda paixão do seu coração.



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(Extraído de John MacArthur, Jr. Sociedade sem Pecado. 1ª Edição. Editora Cultura Cristã, 2002 . São Paulo, SP. páginas 100-104)


A paz do Senhor!

28 de nov de 2010

O chamado de Deus - J. G. Bellett

Nos dias que antecedem o dilúvio, os que pertencem à família de Deus trilham um caminho de peregrinos. Eles deixam o mundo para Caim. Não há neles nenhum sentimento de disputa e nem tampouco o menor indício de queixa. Eles não dizem, e nem pensam em dizer, "Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança" (Lc 12:13). Em seus hábitos e princípios de conduta, eles são tão distintos de seu irmão infrator (Caim) que parecem pertencer a uma outra raça; é como se vivessem em outro mundo.


A família de Caim é que faz toda a história do mundo. Eles constroem as cidades, eles promovem as artes, eles conduzem os negócios, eles inventam seus prazeres e passatempos. Mas em nada disso é encontrada a família de Sete. Os daquela geração chamam às suas cidades por seus nomes; os desta se fazem chamar pelo nome do Senhor. Os daquela fazem tudo o que podem para tornar o mundo seu, e não do Senhor; os da outra fazem tudo o que podem para se fazerem do Senhor e não mais pertencerem a si mesmos. Caim escreve seu próprio nome sobre a terra; Sete escreve o nome do Senhor sobre si.

Podemos bendizer ao Senhor por este vigoroso perfil de estrangeiros celestiais vivendo na Terra, e rogar por graça para experimentarmos em nossas almas, e em nossas vidas, um pouco do seu poder. Temos uma lição a aprender disso. Os instintos de nossa mente renovada nos sugerem que sigamos o mesmo caminho celestial com igual certeza e desembaraço. O chamado de Deus nos indica esse caminho, e todo o Seu ensino exige que o trilhemos. Os passatempos, costumes, interesses e prazeres dos filhos de Caim nada significam para esses peregrinos.

Como ocorre ainda hoje, eles deixam bem claro que rejeitam a idéia de que este mundo seja capaz de lhes trazer satisfação. Eles estão descontentes com o mundo e não se esforçam nem um pouco para inverter esta situação. É nisto que está fundamentada a sua separação da senda de Caim e de sua casa. Eles não estavam preocupados com o país que os cercava, mas procuraram uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Eles são completamente contra o caminho de Caim, e têm um claro discernimento do caminho de Deus

O Senhor deseja que sigamos esse mesmo padrão, estando no mundo, mas não sendo do mundo. Somos do céu, embora ainda não estejamos lá (exceto no que diz respeito à nossa posição em Cristo). Paulo, no Espírito Santo, desejou também que fôssemos assim, seguindo o exemplo daqueles cuja "cidade está nos céus" (Fp 3:20). Pedro, no mesmo Espírito, desejou que fôssemos como "peregrinos e forasteiros", abstendo-nos "das concupiscências carnais" (1 Pd 2:11). Tiago nos convoca, no mesmo Espírito, a sabermos que "a amizade do mundo é inimizade contra Deus" (Tg 4:4). E João nos separa como de um só golpe: "Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno" (1 Jo 5:19). (J. G. Bellett)

29 de out de 2010

Existe base biblica para o dispensacionalismo?

Sim, existe base bíblica, embora eu não me sinta confortável em chamar de "dispensacionalismo". Temos tantos "ismos" - como Calvinismo, Arminianismo, Pentecostalismo, Pré-Mileanismo, Pós-Mileanismo, Fundamentalismo, Protestantismo etc. - que sucumbimos à tentação de classificar os cristãos como se fosse uma coleção de insetos em um museu de história natural.

Uma vez um leitor deu um nó em minha cabeça ao tentar definir minha profissão de fé, que ele disse poder tanto ser antropocêntrica como sinergística, ou ainda teocêntrica e monergística. Porém tinha dúvidas se eu seria teocêntrico, pois eu lhe havia indicado um texto semi-pelagianista (nem me pergunte!) que combatia o hiper-calvinismo. Para tratar dessa minha deficiência ele receitou que eu me inteirasse da história da Igreja, teologia e hermenêutica.

Então, antes que você pense que estou falando "teologês", permita-me aplicar também a essa mania de "ismos" o que Paulo diz aos Colossenses ao tratar dos rudimentos do mundo e das doutrinas de homens... "as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria... mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne". Cl 2:23

Entendo apenas que quando falamos em "dispensacionalismo" ou "dispensação" não se trata de algo técnico, como dois mais dois. Embora você encontre na Web coisas como mapas ou diagramas das dispensações, com a história da humanidade às vezes dividida em sete dispensações, você pode também distinguir diferentes dispensações sob diferentes aspectos.

A abordagem dispensacional mais simples seria dividir tudo em duas dispensações como AT e NT, ou o modo como Deus tratou com os homens no Antigo Testamento e no Novo Testamento. Qualquer um de nós está bem familiarizado com essa visão dispensacional, pois nossas Bíblias são divididas assim.

O princípio para entender o processo dispensacional está em identificar que há um que dispensa ou delega algo, e outro que recebe a responsabilidade de cumprir aquilo. Ao falhar em sua responsabilidade ele é punido e outro toma o seu lugar.

Um modo de enxergar as dispensações pode ser dividindo a história das tratativas de Deus para com o homem em períodos como "Inocência" (da Criação à queda, seguida da expulsão), "Consciência" (da queda ao dilúvio), "Governo" (de Noé a Abraão), "Promessa" (de Abraão a Moisés), "Lei" (de Moisés a Cristo), "Graça" (da morte e ascensão de Jesus ao arrebatamento da Igreja) e "Reino" (o reinado de mil anos de Cristo). Mas mesmo esta divisão pode ser flexível ou denominada de outras maneiras.

O que chama a atenção em uma divisão assim é que sempre há um começo de bênção e um fim de juízo. Mas a dúvida é se existe alguma base bíblica para dividir a Palava. Existe: 2 Tm 2:15 "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade".

Onde você "maneja bem" nesta versão no original está ORTHOTOMEO que tem o sentido de "dissecar" ou "dividir". A versão inglesa de J. N. Darby ficaria mais ou menos assim em português: "Empenha-te apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, cortando a palavra da verdade com precisão".

Mario Persona (O que respondi)

10 de out de 2010

Conferindo o Futuro - (de acordo com as profecias Bíblicas)

Os futuristas estão divididos: o discurso do Monte das Oliveiras (o Sermão Profético de Jesus – N.R.) já foi parcialmente cumprido? A discordância polariza-se neste ponto: Mateus 24.4-14 descreve características gerais do período da Igreja ou tão somente dos sete anos da Tribulação vindoura?

Esses versículos falam de “guerras e rumores de guerras” (v. 6); “fomes e terremotos” (v. 7); tribulação, martírio, traição, ódio, falsos profetas e corrupção (vv. 9-12).

Apesar daquilo que alguns ensinam atualmente, os versículos de 4 a 14 só podem ser escatológicos e, por vários motivos, só podem estar se referindo aos acontecimentos da primeira metade da Tribulação.

As Condições

As condições descritas precisam ser entendidas como julgamentos divinos e não como desastres “naturais”, seguindo o padrão de revelação estabelecido no Velho Testamento. Jesus disse que “...tudo isto é o princípio das dores [literalmente, “dores de parto”] (v. 8). No Velho Testamento a palavra hebraica para “dores de parto” é usada pelos profetas para simbolizar as terríveis calamidades associadas ao Dia do Senhor (Is 21.3; Is 26.17-18; Is 66.7; Jr 4.31; Mq 4.10), particularmente ao “tempo da angústia de Jacó” (Jr 30.6-7), ao qual Jesus faz referência em Mateus 24.21, quando descreve a Grande Tribulação.

Muitos judeus, nos dias do Segundo Templo, esperavam um tempo de sofrimentos imediatamente antes do fim. A seita judaica de Qumran (os essênios – N.R.) atribuía a essa angústia “dores, como de parto”.

Igualmente, o judaísmo rabínico cita as “dores de parto (em hebraico, chavalim) [relacionadas à vinda] do Messias” como uma série de convulsões globais que anteciparão a Era Messiânica. No Talmude, a lista dessas condições desastrosas (espirituais, morais, políticas, sociais e ecológicas – que caracterizam “a geração em que virá o Filho de Davi”, Sanhedrin 97a) em muito se assemelha à lista de Mateus 24.4-14.

Como o Novo Testamento indica que a Igreja não enfrentará o juízo preparado por Deus para o Dia do Senhor (1 Ts 5.9; Ap 3.10), os versículos de Mateus não podem estar descrevendo acontecimentos da Era da Igreja.

A Seqüência

Em segundo lugar, Jesus declarou que esses acontecimentos não seriam “o final” do juízo, mas apenas “o princípio” (v. 8). As dores iniciais serão seguidas de dores mais intensas, no clímax do parto. Como a Tribulação não virá imediatamente após o Arrebatamento da Igreja, pois seu início está previsto para o começo da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27), os versículos de Mateus não podem estar descrevendo acontecimentos da Era da Igreja.

Correlação – Quadro 1
Existe um paralelismo entre certos versículos de Mateus 24 e Lucas 21 com versículos no Apocalipse, conforme mostra este quadro.
Condição Evangelhos Apocalipse 6
Falsos messias/profetas Mt 24.5,11 v. 2
Guerras Mt 24.6-7 vv. 2-4
Discórdia internacional Mt 24.7 vv. 3-4
Fomes Mt 24.7 vv. 5-8
Epidemias/Pestilência Lc 21.11 v.8
Perseguição/martírio Mt 24.9 vv. 9-11
Terremotos Mt 24.7 v. 12
Fenômenos cósmicos Lc 21.11 vv. 12-14
Adaptado de “Chronology and Sequential Structure of John’s Revelation” em When the Trumpet Sounds (Thomas Ice e Timothy J. Demy).

O maior argumento de que esses versículos se referem ao contexto da Tribulação surge na comparação dos mesmos (vv. 4-14) com os cinco primeiros selos de juízo em Apocalipse 6 (confira o Quadro 1).

Essas condições paralelas demonstram que, assim como os selos de Apocalipse 6 são seguidos pelo juízo mais intenso das trombetas e das taças, o “princípio das dores” descrito em Mateus 24.4-14 vem seguido das “dores de parto finais”, mais intensas, descritas em Mateus 24.15-26, que culminarão na vinda do Messias (vv. 27-31).

Além disso, o próprio Senhor Jesus fez referência à profecia da 70ª Semana de Daniel: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes” (Mt 24.15-16).

Mateus 24.4-14 descreve guerras entre diferentes nações e reinos, não apenas entre uma única nação (Roma) e Israel, como aconteceu na Primeira Revolta do povo judeu contra Roma (66-74 d.C.).

Tanto Mateus quanto Marcos (Mc 13.14) apontam o texto de Daniel para esclarecimento da profecia feita no Monte das Oliveiras. Conclui-se que Jesus usa a profecia da 70ª Semana de Daniel como patamar para os eventos cronológicos apresentados em resposta às perguntas dos discípulos. Isso também acontece na seção de juízos do livro do Apocalipse (capítulos 4-19), onde Jesus, o Autor da visão recebida pelo apóstolo João (Ap 1.1), concede-a com divisões estruturalmente semelhantes à 70ª Semana de Daniel.

Colocando os textos lado a lado (veja o Quadro 2), descobrimos que o “princípio das dores” de Mateus 24.4-14 se ajusta ao juízo dos selos de Apocalipse 4-6, aonde ambos (1) focalizam eventos terrenos; (2) cabem na primeira metade da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27a); e (3) culminam na profanação do Templo (o “abominável da desolação”) tanto em Mateus 24.15 quanto em Marcos 13.14, o ponto central da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27b).

Em seguida, os eventos intensificam-se e conduzem às dores de parto finais de Mateus 24.16-26, que (1) identificam-se com Apocalipse 7-19, (2) enfocam a dimensão celestial, e (3) culminam no surgimento do “sinal” celestial, que anuncia a vinda do Messias para julgar o mundo (Mt 24.27-31; Ap 19). Esses acontecimentos cabem na segunda metade da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27b), que termina na destruição do desolador do Templo (“o príncipe, que há de vir”, o Anticristo, Dn 9.26).

Se os versículos de Mateus 24.4-14 predizem sinais da futura Tribulação e tratam principalmente do povo judeu nesse período, seu cumprimento não pode estar no passado, especificamente, na queda de Jerusalém em 70 d.C. Ao comparar os eventos descritos nos versículos torna-se evidente que eles não se identificam com fatos históricos do primeiro século.

A passagem descreve guerras entre diferentes nações e reinos, não apenas entre uma única nação (Roma) e Israel, como aconteceu na Primeira Revolta do povo judeu contra Roma (66-74 d.C.).

As Escrituras também dizem que muitos se levantarão dizendo ser o Cristo (Messias). Mas não existe evidência histórica de alguém que se declarasse messias no primeiro século, até Simão Bar-Kokhba (135 d.C.), um único indivíduo.

Esses sinais também não devem ser usados pela Igreja “como sinais dos tempos”, apontando a aproximação da volta do Senhor. Muitos cristãos têm usado o aparente aumento de terremotos, apostasia na Igreja, e o declínio moral generalizado da sociedade como indicadores de estarmos rapidamente nos aproximando do Arrebatamento e dos últimos dias. Contudo, o Arrebatamento não será precedido por sinais; e como as dores de parto somente começarão quando Israel entrar no “tempo da angústia de Jacó” (e não sabemos quanto tempo isso levará depois do Arrebatamento), devemos usar de cautela ao tentar prever a aproximação de eventos escatológicos, baseando-nos na presença dessas condições na era presente.

Na Era da Igreja, essas condições gerais (apresentadas em 1 Tm 4.1-3; 2 Tm 3.1-9; 1 Jo 2.18; 1 Jo 4.1-3) servem de alerta quanto a estarmos “nos últimos dias”. Mas durante a Tribulação, as condições dos versículos 4-14 serão sinais específicos dos tempos finais, e os judeus convertidos poderão localizar-se dentro da 70ª Semana e perseverar até o final da Tribulação: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” – literalmente liberto do cárcere, quando da vinda do Messias (v. 13).

Correlação – Quadro 2
Há correlação entre o discurso do Monte das Oliveiras e a seção de juízos do livro do Apocalipse (capítulos 4-19) com as divisões estruturais da 70ª Semana de Daniel no Antigo Testamento. Lembre que essa “semana” profética representa sete anos.
Primeira Metade da Semana
Dn 9.27a Início, dores de parto
(foco terreno)
Ap 4-6 Juízo dos selos
Mt 24.4-14; Mc 13.4-13; Lc 21.8-19 Sinais preliminares
Segunda Metade da Semana
Dn 9.27b Eventos principais
Ap 7-13 Juízos das trombetas
Mt 24.15; Mc 13.14-23; Lc 21.20-24 O abominável da desolação
Conclusão da Semana
Dn 9.27b Dores de parto finais
(foco celestial)
Ap 14-19 Juízos das taças
Mt 24.29-31; Mc 13.24-27; Lc 21.25-28 A parousia (“presença física”) e o encerramento dos tempos finais
Adaptado de The Desecration and Restoration of the Temple as an Eschatological Motif in the Tanach, Jewish Apocaliptic Literature and the New Testament (Randall Price).

Serão esses sinais – especialmente o acontecimento descrito no versículo 15, “o abominável da desolação” – que permitirão aos santos da Tribulação perseverarem física e espiritualmente enquanto esperam a libertação prometida para o final da 70ª Semana de Daniel. (Randall Price - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)

Randall Price é escritor e arqueólogo. Ele é presidente de World of the Bible Ministries.

Notas:

  • Veja John F. Walvoord, Matthew: Thy Kingdom Come (Chicago: Moody Press, 1974).
  • Para estudo adicional veja Randall Price, “Old Testament Tribulation Terms”, em When the Trumpet Sounds, ed. Thomas Ice e Timothy J. Demy (Eugene, OR: Harvest House, 1995).
  • David H. Stern, Jewish New Testament Commentary (Clarksville, MD: Jewish New Testament Publications, Inc., 1996).
  • Thomas Ice, “The Olivet Discourse”, em The End Times Controversy, ed. Tim LaHaye e Thomas Ice (Eugene, OR: Harvest House, 2003).
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2006.

Isso é o que você prega, mas é isso o que você também vive?

Certo pastor estava buscando levar a igreja à prática da comunhão e da devoção experimentadas pela igreja primitiva (conforme descrita em Atos dos Apóstolos). Logo, recebeu um comunicado de seus superiores: “Estamos preocupados com a forma como você vem conduzindo seu trabalho ministerial. Você foi designado para tomar conta dessa igreja e a fez retroceder, pelo menos, uns 40 anos! O quê está acontecendo?”. O pastor respondeu: “40 anos? Pois então lamento muitíssimo! Minha intenção era fazê-la retroceder uns 2.000!”.

Atualmente, temos acompanhado um retrocesso da vivência e prática cristãs. Mas, infelizmente, não é um retrocesso como o da introdução acima. Algumas das verdades cristãs têm sido negadas na prática. Muitos de nós somos crentes teóricos, entretanto, ateus práticos.

Segue-se uma pequena lista dos top 10 das verdades que pregamos (na teoria) acerca das mentiras que vivemos (na prática):

I – “SÓ JESUS SALVA” é o que dizemos crer. Mas o que ouvimos dizer é que só é salvo, salvo mesmo, quem é frequente na igreja, quem dá o dízimo direitinho, quem toma a Santa Ceia, quem ganha almas para Jesus, quem fala língua estranha, quem tem unção, quem tem poder, quem é batizado, quem se livrou de todo vício, quem está com a vida no altar, quem fez o Encontro, etc e etc. Resumindo: em nosso conceito de salvação, só é salvo aquele que não me escandaliza.

II – “DIANTE DE DEUS, TODOS OS PECADOS SÃO IGUAIS” é o que dizemos crer. Mas, diante da igreja, o único pecado é fazer sexo fora do casamento. Quando um irmão é pego em adultério, é comum ouvirmos o comentário: “O irmão fulano caiu…”, ou seja, adultério é visto como uma “queda”. Mas a fofoca que leva a notícia do adultério de ouvido a ouvido é permitida (embora, na Bíblia haja mais referências ao mexeriqueiro do que ao adúltero). Estar com o nome ‘sujo’ no SPC é permitido, embora a Bíblia condene o endividamento. Ser glutão é permitido, a ‘panelinha’ é permitida, sonegar imposto de renda é permitido (embora seja mentira e roubo), comprar produto pirata é permitido (embora seja crime) construir igreja em terreno público é permitido (embora seja invasão).

III – “AUTOFLAGELAÇÃO É SACRIFÍCIO DE TOLO”, é o que dizemos crer. Condenamos o sujeito que faz procissão de joelhos, que sobe escadarias para pagar promessas. Ainda assim praticamos um masoquismo espiritual que se expõe em frases do tipo “a hora em que seu estômago está doendo mais é a hora em que Deus está recebendo seu jejum”.

IV – “ESPÍRITO DE ADIVINHAÇÃO É DIABÓLICO” é o que dizemos crer, mas vivemos praticando isso nas igrejas, dentro dos templos e durante os cultos! Ou será que não falamos:

- Olha só a cara do pastor. Deve ter brigado com a esposa.

- A irmã Fulana não tomou a ceia. Deve estar em pecado.

- Olha o irmão no boteco. Deve estar bebendo…

- Olha só o jeito que a irmã ora. É só para se amostrar…

- Olha a irmã lá pegando carona no carro do irmão. Hum, aí tem…

V – “DEUS USA QUEM ELE QUER” é o que dizemos. Mas também dizemos: “Deus não pode usar quem está em pecado”; “Deus não usa ‘vaso sujo’”; “Como é que Deus vai usar uma pessoa cheia de maquiagem, parecendo uma prostituta?”.

VI – “DEUS ABOMINA A IDOLATRIA”, dizemos. Mas esquecemos que idolatria é tudo o que se torna o objeto principal de nossa preocupação, lealdade, serviço ou prazer, como renda, bens, futebol, sexo ou qualquer outra coisa. A questão é: quem ou o que regula o meu comportamento? Deus ou um substituto? Há até muitas esposas, por exemplo, que oram pela conversão do marido a ponto de isso se tornar numa obsessão idolátrica: “Tenho que servir bem a Deus para Ele converter meu marido”; “Não posso deixar de ir à igreja senão Deus não salva meu marido”; “Preciso orar pelo meu marido, jejuar pelo meu marido, fazer campanhas pelo meu marido, deixar de pecar pelo meu marido”, ou seja, a conversão do marido tornou-se o objetivo final e Deus apenas o meio para alcançar esse objetivo. E isso também é idolatria.

VII – “A BÍBLIA É A ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA CRISTÃS”. Mas dizemos:

Eu sei que a Bíblia diz, mas o Estatuto da Igreja rege...

Eu sei que a Bíblia diz, mas nossa denominação não entende assim…

Eu sei que a Bíblia diz, mas a profeta revelou que é assim que tem que ser…

Eu sei que a Bíblia diz, mas o homem de Deus teve um sonho...

Eu sei que a Bíblia diz, mas isso é coisa do passado…

VIII – “DEUS ME DEU ESTA BÊNÇÃO”! Mas dizemos:

Mas eu paguei o preço...

Mas eu fiz por onde merecê-la...

Mas não posso dividir com você porque posso estar interferindo na vontade de Deus, vai que Ele não quer que você tenha… Se você quiser, pague o preço como eu paguei.

IX – “NÃO SE DEVE JULGAR PELAS APARÊNCIAS. ELAS ENGANAM”. Mas frequentemente nos deixamos levar por elas para emitirmos nossos juízos acerca dos outros. Julgamos pela roupa, pelo corte de cabelo, pelo tamanho da saia, pelo tipo de maquiagem (ou a falta dela), pelo jeito de andar, de falar, pelo aperto de mão, pela procedência. Frequentemente, repito, frequentemente falamos ou ouvimos alguém falar: “Nossa! Como você é diferente do que eu imaginava. Minha primeira impressão era de que você era outro tipo de pessoa”, ou “Eu te achava um chato antes de te conhecer”.

X – “A SANTIFICAÇÃO É UM PROCESSO DE DENTRO PARA FORA”. É o que dizemos, mas, para nós, na prática, não basta ser santo, tem que parecer santo. Se a tal ‘santificação’ não se manifestar logo em um comportamento pré-estabelecido, num jeito de falar, andar, vestir e de se comportar é porque o sujeito não se ‘converteu de verdade’.

"E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?" (Romanos 2 : 3)


Alessandro Mendonça

A-BD

17 de set de 2010

O falso evangelho de satanás - Nao acredite em todo "evangelho" que te pregarem!

Satanás não é um inovador, mas um imitador. Deus tem seu Filho unigênito – o Senhor Jesus? Tal qual Satanás tem “o filho da perdição” (II Tessalonicenses 2:3). Há uma Santa Trindade? Há de igual modo uma trindade do mal (Apocalipse 20:10). Lemos sobre os “filhos de Deus”? Do mesmo modo lemos também sobre “os filhos do maligno” (Mateus 13:38). Deus opera nestes que foram citados de modo a determinar e fazer a Sua vontade? Então somos informados que Satanás é “o espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2). Há o “mistério da piedade” (I Timóteo 3:16)? Há também o “mistério da injustiça” (II Tessalonicenses 2:7). Aprendemos que Deus através de Seus anjos “assinala” os Seus servos nas suas testas (Apocalipse 7:3)? Assim também aprendemos que Satanás através de seus agentes assinala nas testas os seus devotos (Apocalipse 13:16). É-nos dito que “o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (I Coríntios 2:10)? Então Satanás também provê suas “coisas profundas” (grego de Apocalipse 2:24). Cristo faz milagres? De igual modo Satanás também pode fazê-los (II Tessalonicenses 2:9). Cristo está sentando sobre um trono? Também Satanás o está (Apocalipse 2:13). Cristo tem uma Igreja? Então Satanás tem a sua “sinagoga” (Apocalipse 2:9). Cristo é a Luz do mundo? Então o próprio Satanás “se transfigura em anjo de luz” (II Coríntios 11:14). Cristo designou “apóstolos”? Então Satanás tem seus apóstolos também (II Coríntios 11:13). E isto nos leva a considerar o “Evangelho de Satanás”.

Satanás é o maior dos falsificadores. O Diabo está agora ocupado em trabalhar no mesmo campo no qual o Senhor semeou a boa semente. Ele está buscando evitar o crescimento do trigo através de outra planta, o joio, o qual é muito próximo do trigo em aparência. Em uma frase: por meio da falsificação ele está buscando neutralizar a Obra de Cristo. Por essa razão, como Cristo tem um Evangelho, Satanás tem um evangelho também; sendo este uma astuta falsificação do primeiro. O evangelho de Satanás se parece tão proximamente com aquele que ele imita, que multidões de não salvos são enganadas por ele.

É a este evangelho de Satanás que o apóstolo se referia quando disse aos Gálatas: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gálatas 1:6-7). Este falso evangelho estava sendo proclamado já nos dias do apóstolo, e a mais terrível maldição foi proclamada sobre aqueles que o pregam. O apóstolo continua: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”.

O evangelho de Satanás não é um sistema de princípios revolucionários, nem ainda é um programa de anarquia. Ele não promove a luta e a guerra, mas objetiva a paz e a unidade. Ele não busca colocar a mãe contra sua filha, nem o pai contra seu filho, mas busca nutrir o espírito de fraternidade, por meio do qual a raça humana deve ser considerada como uma grande “irmandade”. Ele não procura deprimir o homem natural, mas aperfeiçoá-lo e erguê-lo. Ele advoga a educação e a cultura e apela para “o melhor que está em nosso interior” – Ele objetiva fazer deste mundo uma habitação tão confortável e apropriada, que a ausência de Cristo não seria sentida, e Deus não seria necessário. Ele se esforça para deixar o homem tão ocupado com este mundo, que não tem tempo ou disposição para pensar no mundo que está por vir. Ele propaga os princípios do auto-sacrifício, da caridade, e da boa-vontade, e nos ensina a viver para o bem dos outros, e a sermos gentis para com todos. Ele tem um forte apelo para a mente carnal, e é popular com as massas, porque deixa de lado o fato gravíssimo de que, por natureza, o homem é uma criatura caída, apartada da vida com Deus, e morta em ofensas e pecados, e que sua única esperança reside em nascer novamente.

Contradizendo o Evangelho de Cristo, o evangelho de Satanás ensina a salvação pelas obras. Ele inculca a justificação diante de Deus em termos de méritos humanos. Sua frase sacramental é “Seja bom e faça o bem”; mas ele deixa de reconhecer que lá na carne não reside nenhuma boa coisa. Ele anuncia a salvação pelo caráter, o que inverte a ordem da Palavra de Deus – o caráter como fruto da salvação. São muitas as suas várias ramificações e organizações: Temperança, Movimentos de Restauração, Ligas Socialistas Cristãs, Sociedades de Cultura Ética, Congresso da Paz1 estão todos empenhados (talvez inconscientemente) em proclamar o evangelho de Satanás – a salvação pelas obras. O cartão da seguridade social substitui Cristo; pureza social substitui regeneração individual, e, política e filosofia substituem doutrina e santidade. A melhoria do velho homem é considerada mais prática que a criação de um novo homem em Cristo Jesus; enquanto a paz universal é buscada sem que haja a intervenção e o retorno do Príncipe da Paz.

Os apóstolos de Satanás não são donos de bares ou traficantes de mulheres, mas são em sua maioria ministros do evangelho legalmente ordenados. Milhares dos que ocupam nossos modernos púlpitos não estão mais engajados em apresentar os fundamentos da Fé Cristã, mas têm se desviado da Verdade e têm dado ouvidos às fábulas. Ao invés de magnificar a enormidade do pecado e estabelecer suas eternas conseqüências, o minimizam ao declarar que o pecado é meramente ignorância ou ausência do bem. Ao invés de alertar seus ouvintes para “escaparem da ira futura”, fazem de Deus um mentiroso ao declarar que Ele é por demais amoroso e misericordioso para enviar quaisquer de Suas próprias criaturas ao tormento eterno. Ao invés de declarar que “sem derramamento de sangue não há remissão”, eles meramente apresentam Cristo como o grande Exemplo e exortam seus ouvintes a “seguir os Seus passos”. Deles é preciso que seja dito: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). A mensagem deles pode soar muito plausível e seu objetivo parecer muito louvável, mas, ainda sobre eles nós lemos: – “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (II Coríntios 11:13-15).

Somando-se ao fato de que hoje centenas de igrejas estão sem um líder que fielmente declare todo o conselho de Deus e apresente Seu meio de salvação, também temos que encarar o fato de que a maioria das pessoas nestas igrejas está muito distante de conseguir descobrir a verdade por si mesma. O culto doméstico, onde uma porção da Palavra de Deus era costumeiramente lida diariamente, é agora, mesmo nos lares de Cristãos professos, basicamente uma coisa do passado. A Bíblia não é exposta no púlpito e não é lida no banco da igreja. As demandas desta era agitada são tão numerosas, que multidões têm pouco tempo, e ainda menos disposição, para fazer uma preparação para o encontro com Deus. Por essa razão, a maioria, aqueles que são negligentes o bastante para não pesquisarem por si mesmos, são deixados à mercê dos homens a quem pagam para pesquisar por eles; muitos dos quais traem a verdade deles, por estudar e expor problemas sociais e econômicos ao invés dos Oráculos de Deus.

Em Provérbios 14:12 lemos: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Este “caminho” que termina em “morte” é a Ilusão do Diabo – o evangelho de Satanás – um caminho de salvação através da realização humana. É um caminho que “parece direito”, o qual, é preciso que se diga, é apresentado de um modo tão plausível que ganha a simpatia do homem natural; é pregado de forma tão habilidosa e atrativa, que se torna recomendável à inteligência dos seus ouvintes. Por incorporar a si mesmo terminologia religiosa, algumas vezes apela para a Bíblia como seu suporte (sempre que isto se ajusta aos seus propósitos), mantém diante dos homens ideais elevados, e é proclamado por pessoas que têm graduação em nossas instituições teológicas, e incontáveis multidões são atraídas e enganadas por ele.

O sucesso de um falsificador de moedas depende em grande medida de quão proximamente a falsificação lembra o artigo genuíno. A heresia não é uma total negação da verdade, mas sim, uma deturpação dela. Por isto é que uma meia verdade é sempre mais perigosa que uma completa mentira. É por isso que quando o Pai da Mentira assume o púlpito, não é seu costume claramente negar as verdades fundamentais do Cristianismo, antes ele tacitamente as reconhece, e então procede de modo a lhes dar uma interpretação errônea e uma falsa aplicação. Por exemplo, ele não seria tão tolo de orgulhosamente anunciar sua descrença em um Deus pessoal; ele dá a Sua existência como certa, e então apresenta uma falsa descrição da Sua natureza. Ele anuncia que Deus é o Pai espiritual de todos os homens, que as Escrituras claramente nos dizem que nós somos: “filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gálatas 3:26), e que “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1:12). E mais adiante, ele declara que Deus é por demais misericordioso para em algum momento enviar qualquer membro da raça humana no Inferno, mesmo havendo o próprio Deus dito que: “aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20:15). Novamente, Satanás não seria tão tolo, a ponto de ignorar a figura central da história humana – o Senhor Jesus Cristo; ao contrário, seu evangelho O reconhece como sendo o melhor homem que já viveu. A atenção é então levada para os Seus feitos de compaixão e para as Suas obras de misericórdia, para a beleza de Seu caráter e a sublimidade de Seu ensino. Sua vida é elogiada, mas Sua morte vicária é ignorada, a importantíssima obra reconciliadora da cruz não é mencionada, enquanto Sua triunfante e corpórea ressurreição dos mortos é considerada como uma crendice de uma época de muita superstição. É um evangelho sem sangue, e apresenta um Cristo sem cruz, que é recebido não como Deus manifesto em carne, mas meramente como o Homem Ideal.

Em II Coríntios 4:3 temos uma passagem que derrama muita luz sobre o nosso presente tema. Lá nos é dito que: “se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século [Satanás] cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Ele cega as mentes dos não crentes ao esconder a luz do Evangelho de Cristo, e faz isto substituindo-o pelo seu próprio evangelho. Apropriadamente ele é chamado de “o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo” (Apocalipse 12:9). Em meramente apelar para “o melhor que está no homem”, e ao simplesmente exortá-lo a “seguir uma vida de retidão” ele está criando uma plataforma genérica sobre a qual pessoas com qualquer matiz de opinião podem se unir e proclamar uma mensagem comum.

Novamente citando Provérbios 14:12 – “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Tem sido dito com considerável grau de verdade que o caminho para o Inferno está pavimentado com boas intenções. Haverá muitos no Lago de Fogo que recomendaram suas vidas com boas intenções, decisões honestas e ideais elevados – aqueles que foram justos em seus procedimentos, corretos em suas transações e caridosos em todos os seus caminhos; homens que se orgulharam da sua integridade, mas que buscaram justificar a si mesmos diante de Deus por sua própria justiça; homens que foram morais, misericordiosos e generosos, mas que nunca viram a si mesmos como culpados, perdidos, pecadores merecedores do inferno, necessitados de um Salvador. Este é o caminho que “parece direito”. Este é o caminho que recomenda a si mesmo à mente carnal e se faz atraente às multidões de iludidos dos dias atuais. A Ilusão do Diabo é que nós podemos ser salvos por nossas próprias obras, e justificados por nossos próprios feitos; enquanto que, Deus nos diz em Sua Palavra: “pela graça sois salvos, por meio da fé… Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. E também: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou…”

Há alguns anos atrás, conheci um homem que era um pregador leigo e um entusiasmado “obreiro Cristão”. Por mais de sete anos este amigo esteve engajado na pregação pública e em atividades religiosas, mas com base em certas expressões e frases que usava, eu duvidava que este amigo fosse um homem renascido. Quando começamos a questioná-lo, descobrimos que ele foi muito mal instruído nas Escrituras e tinha somente uma vaga concepção da Obra de Cristo pelos pecadores. Por um tempo procuramos apresentar-lhe o caminho da salvação, de uma maneira simples e impessoal, e a encorajar nosso amigo a estudar a Palavra por Ele mesmo, na esperança de que se ele estivesse ainda sem a salvação, Deus se agradaria em revelar o Salvador de que necessitava.

Uma noite, para nossa alegria, aquele que tinha pregado o Evangelho (?) por tantos anos, confessou que havia encontrado a Cristo na noite anterior. Ele admitiu (para usar suas próprias palavras) que estava apresentando um “Cristo ideal”, mas não o Cristo da Cruz. Acredito que haja milhares como este pregador, os quais, talvez, tenham crescido na Escola Dominical, foram instruídos sobre o nascimento, a vida, e os ensinos de Jesus Cristo, crêem na historicidade de Sua pessoa, intermitentemente se esforçam para praticar Seus preceitos, e pensam que isto é tudo o que é necessário para a sua salvação.

Frequentemente, estas pessoas quando atingem a maturidade vão para o mundo, e se deparam com o ataque dos ateístas e infiéis, e lhes é dito que uma pessoa tal qual Jesus de Nazaré nunca viveu. Mas, as impressões dos dias da mocidade não são facilmente apagadas, e eles permanecem firmes em sua declaração de que “crêem em Jesus Cristo”. Apesar disso, quando sua fé é examinada, muito frequentemente descobre-se que ainda que creiam em muitas coisas sobre Jesus Cristo, eles de fato não crêem Nele. Crêem com seu intelecto que tal pessoa viveu (e, porque crêem desta forma imaginam, então, que estão salvos), mas nunca baixaram as armas em sua luta contra Ele, rendendo-se a Ele, nem verdadeiramente creram com seu coração Nele.

A simples aceitação de uma doutrina ortodoxa sobre a pessoa de Cristo, sem o coração ter sido ganho por Ele, e a vida ter sido devotada a Ele, é outra etapa deste caminho “que ao homem parece direito”, mas que cujo fim “são os caminhos da morte”, ou, em outras palavras, é outro aspecto do evangelho de Satanás.

E agora, onde você está? Você está no caminho “que parece direito”, mas que termina em morte; ou, está no Caminho Estreito que conduz à vida? Você realmente abandonou o Caminho Espaçoso que conduz à perdição? Tem o amor de Cristo criado, em seu coração, aversão e horror a tudo o que Lhe desagrada? Você está desejoso de que Ele possa “reinar sobre” você? (Lucas 19:14) Você está confiando inteiramente na justiça e no sangue de Cristo para a sua aceitação junto a Deus?

Aqueles que estão confiando em uma forma exterior de religiosidade, tal qual o batismo ou a “crisma” (confirmação), aqueles que são religiosos porque isto é considerado como uma marca de respeitabilidade; aqueles que freqüentam alguma Igreja ou Congregação porque está na moda fazer isto; e, aqueles que se unem a algumas Denominações porque supõem que este seja um passo que os capacitará a se tornarem Cristãos, estão no caminho que “termina em morte” – morte espiritual e eterna. Mesmo sendo puros os nossos motivos, mesmo sendo nobres as nossas intenções, mesmo sendo bem intencionados os nossos propósitos, mesmo sendo sinceros os nossos esforços, Deus não nos reconhecerá como Seus filhos, até que aceitemos o Seu Filho.

Uma forma ainda mais ilusória do Evangelho de Satanás está levando os pregadores a apresentar o sacrifício reconciliador de Cristo, e então dizer à sua audiência que tudo o que Deus requer deles é que “creiam” no Seu Filho. Por meio disto milhares de almas impenitentes são iludidas, e passam a pensar que foram salvas. Mas Cristo disse: “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis” (Lucas 13:3). “Arrepender-se” é odiar o pecado, entristecer-se por causa dele, e desviar-se dele. É o resultado do Espírito tornando o coração contrito diante de Deus. Nada, exceto um coração quebrantado pode crer de modo salvífico no Senhor Jesus Cristo.

Mais uma vez, milhares estão sendo enganados, ao serem levados a supor que “aceitaram a Cristo” como seu “Salvador pessoal”, sem primeiro O terem recebido como seu SENHOR. O Filho de Deus não veio aqui para salvar Seu povo nos seus pecados, mas “dos seus pecados” (Mateus 1:21). Para ser salvo dos pecados, é preciso deixar de ignorar e de tentar despistar a autoridade de Deus, é abandonar o curso de vida de acordo com a própria vontade e a satisfação pessoal, é “deixar o nosso caminho” (Isaías 55:7). É nos render à autoridade de Deus, nos entregar ao Seu domínio, e ceder a nós mesmos para que sejamos controlados por Ele. Aquele que nunca tomou o jugo de Cristo sobre si, que não busca verdadeira e diligentemente agradá-Lo em todos os detalhes da vida, e ainda supõe que está “confiado na Obra Consumada de Cristo” está iludido pelo Diabo.

No sétimo capítulo de Mateus há duas passagens que nos mostram os resultados aproximados do Evangelho de Cristo e da falsificação de Satanás. Primeiro, nos versos 13-14: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Depois, nos versos 22-23: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos [pregamos] nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. Sim, meu caro leitor, é possível trabalhar em nome de Cristo, ou mesmo pregar em seu nome, e também o mundo nos conhecer, e a Igreja nos conhecer, e ainda assim sermos desconhecidos ao Senhor! Quão necessário é então descobrir onde nós estamos; examinar a nós mesmos e ver se nós estamos na fé; medir a nós mesmos pela Palavra de Deus e ver se estamos sendo enganados por nosso astuto Inimigo, descobrir se estamos construindo nossa casa sobre a areia, ou se ela está erigida sobre a Rocha que é Jesus Cristo.

A.W. Pink

Fonte: http://www.luz.eti.br – Título original, “ Outro Evangelho”; Editora Fiel, uma parte da série, “Fé Para Hoje”. Tradução, Walter Andrade Campelo.

9 de set de 2010

Eu serei contigo - Dave Hunt

Sob uma máscara de terminologia cristã, uma variada gama de psicoterapias está assolando a Igreja, levando os crentes a afastarem-se de Deus e a voltarem-se para si mesmos. Dentre elas, as mais nocivas são as terapias regressivas, criadas para sondar o inconsciente do indivíduo à procura de lembranças escondidas que supostamente causam males que vão desde a depressão, os acessos de ira e até as más condutas sexuais, e por isso devem ser reveladas e "curadas". Estas ramificações de teorias freudianas e jungianas, baseadas no ocultismo e que há décadas vêm causando um impacto destrutivo na sociedade, estão agora fazendo estragos dentro da Igreja.

A "cura interior"

Uma forma popular de terapia de regressão é a chamada "cura interior", introduzida na Igreja pela ocultista Agnes Sanford (veja A Sedução do Cristianismo). Depois de sua morte, [essa terapia] foi levada avante pelos que foram influenciados por ela, tais como os terapeutas leigos Ruth Carter Stapleton (irmã do ex-presidente americano Jimmy Carter – N. R.), Rosalind Rinker, John e Paula Sandford, William Vaswig, Rita Bennett e outros. A cura interior, no início predominante entre igrejas carismáticas e liberais, espalhou-se amplamente nos círculos evangélicos, onde é praticada de forma mais sofisticada por psicólogos como David Seamonds, H. Norman Wright e James G. Friesen, e igualmente por terapeutas leigos como Fred e Florence Littauer. A insistência veemente dos Littauer de que rara é a pessoa "que pode dizer que verdadeiramente teve uma infância feliz", certamente condiciona seus aconselhados a recobrar memórias traumáticas e infelizes.

Mesmo que fosse possível, com precisão e segurança, deveríamos sondar o passado para trazer à tona memórias esquecidas? Notoriamente, a memória é enganosa e está a serviço do ego. É fácil persuadir alguém a "lembrar-se" de algo que jamais pode ter ocorrido. Pela sua própria natureza, tal como outras formas de psicoterapias, a cura interior cria falsas memórias. Além disso, por que deverá alguém revelar a lembrança de um abuso passado para que possa ter um bom relacionamento com Deus? Onde se encontra isto na Bíblia? Se parcelas do passado devem ser "lembradas", por que não cada detalhe? Essa tarefa se mostraria impossível. Entretanto, uma vez aceita esta teoria, jamais se terá certeza de que algum trauma não continue escondido no inconsciente – um trauma que detém a chave do bem-estar emocional e espiritual!

"...as coisas antigas já passaram..."

Contrastando com esta idéia, Paulo esquecia-se do passado e prosseguia para o prêmio prometido (Fp 3.13-14) a todos quantos amam a vinda de Cristo (2 Tm 4.7-8). As conseqüências do passado são insignificantes se os cristãos são verdadeiramente novas criaturas, para quem "as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17). Investigar o passado de alguém a fim de achar uma "explicação" para o seu comportamento atual choca-se com o ensino completo das Escrituras. Se bem que possa parecer uma ajuda por algum tempo, na realidade, está tirando da pessoa a solução bíblica através de Cristo. O que importa não é o passado, e sim o nosso relacionamento pessoal com Cristo agora.

Mesmo assim, muitas pessoas afirmam ter sido ajudadas pela terapia regressiva. Descobrir a "causa" em um trauma passado (seja real ou uma "memória" implantada por sugestão no processo terapêutico) pode produzir uma mudança de atitude e de comportamento por algum tempo. No entanto, mais cedo ou mais tarde, voltará a depressão ou a ira, a frustração ou a tentação, levando a pessoa a renovar a busca no passado para descobrir o trauma "chave" cuja lembrança ainda não foi revelada. E assim continuamente.

"Hiatos de memória"?

Em harmonia com o princípio freudiano de toda "cura interior", o livro Freeing your Mind from Memories that Bend (Libertando Sua Mente de Memórias que Aprisionam) de Fred e Florence Littauer apresenta a tese de que revelar as memórias ocultas é a chave para o bem-estar emocional e espiritual. Eles sugerem que quaisquer "hiatos de memória" da infância indicam a probabilidade de abuso (com grande possibilidade de ser na área sexual). Por esta definição, todos nós fomos abusados, pois a maioria de nós não se consegue lembrar de cada casa em que moramos, de cada escola onde estudamos, de cada professor e colega de aula, de cada passeio com a família quando éramos crianças. Ensinar que estes "hiatos de memória" indicam períodos de abuso encobertos na lembrança, como fazem os Littauer, é contrário ao senso comum, sem respaldo científico e sem apoio bíblico.

Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes da Personalidade

Os Littauer, como tantos outros autores neste campo, baseiam sua abordagem nos chamados quatro temperamentos. Essa teoria sobre a personalidade, já há muito desacreditada, surgiu da antiga crença grega de que o universo físico era composto de quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Empédocles relacionou-os com quatro divindades pagãs, enquanto Hipócrates associou-os aos que eram considerados, na época, os quatro humores do corpo: sangue (sangüíneo), fleuma (fleumático), bílis amarela (colérico) e bílis negra (melancólico). Estas características eram ligadas aos signos do zodíaco.

Apesar da falta de base científica para os quatro temperamentos, muitos psicólogos cristãos e "curadores" leigos, no entanto, confiam neles plenamente e fazem deles a base para "classificação da personalidade" e a chave para o discernimento comportamental. Contudo, como salientam Martin e Deidre Bobgan em seu excelente livro Four Temperaments, Astrology & Personality Testing (Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes da Personalidade):

A palavra temperamento vem do latim temperamentum, que significava "combinação apropriada". A idéia era que se os fluidos corporais fossem temperados, isto é, reduzidos em sua intensidade contrabalançando os humores uns com os outros, então ocorreria a cura...

Pensava-se que até mesmo as posições dos vários planetas alteravam para melhor ou pior tais fluidos...

Os quatro temperamentos já tinham sido virtualmente descartados após a Idade Média... até que alguns extravagantes os descobriram no baú do passado e os colocaram no mercado na linguagem do século XX... [Recentemente] os temperamentos experimentaram um renascimento... entre astrólogos e cristãos evangélicos... Os quatro temperamentos são a parte da astrologia tornada palatável para os cristãos.

Versículos fora do contexto

Tal como outros psicólogos cristãos e praticantes leigos da cura interior, a teoria e prática dos Littauer não provêm de uma exegese cuidadosa das Escrituras, mas eles citam, de vez em quando, um versículo isolado na tentativa de dar aparência de apoio bíblico. Por exemplo, eles citam parte de um versículo – "Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos [do homem]" (Jr 17.10) – que aparece logo abaixo do título do segundo capítulo: "Examinando-nos a nós mesmos". Na realidade, esse texto bíblico opõe-se à idéia de nos esquadrinharmos a nós mesmos. Somente Deus pode compreender e esquadrinhar os nossos corações. "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração... para dar a cada um segundo... o fruto de suas ações" (Jr 17.9,10).

O contexto destes dois versículos desmente a aplicação feita não só pelos referidos autores, mas também por outros bem-intencionados "praticantes da cura interior". Deus amaldiçoa quem confia em qualquer outra coisa e abençoa aqueles que confiam exclusivamente nEle. Quanto a estes, segundo a Sua promessa, "serão como árvore plantada junto às águas, e [nunca] deixarão de dar fruto" (Jr 17.8). Uma vida frutífera (amor, alegria, paz, etc.) é produzida pela obra do Espírito de Deus na vida dos que submetem a Ele seus corações enganosos! Em lugar algum a Bíblia diz que fazer testes de personalidade e conhecer o "temperamento" de alguém ajuda Sua obra em nós.

Os Littauer têm extrema dificuldade em encontrar textos, ainda que remotamente apropriados, e por isso são forçados ao mau emprego da Bíblia. Tomando mais um exemplo, o capítulo intitulado "As Lembranças Mais Remotas" é iniciado com o versículo "Lembro-me destas coisas – e dentro de mim se me derrama a alma" (Sl 42.4). Davi, na realidade, nem se refere às suas "lembranças mais remotas", e sim às críticas e ao escárnio atuais que está sofrendo daqueles que "dizem continuamente [isto é, presentemente]: O teu Deus, onde está?" O versículo "Escreve num livro todas as palavras que eu disse" (Jr 30.2), é citado logo abaixo do título do capítulo "Pronto, Objetivo, Escreva". Este capítulo fala sobre "examinar o seu passado" e "anotar as suas emoções" – nada poderia estar mais distante de Jeremias escrevendo as Escrituras sob a inspiração do Espírito Santo!

Leão, castor, lontra e cão de caça?

Os autores mencionados são apenas um exemplo dentre um exército de praticantes da cura interior, quer sejam psicólogos cristãos ou cristãos leigos, os quais, embora possam ser sinceros, estão desviando milhões de cristãos. Gary Smalley e John Trent, sucessos de vendas na área de psicologia-pop, fortemente promovidos por James Dobson, apresentaram os seus próprios temperamentos, baseando-se em quatro tipos de animais: leão, castor, lontra e cão de caça!

Tipos de personalidade

Presumivelmente, descobre-se "o tipo de personalidade" ou "temperamento" de um indivíduo através de um teste do perfil da personalidade, tais como: Indicador do Tipo Myers-Briggs (ITMB), Análise do Temperamento Taylor-Johnson (ATTJ), Sistema do Perfil Pessoal (SPP), Teste do Perfil da Personalidade (TPP), Perfis Pessoais Bíblicos (PBB), etc. Os testes de personalidade, embora populares, são duvidosos. A personalidade humana com sua capacidade de escolha e um coração do qual Deus diz que é "mais enganoso do que todas as coisas" resistem às fórmulas predicativas e são por demais complexos para serem enquadrados em categorias. Até mesmo as classificações supostamente promissoras de pessoas como Personalidades do Tipo A (suscetíveis a ataques cardíacos), Tipo B (menos suscetíveis) e Personalidades Suscetíveis ao Câncer, etc., estão sendo rejeitadas pela impossibilidade de correlacionar cientificamente a doença com "o tipo de personalidade".

Um grande número de autores cristãos populares e palestrantes como o psicólogo H. Norman Wright e o analista financeiro Larry Burkett são os responsáveis pela promoção destes testes incorretos e nocivos. As teorias dos quatro temperamentos e da classificação da personalidade banalizam a alma e o espírito humanos e fornecem desculpas para um comportamento não-cristão. O foco está no eu, analisando-se as emoções, a personalidade e a infância da pessoa na tentativa de descobrir por que ela pensa e faz o que faz.

O foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra

Ao contrário, a Bíblia coloca o foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra, transferindo-o de nós para Ele, do passado para o serviço presente, e para a esperança da volta de Cristo. Ao invés de procurar identificar a personalidade e o temperamento, consultando sistemas especulativos relacionados à psicologia, astrologia e ocultismo, devemos deixar que nossos pensamentos e ações sejam governados pela suficiente e inerrante Palavra de Deus. A Sua promessa é que, se observarmos a doutrina em Sua Palavra, Ele dirigirá nossa vida através de "repreensão, correção e educação na justiça" (2 Tm 3.16). Como resultado, homens e mulheres de Deus tornam-se maduros, aperfeiçoados e preparados para toda boa obra (v. 17). Pedro nos assegura que Deus "nos tem doado todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude" (2 Pe 1.3). Jesus declara que aqueles que permanecem em obediência à Sua Palavra são Seus verdadeiros discípulos, que "conhecem a verdade" e a quem a verdade libertará (Jo 8.31-32). Somente os que duvidam de tais promessas ou não querem seguir o caminho da cruz voltam-se para teorias e terapias humanas.

Exemplos bíblicos

A Bíblia jamais faz alusão aos tipos de personalidade, nem classifica as pessoas segundo habilidades ou fraquezas como meio de identificar-lhes a capacidade e prognosticar-lhes o sucesso ou o fracasso na obra de Deus. Rejeitando a armadura de Saul, com apenas uma funda e cinco pedras, Davi subiu contra Golias, poderosamente armado, que aterrorizava todo o exército de Israel. Qual foi o segredo? "Eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos... Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos" (1 Sm 17.45-46). A confiança de Davi estava no Senhor e não em si próprio. Mesmo que Davi não fosse hábil na funda, Deus o capacitaria a acertar o alvo. Paulo chegou ao ponto de afirmar que Deus lhe dissera que o Seu poder se aperfeiçoava na fraqueza de Paulo. Daí sua declaração: "...quando sou franco, então, é que sou forte" (2 Co 12.10). Tais afirmativas refutam todo o fundamento lógico dos testes de personalidade, da identificação dos temperamentos, da auto-estima e do aumento do valor-próprio.

A Bíblia está repleta de exemplos de homens e mulheres odiados, abusados e renegados pelos seus próprios familiares – homens e mulheres solitários, sem amigos, faltos de talentos ou capacidade, mas que triunfaram nas maiores adversidades porque confiavam em Deus. Estes heróis e heroínas da fé desmentem a focalização no ego humanista e antibíblica, que é a base de todas as psicologias pop da cura interior. Moisés é apenas um exemplo dentre muitos outros.

O libertador Moisés

Quando Deus o chamou para ir ao Egito para libertar o Seu povo, Moisés alegou ser incapaz de tal missão e pediu-Lhe que escolhesse outra pessoa (Êx 3.11; 4.10-13). Por acaso Deus lhe aplicou algum teste de personalidade para mostrar que Moisés tinha aptidão? O Senhor tratou da frágil auto-estima de Moisés ou do seu baixíssimo valor-próprio? Ele lhe receitou a cura interior para libertá-lo das memórias encobertas por ter sido abandonado pelos seus pais e criado num lar adotivo, e da falta de identidade própria resultante disto? Foi-lhe ministrado um curso de auto-aperfeiçoamento, autoconfiança e sucesso? Pelo contrário, Deus lhe prometeu: "Eu serei contigo"!

O "aconselhamento" bem-intencionado daqueles que tentam ajudar os cristãos a se compreenderem pela focalização no eu, na realidade, está privando os aconselhados da presença e do poder divinos que Moisés experimentou. As forças e fraquezas humanas são irrelevantes neste caso. O que vale é se o poder do Espírito Santo de Deus é ou não manifesto na vida da pessoa. Muitos, se não a maioria dos personagens bíblicos, bem como dos heróis da fé mais recentes, desde os primeiros mártires até os grandes pioneiros missionários do século XIX, provavelmente falhariam nos atuais testes dos perfis de personalidade.

Na verdade, Deus não escolheu Moisés por sua elevada qualificação, mas por ser ele o homem mais manso na face da terra (Nm 12.3). Por que Deus escolheria tal pessoa para enfrentar Faraó, o mais poderoso imperador da época, no seu próprio palácio, para libertar Israel de suas garras? Ele o fez para ensinar os israelitas a confiar nEle e não em homens para seu livramento!

Os heróis da fé sem "terapias"

Jamais se encontra alusão de que José, Davi, Daniel, ou qualquer outro herói da fé precisasse de terapias como as que estão por aí, consideradas hoje tão vitais e eficazes. Foi quando Jó teve um vislumbre de Deus e disse: "Eu me abomino [odeio] e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42.6), que ele foi restaurado pelo Senhor. Foi também quando Isaías teve a visão de Deus e clamou: "Ai de mim! Estou perdido! (Is 6. 1-8) que Deus pôde usá-lo. Precisamos mudar o foco de nossa atenção, volvendo os olhos para o Senhor e não para nós mesmos.

Manifestação do poder de Deus em nossa fraqueza

Tenha sede de Deus! Procure conhecê-lO! O fruto do Espírito não vem como resultado de compreendermos a nós mesmos através do uso de técnicas ou análises humanistas, mesmo revestidas de linguagem bíblica, mas pela manifestação do poder do Espírito Santo em nossa fraqueza. Seja fraco o suficiente para que Ele possa usá-lo! (TBC 2/93, traduzido por David Oliveira Silva)

Dave Hunt

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 1998.

1 de set de 2010

Sabias que tu és uma raridade?

Temos a tendência de ser ingratos. Ficamos chateados com minúcias. Se as coisas não acontecem conforme planejamos, ficamos aborrecidos, reagimos com exagerada sensibilidade, resmungamos, reclamamos, ficamos melindrados e insatisfeitos. Mas nem nos damos conta como nossa vida é boa. Espero que as comparações que li recentemente em uma revista abram nossos olhos para a realidade:

A Bíblia nos exorta: "Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (1 Ts 5.18). Veja a seguir alguns dos motivos para dar graças a Deus.

"Se, para efeito de comparação, reduzirmos a 100 pessoas a população mundial de mais de seis bilhões, aplicando os mesmos critérios de proporcionalidade hoje vigentes no mundo, chegaremos aos seguintes dados: Nesse grupo de 100 pessoas teríamos 57 asiáticos, 21 europeus, 14 americanos e 8 africanos. Entre as 100, 52 seriam mulheres e 48 homens, 30 brancas e 70 de cor, 30 cristãs e 70 não-cristãs. Seis pessoas deteriam 59% do capital mundial, e estas seriam de origem européia. Oitenta pessoas viveriam em situações quase insuportáveis. Setenta seriam analfabetas e 50 não teriam roupas para se vestir adequadamente. Uma pessoa estaria morrendo e outra nascendo. Apenas uma teria computador e outra teria diploma universitário.

Pense no fato de que você – muito provavelmente – faz parte dos poucos privilegiados que vivem nesta terra e alegre-se por ser uma raridade. Pois, caso tenha acordado com saúde hoje pela manhã, você estará em melhor situação que milhões de pessoas que não sobreviverão à próxima semana. Se nunca esteve exposto ao perigo de uma guerra, à solidão de uma prisão, ao tormento da tortura ou à fome insuportável, então você vive muito melhor do que 500 milhães de outras pessoas. Se você pode ir à sua igreja sem ter medo de ser molestado, preso ou perseguido, ou até de ser morto por sua fé, estará vivendo melhor que três bilhões de pessoas. Se tem comido na geladeira, roupas em seu guarda-roupas, um teto sobre a cabeça e um lugar para dormir, então você é mais rico que 75% dos habitantes da terra. Se tem dinheiro no banco, na poupança ou em sua carteira, então você faz parte dos 8% de abastados deste planeta. Caso seus pais ainda seiam vivos e ainda estejam casados um com o outro, então, realisticamente, você faz parte de uma rara minoria. Se consegue entender estas linhos, você é um abençoado que sabe ler, entre bilhões de pessoas analfabetas."

Com certeza temos todas as razões do mundo para praticarmos aquilo que lemos em Efésios 5.20: "dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo". Ao mesmo tempo, devemos dedicar-nos inteiramente à tarefa de levar a mensagem da salvação, libertação e vida plena em Jesus a tantas pessoas que ainda não têm acesso a ela. (Norbert Lieth - http://www.apaz.com.br)

19 de ago de 2010

A GRACA DIVINA X FRIEZA ESPIRITUAL DA IGREJA DE CRISTO COM RELAÇÃO A ESSE TESOURO DADO POR DEUS!

O problema principal da Igreja de Cristo hoje, não é só a falta de oração, de estudo da Bíblia, de fé ou de dedicação. O problema é mais profundo. Algo tornou-nos tão fracos, que não queremos orar, ou ler a Bíblia. Eliminou-se, de nós, o entusiasmo pelas coisas de Deus. Onde está o problema? Quando o cerne do Evangelho não é bem entendido ou bem ensinado, o esgotamento espiritual alcança-nos mais cedo ou mais tarde. Os sintomas deste esgotamento é a Igreja sem nenhum entusiasmo; a Igreja que não reflete o amor de Deus, pois nunca o experimentou de verdade; a Igreja onde Cristo, o cabeça, está do lado de fora.

O que aconteceu? Onde se perdeu o fabuloso legado espiritual, que deveria chegar até nós, já que, por ele, foi pago um alto preço na cruz e um alto preço pelos milhares de mártires, mortos por amor de Cristo?

No princípio da história da Igreja, ocorreram dois graves desvios que alcançaram até a Igreja de hoje:

1) O Cristianismo como "religião" e não como "relacionamento" com Deus através de Jesus Cristo, Seu Filho.

Jesus Cristo debateu veementemente o farisaísmo, pois eles ensinavam ao povo que deveriam buscar a aceitação de Deus, mediante méritos pessoais. As palavras mais duras de Jesus foram dirigidas aos fariseus, pois uma carga muito grande estava sobre o povo, dificultando o acesso dos mesmos a Deus. E Jesus debateu esse desvio, pois Ele sabia que ao longo da história da sua Igreja, muitos ficariam no meio do caminho por causa do cansaço espiritual.

Jesus ensinava ao povo que eles eram livres para amar a Deus, e que o Evangelho era simples:...“amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.” Não ao legalismo, não à religiosidade. "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados que eu vos aliviarei...”.

Se alguém encara a vida com Deus entendendo que precisa fazer de tudo para agradá-LO; que precisa trabalhar muito no Reino para tirar um sorriso dos lábios do Senhor; que precisa melhorar o desempenho espiritual visando garantir um terreninho no céu... saiba que todo esse sacrifício é vão!

A graça é tudo de maravilhoso que poderia acontecer para o ser humano. É de tirar o fôlego! Estamos livres para amá-LO. Não precisamos, desesperadamente, buscar agradar a Deus, pois Ele morreu por saber que nós NUNCA conseguiríamos agradá-LO por nós mesmos. Por causa da cruz de Cristo, somos declarados puros, diante de Deus, mesmo não o sendo. Fantástico! O esgotamento espiritual vai embora, se as pessoas souberem que Deus quer um coração conquistado, por essa graça, não um coração ansiando arrumar um jeito de escapar do inferno.

Este é o primeiro desvio que têm minado a Igreja de Cristo hoje. O legalismo dos fariseus alcançou-nos, afastando-nos do entendimento do puro Evangelho.

2) E o mais grave: A graça foi barateada.

O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer nos sinaliza o segundo desvio sério que alcançou a Igreja de hoje. A graça foi barateada. Que é graça barata? É a pregação do perdão sem arrependimento, graça sem cruz, graça sem Jesus Cristo encarnado, vivo, ressuscitado, graça sem discipulado. Significa justificação do pecado e não do pecador. Graça sem preço, sem custo.

O que é graça preciosa? É o tesouro por amor do qual o ser humano sai e vende tudo o que tem com alegria; é o amor tão intenso a Jesus Cristo pelo qual, o ser humano arranca o olho que o faz tropeçar; é o chamado de Jesus, pelo qual o discípulo larga suas redes e o segue. É preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. É preciosa por ter custado a Deus a vida de seu Filho. “Vocês foram comprados por preço”. É preciosa porque não pode ser barato a nós aquilo que custou caro a Deus.

Com a expansão do Cristianismo e a secularização crescente da Igreja, a consciência da graça preciosa perdeu-se gradualmente. Tornou-se barata. O mundo estava cristianizado, a graça passou a ser propriedade comum de um “mundo cristão”. A Igreja católica manteve o monasticismo e nele ainda se mantinha viva a consciência da preciosidade da graça e por amor à Cristo, homens e mulheres abandonavam tudo quanto possuíam. Mas o problema da vida monástica era que isso era algo para poucos, não para a massa do povo cristão e era duro demais. Passaram entao a serem encaradas essas duas esferas de obediência cristã: uma mais severa e outra mais branda. Qual o erro do monasticismo e onde ele se distanciou do Cristianismo? Não foi no caminho do discipulado rigoroso e na tentativa de obediência perfeita, mas foi por deixar-se transformar "ele próprio" na realização excepcional, voluntária, de uns poucos, reivindicando, assim, mérito especial para si. A mudança tinha que acontecer nos recônditos mais íntimos do ser humano e não em demonstrações apenas superficiais.

Martin Luther (Lutero) tentou retomar o caminho dessa graça preciosa. Ele largara tudo para dedicar-se completamente à obra cristã. Entrou para um convento e consagrou-se totalmente. Mas foi confrontado com as Escrituras, em que o discipulado de Jesus não era apenas para alguns, mas para todos os cristãos. Quando estes “santos” consideravam-se melhores que os demais, em nada se diferenciava dos demais. Entao de nada valia a sua autonegação para Deus. Foi durante essa dura constatação que Lutero foi alcançado pela graça preciosa.

Lutero quando fora para o convento, abandonara tudo, menos a si mesmo. Dessa vez, até isso lhe foi tirado. Lutero passou a viver o discipulado de Jesus no mundo, agora fora do convento. A obediência perfeita ao mandamento de Cristo, deveria acontecer a cada passo do cristão no mundo. O cristão atacava o mundo de perto. Passou a ser uma luta “corpo a corpo”. Martin Luther entendeu que a graça autêntica não isenta ninguém da obra, antes chama com insistência ainda maior ao discipulado, à obediência, à autonegacao. Mas com o tempo, tudo isso foi perdendo a força. A "justificação do pecador no mundo" transformou-se em "justificação do pecado e do mundo". A graça autêntica transformou-se em graça barata, sem discipulado.

Esse desvio tem minado a vida da igreja, pois ela não passa apenas de uma opção morna, enfraquecida, que nos constrange ao lembrarmos dos milhares de cristãos que morreram porque entendiam que ser cristão significava renúncia, significava morrer por Cristo. Tudo infinitamente muito mais do que nos encontrarmos com os irmãos, uma vez por semana, para reclamarmos do Pastor e da vida medíocre que levamos no Reino.

Que o entendimento da graça volte a ser completo em nossa vida. Não estejamos no time de cristãos que, por não compreenderem a graça, pensam que precisam se superar para agradar a Deus. E também não fique entre aqueles que pensam que tudo já foi feito na cruz e por isso podem levar uma vida onde a convivência com o pecado é tranqüila, sem crise. Fique no ponto de equilíbrio, caro leitor, onde a graça o alcançou e é preciosa demais, onde, por amor, você é impulsionado a largar tudo por Jesus e dizer, sem titubear: “Já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Gálatas 2.20

Cristiane Molulo

*Quanto aos "cristãos" que nao atentam com diligência para tão grande tesouro que é a Graca de Deus revelada através do Senhor Jesus Cristo um alerta:

" 1 PORTANTO, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. 2 Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição, 3 Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;" (Hebreus 2 : 1)

"Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado." (Romanos 11 : 22)

16 de jul de 2010

BECOME/SEJAMOS UM SÓ CORPO!

"1 ROGO-VOS, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, 2 Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em AMOR, 3 Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da PAZ.
4 Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; 5 Um só SENHOR, uma só fé, um só batismo;
6 Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós." (Efésios 4:1)

UMA SÓ VIDA, UM SÓ SACRIFÍCIO, UM SÓ CORPO, TORNEMO-NOS UM EM CRISTO JESUS!

....mas rogo-vos também que apartem se de todo irmao que nao anda segundo a sã doutrina, segundo a Palavra de Deus. (II Tessalonicenses 3 : 6); (I Timóteo 6:3)

NOSSA UNIDADE TEM QUE SER ATRAVÉS DA VERDADE DO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!

MARANATA!

14 de jul de 2010

O que é a "igreja" de Cristo? (uma ótima resposta!)

Obrigado por escrever e fico contente por estar interessada nas mensagens que tenho colocado no Youtube. Não faço parte de nenhuma denominação religiosa. Sou convertido desde 1978 e há uns 30 anos me congrego com outros irmãos somente ao nome do Senhor Jesus. Fui pesquisar sobre os autores que mencionou e devo concluir que o modo de eu estar congregado somente ao nome do Senhor fora do sistema denominacional não tem quase nada a ver com o que pregam Frank Viola ou Wolfgang Simson.

Pesquisando na Internet encontrei o site de Wolfgang Simson que publicou 15 teses sobre o que ele pensa que o Espírito de Deus esteja dizendo à Igreja hoje, mas muitas de suas idéias não têm base bíblica e apenas tentam embasar uma nova maneira de cristãos se congregarem, como se já não tivéssemos um número suficiente de fórmulas para isso. A verdade é que a questão toda envolvendo o assunto "igreja" não está na forma, mas no conteúdo.

Wolfgam Simson diz que "Igreja é um modo de vida, não uma série de reuniões religiosas". Este é um engano cometido por muitos cristãos quando pensam na Igreja como algo para si mesmos. Basta lembrarmos que o Senhor Jesus chamou Sua Igreja de Seu corpo para vermos que não é algo para nós, mas para Ele. Acrescente a isso o que Jesus diz sobre a Igreja ser Sua noiva, e mais uma vez descobrimos que a Igreja não é um modo de vida, mas um organismo vivo que tem por objetivo a glória de Cristo. A razão da existência da Igreja é Cristo, não a própria.

Ele ainda afirma, em seu site, que "é hora de mudar o sistema", mas não é o primeiro e nem o único a propor mudança no sistema, mas a verdade é que Deus nunca nos manda mudar um sistema errado. Deus nos manda sair dele: 2 Tm 2:19 "Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade".

Quando entendemos que o sistema denominacional é iniquidade por dividir os cristãos por diferentes nomes e não reconhecer o senhorio de Cristo como a Cabeça da Igreja (elegendo em lugar dEle homens como "cabeças"), nossa obrigação é sairmos, não a uma nova forma de reunir, mas sairmos a Cristo. Em razão de o "arraial" judaico ter se corrompido, o Espírito Santo admoestou os judeus convertidos a saírem dele, mas saírem a Cristo, fora do "arraial" ou sistema organizado dos judeus. A cristandade organizada tomou o mesmo rumo de corrupção do sistema religioso que expulsou a Cristo, por isso a exortação também nos serve hoje.

Êx 33:7 E tomou Moisés a tenda, e a estendeu para si fora do arraial, desviada longe do arraial, e chamou-lhe a tenda da congregação; e aconteceu que todo aquele que buscava o SENHOR saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial. Heb 13:13 Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério.

Simson chama seu movimento de "Terceira Reforma", uma afirmação que, além de pretensiosa, ignora o fato de que não há o que reformar e nem a Palavra de Deus nos fala de que algo será reformado. Quando entendemos que, na história do homem em relação a Deus, tudo o que começa bem acaba mal, ficamos cientes que assim será também com o testemunho da igreja neste mundo. Foi assim com as diferentes dispensações (ou maneiras de Deus tratar com o homem), como o Éden, Noé no mundo pós-diluviano, os israelitas e a Lei e a primeira vinda de Cristo. Do mesmo modo, a Igreja, que começou de forma gloriosa, está hoje, no que se refere ao seu testemunho neste mundo, em seus últimos estertores. Nosso estágio atual é Laodicéia, algo que Cristo está a ponto de vomitar de Sua boca. O arrebatamento dos crentes não virá com um certificado de "Missão Cumprida", infelizmente.

O autor diz que desde os tempos do Novo Testamento não existe uma "casa de Deus". Ele segue dizendo que a Igreja é o povo de Deus e que a Igreja "se sente em casa" onde as pessoas "estão em casas". Então termina dizendo que, ao se reunirem em casas, os cristãos "ganham uma nova identidade corporativa ao experimentarem amor, aceitação e perdão". Mais uma vez a idéia de "Igreja" como algo voltado para o umbigo, para o bem estar dos cristãos, como se fosse um clube. O foco está errado.

Ao escrever que "a igreja precisa ficar pequena para crescer e ficar grande" ele parece não entender que a Igreja já é grande: ela engloba TODOS os salvos por Cristo, e cresce quando mais pessoas são salvas. Como o autor parece propor apenas uma nova forma de cristãos se reunirem para o próprio bem estar, daí a idéia de que se reunindo em casas eles terão maior intimidade e consideração uns para com os outros. Nada disso tem base bíblica. Reunir em casas podia até ocorrer nos tempos neotestamentários, mas era apenas uma questão circunstancial, não uma doutrina deixada pelos apóstolos. A obrigação dos cristãos é seguir a doutrina dos apóstolos, não criar novos modelos de reunião.

Quando afirma que "nenhuma igreja é guiada por um único pastor", o autor está parcialmente correto em sua afirmação, mas parece sair dos trilhos quando continua explicando que as "casas-igrejas" estão ligadas em um movimento que combina anciãos e membros (clero e leigos?!) divididos em apóstolos, profetas, pastores, evangelistas e mestres que vão de casa em casa para exercer ministérios apostólicos e proféticos.

O problema é que a Palavra é clara ao apontar que apóstolos só existiram os 12 mais Paulo, os quais, juntamente com os profetas do Novo Testamento, formavam um grupo que não teve sucessão por terem servido como alicerce da casa de Deus, da qual Cristo é a Pedra angular. O que vem depois são pedras de paredes, não de alicerce, restando hoje apenas evangelistas, pastores e mestres. Ef 2:20 "...edificados sobre o fundamento (alicerce) dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina". Já temos o alicerce, não é preciso lançar outro. Em 1 Co 3:10 em diante mostra como se construir SOBRE o fundamento, não como lançar outro.

Mario Persona

Como pode ver, o movimento divulgado pelos autores que mencionou simplesmente propõe um novo "modus operandi" para os cristãos, sem chegar ao cerne da questão. Sugiro que leia alguns comentários que escrevi sobre isso:

Link do site

Devemos rasgar o Antigo Testamento?
O que significa adorar em espírito e verdade?
A cristandade está decadente?
A igreja não aparece no Antigo Testamento?
Se uma denominação prospera, como pode estar errada?
Devemos obedecer autoridade humana na igreja?
Como você entende a expresão "casa de Deus"?
Como se reunir sem um templo?
Reunir-se sem denominação não é criar uma nova denominação?
Quem pode ser chamado de bispo?
Como saber se um apóstolo é genuíno?
Como saber se uma igreja reconhece o senhorio de Cristo?
A obediência aos pastores é incondicional?
É possível ter fé sem pertencer a uma denominação?
Com que autoridade bíblica? Perguntas que não querem calar.
O que é um clérigo?
Devemos esperar a igreja voltar ao que era no início?
O que significa o arraial de Hebreus 13?
Qual é a hierarquia na igreja?
Devemos obedecer aos pastores?
É errado deixar de se congregar?
É possível congregar-se com desprendimento denominacional?
O que significa a palavra "igreja"?
O que significa reunir-se ao nome do Senhor?
Como os dons se manifestam na igreja?
Qual o verdadeiro lugar de adoração?
Quem deve liderar nas reuniões?
Você já pertenceu a alguma denominação?
Devo divulgar denominação?
Por que há tantas denominações?

7 de jul de 2010

O RUMO QUE O CRISTAO DEVE TOMAR!

.... "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele."(I João 2 : 15).

São muitas as reportagens nos blogs "cristãos" que demonstram preocupação com o planeta, com a humanidade corrompida, com a situação das igrejas (pseudocristas) atuais, onde alguns acreditam que precisam salvar "a igreja e consertá-lá para a vinda de Cristo(!?), sobre qual "candidato cristao" perfeito eleger para um futuro melhor(!?), etc... Mas esquecem se de falar do assunto principal, da salvacão do indivíduo, pois quem precisa de salvacão é o "indivíduo" e não o "planeta", isso tudo ja foi criado para um propósito e será destruído, pois Deus criará um novo céu é uma nova terra após essa Terra passar. "E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe." (Apocalipse 21 : 1). 

Não é com o material, com as coisas temporais que devemos nos importar isso tudo é descartável até mesmo o corpo humano, como sabemos muito bem mas infelizmente ignoramos que Deus o fez assim, pois para Deus o que é importante é o conteúdo, o que está dentro do corpo humano, pois esse sim voltará "ou não" à Deus,"O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita." (João 6 : 63)

Estamos aqui nesse planeta "num período de teste (II Coríntios 8 : 8) e aperfeicoamento (Efésios 4 : 12) sem essa de reciclagem e retorno" (Hebreus 9 : 27), e isso deveria ser extremamente importante para nós verdadeiros salvos em Cristo Jesus. Pois Deus colocou a igreja nessa atual "dispensação da graça" com um "Evangelho da graça" a ser pregado exatamente como foi entregue, para a salvação "DO ESPÍRITO" de todo aquele que aceitar o Evangelho genuíno de Jesus Cristo pela fé. Por isso estamos num tempo agora até propício para a pregacão do "Evangelho da graça para a salvação de almas da condenação eterna", e deveríamos fazê-lo com urgência e dedicação, e não dar de maneira alguma suporte à fábulas ímpias como o da salvação do planeta e consequentemente entrar na onda dos incrédulos e falsos cristãos que buscam a falsa paz e seguranca nesse mundo também ja profetizada antes da destruição, "Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão." (I Tessalonicenses 5 : 3)

Queridos irmãos em Cristo, ja há muito tempo tenho me decepcionado com aqueles que se dizem cristãos, mas negam com suas obras, nao é de hoje e nem novidade. Mas sempre olhei firme e forte para o autor e consumador da minha fé MEU SENHOR JESUS e só por isso nao caio, pois se fosse seguir a atual multidão de "cristãos" ja teria afundado na fé.

Mas tenho algo no meu coração e há algum tempo queria compartilhar por escrito, poucas foram as vezes que escrevi, mas a coisa está séria e Deus hoje me encorajou a escrever, JESUS ESTÁ VOLTANDO! Você dirá, todo mundo sabe disso, e pode até dizer assim "Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação." (II Pedro 3 : 4) tudo isso ja está escrito, até mesmo essa frase incrédula já predita está se cumprindo no meio daqueles que deveriam crer, eu sei!

Mas o que pouco se fala e escreve no meio cristão nesses últimos dias é sobre "paz e santificação". Sabem os irmãos que para ver à Deus deve se "Seguir a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;" (Hebreus 12 : 14)? Temos nos preparado para encontrar com JESUS, se é que realmente acreditamos NELE e na SUA vinda? Como está o seu coração em relação ao próximo, às almas perdidas, à santificação, à paz com os irmãos da fé?

Pouco tem se escrito e falado sobre "PAZ E SANTIDADE" para podermos nos encontrar com o Senhor, aliás visito blogs (infelizmente a minoria ainda é fiel à palavra) e o como ja escrevi muito dos assuntos ainda são sobre salvação do planeta, assuntos concernentes à essa vida, discussões dos "cristãos uns com os outros" que está se tornando um assunto até obsessivo em certos blogs o que é um erro, pois através disso chamam a atencao para si de uma multidão de seguidores que se deliciam em ver esses ataques ferozes que mais se parecem com lutas em um Ringue.

Concordo que devemos exortar no geral, advertir sobre os erros doutrinários com moderação e justica como consta na Palavra de Deus, mas caso não oucam a repreensão temos que deixá-los ir, mas não concordo quando isso se torna alvo da concupiscência da carne, como tem acontecido, pois andam na carne e não no espírito "Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne." (Gálatas 5 : 16). Há também muita divulgação nos blogs sobre satanás e seus artifícios, a Bíblia diz "Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca."(Mateus 12 : 34) Será que o coração dos cristãos atuais está tão cheio das coisas do inferno? Advertir sobre o mal de acordo com a verdade da Palavra de Deus é nosso dever, mas essa fixação pelo mal e como ele age aproveitando essa de "blog cristão" para ajudar a satanás a semear o mal, nao concordo, existem blogs piores que filmes de terror, destes com certeza temos que nos afastar.

IRMAOS ACORDEM! 

As negociações de PAZ EM ISRAEL estao se tornando cada vez mais de interesse mundial, todos os países agora estao empenhados na luta pela paz em Jerusalém, como está escrito. O fim dessa era se aproxima numa velocidade incrível, até os que nao creêm na Bíblia sentem que algo está para acontecer em breve que mudará a história atual. Israel para nós deveria ser a prova que nosso tempo esta se esgotando, "E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem." (Lucas 21 : 24). Jesus diz mais ainda "Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo?" (Lucas 12 : 56). E se a igreja primitiva deixou tudo naquela época para esperar somente a Cristo, nao deveríamos nós agora fazer o mesmo? Viver nesse mundo nesses últimos segundos de Deus como se ja tivéssemos partido dele? (Nao me entendam mal, nao é para parar de trabalhar, mas viver como a Bíblia ordena QUIETOS e para Deus, nao para o mundo!) Ou você acredita mesmo que toda essa tecnologia e modernidade é para melhoria do mundo atual e da humanidade? Se acreditas assim estás à acreditar no conto do vigário e estarás indo contra ao que Deus diz em SUA palavra para os últimos dias. Toda essa tecnologia e conhecimento é sim apenas para o cumprimento das profecias Bíblicas, e já estamos nos estágios finais, Aleluia! "E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará." (Daniel 12 : 4)

Temos que parar com essa de salvação do planeta, de um mundo melhor, o que será do futuro da humanidade e nos agarrarmos firmemente no SENHOR num relacionamento verdadeiro e real, de um filho fiel, em santificação e paz com todos. Orem pelos fracos na fé, ajudem aqueles que estão desanimados, refutem as fábulas e heresias, batalhem pela fé (Judas 1 : 3), afastem se dos maus e dos que se dizem cristãos e não são, estabelecam limites na convivência com os incrédulos para nao enfraquecerem na fé, e o principal preguem o EVANGELHO assim como ele é, NAO ENFEITEM O EVANGELHO PARA AGRADAR AMIGOS, PARENTES OU QUALQUER UM QUE SEJA! TEM QUE SER PELA LOUCURA DA PREGACAO, sem pôr nem tirar uma só palavra, 18 Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;19 E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro ( Apoc. 22:18).

O ser humano continua mais pecaminoso que nunca e somente através do reconhecimento dos seus pecados, consequentemente do arrependimento dos mesmos e aceitação da cruz de Cristo esse "ser" será salvo, passará de criatura a filho por adoção em Cristo JESUS! NAO HÁ OUTRO MEIO OU NOME "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." (Atos 4 : 12)

Para finalizar, tomem o rumo certo em direção à pátria celestial revelada por Jesus Cristo aos seus santos. Morram de vez para o mundo e vivam para Cristo! Vivam como agrada à Deus aguardando "a bendita esperanca", não tentem salvar o mundo pois o próprio Deus não deixará de cumprir o que ja determinou para ele. Para os ansiosos, deixem a ansiedade. E por último, nao tentem conciliar, misturar a sabedoria do mundo com a sabedoria de Deus, percebi que muitos blogs querem agradar à Deus e ao homem ao mesmo tempo, acreditando que isso é certo aos olhos de Deus, que isso trará pessoas à Cristo, irmão te digo, isso é loucura, isso apenas trará pessoas até você, até seu blog talvez, mas nao à Cristo! Deus já estabeleceu como a pessoa deve vir à Cristo e você será responsável por ter deturpado o Evangelho da salvacao para agradar pessoas, e certamente será confundido e perderá a confianca na vinda do Senhor (I João 2 : 28) a ira do Senhor cairá sobre esses que fazem das pessoas duas vezes mais filhos do inferno (Mateus 23 : 15).

Infelizmente escrevo com tristeza por ver irmãos se desviando da sã doutrina justo agora! (II Timóteo 4 : 3). Muitos chorarão amargamente por terem ignorado as advertências da palavra de DEUS! Caso seja você que esteja lendo o advertido(a) essa pode ser até mesmo a última para você! Mas minha oração é para que seja a última antes de você tomar a decisão certa e definitiva de seguir ao Senhor Jesus custe o que custar até o fim da tua vida ou até a VINDA DE JESUS para OS SEUS que está agora mais perto do que quando aceitamos a fé. (Romanos 13 : 11)! ACREDITE! Gott segne euch! Shalom!

"Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; 31 Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos."(Atos 17 : 30)

"Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se acender a sua ira; bem-aventurados todos aqueles que nele confiam." (Salmos 2 : 12)


Leiam também: A doutrina bíblica da separação

MARANATA, ora vem SENHOR JESUS!!!

Daniela Luther

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"Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber." (Atos 20 : 35)