DESTINO FINAL

16 de set de 2009

Cristão Carnal vs. Cristão Espiritual

“Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus...” (Hebreus 5.12)


Cristão Carnal vs. Cristão Espiritual


A Bíblia fala de dois tipos de cristão: o espiritual e o carnal. O cristão carnal é o cristão imaturo, que demonstra pouco ou nenhum interesse pelas coisas espirituais. Este tipo de cristão é controlado por suas próprias vontades naturais, pela sua natureza humana decaída. Por outro lado, o cristão espiritual é o cristão maduro. É aquele que segue as orientações do Espírito Santo que nele habita. Esse cristão passou pelo processo do “novo nascimento” descrito por Jesus (João 3.5), o qual é fundamental para entrada do homem no Reino de Deus. O cristão espiritual possui uma mente transformada (regenerada) pelo Espírito de Deus (Romanos 12.2; Tito 3.5).


Identificando os tipos de Cristãos


O apóstolo Paulo identificou os cristãos imaturos da igreja de Corinto, quando escreveu: “E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo” (1 Coríntios 3.1). Logo em seguida ele citou algumas características dos cristãos carnais: inveja, brigas e divisões (vers. 3). Umas das características de uma criança imatura é que ela gosta de brigas e protestos, tipo: “eu sou melhor que você!” ou “meu pai é melhor que o seu!”. Muitos cristãos imaturos agem da mesma forma. É possível observar nas igrejas de hoje uma “disputa” entre os crentes para ver quem é o melhor, o mais sábio e influente pregador ou pastor. Isto é um sinal claro de imaturidade espiritual.


Certa ocasião, o apóstolo Paulo teve que repreender alguns cristãos imaturos na igreja de Corinto por procederem desta forma. Uns diziam: “eu sou de Paulo!”, outros “eu sou de Apolo!”, e ainda outros “eu sou de Cefas!” (1 Coríntios 1.12). Atitudes assim apenas causavam divisão na Igreja. Ora, é justo dizer que Paulo, Apolo e Cefas (ou Pedro) eram grandes pregadores do evangelho, grandes homens de Deus, mas, apesar disso, eram apenas homens. Alguns cristãos não tinham maturidade suficiente para entender que Deus é quem trabalha em todos, e que nenhum homem merece o louvor que pertence somente ao Senhor. Por isso Paulo os classificou como “meninos” na fé.


O cristão espiritual reconhece que o mérito por seus feitos pertence exclusivamente ao Senhor. O apóstolo Paulo reconheceu a sua limitação humana e de seus companheiros, dizendo: “Pois quem é Paulo e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um?” (1 Coríntos 3.5). Paulo reconheceu que ele e Apolo eram ministros do Evangelho e servos de Deus, e que cada um tinha igual importância para o crescimento da igreja. Reconheceu que apesar de terem dons diferentes, ambos deveriam trabalhar em conjunto. Paulo sabia que os dons que ele possuía provinham de Deus, e não dele mesmo, por isso não havia lugar para orgulho (1 Coríntios 4.7).


O cristão maduro sabe que nenhum dom espiritual é melhor que o outro, pois todos são operados pelo mesmo Espírito, o Espírito Santo (1 Coríntios 12.4). O que muda de um servo de Deus para outro são os ministérios, ou seja, a sua função na Igreja de Cristo: “E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo” (1 Coríntios 12.5). A Bíblia diz que a Igreja é o Corpo de Cristo (Efésios 1.23). Todo corpo é formado por um conjunto de membros interdependentes. Assim como no corpo humano, nenhum membro pode sobreviver sem a ajuda do outro. Semelhantemente, na Igreja todos devem trabalhar em conjunto para que todo o Corpo possa crescer saudável. Ora, se dois pés derem um passo ao mesmo tempo, logicamente que todo o corpo irá desabar. Assim também funciona a Igreja saudável, todos dependem um do outro. Se todos não trabalharem em sincronia, todos serão prejudicados juntos.


Os motivos que levam a imaturidade espiritual

O motivo principal de muitos cristãos serem imaturos na fé deve-se a má nutrição espiritual, isto é, alimentação inadequada ou insuficiente. Estes cristãos dedicam muito pouco tempo diário à leitura e meditação nas Escrituras. Ingerem poucas “calorias espirituais” por dia, por isso tornam-se espiritualmente desnutridos. Devido à sua alimentação defasada, com falta de nutrientes espirituais fundamentais em sua dieta, não se desenvolvem espiritualmente. Infelizmente, existem muitos cristãos que estão seguindo Jesus há anos, entretanto, a constante “preguiça espiritual” os impedem de orar e examinar as Escrituras diariamente. Essa falta de disposição faz com que permaneçam eternamente como bebês espirituais, não alcançando a maturidade espiritual compatível com o seu tempo de fé.


O escritor de Hebreus sabia que muitos cristãos já tinham tempo de fé suficiente para terem se tornado mestres, ensinando as Escrituras a outros (Hebreus 5.12). Mas, apesar de estarem na igreja há bastante tempo, jamais saíam do “leite espiritual: “Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino” (Hebreus 5.13). Este tipo de cristão é carnal e não possui um entendimento aprofundado da Palavra. Devido a sua desnutrição espiritual, o cristão carnal depende de seu próprio raciocínio humano para tomar suas decisões diárias. O cristão carnal não consegue fazer diferenciação entre o santo e o profano, ou seja, não consegue diferenciar as coisas que agradam a Deus das que O desagradam. Já o homem espiritual, discerne bem tudo (1 Coríntios 2.15).


Devido aos cristãos preguiçosos serem muitos, o escritor da epístola aos Hebreus fez um sério alerta quando escreveu: “... e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento (Hebreus 5.12)”. Aí está revelado o motivo de muitos cristãos estacionarem na fé, não podendo ingerir um alimento espiritual mais sólido por causa de sua negligência espiritual. Estes cristãos não crescem espiritualmente devido a falta de compromisso com Deus, pois ainda não renunciaram ao tempo para dedicarem-se as coisas do alto (Colossenses 3.2).


O cristão carnal ou imaturo ama as coisas do mundo achando que “não há nada de mal” em dedicar-se aos entretenimentos e diversões mundanas. Não entende porque estas coisas ofendem a Deus, por isso correm o risco de se destruírem espiritualmente. Devido a sua imaturidade e falta de conhecimento das Escrituras, não sabem que os cristãos são apenas peregrinos nesta terra (Hebreus 11.13) e que os verdadeiros filhos de Deus devem “morrer” e “renunciar” ao mundo (Gálatas 6.14; 1 João 2.15).


Os cristãos espirituais vivem pelo Espírito de Deus, por isso possuem grande discernimento espiritual. Sabem diferenciar o evangelho genuíno de falsas doutrinas humanas (Efésios 4.14). Estes não são insensatos, pois entendem verdadeiramente qual a vontade de Deus. O apóstolo Paulo advertiu: “Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Efésios 5.17). Os cristãos espirituais oram constantemente e mantêm um relacionamento íntimo com Deus, por isso não são enganados pelo espírito do mundo, o espírito que opera nos “filhos da desobediência” (Efésios 2.2).


Infelizmente, os que não levam a vida cristã a sério, correm o risco de serem deixados para trás quando Jesus voltar para buscar a Sua “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5.27). Apenas irão subir com o Senhor os que realmente renunciaram a si mesmos, morreram para o mundo e tomaram sua cruz, assim como Jesus determinou (Marcos 8.34).



“... porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mateus 7.14).


Igor Chastinet.

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